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Generelle kriterier for holdbarhet og relevans

Argumenter i normativ argumentasjon

4. Generelle kriterier for holdbarhet og relevans

Um dos aspectos mais importantes na organização de um sistema de gestão correcta de resíduos é a escolha das viaturas devido à capacidade de enchimento e ao tamanho - viaturas de dois ou três eixos, pequenas para ruas estreitas . Deve-se compreender que este tipo de viaturas têm uma vida útil aproximada de 8 anos e que normalmente executam dois turnos de trabalho, o que implica menos durabilidade devido ao desgaste. Na escolha do tipo e tamanho da viatura deve ter-se em consideração os seguintes factores (Bilitewski et al., 1994):

Custo da viatura;

Distância do local de carga ao de descarga; Sistema de contentorização;

Topografia do terreno – limitações das vias ou obstruções; Número de horas de trabalho;

Tamanho das equipas de trabalho.

IV.1.2.1. Recolha hermética

De acordo com Hickman (1999) há três tipos de sistemas de elevação dos contentores, todas com sistema compactador:

Carregamento traseiro; Carregamento lateral; Carregamento frontal.

Neste trabalho será apenas analisado o carregamento traseiro dado que no Concelho de Guimarães a recolha hermética é feita neste sistema.

Carregamento traseiro – os resíduos são colocados na

parte traseira da viatura, na tremonha de carga (como se vê na Figura IV.6.), quer pelo sistema hidráulico quer manualmente. São utilizadas adufas, como se verifica

na Figura IV.7., para descarga dos contentores. As adufas são constituídas por um sistema de Figura IV.4. - Viatura de carregamento traseiro (Hickman, 1999).

elevação hidráulico e o esvaziamento dos contentores entre 800 e 1100 L é efectuado por uma abertura a toda a largura da traseira do veículo, como se visualiza na Figura IV.8., protegido por uma cortina de borracha (Martinho e Gonçalves, 1999).

Figura IV.5. - Exemplo de sistema de elevação de Figura IV.6. - Elevação de um contentor de 1100 L contentores (Bilitewski et al., 1994). (Martinho e Gonçalves, 1999). A recolha é feita de duas maneiras: depositando-se directamente os sacos perdidos na viatura ou recorrendo às adufas, quando se descarrega um contentor. Dois CL são necessários para colocar o contentor na posição para descarga. As viaturas de recolha são capazes de reduzir o volume de resíduos cerca de 3 vezes do volume inicial. Os resíduos são colocados na tremonha de recepção e são transferidos para o interior da caixa mecanicamente. Como referem Martinho e Gonçalves (1999) existem dois sistemas:

Sistema mecânico descontínuo – os resíduos são transferidos e também compactados por comando do cantoneiro, sempre que a tremonha de carga esteja cheia. A alimentação da tremomha é suspensa durante a operação;

Transferência mecânica contínua – é efectuada, sem intervenção dos cantoneiros, pelo movimento vai-e-vem permanente de uma placa.

Recorre-se ao sistema descontínuo quando a viatura está praticamente carregada, permitindo o uso do comando carregar a viatura com mais alguns quilogramas até à sua capacidade máxima. Como exemplo pode-se referir os dias de

recolha após os feriados, onde há uma acumulação de RSU, dias festivos ou outros factores mais esporádicos. A CMG dispõe de 16 viaturas de recolha, sendo que apenas uma delas não possui sistema compactador, já que se trata de uma viatura pequena para ruas muito estreitas com capacidade de 5 m3 (Figura IV.9.). Existe outra viatura para ruas estreitas, já com sistema compactador, com capacidade de 7 m3. Só três viaturas

Adufas

Figura IV.7. - Viatura utilizada pela CMG com capacidade de 15 m3.

têm 3 eixos (20 m3), todas as outras são de 15 m3 (Figura IV.10.). Esta diversidade de viaturas permite percorrer praticamente todas as vias do Concelho, bem como uma recolha com apenas uma descarga. Os circuitos de recolha foram calculados tendo em conta estas viaturas, dado que estes foram optimizados no ano 2000, e desde aí a CMG ainda não alargou a sua frota.

Até ao final de 2004 prevê-se a aquisição de mais uma viatura pequena com a capacidade de 7 m3, de modo a permitir a substituição em caso de avaria, e mais uma viatura de 15 m3, para substituir alguma mais antiga.

IV.1.2.2. Recolha com viatura aberta tipo camião grua.

Este tipo de viatura utiliza-se para a recolha dos contentores subterrâneos. Esta recolha esteve a cargo da CMG até 1999, mas devido à reduzida frota e à despesa com o pessoal a CMG privatizou este serviço, efectuando concursos limitados todos os anos. De momento, a empresa que efectua a recolha é a Eco Ave Sucatas – Cooperativa de Interesse Público e de Responsabilidade Limitada. É uma cooperativa com vários sócios, sendo o maioritário – 51% a CMG. A recolha é efectuada com uma viatura aberta com capacidade de 30 m3. Em termos de número de sacos dos contentores subterrâneos a capacidade é de cerca de 12 sacos. Na sequência de imagens da Figura IV.11. estão esquematizados a recolha dos contentores e a viatura de recolha.

Figura IV.9. – Sequência de recolha dos contentores subterrâneos com camião grua.

O CL retira a tampa e fecha o saco descartável. A grua, através de um conjunto de cabos de aço, previamente colocados através do cantoneiro, iça o saco de elevação, tal como se vê nas duas primeiras imagens da Figura IV.11.. Este é colocado no cimo do camião e com a ajuda do CL é aberto o fundo do saco de onde sai o saco descartável, como se comprova na 3ª imagem. O saco de elevação é fechado e colocado novamente no contentor, como se pode visualizar na última imagem, e posteriormente é colocado o saco descartável e colocada a

Figura IV.8. - Viatura utilizada pela CMG com capacidade 7 m3.

tampa.

Um dos aspectos fundamentais na remoção dos RSU, prende-se com os meios humanos afectos à recolha, sem os quais era impossível efectuar o bom serviço. No próximo ponto, serão analisados os recursos humanos, os horários em que se efectua a recolha e o tipo de vestuário de protecção que eles necessitam.