Unntak 3 Oppdragsgiver
4.2 Terskelverdier
4.2.2 Hvordan beregne terskelverdier?
Aztecas, Maias e Incas
Para os Aztecas, “nas tradições mesoamericanas, o simbolismo solar opõe-se ao simbolismo lunar: o pôr-do-sol não é visto como uma morte (ao contrário do caso da Lua durante os três dias de escuridão) mas como uma descida do astro às regiões inferiores, ao reino dos mortos. Ao contrário da Lua, o Sol tem o privilégio de atravessar o inferno sem ter de passar pela morte.”38
São conhecidos os cortejos e ritmos associados aos eclipses em toda a história da humanidade, onde existiam oferendas de sangue humano ao Sol para alimentar a sua luz. A oposição Sol-Lua abrange geralmente a dualidade macho-fêmea. Por isso, “segundo uma tradição, em Teotihuacan, sacrificavam-se homens ao sol e mulheres à Lua.” 39
Embora a luz solar seja a expressão do poder celeste, do medo e da esperança humanos, houve sempre a preocupação que ela desaparecesse e, com ela, a vida humana. Por isso, o culto da luz celeste levou à construção de verdadeiras civilizações do medo, que coincidiram com o desenvolvimento do ciclo agrário.
Nas primeiras civilizações sul-americanas os edifícios religiosos formavam o centro da cidade. Em Teotihuacan, uma cidade Azteca, a poucos quilómetros da cidade do México, a Avenida de los Muertos, a mais importante avenida orientada segundo o eixo norte-sul, é morada das maiores construções da civilização azteca. No extremo norte desta avenida encontra-se a Pirâmide da Lua e junto desta, a Pirâmide do Sol, com setenta metros de altura. No lado oeste encontrava-se o conjunto de edifícios religiosos e administrativos que formavam o centro da cidade, do lado oeste localizava-se a cidadela. Na cidadela existiram mais de quatro mil habitações, cada uma com vários quartos e com acesso a um pátio com cozinhas e oficinas. Todos os habitantes tinham lugar de trabalho na sua própria casa e os agricultores deslocavam-se aos terrenos periféricos da cidade para trabalhar. Havia ótima qualidade de vida, nesta que foi a primeira metrópole da história do urbanismo.
Os Maias, que viviam um período de esplendor, entre os anos 250 e 900 d.C., ao contrário de
outros povos da Mesoamérica, não criaram um grande Império centralizado, mas viviam em cidades-estado independentes. Nas suas grandes obras de arquitetura, pirâmides – utilizadas como construções fúnebres – e palácios, que podem ser vistos em lugares como Palenque e Chichén Itzá, encontram-se figuras de pequenos pratos de pedra, que teriam servido para oferendas aos deuses do sol e da lua.
38 CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Op.cit. 39 Ibidem
Pensa-se que os antigos fizeram muitas observações do sol e descobriram que, nos solstícios e nos equinócios, os vários monumentos, altares e outras estruturas principais dos aglomerados estão alinhados em função da posição do sol.
A casa das Siete Muñecas, que é o Templo do Sol desta civilização, localiza-se na antiga cidade de Dzibichaltún, próxima de Mérida, na Península do Yucatán, México. Este edifício está alinhado com um caminho sagrado, orientado de leste para oeste, que atravessa a cidade longitudinalmente. Diz a lenda que, no dia do equinócio, um alto sacerdote esperaria o nascer do primeiro raio se Sol a partir do interior do edifício. Enquanto isso, o resto da população esperaria na praça e só veria o sol quando ele se elevasse o suficiente e os seus raios passassem através da porta. O povo não tinha o direito de observar o sol até ele passar a porta deste edifício sagrado. Em Chichén Itzá, a mais famosa Cidade do Templo Maia, terá funcionado o centro político e económico dessa civilização. As várias estruturas – o templo de Kukulcán, o templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – demonstram um compromisso para com a composição e o espaço arquitetónico. Pensa-se que a Pirâmide de Kukulcán terá sido erguido em homenagem ao Deus Sol por causa da sua forma, que faz contrastantes analogias ao calendário solar Maia. Esta pirâmide tem 30 metros de altura e é coroada no topo por um templo em homenagem ao Deus da chuva Chac e ao Deus serpente Kukulcán e tem a sua implantação e forma calculadas matematicamente para registar a chegada da Primavera e do Outono. Nos dias 21 de Março e 23 de Setembro, é possível observar a Serpente Emplumada que desce desde a escadaria, compondo um jogo de luz e sombra. As primeiras sombras da pirâmide começam a desenhar triângulos isósceles, que conformam o corpo da serpente até que a sombra vai avançando até o último triângulo para formar a cabeça da serpente.
O povo Inca terá sido, segundo dizem os historiadores, um dos povos mais importantes da
América da época pré-colombiana. Além do seu legado para a humanidade em termos de artesanato, agricultura e engenharia, construíram uma vasta rede viária pela acidentada cordilheira dos Andes, um engenhoso sistema de irrigação e aproveitamento das encostas das montanhas para plantio e um complexo sistema administrativo. Toda a ideologia de vida e religiosidade dos incas estava diretamente relacionada com os elementos da natureza: montanhas, vales, rios, animais. Todos eles eram preservados mantendo a harmonia entre o Homem e o ambiente. Os incas consideravam-se filhos do Sol. Como tal estudaram o céu e as estrelas e tornaram-se excelentes astrónomos. Conheciam com exatidão o comportamento do sol: os solstícios e os equinócios e, mais do que marcar as estações do ano como informação importante para a agricultura, mostraram o desenvolvimento que alcançaram através das suas obras. Foram capazes de definir com precisão o calendário solar, construíram cidades, monumentos e templos tendo em conta a iluminação dos raios solares do dia 21 de junho, solstício de inverno no hemisfério sul. Também este povo sacrificava os seus homens e mulheres nos rituais. Eram oferendas ao deus Sol para o convidar a ficar por mais tempo, porque sabiam que sem ele não poderiam sobreviver.