4 Presentasjon av funn, analyse og diskusjon
4.2 Krisens fem faser
4.2.4 Gjenopprette situasjonen
Conforme introduzido no tópico anterior e através da análise das diferentes visões dadas pelos autores estudados propõe-se primeiramente que o alcance da LTI esteja relacionado a:
Domínio das tecnologias de base do produto focadas nas especificidades locais; Suporte à absorção, criação e multiplicação do conhecimento;
Proficiência no Processo de Desenvolvimento do Produto;
Integração entre os itens acima através da visão estratégica associada ao portfólio de produtos.
A Figura 22 ilustra o relacionamento entre os itens acima indicados.
Figueiredo (2003) sugere que as competências tecnológicas de uma organização evoluam em níveis discretos. Analisando especificamente a indústria automobilística, podemos rapidamente perceber que tais níveis ocorrem segundo um mecanismo diferente daquele identificado por Figueiredo na indústria siderúrgica. Isto se deve obviamente a características específicas que delineiam a realidade de cada setor.
Analisando o caso das subsidiárias nacionais da indústria automobilística, sugere-se aqui as seguintes etapas de evolução:
Suporte à produção. Nesta fase praticamente não há atividade de engenharia de produto na subsidiária e a função pode então ser absorvida por outras áreas internas. O papel principal está
no cumprimento das especificações de produto determinadas pelo pólo desenvolvedor externo o qual desenvolve o produto totalmente. O grupo local atua somente na fase de produção;
Figura 22 - Bases da LTI motivada pelo mercado local
Engenharia de Ligação. A função de engenharia de produto limita-se a servir de ligação com o grupo do pólo de desenvolvimento externo com relação aos problemas observados na produção e no campo. Dentre suas atribuições estão as fases finais de teste dos novos produtos em desenvolvimento. O produto ainda é desenvolvido no pólo externo, porém, validado localmente antes da produção.
Engenharia de Aplicação. Também pode ser chamada de engenharia de tropicalização. Tem a missão de adaptar o produto já desenvolvido no pólo externo ao mercado local. Tais adaptações visam principalmente a eliminação de defeitos potenciais que podem ser causados pelas diferenças de tipo de uso, questões climáticas, padrões locais diversos, etc. É o primeiro nível no qual a modificação de desenhos de produto ocorre localmente.
Engenharia de Desenvolvimento. É responsável pelo desenvolvimento do produto: construção de protótipos, elaboração de desenhos, testes de validação, controle das etapas de industrialização, etc. Tais fases ocorrem majoritariamente na subsidiária local com maior ou menor interferência da matriz. Existe uma definição prévia por parte da matriz quanto à tecnologia a ser utilizada assim como o modelo conceitual do produto. O nível de autonomia nas fases iniciais do desenvolvimento é um bom indicador da tendência de a organização se consolidar como líder tecnológico intermediário.
Centro de competência em desenvolvimento de tecnologia e do produto. Atua no desenvolvimento do produto desde a fase de seleção e operacionalização das novas
tecnologias a serem aplicadas. Possui autonomia na elaboração de conceitos dos novos produtos para o mercado local e cumpre com as 3 bases propostas para a Liderança Tecnológica Intermediária na Figura 22.
A Figura 23 ilustra o modelo de classificação em níveis discretos das competências das subsidiárias nacionais da indústria automobilística. Percebe-se neste modelo que a competência é tanto maior quanto mais antecipado for o envolvimento da subsidiária em questão no desenvolvimento do novo produto. Por este motivo, o sentido de crescimento de competência é para a esquerda, sentido que também representa uma dependência cada vez menor da matriz.
Embora haja uma lógica evolutiva entre cada classificação apresentada na Figura 23, o ambiente prático mostra que a passagem entre os estágios não requer um desenvolvimento totalmente maduro do estágio anterior. Desta forma, mesmo que a organização seja classificada como estando em estágio mais avançado, existe contínuo desenvolvimento e consolidação de capacidades subjacentes aos estágios anteriores. Como exemplo, uma companhia pode ser classificada como um centro de competência em tecnologia e concepção do produto e ainda apresentar lacunas a serem amadurecidas nas suas competências acumuladas de engenharia de desenvolvimento.
Figura 23 - Evolução das competências tecnológicas de produto na indústria automobilística
Ainda neste contexto, a característica de restrição de domínio tecnológico proposto pelo conceito de LTI reforça a questão de parcialidade. Grande parte do domínio tecnológico permanecerá localizado na matriz mesmo que a subsidiária local seja um centro de competências focado na característica local. Outro ponto a ressaltar é quanto à engenharia de ligação ou de tropicalização. Embora uma organização possa evoluir passando a desenvolver produtos localmente, a competência de tropicalização continua a ser acionada quando da adaptação de determinados modelos desenvolvidos externamente. Tais produtos, aplicados em nichos específicos do
mercado local, freqüentemente apresentam desenvolvimento local não compensador. No caso de automóveis e motopropulsores no Brasil, é o caso comum de modelos das gamas de alto luxo.
Apesar de cada conjunto de competências apresentar características evolutivas como um sistema contínuo, o modelo apresentado propõe uma classificação discreta de 5 níveis. Conclui-se ser isto possível devido a dois fatores principais: em primeiro lugar pode-se perceber que no momento de transição entre um nível e outro há uma mudança perceptível na divisão de responsabilidades organizacionais entre pólos. Estas refletem as atribuições distribuídas entre matriz e subsidiária nos novos desenvolvimentos. Em segundo lugar, está implícito na passagem entre classificações a implantação de novas estruturas pessoal e física. Toma-se como exemplo a passagem do nível de engenharia de suporte ao de engenharia de ligação. Pode-se perceber tal passagem pela responsabilização da subsidiária de testes sobre o produto, antes realizados na matriz. À execução de tais testes deve preceder a construção de uma nova estrutura física na subsidiária (pistas de testes, bancos de prova, galpões e salas, aparelhos de medição, etc.). Consequentemente nasce também uma nova estrutura organizacional na forma de designação/contratação de pessoas com perfil indicado para as novas funções, organização da estrutura hierárquica e de atribuições dos novos setores, etc. Contudo, isto não impede que, para determinados modelos de produto, os testes continuem a ser feitos também na matriz e a subsidiária permaneça exercendo a engenharia de suporte nestes casos.