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General characteristics of the nursing homes

3. The nursing homes

3.3. General characteristics of the nursing homes

8.ª Reflexão em contexto de Jardim de Infância

Durante esta semana de intervenção fui eu a principal interveniente. Gostaria de começar esta reflexão por dizer que fiquei muito satisfeita com esta semana, em primeiro lugar porque julgo que foi uma semana na qual me empenhei bastante para que tudo corresse da melhor forma, foi uma semana também em que proporcionei momentos diversificados às crianças e principalmente porque sinto que se verificaram algumas evoluções na minha prestação.

Refiro-me ao facto de eu ter sentido necessidade de, ao comunicar com as crianças, estar mais próxima delas, ou seja, nas anteriores semanas de intervenção eu sentava-me sempre numa cadeira em frente às crianças e esta semana tive vontade de me sentar num local mais próximo e ao nível delas, no tapete. Foi algo que aconteceu naturalmente e que me fez também sentir mais à vontade com o grupo. Verifiquei outras mudanças, nomeadamente em relação à gestão do tempo, onde utilizei a planificação como um guia não rígido e fui fazendo as atividades que tinha proposto flexibilizando-as, e não de uma forma rígida e estanque, pois segui um pouco o ritmo das crianças (existiram trabalhos que demoraram mais tempo a realizar do que eu esperava). As chegadas à sala e a introdução às atividades ocorreram num diálogo mais espontâneo.

Relativamente a segunda-feira acho que o dia correu bem, fiquei muito satisfeita especialmente com o facto de as crianças terem aderido à proposta de dançarem imitando os passos do rancho folclórico de Leiria, que observaram no vídeo. Neste dia, a atividade de expressão plástica dos cotonetes era uma técnica que há algum tempo eu desejava experimentar e surgiu a oportunidade de o fazer. Acho que foi muito interessante pois as crianças puderam criar algo a partir da sua imaginação e desenvolverem a sua criatividade através de uma técnica nova. Na terça-feira, levei imagens de obras de arte e fiquei muito satisfeita por as crianças terem ficado entusiasmadas com a observação das mesmas, questionei-as acerca do que viam nas obras, perguntava o porquê de algumas respostas e foi um momento de partilha interessante, eu não imaginava que as crianças iam interessar-se tanto pelas obras, tinha algum receio até. No entanto, para uma próxima atividade deste género, devo explorar mais as obras, pois talvez tenham sido pouco exploradas (principalmente as de Joana Vasconcelos). A proposta da plasticina para construírem a sua obra de arte poderia ter corrido melhor e ter tido mais impacto se tivesse proposto outro material em vez da plasticina (barro, materiais de desperdício, etc.) e talvez pudessem ter construído algo em grupo em vez de individual. Mas apesar disto surgiram também trabalhos interessantes com a plasticina.

O preenchimento da bandeira portuguesa com papel de lustro rasgado penso que foi uma boa opção de atividade principalmente para as crianças desenvolverem a capacidade de rasgar e a motricidade fina, no entanto foi um momento um pouco atribulado pois eu não deveria ter colocado todas as crianças ao mesmo tempo a fazerem a mesma coisa (deveria ter feito em pequenos grupos). Esta é uma dificuldade que eu ainda sinto, a mobilização de várias tarefas na sala, no entanto esta semana já notei algumas melhorias pois já coloquei as crianças a fazer trabalhos diferentes paralelamente e conforme iam acabando terminavam outros que tinham em atraso e em último recurso propus que fizessem um desenho sobre a primavera.

