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Å sammenlikne representasjoner - et felles prosjekt

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6 Diskusjon

6.3 Å sammenlikne representasjoner - et felles prosjekt

Ao longo dos últimos anos, foram vários os autores que desenvolveram os seus trabalhos sobre os sistemas de inovação segundo uma perspectiva regional, abrindo, deste modo, vaga para o denominado sistema regional de inovação, segundo o qual, as actividades inovadoras de cariz tecnológico demonstram apetência para se concentrarem em regiões ou

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localizações particulares. De entre estes autores, destacam-se os contributos de Cooke, Uranga e Etxebarria (1997), Cooke (2002) e Cooke e Leydesdorff (2006).

De acordo com esta perspectiva, o processo de inovação é intrínseco à região, na qual se estabelecem redes de inovação entre os agentes do sistema, propiciadoras de aprendizagem colectiva, sendo, por isso, conducente à formação de um sistema regional de inovação (Cooke et al., 1997).

Do exposto, resulta que o sistema regional de inovação comporta características muito particulares, as quais se podem afigurar como vantagens internas ao mesmo, designadamente:

a)efeitos externos regionais, ao nível da qualificação da força de trabalho, educação, instituições de investigação, externalidades e difusão do conhecimento, que proporcionam vantagens a certas regiões relativamente a outras (Tödtling, 1992; Simmie, 1997; Autio, 1998), resultando o desenvolvimento regional de uma qualquer tecnologia da ligação indústria – universidade e difusão do conhecimento (Tödtling, 1994). A este propósito, Jaffe (1989) e Anselin, Varga e Zoltan (1997) concluíram que a investigação produzida pelas universidades é condutora de uma difusão da inovação das empresas privadas, numa determinada região;

b)aprendizagem colectiva. O sistema regional de inovação caracteriza-se pela existência de conhecimento tácito, não codificado, que é transferido mediante a aprendizagem colectiva e a interacção social, pressupondo contactos face a face e mobilidade pessoal (Johnson e Lundvall, 2001; Kaufmann e Tödtling, 2001; Jensen, Johnson, Lorenz e Lundvall, 2007);

c)proximidade geográfica, propiciadora de relacionamentos constantes, permanentes e face a face, possibilitando, então, a transmissão do conhecimento tácito e a decorrente aprendizagem interactiva, bem como o desenvolvimento de uma tecnologia regional (Fritsch e Lukas, 1999);

d)políticas regionais, mediante medidas específicas relacionadas com casos e problemas particulares de cada região (Hassink, 1996);

45 Em síntese, o sistema regional de inovação pressupõe a difusão da inovação mediante a proximidade geográfica das empresas, na medida em que o seu processo de inovação só é possível quando alicerçado em fortes relações entre as empresas e as instituições de ensino, concretamente, as universidades.

3.5. SÍNTESE

Schumpeter (1985) foi o primeiro autor a providenciar um conceito de inovação enquanto veículo principal do crescimento económico, definindo-a como uma combinação nova de factores de produção, preferencialmente, materiais e métodos, levada a cabo pelo empreendedor, podendo aquela ocorrer ao nível da produção, do processo, da organização ou do mercado.

O autor, no papel de pioneiro nas teorias de inovação, despertou o interesse de inúmeros investigadores pela temática. Embora seguissem focos de análise distintos, tal como se verificou no exposto, muito contribuíram para a formação de um corpo conceptual consistente acerca da inovação, marcando toda uma época de estudos a partir da década de 40 do século XX, na qual, de acordo com Rothwell (1994) e Xu et al. (2007a), se podem identificar fases distintas:

Fase 1: Estudo da Inovação Individual (1940 – Início de 1960)

O início dos anos 40 foi pautado pelo despertar do interesse dos investigadores por investigações sistemáticas das actividades de inovação das empresas num nível económico e institucional, evidenciando, assim, uma forte influência da teoria de inovação de Schumpeter e da teoria institucional. As teorias decorrentes desta fase concebem o empreendedor como o motor da inovação, pelo que a filosofia subjacente aos estudos privilegiava a gestão individual da inovação (Freeman, 1988; Rothwell, 1992; Xu et al., 2007a).

