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Generelle praktiseringer

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5 En tematisk analyse av skolereglene

5.4.3 Generelle praktiseringer

Esta operação é executada a partir do momento em que a planta entra em produção, tendo como objectivos equilibrar a relação frutificação/crescimento vegetativo, assegurar a renovação de varas, obter uma produção regular, permitir uma boa disposição das unidades de frutificação para facilitar a polinização e a penetração de luz, obtendo frutos mais grados e de melhor qualidade, dar à planta a forma adequada ao sistema de condução escolhido e manter a sua distribuição na copa. A poda de produção inclui uma poda no Inverno e outra no Verão.

Poda de Inverno

A poda de Inverno realiza-se de meados de Dezembro ao início de Março, quando a planta se encontra em fase de repouso vegetativo. A data é escolhida de forma a evitar os estragos provocados por geadas tardias, devendo ser realizada antes da rebentação.

A poda de Inverno é uma intervenção que permite encontrar o equilíbrio entre o número de varas e de gomos, a posição das varas, a iluminação da copa e equilibrar a função vegetativa com a produtiva. Consiste na eliminação dos ramos que frutificaram no ciclo vegetativo anterior, de modo assegurar a renovação de madeira nova (elevada produção de flores), dos que apresentam inserção demasiado vertical (ramos ladrão), dos mais vigorosos (que frutificam

de forma desequilibrada, originando frutos deformados e ramos de crescimento indefinido, obrigando a uma poda intensa de Verão) e todos os excedentes em relação aos que se pretendem para produzir (Fig. 8.5). Deve ter-se em atenção que as varas de frutificação devem ser atarracadas a 50-60 cm do solo quando o seu diâmetro for inferior à grossura de um lápis, pois a parte terminal está mal lenificada e os gomos mal diferenciados.

Figura 8.5. Eliminação de varas mal posicionadas (A) e substituição dos ramos produtivos (B) na poda de Inverno. (Fonte: N. Neves).

Outra forma de se realizar a poda de Inverno é deixar que o mesmo ramo frutifique mais do que um ano. Esta poda de Inverno é preparada pela poda de Verão, quando são retirados os rebentos muito vigorosos, grossos e que provocam muita sombra. Neste tipo de poda de Inverno deve escolher-se a madeira de crescimento determinado para ficar na planta, uma vez que com esta se obtém maior número de gomos por metro quadrado e maior número de flores por gomo.

Nas plantas femininas é recomendado deixar, de cada lado da planta, um máximo de três ramos por metro linear, com 15-20 gomos em cada vara (não ultrapassar os 20 gomos), de entrenós curtos e gomos pronunciados, num total de 18 (compasso 5 x 3m) a 25 varas (compasso 5 x 5m) por planta. Para obter uma boa qualidade do fruto, não se deve ultrapassar as 200 mil gemas por hectare, ou seja 40 gomos /m2.

Empa

Consiste em atar as varas aos arames de suporte, tendo o cuidado de não as cruzar entre si, de forma a permitir uma boa penetração de luminosidade e boas condições de polinização. Aquando da empa, devem cortar-se as varas a 60-70 cm do solo. Os materiais mais usados para atar são fio macarrão, borrachas, fio metálico e clips.

Tratamento da lenha de poda

Com a realização das podas há uma quantidade muito grande de madeira que fica acumulada no solo. Na ausência de doenças do lenho, logo após a poda de Inverno e respectiva empa, a mesma deve ser destroçada com ou sem incorporação no solo (Fig. 8.6).

Figura 8.6. Destroçamento da lenha de poda no Inverno (A) e aspecto da entrelinha no Outono

seguinte (B). (Fonte: N. Neves).

Poda de Verão

Esta operação realiza-se de Maio (antes da floração) a Setembro, ou seja, prolonga-se por todo o ciclo vegetativo, tendo como principais objectivos:

O controlo da vegetação, pois permite controlar o vigor, de forma a assegurar o

arejamento da planta e a penetração de luz, evitando o desenvolvimento de doenças causadas por fungos e bactérias que atacam as flores, ramos e frutos, sempre que existam condições climáticas que favoreçam o seu ataque e desenvolvimento;

Transformar possíveis rebentos em ramos laterais frutíferos, no ano seguinte; Favorecer o abrolhamento de novos rebentos nas zonas próximas dos braços, bem como a indução floral dos rebentos do ano e aumento de açúcares no fruto;

Evitar o excessivo alongamento dos ramos, reduzindo assim o risco de partirem, em particular por acção do vento;

Seleccionar varas de crescimento lento, finas e de entrenós curtos e eliminar as varas vigorosas, consumidoras de elevada quantidade de água e concorrentes ao bom desenvolvimento dos ramos com aptidão;

Distribuição uniforme dos frutos por toda a planta (a zona produtiva da vara situa-se principalmente nos ¾ inferiores);

Uma boa poda de Verão reflecte-se numa maior rapidez de execução da poda de Inverno.

