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Gestenes rolle i begrepsdanning

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6 Diskusjon

6.4 Teoretiske og praktiske implikasjoner

6.4.1 Gestenes rolle i begrepsdanning

A partir da década de 90 do século passado, as empresas começaram a ser confrontadas com um ambiente cada vez mais complexo e turbulento. A gestão da tecnologia e da inovação nas empresas sofreu mudanças, em parte derivadas do aumento dos custos e da complexidade dos produtos e serviços, fruto da competitividade ao nível global. A estes factores junta-se um outro, não menos importante, que é o facto de as empresas conceberem a inovação apenas com base em factores tecnológicos, ignorando os elementos não tecnológicos, de importância extrema na performance da empresa (Christiansen, 2000; Xu et al., 2007a, b).

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Plataforma de Inovação

É neste cenário complexo que Xu et al. (2007a,b) propõem o modelo da gestão total da inovação, designado modelo TIM - Total Innovation Management, que é definido enquanto uma gestão integrada de diferentes elementos como a tecnologia, a estratégia empresarial, a cultura, o marketing, os recursos humanos, as regras institucionais e a própria organização, tendo como objectivos, por um lado, criar valor para os stakeholders e, por outro, permitir a manutenção de vantagens competitivas.

Os elementos ou componentes da inovação resultam de uma sinergia a longo prazo entre as áreas da tecnologia (sobretudo ao nível do produto, processo e portfólio) e da não tecnologia (mercados, organização e instituições), sendo que a organização deve dispor de ferramentas e mecanismos facilitadores que encorajem e envolvam todos os recursos humanos no processo de inovação. Tal relação sinérgica tem como elemento principal a tecnologia, desempenhando os restantes elementos uma função subsidiária. No entanto, a inovação tecnológica é, por si só, o factor que permite às empresas obter competências centrais e, consequentemente, desenvolver vantagens competitivas (Xu et al., 2007a). Da integração dos referidos elementos é possível a criação de uma plataforma de inovação, tal como se pode observar na Figura 4.3:

Figura 4.3 - Plataforma de Inovação

Fonte: Xu et al. (2007b)

De acordo com a figura, o sistema de inovação tecnológica pode ser comparado a uma estrutura piramidal, na qual actuam os recursos internos da organização e as redes de

Inovação Tecnológica

Redes Externas de Inovação

Departamentos Staff Redes

Integração Inovação na Cultura Inovação de Marketing Inovação na Estratégia Inovação nas Instituições Inovação na Gestão de Recursos Humanos Inovação na Organização

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inovação externas, como, por exemplo, sistemas internacionais de I&D (Xu et al., 2007b). No entanto, para que a plataforma de inovação se concretize são necessários também os elementos não tecnológicos que, de acordo com Wheatley (2001) e Xu et al. (2007a, b), podem ser definidos do seguinte modo:

Inovação de Marketing - A inovação de marketing ocorre sobretudo ao nível dos

canais de marketing, das tácticas e dos métodos operacionais, o que se justifica pelo facto de apenas quando as novas tecnologias são comercializadas com sucesso, ser possível criar valor. A inovação de marketing constitui um dos pilares da inovação tecnológica, na medida em que disponibiliza a informação necessária para comercializar um novo produto ou serviço.

Inovação Organizacional - As organizações inovadoras requerem uma estrutura

achatada na qual sejam passíveis de aplicar os relacionamentos em rede, de modo a que, em qualquer altura, possa ser ajustada às necessidades da inovação.

Inovação Institucional - A inovação institucional pode ser definida como uma

inovação externa que ocorre no âmbito das leis e regulamentos que, de certa forma, alteram a rotina da empresa, a sua gestão, a evolução da performance, o sistema de remunerações e promoções e, ainda, a formação dos recursos humanos. Do exposto resulta que as inovações nesta área ocorram de acordo com mudanças internas e externas da envolvente.

Inovação Cultural - A cultura é um factor intrínseco às instituições e a inovação a

ela inerente envolve a ideia de que todos os indivíduos afectos à organização criam valor com a inovação, sendo que uma cultura inovadora forte é o factor chave para a continuidade da inovação nas empresas.

Inovação nos Recursos Humanos - Os recursos humanos de uma organização

compõem o conjunto de executores da inovação. Pois esta não depende apenas do departamento de I&D, mas resulta antes do conhecimento, da prática e do envolvimento de todos os membros da organização. Neste âmbito, todos os indivíduos, desde as vendas, produção, I&D, serviço ao cliente, administração e

57 departamento financeiro, são fontes importantes de inovação, pelo que a sua criatividade e iniciativa devem ser estimuladas.

A integração de todos os elementos de inovação assegura uma boa performance do desenvolvimento da inovação tecnológica (Xu et al., 2007b). A este propósito Bean e Radford (2001) enfatizam que a inovação deve ser sempre conduzida mediante um sistema holístico e completo da empresa. Já, anteriormente Nelson e Winter (1982) sugeriam que na inovação deve haver sempre uma plena integração da tecnologia, da organização, das leis institucionais, da gestão e da cultura.

Todavia, a implementação do modelo da gestão total de inovação implica três transformações nas organizações (Xu et al., 2007a):

a) Inovação individual para inovação total; b) Inovação separada para inovação integrada;

c) Ênfase nos recursos internos para uma integração interna e externa de recursos.

Perante os pressupostos tem-se que a inovação não é da responsabilidade de apenas algumas pessoas ou funções, mas constitui antes um processo estratégico integrado para criar valor, tal como se pode verificar na Figura 4.4.

Figura 4.4 - Processo Estratégico de Inovação

Fonte: Xu et al. (2007a: 22) Ambiente • Oportunidades • Ameaças Estratégia Recursos • Pontos fortes • Pontos fracos Inovação Competências Dinâmicas • Habilidades organizacionais • Competências tecnológicas • Adaptação à envolvente • Conhecimentos e habilidades dos recursos humanos Estratégia Final • Objectivos da empresa • Transferências individuais Todos os elementos Todos Inovadores Todo momento em Todos os lugares Feedback

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Tendo em conta o processo estratégico da inovação apresentado, a empresa, mediante alterações internas e externas da sua envolvente, vai ajustando a sua estratégia de modo a manter a dinâmica. Através da implementação do modelo de gestão total da inovação, as competências dinâmicas, quando empregues de um modo eficiente na estratégia final, podem providenciar um feedback positivo, de modo a promover a inovação estratégica (Xu

et al., 2007a).

Deste modo, a ligação entre o modelo da gestão total de inovação e a inovação estratégica tem início com a própria estratégia da empresa, pelo que a interacção entre estes dois fenómenos, não só satisfaz as necessidades inerentes à implementação da estratégia da empresa, como também, permite acumular competências dinâmicas para facilitar o desenvolvimento de planos estratégicos, pelo que todos os elementos considerados no processo devem permitir a optimização da afectação de recursos necessários, bem como a resposta a novas oportunidades do mercado (Xu et al., 2007a).

Em conclusão, de acordo com Xu et al. (2007a), a inovação compreende uma tríade elementar de pressupostos, segundo os quais: (i) a inovação pode decorrer de elementos tecnológicos ou elementos não tecnológicos (estratégia, cultura, organização, regras institucionais e marketing); (ii) a inovação envolve todos os recursos humanos da organização; e (iii) a inovação ocorre a todo o momento e em todos os lugares.

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