Part I: General principles and EU specifi c rules
4. Contracting based on article 11 EU e-commerce directive
4.2. Correction of Input Errors
Com vista à implementação do estudo, logo no início das aulas de Geografia A lecionadas pelo professor estagiário, o questionário foi entregue aos alunos, onde foram dados a conhecer os seus objetivos. Estes mostraram-se desde logo disponíveis e empenhados no seu preenchimento.
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No questionário incluíam-se cinco questões, especificamente sobre O que é um gráfico?; Quais as representações gráficas de dados estatísticos que conheces; Consideras importantes os gráficos como recurso de aprendizagem da Geografia? Apresenta as tuas razões.; É usual a leitura e interpretação de gráficos na sala de aula? Como tal é realizada (individual, pares, grupo, turma, professora)?; É usual a construção de gráficos na sala de aula? Como é feita (individual, pares, grupo, turma, professora)? Manualmente? Excel?
Por sua vez, a construção dos gráficos decorreu na fase final do estágio, uma vez que, em nosso entender, os alunos já se encontravam familiarizados com a visualização e análise destes, seja no manual escolar ou em formato digital. Consideramos, pois, que esta foi uma estratégia para a promoção de uma aprendizagem significativa onde os alunos teriam a possibilidade de rever e consolidar os conteúdos previamente abordados, a partir da elaboração de gráficos de dados estatísticos para a resolução de problemas.
Em consonância com os construtivistas, a aprendizagem é “um processo de construção recursivo, interpretativo, realizado por aprendizes ativos que interagem com o mundo físico e social” (Fosnot:1998:47). A participação ativa do aluno é condição necessária à real aprendizagem e o professor deverá ser um facilitador dessa participação. Neste sentido, consideramos o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) um importante suporte para a aprendizagem dos alunos e uma forma de desenvolverem os seus interesses por temas geográficos. Os alunos podem usar as TIC para processar, analisar e apresentar dados em diferentes formatos. Uma forma simples de sustentar dados estatísticos é colocá-los em tabelas em formato digital e introduzi-los numa base de dados (e.p. Microsoft Excel) para os ordenar e representar graficamente. É patente a representação de gráficos no manual escolar adoptado pela ESAS, sobretudo, na unidade didáctica dos recursos marítimos como suporte de informação. Como tal, desenhamos a ficha de trabalho “Guião nº 2, Elaboração de gráficos a partir da Estatística da Pesca de 2010 do Instituto Nacional de Estatística”, enquanto instrumento de recolha de dados, onde efectivamente os alunos poderiam trabalhar com as TIC e com recurso a um conjunto de dados estatísticos disponibilizados em rede pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). A Geografia, enquanto disciplina de continuidade, considera-se fundamental para o desenvolvimento do programa do Ensino Secundário, (re) construindo conceitos e desenvolvendo competências já adquiridas no Ensino Básico, entre os quais “ler gráficos lineares, de
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barras e sectogramas”, “recolher e organizar dados estatísticos” e “construir gráficos lineares e de barras” (M.E. Programa de Geografia A, 2001:7). Os alunos mobilizaram- se para esta tarefa com bastante motivação e um forte compromisso e responsabilidade. Encararam com uma atitude positiva trabalharem com o programa do Microsoft Excel para a elaboração dos gráficos.
Assim, a ficha de trabalho “Guião nº 2, Elaboração de gráficos a partir da Estatística da Pesca de 2010 do Instituto Nacional de Estatística” tinha por finalidade avaliar a capacidade de os alunos construírem gráficos adequados para representar as situações descritas. A primeira tarefa, designada por «População residente e ativa, total e com atividade económica na pesca, por NUTS II – Portugal», era constituída por uma tabela em que eram fornecidos os dados da população com atividade económica na pesca em Portugal; a segunda tarefa, designada por «População residente e ativa, por nível de ensino, por NUTS II em 2010», era constituída por uma tabela em que eram fornecidos os níveis de ensino completados pela população portuguesa por regiões; a terceira tarefa, designada por «Capturas nominais da pesca polivalente, por NUTS II e principais portos (pescado fresco ou refrigerado)», constituía-se por uma tabela em que eram fornecidos os dados relativamente à distribuição regional das capturas de pescado fresco ou refrigerado no ano 2010, em termos do volume de descarga, a quarta tarefa, designada por «Estabelecimentos de aquicultura, em Portugal», era constituída por uma tabela em que eram fornecidos dados em termos de tipos de estabelecimentos licenciados de aquicultura existentes em Portugal, incluindo unidade de reprodução e de engorda. Em todas estas quatro tarefas, pretendia-se que os alunos construíssem um gráfico apropriado para representar os dados.
A quinta tarefa tinha por finalidade avaliar a capacidade de os alunos lerem, analisarem e interpretarem gráficos estatísticos a partir de seis questões. Por conseguinte, a primeira questão pedia aos alunos para descrever a evolução da população com atividade económica na pesca em Portugal, entre 1950 e 2001; a segunda questão pedia para os alunos caracterizarem a população que trabalha no setor das pescas em termos do seu nível de ensino; na terceira e quarta questão solicitava-se aos alunos que indicassem, por NUTS II, onde se verificou o maior número de capturas nominais e assinalar por NUTS II, onde se verificou o menor número de capturas nominais; na quinta e sexta questão pedia-se aos alunos que indicassem quais os diferentes tipos de estabelecimentos de aquicultura existentes em Portugal e
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referirem a sua importância no setor, bem como identificarem o tipo de estabelecimento predominante.