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5. Er domstolene i ferd med å senke den angitte terskelen i straffeloven § 40?

6.2 Gjeldende særregler for barn i fengsel og i forvaring

Engenho tocado por tração animal onde o senhor D. ainda produz, de forma tradicional, deliciosas rapaduras.

Autor: Gilmar José Ribeiro, 2005.

Desse modo, podemos observar que, apesar das transformações ocorridas a partir da década de 1970, algumas coisas ainda permanecem, além do vocabulário, a exemplo do senhor D. R A. que, com o seu falar caipira, continua cultivando a cana-de-açúcar e produzindo seu melado e sua rapadura de maneira tradicional, como fazia antigamente, com todo o trabalho sendo feito manualmente, com o uso de animal (cavalo) para fazer funcionar o engenho, que ele mantém em sua propriedade, onde leva uma vida muito simples. Segundo ele, raramente vai à cidade; sua produção é vendida para pessoas da cidade que a buscam na porta, pois, segundo ele, sua rapadura é muito apreciada. A sua vida, ele define da seguinte maneira:

Hoje, além do engenho que ainda é tocado pelo animal, a gente mexe com umas lavourinha do jeito antigo. Os fios já pranta café, mexe com maquinário e tecnologia, joga veneno nas pranta faiz irrigação se não num vai pá lado nenhum. Eu ainda faço muita fartura, compro quase nada, mas num dá dinheiro, nas precisão eu vou na cidade, mas eu num gosto, aqui tem os lugá deu trabaiá e passiá, hoje eu rezo só em casa, mas de vez enquanto eu vou na missa, ainda tenho muita devoção (D.R.A. Conforme trabalho de campo em 15/10/05).

Outra atividade que tivemos a oportunidade de observar foi a aração feita pela tração animal, com o arado puxado pelos bois, na fazenda Santo Inácio, onde o senhor C. M. de O. ainda faz alguns serviços mais raros, como a plantação de capim, o transporte de madeira e a

aração de terras muito inclinadas, onde não tem jeito de passar o trator, pois segundo ele a plantação das lavouras, hoje, tornou-se inviável economicamente, com o uso dos bois, já que é um serviço demorado. Por isso mesmo, atualmente ele ara menos, mas ainda faz alguns serviços na fazenda e para os vizinhos. Ele explica como é a experiência de arar com os bois, uma atividade de que ele gosta muito:

Hoje a gente ainda trabaia com os boi porque ninguém tem mais boi, todo mundo usa o trator, por isso a gente ara nas terra inclinada e puxa madeira também pos vizinho. Hoje um dia de serviço com os boi vale uma hora do serviço com o trator. No serviço com os boi gasta dois companheiro, um pá toca os boi e outro pá trabaiá com o arado, o meu companheiro é o N., ele entende muito do serviço de boi, ele conhece os boi e eles obedece o que ele fala, o serviço com os boi fica mió do que o serviço do trator que na virada pisuinha a terra (C.M O. Conforme trabalho de campo em 08/12/05).

Nesse sentido, de acordo com o já exposto, podemos perceber que alguns costumes eram muito fortes, entre eles o hábito de fumar, que também era bem característico na região do Triângulo Mineiro, onde, em muitas propriedades, o fumo também era cultivado, fato que, certamente, reforçava a permanência desse hábito, que no município de Indianópolis assumiu características próprias, pois, por aqui, também o fumo foi cultivado. Assim, o homem do campo fumava mesmo era o cigarro de palha, feito com fumo de rolo, que era comprado nos armazéns da cidade e enrolado na palha seca tirada do milho, cuja plantação, no município de Indianópolis, era abundante. O cigarro de palha era enrolado com os dedos, fato que fez com que os roceiros desenvolvessem uma grande habilidade na sua confecção, que era sempre muito rápida e imediata.

Conta-se que os fumantes andavam com o bolso, chamado por eles de gibeira, cheio de palhas devidamente preparadas, tendo as duas pontas aparadas para a confecção do cigarro. O fumo também era carregado na gibeira, que tinha sempre um canivete bem amolado, para picar o fumo e preparar a palha. O cigarro servia, segundo alguns, para saciar o vício de fumar, mas também para espantar os mosquitos. Além disso, tinha também funções medicinais, servindo inclusive para curar os umbigos dos recém-nascidos, assim como as mordidas de cobras.

A comida era feita nas originais panelas de ferro, geralmente de cor preta, que eram, nessa região, sempre lavadas, após o seu uso, utilizando-se a areia, pois a palha de aço não

existia. Cozinhava-se no fogão a lenha, feito de tijolo ou adobe, chamado de fornalha, que possuía também chaminé, por onde soltava grande quantidade de fumaça, originada pela lenha, que era o combustível utilizado; era constituído também de chapas de ferro, mantidas sempre quentes, podendo ser usado em qualquer eventualidade, mas normalmente utilizado para fazer, sobretudo, a galinha caipira, acompanhada, quase sempre, do tutu e do quiabo e também do tradicional feijão com arroz soltinho, que tinha sempre uma rapa moreninha, muito apreciada. Utilizava-se a banha de porco para fazer a comida. Comia-se também o melado com mandioca ou farinha da própria mandioca, sendo ele por aqui facilmente encontrado e adquirido, pois grande parte das fazendas eram dotadas de engenhos, que o produziam com abundância. Na alimentação dos roceiros, era muito comum o uso de algumas caças que substituíam a carne, principalmente a de vaca. Conta-se que era costume, entre eles, saírem para caçar durante a noite, quando conseguiam melhores resultados. Os animais mais caçados, no município de Indianópolis, eram: a capivara, que era facilmente encontrada na beira d’água, a paca, os inhambus, as codornas, os veados, os tatus e muitos outros, abundantes na região.