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Gjeldende adopsjonsprosess og ansvarsfordeling

Tilsyn og kontroll

18 Myndighetenes ansvarsområder og saksgangen ved nasjonal adopsjon

18.2 Gjeldende adopsjonsprosess og ansvarsfordeling

Em Portugal, Renata Schildberger (1993) recorreu à Escala de Ajustamento Psicossocial num estudo exploratório sobre a qualidade de vida em sujeitos com

espondilite anquilosante (Monografia de fim de curso apresentada na área de Psicologia Clínica, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Renata Schildberger alertou para a inexistência deste tipo de instrumentos validados para a população portuguesa, razão pela qual o seu estudo teve como principal objectivo a adaptação da Escala de Ajustamento Psicossocial à Doença para a Língua Portuguesa, com a necessária investigação quanto às suas qualidades psicométricas (Schildberger, 1993).

A mesma autora refere que as aplicações mais adequadas do instrumento citado são “aquelas em que se pretende avaliar o ajustamento psicossocial de sujeitos com doenças crónicas” (Schildberger, 1993: 61). No estudo realizado foram encontradas elevadas correlações entre os itens do Desempenho Profissional (ou Ambiente Vocacional) e os itens da sub-escala Perturbações Psicológicas, particularmente os que correspondem à ansiedade, à depressão e à hostilidade. Também as expectativas acerca da doença, a disfunção sexual e o interesse pelas actividades de tempos livres (Ambiente Social), “estão altamente associadas as perturbações psicológicas” (Schildberger;1993:85), demonstrando dificuldades no ajustamento nestas áreas.

Figueiredo et al. (2004), num estudo sobre a importância da depressão e do ajustamento psicossocial à artrite reumatóide, explorou a relação entre o estadio clínico e o ajustamento psicossocial à patologia, procurando identificar a prevalência de Depressão Major na amostra estudada, bem como a relação entre a presença, ou ausência, de depressão e o ajustamento psicossocial à doença. Nesta investigação, “três grupos de investigadores concluíram que os doentes com um suporte adequado tendem a ter uma melhor evolução” (Figueiredo et al., 2004:15). É referido, no mesmo trabalho, que o impacto psicossocial da artrite reumatóide se encontra relacionado com a postura do doente face aos cuidados de saúde, as alterações sofridas no desempenho profissional, as dificuldades de adaptação à doença, o reflexo destas na vida pessoal, familiar e social e as mudanças no desempenho sexual.

Encontramos a aplicação da Escala de Ajustamento Psicossocial à Doença num estudo com o objectivo de analisar diversos aspectos psicossociais da qualidade de vida de doentes com cancro da laringe, submetidos a cirurgia (Méndez, Bouzas Gonzales- Botas, 1997), em comparação com um grupo de controlo. Os resultados mostraram que os doentes operados ao cancro da laringe não tinham pior qualidade de vida do que os doentes tratados a outras neoplasias. Avaliando por ordem de importância, a sua adaptação seria melhor, quanto menos agressiva fosse a técnica cirúrgica efectuada, se não fosse necessário efectuar traqueostomia nem radioterapia (posteriormente), se conservam a voz e se não necessitaram de alterar a sua profissão/ocupação (anterior à cirurgia), depois da intervenção (idem).

Capítulo II – Ajustamento Psicossocial à Doença Crónica 70

Podemos enunciar alguns resultados apresentados por Irvine et al. (1991), em que foram aplicadas diversas escalas, incluindo a Escala de Ajustamento Psicossocial à Doença (EAPD/PAIS). Estes autores mencionam um estudo de Northhouse e Swain (1987), em que as doentes referem um número significativamente maior de problemas de ajustamento (do que os maridos) no score total da referida escala, nomeadamente dificuldades vocacionais, domésticas e sociais. No mesmo estudo, as mulheres mais novas referem mais sofrimento, logo após a cirurgia, do que as mulheres mais velhas.

Com base em Irvine et al. (1991) podemos referir que Irving e Brown (1984) aplicaram a EAPD a 15 mulheres com cancro da mama, referindo que doentes ajustadas enunciam um melhor suporte social, maior estabilidade nas relações sociais e profissionais, assim como uma maior afirmação das suas crenças e amizades. Segundo os mesmos autores, em 1988, Northouse realizou um estudo com 100 mulheres com cancro da mama, aplicando várias escalas (nomeadamente a PAIS) também a 50 maridos, em dois momentos diferentes (3 e 30 dias após a cirurgia), concluindo que as variáveis de suporte contribuem para uma maior variância de níveis de ajustamento nas doentes, do que as variáveis médicas ou geográficas. Relações sociais não significativas foram encontradas entre a dimensão familiar ou social e outros scores do ajustamento, indicadores dos diferentes tempos após a cirurgia (Irvine et al., 1991).

O coping e o ajustamento psicossocial nos doentes onco-hematológicos, foi objecto de estudo por Rocha (2007). A autora procurou avaliar o ajustamento psicossocial destes doentes, através da aplicação da PAIS-SR, assim como as estratégias de coping mais utilizadas pela amostra, para lidar com a doença e os tratamentos (através da aplicação de outra escala). Com uma amostra de conveniência, composta por 30 doentes oncológicos, a autora concluiu que os doentes onco- hematológicos recorrem mais à estratégia de aceitação (reconhecendo que a doença é real), procuram enfrentar a doença utilizando estratégias de coping activo, havendo poucos a apresentarem uma atitude de negação, ou de auto-culpabilização. A autora refere também que as estratégias menos usadas são as de coping comportamental passivo, tais como o desinvestimento comportamental e o uso de substâncias. Os resultados obtidos, na opinião da autora, indicam que os doentes onco-hematológicos, na sua maioria, apresentam um mau ajustamento psicossocial, sendo apenas uma minoria a apresentar um ajustamento adequado. Esta conclusão contraria o que foi observado (através do contacto social estabelecido durante a investigação), levando a autora a não encontrar relação entre as estratégias de coping utilizadas por esta amostra e o seu ajustamento psicossocial à sua doença. Segundo Rocha (2007), uma amostra muito

limitada e o facto dos dados terem sido recolhidos em internamento, podem justificar estas conclusões.

Apesar de alguns resultados levantarem dificuldades na sua interpretação, não poderemos deixar de referir o frequente recurso à EAPD, bem como as suas qualidades na avaliação de doentes crónicos.

Capítulo II – Ajustamento Psicossocial à Doença Crónica 72

3 - CONTEXTUALIZAÇÃO DO AJUSTAMENTO PSICOSSOCIAL NA MULHER COM