Tal deve-se ao facto de, nesta altura, se presenciar um período pós II Guerra Mundial, no qual as economias do mercado vivenciaram um crescimento económico sem igual e uma rápida expansão industrial, onde a emergência de novas indústrias ocorreu sobretudo suportada por oportunidades tecnológicas (Rothweel, 1994). O desenvolvimento que ocorreu ao longo dos 20 anos que mediaram esta fase, resultou, também, na rápida criação

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de emprego e no aumento da disponibilidade de bens para o consumidor, cuja procura excedia largamente a oferta (Freeman, Clark e Soete, 1992).

De acordo com Rothwell (1994), a própria sociedade foi, igualmente, condutora das actividades de inovação, na medida em que estava geralmente receptiva e favorável aos avanços científicos e à inovação industrial, concebendo a ciência e a tecnologia como potenciais soluções para os problemas de então. Ao longo da primeira fase, os investigadores procuravam analisar a inovação enquanto processo linear, através do qual se admitia que, quanto maiores fossem os investimentos em I&D, maior seria o sucesso dos novos produtos no mercado.

Fase 2: Estudo da Promoção Organizacional (1960 – Início de 1970)

À medida que as investigações acerca da inovação se desenvolveram, os trabalhos daí resultantes ficaram também mais especializados no campo da inovação, destacando-se, por exemplo, os estudos de Williamson, relacionados com a teoria dos custos de transacção. Neste âmbito, durante a 2ª fase, que coincidiu com um período de relativa prosperidade económica, os estudos focaram-se, essencialmente, nas fontes de inovação existentes dentro da organização (fontes intra - organizacionais) e, também, no modo como através destas, se conseguem alcançar os objectivos efectivos da inovação e promovê-la, enquanto produto das actividades internas de I&D (Rothwell, 1994; Xu et al., 2007a).

Segundo Rothwell (1994), a componente intra-organizacional deve-se, por um lado, ao facto das empresas privilegiarem um crescimento e diversificação da oferta, sustentado em tecnologias existentes, e, por outro lado, ao facto da procura e da oferta estarem mais ou menos equilibradas nalgumas áreas, avizinhando-se, assim, o final do consumo desenfreado, característico da fase anterior. Em resultado destes factores, a competição entre as empresas aumentou durante este período, pelo que foi necessário procurar novas fontes de ideias e factores de promoção internos, de forma a conseguirem-se vantagens no mercado. O mercado constituía, então, uma fonte de ideias, que através de actividades organizacionais internas de I&D eram desenvolvias e colocadas à disposição, sob a forma de bens.

O processo de inovação representa, deste modo, a confluência das capacidades tecnológicas da organização e das necessidades do mercado (Rothwell, 1992).

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Fase 3: Estudos do Envolvimento Externo (1970 – Início de 1980)

A terceira fase, em muito derivada dos estudos de Von Hippel, decorreu ao longo dos anos 70 do século XX e procurou, sobretudo, compreender o papel dos utilizadores da inovação e, também, o próprio processo de inovação. A questão central que norteou toda esta fase, prendia-se com o facto de tentar saber de que forma poderiam as organizações fazer uso dos seus recursos humanos como fontes de inovação, de modo a promoverem-se não só as fontes externas de inovação mas, principalmente, as fontes internas de inovação (Xu et al., 2007a). Nesta mesma linha, Shapiro (2001) participou da ideia de que as empresas deveriam convidar os indivíduos implicados no processo de I&D a associarem-se ao processo de inovação decorrente.

Ora, tal tónica do processo de inovação foi em muito motivada pela crise económica que atravessou os anos 70 do século passado, tendo como características mais visíveis o aumento da inflação e a saturação da procura, sendo que grande parte do mercado estava economicamente impossibilitada da aquisição de alguns bens. Como tal, era ponto essencial compreender a base do sucesso da inovação, de modo a reduzir a influência dos factores destrutivos da economia do mercado, o que tem subjacente os princípios da teoria evolucionista (Rothwell, 1994).

Neste âmbito, de acordo com Rothwell (1994), a solução passava por uma aproximação a um processo de inovação integrado, sustentado em redes de comunicação que ligavam entre si as funções e departamentos da organização, a comunidade organizacional e o próprio mercado, evidenciando-se, pois, já algumas premissas da teoria de redes.

