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Elevenes fortolkninger

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5 En tematisk analyse av skolereglene

5.4.1 Elevenes fortolkninger

Sandra Rodrigues

7.1. Preparação do solo

Na instalação de um pomar deve realizar-se um estudo cuidado de todas as operações necessárias para a sua implantação, de modo a evitar custos desnecessários. Desta forma, antes de plantar deve proceder-se à caracterização edafo-climática do local onde se pretende instalar a cultura, examinar a profundidade do terreno, abrindo perfis, e posteriormente realizar as análises químicas de solo da parcela.

Antes da plantação devem realizar-se análises nematológicas e a pesquisa de fungos patogénicos do solo, e, caso o resultado seja positivo, respeitar um período de repouso do solo até que novas análises demonstrem que o terreno se encontra apto para a cultura.

Em terrenos mal drenados devem efectuar-se valas de 50 cm de profundidade para impedir a acumulação da água (distribuição de uma rede de drenagem) e efectuar a plantação em camalhões. Ao nivelar o terreno (o declive não deve ser superior a 10%) devem limitar-se os grandes movimentos de terra, para evitar o arrastamento de estratos de solo pouco fértil para a superfície e por tornar o terreno instável. A preparação do solo inicia-se com a mobilização, que deve ser efectuada no início do Outono, tendo em atenção que não deve ser feita a seguir à ocorrência de chuvas, devendo ter uma profundidade compreendida entre 40 e 50 cm, eliminando todos os restos vegetais (colo, raízes, etc.) de culturas anteriores, por

serem fonte de problemas fitossanitários, como Armillaria sp e outros. Não é permitida a desinfecção química do solo.

O objectivo da mobilização é permitir ao solo as melhores condições físicas para o desenvolvimento da planta, melhorando a sua estrutura superficial e o seu arejamento. Nos solos argilosos esta operação é importante para destruir camadas impermeáveis que prejudicam a circulação do ar no solo e uma absorção inadequada da água. Esta mobilização deverá, também, servir para incorporar a fertilização de fundo. A seguir à mobilização deverá fazer-se o alisamento do terreno, recorrendo a uma freza ou a uma grade de discos.

7.2. Características da plantação 7.2.1. Plantação

A plantação deve ser realizada de Março a Maio ou de Setembro a final de Novembro. Após a adubação de fundo, as plantas são colocadas no solo, sendo de seguida cobertas com terra fina que se deve apertar com cuidado, a fim de aderir bem às raízes, que devem ser distribuídas em todos os sentidos. As raízes deverão ficar colocadas superficialmente no terreno para não serem afectadas pelo excesso de água. A planta deve ficar enterrada a menos 2 ou 3cm do que estava no viveiro. Coloca-se um tutor e faz-se a amontoa no colo da planta, para que se previnam os efeitos das geadas. O colo da planta deve ficar acima da superfície do terreno, de forma a evitar a contaminação por doenças.

Após a plantação da actinídea, deve regar-se abundantemente, não só porque esta é uma cultura exigente em água, mas também para permitir a adesão do solo às raízes.

7.2.2. Orientação do pomar e compasso de plantação

A plantação deve ser efectuada, sempre que possível, no sentido Norte-Sul, de modo a que a orientação das linhas permita uma maior exposição da cultura à luz. Deve escolher-se um compasso de plantação que permita uma boa exposição dos frutos à luz durante o seu crescimento e maturação. Assim, deve prever-se espaço

suficiente entre as linhas, para que se assegure um arejamento da cultura, nunca inferior a 4,5m, ajudando ao controlo de algumas doenças, como por exemplo a

Botrytis cinerea. A distância entre plantas na linha dependerá da fertilidade do solo

e do sistema de condução, não devendo ser inferior a 2 m. 7.2.3. Material vegetal

O material vegetal deverá ser são e controlado em termos fitossanitários, sendo obrigatório o respectivo passaporte fitossanitário se for proveniente de países fora da União Europeia.

Em situações que possam ocorrer danos provocados pelo frio, aconselha-se o uso de plantas provenientes de estacas auto-enraízadas, conservadas em viveiros durante um período mínimo de um ano. Pelo contrário, em locais com pouca predisposição a danos provocados pelo frio, pode-se utilizar material vegetal enxertado.

No caso das plantas micropropagadas, aconselha-se a sua conservação em viveiros durante um período mínimo de dois anos antes da plantação.

7.2.4. Escolha da variedade e distribuição de polinizadores

Actualmente, a cultivar mais usada para a produção de kiwis é a ‘Hayward’, sendo no entanto possível a plantação de outras cultivares como a ‘Summerkiwi’, ‘Hort16A’, ‘Earlygreen’ e ‘Chinabelle’.

As plantas da cv. ‘Hayward’ são dióicas e, por isso, deve distribuir-se no pomar um número suficiente de plantas masculinas para que se obtenha uma boa produção, isto é: frutos de grande calibre (80-120 g) e boas características organolépticas; elevada produtividade e bom poder de conservação; plantas de vigor médio e folhas com seis pétalas branco-creme; frutos revestidos de pêlos curtos e macios; epiderme de coloração acastanhada; polpa de coloração verde. Aconselha-se que os polinizadores sejam das cultivares que melhor garantam uma cobertura total da floração das fêmeas, podendo ser utilizadas, nomeadamente, as cultivares ‘Matua’, ‘Tomuri’, ‘Autari’ e ‘Chieftain’.

Recomenda-se uma relação planta masculina/planta feminina de 1:4 ou de 1:5, ocupando cada planta masculina o lugar de uma feminina ou figurando como supranumerários. A sua distribuição deve ser feita de forma a alcançar toda a superfície de plantas femininas.

Para aumentar a fonte de pólen, podem enxertar-se ramos de plantas masculinas sobre plantas femininas.

Bibliografia

Almeida, J. M. R. 1996. Kiwi- Cultura de Actinideas: Como Produzir, Como vender. 1ª edição, Clássica Editora, Nova Agricultura Moderna.

Blanchet, P. 1985. Les dégats de gels sur kiwi ( Actinidia chinensis Planch: les risques du verger français.

L’Arboriculture Fruitiére 370: 43-49.

Cacioppo, O. 1989. O cultivo do Quivi. Editorial Presença Lda, Lisboa.

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