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A vegetação herbácea teve um papel fundamental na redução das lâminas escoadas e das vazões máximas (Qmax), durante o período chuvoso (PC), nas parcelas dos manejos MCR e SMC. A vegetação herbácea formou uma cobertura densa, favoreceu a maior dissipação da energia do escoamento superficial e possibilitou maior infiltração ao solo. Essa influência foi devido ao aumento da rugosidade que reduziu a energia dos escoamentos superficiais e proporcional à maiores infiltrações no solo, provocadas pelo sistema radicular. Assim, os tempos totais de escoamentos dos manejos MCR e SMC, foram inferiores aos do manejo MCP. A influência da vegetação herbácea, nas parcelas de matas ciliares dos manejos MCR e SMC, resultou nas menores Qmax e lâminas escoadas e, consequentemente, geraram as menores cargas específicas de sedimentos.

Admitimos que as cargas específicas dos nutrientes exportadas, pelos manejos, foram influenciadas pelos fatores hidrológicos (lâminas escoadas, vazões máximas e infiltração) e pelo fator biológico (vegetação), em ambas as larguras 30 e 100m. Prevaleceu a redução das cargas específicas de nutrientes exportados, durante o período chuvoso. Nas matas ciliares de largura de 30m e 100m, os manejos MCR e SMC apresentaram cargas específicas exportadas de nutrientes inferiores às cargas específicas do manejo MCP, durante o período chuvoso. Os resultados reforçam a forte relação do desenvolvimento da vegetação herbácea e a retenção de nutrientes nas matas ciliares.

A largura de 100m possui as vazões específicas máximas (Qamx), as lâminas escoadas, as cargas específicas de sedimentos inferiores às da largura de 30m, além de serem mais eficientes a retenção de fósforo e, provavelmente, a outros poluentes. Logo podemos concluir que as matas ciliares, de parcelas de 30m, são mais vulneráveis aos fatores hidrológicos e biológicos do que as parcelas de 100m, que tendem a proteger melhor aos açudes contra a exportação de sedimentos e de nutrientes e, assim, influenciar no assoreamento e na eutrofização do açude.

O aumento das áreas degradadas pode estar ligado à extrema seca, influenciando a recuperação das áreas abertas pela população. Pois a velocidade de regeneração da Caatinga é bem menor do que a velocidade de abertura de áreas pela população que, atualmente, não abre muitas áreas como a anos atrás e nem houve um crescimento expressivo da população das comunidades, nos últimos cinco anos, que necessitasse da abertura de novas áreas. A lenta regeneração deve estar ligada a seca que reduz a velocidade de decomposição da serapilheira, que é constituída, em sua maior parte, de material orgânico recalcitrante necessitando de ambientes úmidos para favorecer a ação da microbiota no processo de decomposição e mineralização dos nutrientes.

Concluímos, também, que a capacidade de suporte das matas ciliares preservadas da Caatinga é superior a concentração específica de 100 mgP/m². Mesmo que as matas “espaçadas” (degradadas) e a vegetação herbácea tenha obtido valores de concentração, também, superiores a 100 mgP/m², estas áreas são mais vulneráveis a perdas de solo e lenta regeneração, com o passar dos anos. Nas classificações supervisionadas ficou claro a presença da vegetação herbácea junto às áreas degradadas e, assim, podemos caracterizar a vegetação herbácea como indicadora de áreas perturbadas e/ou degradadas.

Concluímos que o uso de simuladores de chuva artificial e de escoamento superficial, in situ, podem fornecer bons resultados e gerar dados, assim, como os processos naturais, são uma interessante alternativa para diversos tipos de estudos. Pois em regiões em que os eventos de chuvas naturais são escassos e, que muitas vezes, não geram dados suficientes para obter conclusões sobre os processos ocorridos, ter um equipamento que haja a possibilidade de se realizar muitas simulações em várias áreas diferentes, com diferentes características físicas da área, se torna uma solução viável para estudos hidrosedimentológicos, de estimativas de cargas, limnológicos, entre outros.

Por fim, a metodologia empregada nesse projeto de pesquisa para delimitação de matas ciliares, com intuito da proteção dos recursos hídrico é mais adequada do que se referenciar pela subjetividade da lei do Código Florestal de 2012. Pois as informações são baseadas em critérios científicos e em dados primários, a partir do

sensoriamento remoto, dos fatores hidrológicos, da cobertura do solo pela vegetação e modelo de estimativa de cargas poluidoras.

Como limitação do trabalho é que não foram feitas estimativas das cargas pontuais de fósforo, na bacia, devido existir vários métodos de contenção e redução das cargas de fósforo exportadas. Conforme a discussão no subcapítulo 4.3, a maior preocupação do projeto foi de propor uma metodologia para adquirir as cargas de sedimentos e de nutrientes, de mapear as classes de uso do solo e estimar as cargas poluidoras, no caso o fósforo, difusas.

Sugerimos que a metodologia utilizada no projeto de pesquisa pode ser usada como ferramenta de gestão de bacias hidrográficas, na construção de novos açudes e na recuperação de áreas degradadas.

E por fim recomendamos que sejam realizadas novas simulações de chuvas artificiais e de escoamentos superficiais em áreas com diferentes declividades, para observar os efeitos do relevo, e com agrotóxicos, para se obter a capacidade de suporte de retenção de agrotóxicos das matas ciliares da Caatinga.

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