Fase 4: Estudo da Inovação Integrada e Sistemática (1980- …)

As teorias subjacentes às fases anteriores descuraram os mecanismos interactivos e os relacionamentos existentes entre os diversos elementos da inovação, privilegiando, antes, os processos individuais de inovação, embora nas teorias consideradas na terceira fase fosse já notória uma consciencialização dos autores para a necessidade do envolvimento de toda a organização no processo inovador (Rothwell, 1992). No entanto, a partir dos anos 80, e fruto das alterações macro-ambientais, nomeadamente, com a recuperação económica mundial, as empresas começaram a definir objectivos de inovação mais ambiciosos, a fim de conseguirem adaptar-se às constantes mudanças então resultantes, pelo que as teorias tradicionais começaram a evidenciar algumas limitações. De modo a suprir esta lacuna,

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alguns teóricos como, por exemplo, Freeman (1987; 1988) e Lundvall (1985; 1998), analisaram os elementos da inovação, mas segundo uma óptica de relacionamentos sistémicos e interactivos, dando origem a uma nova fase nas teorias de inovação.

Contudo, a realidade dos dias de hoje revela que os diferentes tipos de processos de inovação subjacentes a cada uma das fases apresentadas continuam a existir nas suas distintas formas, facto, aliás, também referido por Rothwell (1994). Segundo o autor, tal diversidade resulta das próprias diferenças dos sectores e indústrias onde ocorre a inovação, isto é, em determinados produtos de consumo, nomeadamente, de produtos massificados a inovações; podem ocorrer segundo um processo meramente linear, característico das primeiras duas fases, enquanto nalgumas indústrias, nomeadamente as dependentes da ciência e tecnologia, pode já implicar um sistema integrado e sistemático, exigindo, claramente, a aplicação de processos mais avançados de inovação.

As fases apresentadas podem ser sumarizadas no seguinte quadro:

Quadro 3.2 - Fases das Teorias de Inovação

Fase Características Principais Contributos

1ª Fase (1940 – Início de 1960) Inovação individual Novas combinações Evolução institucional Schumpeter Selznick North 2ª Fase (1960 – Início de 1970) Promoção organizacional Gestão de I&D e tecnologia Fontes internas de inovação

Williamson

3ª Fase (1970 – Início de 1980)

Envolvimento externo Utilizadores como inovadores Inovação determinada pelo meio

Von Hippel Hannan Freeman

4ª Fase (1980 - …) Inovação integrada e sistemática Relações inter - organizacionais

Becattini, Edquist, Freeman, Lundvall, Hakansson e Johansen, Kaufmann e Tödtling, Porter, Stern e Furman, Pyke e Sengenberger Fonte: Elaboração própria

No entanto, dado o objectivo principal da tese consistir na identificação e descrição dos factores determinantes da capacidade de inovação de marketing das empresas, enquanto integrantes de unidades territoriais nas quais se desenvolvem relações de diversa ordem, é pertinente o recurso ao enfoque territorial da inovação, inserido na última fase apresentada, dado que este comporta a abordagem de redes e das relações organizacionais e a abordagem sistémica da inovação.

49 É visível que qualquer uma das abordagens considera a existência de redes, onde as empresas estão inseridas, que proporcionam, por sua vez, um aumento da compatibilidade destas últimas com o meio envolvente e, simultaneamente, melhoram a sua capacidade inovadora. Daqui, resulta também, que a inovação não é produto de um acto isolado, antes, é influenciado por todo um conjunto de factores internos e externos às organizações e instituições.

Neste âmbito, os contributos da abordagem de redes e das relações inter-organizacionais vão no sentido de indicar que a competitividade e a capacidade inovadora das empresas dependem da interacção de organizações e instituições presentes na rede do território, sendo que essa interacção permite fazer frente a possíveis fraquezas e reforçar os aspectos positivos e a própria competitividade, facto que só é possível mediante a partilha de recursos, conducentes ao conhecimento, enquanto condição propiciadora da inovação.

Por sua vez, para a abordagem sistémica, as interacções entre as instituições, especialmente localizadas mediante determinada proximidade geográfica, nas quais predominam tecnologias dominantes, determinam a capacidade inovadora do sistema. Acresce ainda que, de acordo com a abordagem, o sistema é sustentado em fortes relações entre empresas e instituições de ensino superior.

Em resumo, ainda que as abordagens de redes e de relações inter-organizacionais e sistémicas possam divergir em determinados aspectos, as mesmas consideram-se complementares no estudo da capacidade inovadora das empresas, pelo que, tanto uma como outra abordagem contemplam o território, enquanto unidade privilegiada de relacionamentos, no âmbito da inovação.

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