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A estrutura principal da Passarela 15, que compreende os dois vãos centrais, localizados nas transposições da BR-040 e Via do Minério, juntamente com as rampas de acesso, é formada por duas treliças metálicas tipo Warren em aço carbono tubular retangular e tabuleiro inferior em laje Steel Deck, apoiado em vigas metálicas transversais, e pilares metálicos em perfis tubulares de seção circular (Figuras 131, 132 e 133).

Figura 131: Vista geral da Passarela 15: trecho Via do Minério (a); rampas de acesso (b)

(a) (b) Fonte: O autor (2017)

Figura 132: Localização da Passarela 15

Fonte: Google Maps (2017)

Figura 133: Vista geral da Passarela 15: trecho BR-040

Fonte: O autor (2017)

Os guarda corpos são formados por três tubos paralelos á meia altura soldados nas treliças e cobertura em telhas metálicas zincadas. A passarela compreende dois vãos centrais para transposições das vias, duas rampas de acesso, sendo uma com cinco trechos e outra com dois trechos cada, e outro trecho de acesso em escada (Figuras 131, 132 e 133).

5.14.1. Manifestações patológicas e causas

A estrutura metálica da passarela apresenta grande quantidade e diversidade de falhas e patologias identificadas visualmente, conforme ilustradas nas figuras 134

e 135. Os estados patológicos que se sobressaem são a corrosão acentuada das chapas metálicas dos perfis com avançado grau de deterioração da estrutura principal das rampas de acesso.

Verificaram-se variadas formas de corrosão localizada, por frestas eem torno do cordão de solda dos perfis compostos das treliças, nas ligações das treliças com os pilares das rampas de acesso, corrosão generalizada ao longo da superfície de diagonais e banzos, e também nas ligações dos banzos com as diagonais das treliças, onde existe acúmulo de sujeiras e águas pluviais.

Em placas de bases dos pilares, parafusos e porcas, também foram constatadas a presença de corrosão localizada.

A presença de cavidades, pites e desintegração total do material base estão presentes e perceptíveis na maioria do elementos metálicos expostos das rampas de acesso da passarela, com reduções de seções transversais dos perfis. Grande parte dos guarda corpos metálicos das rampas de acesso encontram-se corroídos, danificados, retorcidos e soltos da estrutura principal.

A iluminação da passarela encontra-se toda danificada com caixas e eletrodutos soltos na cobertura, inclusive toda a fiação da rede elétrica foi furtada.

Constatou-se que parte da treliça lateral de um trecho da rampa de acesso foi totalmente danificada e destruída, por colisão de veículo (Figura 134-a).

Em determinados locais, as chapas dos perfis das calhas, telhas e pontos de saídas das águas da cobertura apresentam cavidades, pites e desintegração total do material base, proporcionando infiltrações diretas nos elementos superiores das treliças metálicas.

Nos elementos de travamento superior, banzos superiores e inferiores, existe a presença de corrosão por frestas em torno da solda descontínua, decorrentes de infiltrações da cobertura.

Verifica-se a ausência de pontos de drenagem em a toda extensão do tabuleiro central, inclusive a presença de cantos vivos e superfícies fechadas que acumulam água (defeitos de projeto).

No geral, a passarela apresenta sua pintura protetora desgastada ao tempo e com corrosão atmosférica em elementos externos, decorrente de poluentes como monóxido e dióxido de carbono, particulados sólidos, poeiras e umidade, e principalmente pela falta de manutenções periódicas e reparos nos elementos danificados.

Figura 134: Patologias na Passarela 15 (a) (b) (c) (d) (e) (f) Fonte: O autor (2017)

Figura 135: Patologias na Passarela 15

(a) (b) (c)

(d) (e) (f) Fonte: O autor (2017)

5.14.2. Sugestões e procedimentos para o tratamento das patologias

Algumas medidas podem reduzir os danos provocados pelas patologias na Passarela 15:

 Todas as peças metálicas danificadas dos guarda-corpos, vigas de apoio dos tabuleiros, pilares e outros elementos que compõem as treliças, devem ser substituídas por outras peças novas com as mesmas especificações;

 Devem ser eliminadas todas as frestas nas ligações soldadas, nos elementos de travamento superior, banzos superiores, inferiores e diagonais, devendo ser vedadas por meio de material selante ou isolante elétrico;

 Realizar a substituição total do trecho danificado da treliça lateral da rampa de acesso, prevendo antes o escoramento dos tabuleiros na região afetada;

 Fazer a substituição total das calhas e telhas metálicas da cobertura nos trechos que apresentam cavidades e corrosão avançada, inclusive o prolongamento dos pontos de descidas da água pluvial até um nível próximo ao terreno;

 Executar a limpeza e tratamento das superfícies de peças metálicas que apresentam corrosão, por meio de limpeza mecânica com escova rotativa elétrica;

 Fazer a remoção de poeira, poluição, óxidos, graxas, óleos, sais solúveis, tintas velhas e carepas de laminação e ferrugem, com aplicação de uma demão de decapante e fosfatizante para aço carbono (removedor de ferrugem), com pincel ou spray nas superfícies das peças metálicas, seguida do enxágue de todas as peças, garantindo que todo o produto seja removido, por meio de hidrojateamento com água sob alta pressão;

 Após o hidrojateamento e secagem das peças metálicas da passarela, fazer a aplicação de uma demão de tinta de fundo anticorrosiva bicomponente de alto desempenho (tinta primer epoximastic alumínio modificado), com espessura de 100 μm seca, por meio de pistola a ar comprimido;

 Aplicar em toda a estrutura metálica, duas demãos de tinta de acabamento bicomponente (tinta poliuretânica acrílica alifática semi-brilho), com espessura de 40 μm/demão seca, por meio de pistola a ar comprimido;

 Realizar vistorias rotineiras e manutenções corretivas e preventivas na passarela em intervalos de tempo não superiores a dois anos.

 Em razão do quadro patológico avançado em que se encontra essa passarela, deve ser feita uma análise numérica computacional de desempenho dessa estrutura, utilizando os estados limites de serviço referentes a vibrações, ou seja, um estudo da análise dinâmica estrutural, visando o fortalecimento de suas vigas de aço (banzos inferiores), por meio da aplicação de lâminas de CFRP fixadas na parte inferior dessas vigas por colagem de resina epóxi de alto desempenho, a fim de reduzir a abertura de fissuras e deflexões estruturais, além de aumentar a resistência à fadiga e sua capacidade de carga de serviço.

No item 5.5.8, encontram-se algumas técnicas de fortalecimento de vigas de aço com aplicação de lâminas de CFRP, inclusive especificações de fabricantes de laminados.