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General Rule

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Part II: National laws and implementations

5. United Kingdom

5.1. General Rule

Este momento do estudo consistiu na construção de gráficos que teve como suporte o Assistente de Gráficos do Excel, patenteado pelo Microsoft Windows. Este programa permite alguma manipulação visual no leque de gráficos que apresenta e possui grandes potencialidades na sinóptica dos elementos e no cuidado estético. A construção foi feita em grupos num total de dez (Tgr10), resultando num total de quarenta gráficos (TG=40).

Os dados estatísticos usados na construção dos gráficos foram extraídos do relatório Estatísticas da Pesca de 2010, editado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Esta publicação apresenta um retrato actual e abrangente do setor nacional das pescas. Os dados estatísticos divulgados incidem sobre uma grande diversidade de atividades como descargas e capturas por portos, espécies e NUTS II, mercado dos produtos da pesca e estruturas organizativas, frota de pesca, número de pescadores matriculados, informações relativas à indústria transformadora da pesca e aquicultura, comércio internacional do sector da pesca e actividades correlacionadas e dados relativos aos ‘stocks’ e níveis de exploração. (V. Anexo II)

Esta tarefa teve a intenção de identificar a escolha do gráfico de acordo com a natureza da informação dada.

Assim, e para a elaboração do gráfico 1 foi mobilizado aos alunos os quadros da Estatísticas da Pesca com o seguinte indicador: “Quadro 1 – População residente e ativa, total e com atividade económica na pesca, por NUTS II – Portugal”. Foi pedido aos grupos para descreverem a evolução da população com atividade económica na pesca em Portugal, entre 1950 e 2001. Assim, primeiramente à construção do gráfico, os grupos deveriam trabalhar os dados do quadro de forma diferente, representando-as, eventualmente numa tabela (v. Tabela 1), conforme o exemplo:

Tabela1: População com atividade económica na Pesca em 2010. Fonte: INE.

Anos Total 1950 45.965 1960 46.749 1970 36.920 1981 32.623 1991 26.840 2001 16.048

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Apenas 6 grupos (6/Tgr10) elaboraram um gráfico de linhas, enquanto os restantes (4/Tgr10) construíram gráficos de barras. O gráfico de linhas tornou-se a escolha mais apropriada já que proporciona um nível superior de informação. Silva (2006) indica que gráfico de linhas é indicado para mostrar tendências e evoluções de uma variável contínua, e é a representação gráfica mais comum para reproduzir séries temporais. Neste, uma determinada variável é analisada ao longo do tempo, e as unidades temporais são dispostas cronologicamente no eixo das abcissas a partir da esquerda.

Fig. 1: Gráfico de linhas construído pelo Grupo 4.

Para a elaboração do gráfico 2 foi solicitado aos alunos que utilizassem os quadros da Estatísticas da Pescas com o seguinte indicador: “Quadro 2 - População residente e ativa, por nível de ensino, por NUTS II no ano de 2001, em Portugal”. Nesta tarefa solicitou-se aos grupos para caraterizarem a população que trabalha no setor das pescas em termos do seu nível de ensino. Para responderem à situação proposta, os grupos deveriam trabalhar os dados do quadro de forma diferente, representando-as, eventualmente, numa tabela (V. Tabela. 2) e, posteriormente, a construção do gráfico.

Tabela 2: Distribuição da população a exercer atividade na pesca por nível de ensino e por

NUTS II em 2010. Fonte: INE.

NUTS II

Nível de Ensino

EB 1º Ciclo EB 2º Ciclo EB 3º Ciclo Ensino Secundário Ensino Médio Ensino Superior Norte 2.310 984 332 205 4 35 Centro 2.013 892 402 313 9 102 Sul 1.156 357 337 334 7 95

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Alentejo 385 86 50 31 1 14

Algarve 1.700 511 342 274 2 52

Açores 870 305 83 49 2 7

Madeira 534 108 70 30 0 8

Registámos 8 grupos (8/Tgr10) que elaboraram gráficos de barras agrupados, enquanto os restantes (2/Tg10) construíram gráficos de barra empilhados. No entanto, dentro dos gráficos de barras agrupadas construídos pelos alunos, houve 2 grupos que os construíram na horizontal. (V. Fig. 2). A adoção de uma construção diferente exige um maior tempo e esforço na sua leitura e interpretação. Esta apreciação é sustentada por muitos autores que defendem que a compreensão dos gráficos deve ser imediata e fácil, já que são estas características que defendem o seu uso em vez de um texto verbal continuado.

