Unntak 3 Oppdragsgiver
14.4 Gjennomføring av konkurransepreget dialog
O lúdico e o jogo, no contexto da sala de aula, tem como principais funções despertar no aluno o desejo e a vontade de aprender, de gostar do que se está a ensinar e proporcionar ao aluno sensações que ele considere como boas. Moyles (2008) afirma TXH ³VWLmulation, variety, interest, concentration and motivation are equally provided by the play situation (...) play motivates children to explore and experience. Play moti- YDWHVGLIIHUHQWOHDUQLQJ´ Por isso, o aluno deverá sentir estímulos durante aprendi- zagem que lhe transmitam sensações de prazer.
A psicanálise de Freud é a teoria segundo a qual o desenvolvimento humano é interpretado a partir de impulsos e motivações internas que se alteram mediante o estádio em que o ser humano se encontra. Freud explica o desenvolvimento humano DWUDYpVGDHYROXomRSVLFRVVH[XDOHFRQVLGHUDDFULDQoDFRPRR³3DL´GR KRPHPSHOR que o papel que atribui à infância é de grande importância, pois para Freud é nesta altu- ra da vida que a personalidade é estruturada.
77 Se analisarmos as sensações que as actividades lúdicas transmitem à luz da psicanálise de Sigmund Freud, aferimos que estão intimamente ligadas à questão do desejo, das motivações, do prazer que daí ocorre. O ser humano experiencia sensações de prazer do primeiro ao último dia de vida e procura sempre saciar os seus impulsos através da realização de actividades que saciem estes mesmos ímpetos. Assim, o desejo de ter experiências que transmitam prazer está presente em todas as circunstâncias e situações do quotidiano. Ao expormos a criança a uma situação que lhe transmite prazer e que gosta de realizar, estamos a permitir que a criança queira repetir essa sensação, estamos a motivá-la. Quando isso acontece a criança tende a sorrir como sinal que apre- ciou a experiência. SREUHHVWHDVVXQWR.LVKLPRWRDILUPRXTXH ³MRJR LQIDQWLO p normalmente caracterizado pelos signos do prazer ou da alegria, entre os quais, o sorri- so. Quando se brinca livremente e se satisfaz, a criança o demonstra por meio do sorri- so. Este processo WUD]LQ~PHURVHIHLWRVSRVLWLYRV´-6).
A função do lúdico é essa mesma, criar o desejo de querer mais, é levar o aluno/criança a sentir-se motivado. Na sala de aula, ao proporcionarmos ao aluno que jogue, que dramatize, que aprenda de uma forma mais lúdica estamos a proporcionar- lhe o desempenho de uma actividade na qual se sente à vontade pois a criança brinca naturalmente. A actividade lúdica levará o aluno a pedir para repetir o jogo ou activida- de. A experiência de trabalho com crianças entre os 5 e os 10 anos permitiu-me consta- tar isso mesmo. Recebo pedidos frequentes para repetir o jogo mesmo que tenham pas- sado algumas aulas. Também me acontece frequentemente, desenvolver uma actividade lúdica numa aula em que alguns alunos faltaram e, por vezes, na aula seguinte, há um aluno que pede para repetirmos a actividade porque o colega faltou e também poderia aprender com ela. Parece que acontece aqui o querer partilhar as boas sensações, o pra- zer que a actividade proporcionou. Está também presente o desejo, a vontade de apren-
78 der, socializar, de comunicar. Quando o jogo desperta no aluno estas sensações o seu objectivo máximo foi atingido na sua totalidade.
Além de facilitar a comunicação na sala de aula, o lúdico e o jogo despertam a vontade de aprender não só em termos linguístico mas também em termos culturais, conduz à consciencialização do aluno para as diferenças entre a língua materna e a lín- gua estrangeira e ajuda a engrandecer a capacidade de compreensão para a diversidade cultural e linguística do mundo que o rodeia. Ao planificar a aula e a actividade lúdica, o professor deverá ter em atenção que o aluno deve desejar desempenhar aquela activi- dade e que essa mesma actividade lhe vai deixar marcar e desencadear a vontade para aprender sempre mais. O aluno deve sentir gosto no que está a aprender pois só assim irá formular o seu conhecimento.
Sempre que o aluno é estimulado por actividades que lhe proporcionam o desejo e a vontade de aprender, esquemas de ordem cognitiva são accionados desenca- deando a aprendizagem, e ocorrendo a alteração das estruturas cognitivas de que fala Vygotsky.
O professor deseja que o aluno aprenda e pretende que o aluno deseje o mesmo. Por natureza, segundo diversos autores, o ser humano tende a procurar o que está no desejo dos outros para construir o seu próprio desejo. Se o professor desejar que a criança aprenda e a família também o desejar, então, por consequência, o desejo de aprender vai desencadear-se na criança.
Contudo, nem todo o jogo proporciona prazer e Vygotsky afirmou esse mesmo e este aspecto também foi contemplado pela psicanálise que acrescenta o des- prazer como constitutivo do jogo, especialmente, ao demonstrar como a criança repre- senta, em processos catárticos, situações extremamente dolorosas. Também Kishimoto PHQFLRQRX³RSUD]HUFRPRGLVWLQWLYRGRMRJRKiFDVRVHPTXHRGHVSUD]HUpR
79 elemento que o caracteriza (p.23), ou seja, sempre que o aluno não obtêm os resultados desejados no decorrer da actividade lúdica este tende a não gostar da actividade e não quererá repeti-la no futuro.
Assim, o professor deverá ter em atenção que o lúdico por si só é capaz de gerar prazer e consequentemente aprendizagem pois as crianças tendem a assimilar o que lhe ensinamos se o fizermos de forma mais lúdica e divertida. Contudo, não nos podemos esquecer que não podemos controlar os resultados do jogo, nem o rumo que ele toma, sob pena de este perder uma das suas características principais, o que poderá conduzir o aluno a não sentir prazer nessa actividade justamente porque os resultados que obteve não corresponderam ao esperado. Quando isso acontece o professor deverá sempre encorajar os alunos dizendo-lhes que numa próxima oportunidade os resultados serão melhores. A motivação é assim e como já referiu um elemento muito importante.