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The global forest policy process 2.1 Some elements of the global forest policy process

Uma forma de procurar novas informações ou informações específicas sobre o caso em análise é recorrer a entrevistas ou observações (diretas ou participativas). Uma vantagem do uso das entrevistas é que elas estão claramente focadas no tema de estudo e permitem a generalização dos resultados para toda a população (Baranãno, 2004). “A entrevista é o principal caminho para múltiplas realidades” (Stake, 1995, p. 64). Com essa frase o autor quer dizer que, por meio das entrevistas, permite-se a descobrir e retratar os vários pontos de vistas do mesmo caso e isso possibilita que o investigador observe coisas que não se atentaria sozinho.

A entrevista é uma das mais importantes fontes de informações do estudo de caso e devem consistir em uma conversa orientada e não em uma estrutura rígida de perguntas (Yin, 2009).

A entrevista é realizada por uma pessoa (entrevistador) que pode ou não ser o próprio investigador e pode ser processada frente a frente ou por telefone. Possui a vantagem da flexibilidade, ao compararmos com outras formas de inquérito, e assim possibilita que o entrevistador faça adaptações durante o contacto com o entrevistado. No entanto, tem a desvantagem de ser mais dispendiosa em termos de tempo e custos (Coutinho, 2011).

No estudo de caso em questão as entrevistas servirão tanto para coleta de informações específicas (Baranãno, 2004) quanto para corroborar os dados obtidos pelos documentos e registos de arquivos pelo princípio do uso de múltiplas fontes de evidência (Yin, 2009).

Baranãno (2004) coloca três tipos de entrevistas: não estruturada ou não diretiva, semiestruturada ou semi diretiva e a estruturada ou diretiva. A entrevista semiestruturada é certamente a mais utilizada em investigação social. Não é completamente aberta nem conduzida por um grande número de questões precisas (Quivy & Campenhoudt, 2003).

Elaborou-se então dois guiões7 de entrevista distintos, ambos com questões produzidas a

partir da revisão de literatura realizada sobre o tema do estudo. Estes guiões preliminares foram testados com duas pessoas (uma pessoa para cada guião) que fazem parte das categorias sociais a que diz respeito o estudo e diferentes das incluídas na amostra (Dias, 2009). Verificou-se, portanto, que os guiões estavam demasiadamente rígidos, típicos de entrevistas estruturadas.

7 Um guião é destinado a entrevista com os líderes/chefia e outro com os colaboradores (operários do Departamento Industrial das OMPS-I).

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Consequentemente, como os objetivos das entrevistas são a verificação e o aprofundamento (Baranãno, 2004), característicos das entrevistas semiestruturadas, foram confecionados novos guiões (ver apêndices 1 e 2) que passaram a ser definitivos e incluem novas questões que possibilitaram a condução de entrevistas com discurso livre e orientado por perguntas-chaves (Chizzotti, 2000).

As questões dos guiões foram divididas em três partes. A primeira delas, que ocorre logo após a recolha de dados sociodemográficos dos entrevistados, abrange as questões que tratam da GC em um contexto geral e visam verificar a compreensão (os significados atribuídos) pelos entrevistados sobre este tema. A segunda parte inclui questões sobre as atividades de fomento a GC dos subordinados conduzidas pelos líderes. Já a terceira parte traz as questões sobre os possíveis condutores/facilitadores, bem como as prováveis barreiras/obstáculos à GC no âmbito das OMPS-I da MB.

As entrevistas foram realizadas das duas formas descritas por Coutinho (2011): frente a frente e por telefone. Sendo o entrevistador o próprio investigador, por limitações de tempo e recursos financeiros, só foi possível visitar uma das OMPS-I. As demais entrevistas, em outras OMPS-I, foram realizadas por telefone.

Além das duas entrevistas-teste, foram realizadas ao todo vinte entrevistas (ver quadro 7), das quais nove foram presenciais e onze por telefone com pessoas que compõem o efetivo nos Departamentos de Administração e Industrial das OMPS-I.