A primeira intervenção deve incidir no corte, a partir da segunda ou terceira folhas, dos ramos demasiado vigorosos ou verticais que surgem no eixo principal, de modo a evitar que partam pela acção do vento e a permitir a renovação da madeira menos vigorosa para o ano seguinte (varas finas de entrenós curtos) (Fig. 8.7). Nesta intervenção são retirados os ramos ladrão e os ramos muito vigorosos, por atarraque ou supressão.

A segunda intervenção, realizada após a floração, consiste no corte acima da 3ª ou 4ª folha contada a partir do último fruto, de modo a privilegiar o crescimento dos frutos relativamente ao crescimento dos ramos e tornar a planta menos compacta, mantendo a iluminação da copa sem provocar escaldão dos frutos. Nesta intervenção pretende-se, ainda, atarracar toda a madeira que não tem fruto nem interesse para a poda de Inverno do ano seguinte, despontar os lançamentos que estão demasiado compridos e se enrolam uns nos outros e eliminar os ramos supérfluos que surjam abaixo do arame lateral, de forma a não prejudicar o

equilíbrio nutritivo/fisiológico do pomar. Deve também eliminar-se as folhas velhas situadas à sombra porque não produzem seiva elaborada e concorrem com os frutos para o seu consumo.

Poda de plantas masculinas

A poda das plantas masculinas é análoga à das plantas femininas, mantendo-se a mesma estrutura básica, mas com objectivos diferentes. Na poda das plantas masculinas pretende-se que a planta dê a maior quantidade possível de pólen, fazendo-se por isso uma poda de Inverno pouco intensa, reduzindo a madeira velha com cortes de retrocesso, assegurando a renovação de madeira nova e elevada  produção  de  flores.  

A realização desta poda tem como objectivos: facilitar a dispersão do pólen pelo vento, evitar que as plantas masculinas ensombrem as femininas, permitir uma melhor circulação dos insectos polinizadores e promover a renovação de varas novas  férteis,  a  fim  de  obter  uma  boa  quantidade  e  qualidade  do  pólen.

A  primeira  intervenção  inicia-­se  em  Maio,  antes  da  floração,  cortando  os  ramos   florais   uma   ou   duas   folhas   acima   do   último   botão   floral,   com   o   objectivo   de   melhorar as condições de polinização. A segunda intervenção, agora mais profunda,  realiza-­se  no  final  da  floração  (até  meados  de  Junho),  eliminando  todos   os  lançamentos  que  já  terminaram  a  floração,  cortando  os  lançamentos  restantes   a 50 cm do ramo base, garantindo a renovação junto do cordão principal e Figura 8.7. Poda de Verão em actinídea, acima da segunda (A) ou da terceira folha (B). (Fonte: N. Neves)

reduzindo para metade a parte aérea.

Esta intervenção deve ser feita com algum cuidado, pois o corte de grandes quantidades de massa verde, ano após ano, pode conduzir a uma redução dos ramos férteis  destinados  à  floração  no  ano  seguinte.  Assim,  aconselha-­se  que  em  cada  ano   não seja suprimida, pela poda, mais de 50% do total de massa verde da planta. É, também, realizada uma poda pouco intensa no Inverno, à base de atarraques sobre   ramos   laterais   e   algumas   supressões,   para   se   obter   o   máximo   de   flores,   procedendo-se à condução dos ramos sobre os arames, de forma a diminuir a concorrência que as plantas masculinas possam fazer às plantas femininas.

Bibliografia

Almeida, J. M. R. 1996. Kiwi- Cultura de Actinideas: Como Produzir, Como vender. Primeira edição, Clássica Editora, Nova Agricultura Moderna.

Blanchet, P. 1985. Les dégats de gels sur kiwi ( Actinidia chinensis Planch: les risques du verger français.

L’Arboriculture Fruitiére 370: 43-49.

Cacioppo, O. 1989. O cultivo do Quivi. Editorial Presença Lda, Lisboa.

Casasús, M. B. 1989. Cultivo de la actinidia- kiwi. 1ª edição, Editorial Aedos, AS Consejo de Ciento, Barcelona, Espana.

9. QUEBRA DE DORMÊNCIA, MONDA DOS FRUTOS E

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