Relativamente à exploração do tema da família, no fim de contar a história eu perguntei as crianças se tinham algum animal de estimação e todas puderam responder e dizer como se chamava o seu animal de estimação. Seguidamente fiz a proposta de que pudessem desenhar o seu animal de estimação no desenho da família se entendessem que este fazia parte dela e dei o meu exemplo, que tenho um animal e que considero que este faz parte da minha família. O meu intuito foi sensibilizar as crianças para o respeito a ter para com os animais e para a importância destes e aqui senti que estava a transmitir às crianças um valor que faz parte da minha maneira de ser, que é o facto de eu adorar animais e ter muito carinho e respeito por eles e acho que o

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papel do educador passa também por aqui, por transmitir aquilo em que acreditamos pois também se ensina o que somos, não só o que sabemos.

Um problema que eu e a minha colega estamos a ter é o controlo do grupo, por vezes as crianças estão muito agitadas e apesar de tentarmos manter a ordem às vezes é difícil.

Tenho consciência que nas últimas semanas tivemos uma postura um pouco expositiva, tentei alterar um pouco isso esta semana assim como evitar estar tanto tempo no tapete mas ainda temos que melhorar muito neste aspeto. Acho que temos de planear mais com as crianças mas a metodologia de projeto vai ajudar-nos também a encontrar essa forma de trabalhar.

Durante esta prática tenho estado a obter diversas aprendizagens, a vários níveis, nomeadamente o facto de podermos expor os trabalhos na sala, isso tem sido importante para nós para perceber que as crianças têm de ter uma noção espacial dos seus trabalhos. A preparação de material tem sido outra experiencia pois quando vamos para o terreno é útil que tenhamos tudo preparado com antecedência e temos sido cumpridoras nesse sentido, no meu ponto de vista. Eu e minha colega temos refletido juntas, o que é outro ponto positivo.

“A reflexão pode abrir novas possibilidades para a acção e pode conduzir a melhoramentos naquilo que se faz. A reflexão pode potenciar a transformação que se deseja e que se é capaz de fazer com os outros” (Oliveira & Serrazina,2002:12).

No que diz respeito à minha autoavaliação já referi alguns aspetos durante esta reflexão de uma forma menos formal mas acrescento que acho que tenho tido uma boa capacidade de comunicação, acho que consegui ajustar a minha planificação em função das circunstâncias, acho que consegui motivar as crianças no entanto terei de ser mais expressiva.

Relativamente ao desempenho das crianças decidimos escolher uma criança por dia como alvo de registo, que observamos através da observação direta.

Relativamente à criança sobre a qual incidimos na segunda-feira, esta interessou-se por conhecer aspetos sobre a cidade de Leiria, interveio dizendo que já foi visitar o castelo de Leiria, descreveu situações que lá encontrou e manifestou vontade de contar uma história que viveu no mesmo. Interessou-se pelas imagens observadas, fazendo observações e comentários e mostrando curiosidade pelas mesmas. Ao repetir lengalengas não respeitou a sua vez para falar, mas expressou-se e manifestou vontade em aprender as rimas, mostrou divertir-se com as mesmas, mas teve dificuldade em repetir uma frase (trocava a palavra “que” por “de”), apesar de o adulto fazer o reparo e ajudá-lo a corrigir. Nas atividades de expressão plástica empenhou- se e manipulou bem os materiais.

Relativamente a segunda-feira, a criança em causa não fez comentários sobre as obras de arte, no entanto mostrava-se observadora quanto às mesmas e entusiasmada, o mesmo aconteceu com a observação das imagens sobre a comida tradicional portuguesa. Esta criança por vezes está distraída e desconcentrada.

No que concerne a quarta-feira, a criança observada mostrou-se atenta durante a história e fez comentários sobre a mesma. Representou os elementos da sua família no desenho. Envolveu-se bastante no jogo no exterior, pediu várias vezes para ser a vez dela a jogar (vendar os olhos e a descobrir quem seria o colega). Durante o dia é uma criança que se mostra concentrada enquanto o adulto comunica ideias e depois mostra que compreendeu e memorizou alguns conceitos e explicações.

Referências Bibliográficas:

Oliveira, I. & Serrazina, L. (2002). A reflexão e o professor como investigador. Refletir e

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