As entrevistas foram realizadas entre fevereiro e março de 2017, sendo todas gravadas e transcritas8 com autorização expressa dos inquiridos que constam dos áudios. As ligações

telefónicas foram realizadas pelo programa “Skype tm”que permite fazer chamadas tipo VoIP (Voice

over Internet Protocol) e foram gravadas pelo programa “Amolto Call Recorder for Skype Premium”. As entrevistas realizadas presencialmente foram gravadas pela aplicação para telemóvel “Gravador de voz Apache 2.0”.

De modo a facilitar a posterior análise dos dados obtidos e garantir o anonimato dos entrevistados, foi atribuído a cada um deles as letras “E” de entrevistado e “T” de teste (entrevista teste), e algarismos por ordem cronológica de realização das entrevistas. Desta forma, os entrevistados passam doravante a ser designados por T1 e T2 para as entrevistas-teste e E1, E2 e assim sucessivamente até E20 para as demais entrevistas.

8 As entrevistas para aprimoramento dos guiões, ou seja, as entrevistas-teste T1 e T2 (ver quadro 7) não foram transcritas. Registrou-se apenas observações e foram realizadas correções nas questões sem respostas ou que apresentaram imprecisões ou contradições (Dias, 2009).

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entrevista

Duração da

entrevista Guião Método

T1 01/02/2017 1h 26m 06s Apêndice 2 preliminar Telefone

T2 02/02/2017 50m 37s Apêndice 1 preliminar Telefone

E1 08/02/2017 1h 2m 41s Apêndice 1 Telefone E2 09/02/2017 37m 29s Apêndice 1 Telefone E3 10/02/2017 39m 07s Apêndice 1 Telefone E4 20/02/2017 25m 20s Apêndice 1 Presencial E5 20/02/2017 47m 05s Apêndice 1 Presencial E6 20/02/2017 26m 08s Apêndice 1 Presencial E7 20/02/2017 25m 20s Apêndice 1 Presencial E8 20/02/2017 39m 31s Apêndice 1 Presencial E9 21/02/2017 24m 39s Apêndice 2 Presencial

E10 21/02/2017 22m 06s Apêndice 2 Presencial

E11 21/02/2017 23m 23s Apêndice 2 Presencial

E12 21/02/2017 1h 27m 24s Apêndice 2 Telefone

E13 14/03/2017 42m 43s Apêndice 1 Telefone

E14 16/03/2017 49m 14s Apêndice 1 Telefone

E15 17/03/2017 22m 53s Apêndice 2 Telefone

E16 20/03/2017 42m 08s Apêndice 1 Telefone

E17 20/03/2017 27m 53s Apêndice 2 Telefone

E18 21/03/2017 35m 25s Apêndice 2 Telefone

E19 21/03/2017 27m 34s Apêndice 2 Telefone

E20 21/03/2017 29m 43s Apêndice 2 Telefone

Quadro 7 – Informação relativa ao contexto de realização das entrevistas

A cada entrevista foram detetadas lacunas ocorridas no decurso das conversas, o que permitiu aperfeiçoar as entrevistas subsequentes. A transcrição das conversas foi feita após a gravação da última entrevista, sendo utilizado o programa de edições de texto Microsoft Office Word 2016 para plataforma Windows 10 e para controle e reprodução dos áudios das entrevistas foi empregado o programa Express Scribe Pro v 6.00. Ressalta-se que ter as entrevistas transcritas é fundamental para futura análise dos dados, no entanto, esta tarefa acabou por demandar muito tempo. Na passagem das entrevistas para a escrita, procurou-se respeitar, dentro dos limites possíveis, as características próprias do registo oral e, portanto, não foram retificados aspetos próprios da oralidade, nomeadamente contrações e repetições de palavras além de eventuais

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incorreções ao nível dos processos de concordância em género e/ou número. Deste trabalho decorreu, então, um volume com cento e noventa e sete páginas (média de aproximada de 10 páginas por entrevista). Concluída esta tarefa, foram dados, então, os primeiros passos para a descrição e interpretação das declarações apuradas, tendo por base os objetivos da investigação previamente delineados.

3.5. Técnicas utilizadas para análise dos resultados: considerações e exposição do método de