Fig. 2: Gráfico de barras agrupadas na horizontal construído pelo Grupo 6.

Os gráficos de barras agrupadas são utilizados para descrever, simultaneamente, duas ou mais categorias para uma dada variável qualitativa ou quando o objetivo é realçar o valor das categorias em vez do valor total das variáveis (V. Fig. 3). Os grupos de barras separam-se entre si, sem que exista, todavia, qualquer espaço entre barras de cada grupo. Estas últimas são representadas de forma diferenciada, conforme a legenda.

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Fig. 3: Gráfico de barras agrupadas na vertical construído pelo Grupo 8.

Para a construção do gráfico 3, a informação mobilizada para os alunos foi o “Quadro 28 - Capturas da pesca pelos principais portos de Portugal Continental – do relatório da Estatísticas da Pesca”. Para a realização desta tarefa, foi pedido aos grupos para identificarem, por NUTS II, onde se verificou o maior e o menor número de capturas. Para responderem à tarefa proposta os grupos deveriam trabalhar os dados do quadro da seguinte forma:

Tabela 3: Distribuição de capturas (em tonelas) por regiões – Portugal, 2010. Fonte: INE. Portos de descarga Total

Norte 14.216

Centro 17.696

Lisboa 10.936

Alentejo 2.688

Algarve 15.246

Seguidamente, com os dados definidos e organizados na tabela, os grupos poderiam construir um gráfico que considerassem o mais apropriado para a representação dos dados. Este mereceu por parte de 6 (6/Tgr10) grupos a construção de um gráfico de barras (V. Fig. 4).

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Fig. 4: Gráfico de barras construído pelo Grupo 9.

Dos restantes grupos, 3 (3/Tgr10) criaram um gráfico circular (V. Fig. 5) e, um último grupo construiu um gráfico de linhas.

Fig. 5: Gráfico circular construído pelo Grupo 4.

De acordo com André A. (1980:126) “o objetivo do desenho gráfico não é representar os valores exactos, mas relacionar esses valores, de representar ordens de grandeza”. Neste sentido, consideramos que a representação dos dados estatísticos desta tarefa comporta a representação de dois tipos de gráficos, o circular e o de barras. O gráfico circular exibe as partes do todo como se de fatias de um bolo se tratassem. São utilizados para representar variáveis qualitativas subdivididas em categorias, ordenadas ou não, num determinado período temporal. Cada variável é representada num círculo, correspondendo a cada ângulo, de modo a que no seu conjunto perfaçam 3600.

Por fim, os dados estatísticos adstritos à construção do gráfico 4 pertencem ao “Quadro 37 – Estabelecimentos de aquicultura em Portugal – presentes no relatório da Estatísticas da Pesca”. Para a realização desta tarefa foi pedido aos grupos para identificarem os diferentes tipos de estabelecimentos existentes em Portugal e indicar o

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estabelecimento predominante. Assim, para a construção do gráfico os grupos deveriam representar os dados numa tabela:

Tabela 4: Estabelecimentos e regime de aquicultura – Portugal, 2010 Estabelecimentos e regime de aquicultura Total

Unidade de reprodução 14

Tanque 140

Viveiro 1.344

Flutuante 27

Mereceram, por parte de 5 (5/Tgr10) grupos a elaboração de um gráfico de barras. A escolha de um gráfico circular coube a 4 (4/Tgr10) grupos e, um último elaborou um gráfico de linhas. De acordo com a natureza dos dados estatísticos fornecidos aos alunos, a escolha mais apropriada de representação dos dados estatísticos recaía sobre o gráfico circular ou anel. Esta última representação gráfica não foi preposta por nenhum grupo. Apresentamos de seguida um exemplo feito pelo autor deste estudo. (V. Fig. 6).

Fig. 6: Gráfico em anel.

Tal facto leva-nos a considerar que o parco conhecimento que os alunos possuem de formas de representações gráficas diminui o seu leque de opções. Para reforçar esta ideia, registamos um grande número de gráficos de barras construídos pelos alunos, por serem dos mais comummente conhecidos e representados em manuais escolares.

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