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A pesquisa foi realizada no Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (CAPs i) e em três escolas municipais de Ensino Fundamental I de uma cidade com

aproximadamente 70.000 habitantes do interior do Estado de São Paulo. As escolas foram nomeadas Escola A, Escola B e Escola C com o objetivo de omitir o nome real de cada uma delas para proteger a identidade tanto dos alunos quanto das próprias escolas.

Foram participantes da pesquisa: 5 profissionais do Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (CAPs i); 3 crianças com TDA/H indicadas pelo CAPs i (1º. ano e 2º. ano); 3 professoras do Ensino Fundamental I (1º. ano e 2º. ano); 63 crianças regularmente matriculadas nas turmas das crianças indicadas (1º. ano e 2º. ano), conforme expõe o Quadro 08.

Quadro 08 – Quantidade de participantes do estudo

PARTICIPANTES QUANTIDADE

Profissionais da área psicossocial

1 psiquiatra 2 psicólogas 1 fonoaudióloga

1 pediatra

Professores do Ensino Fundamental I 3

Crianças indicadas pelo CAPS i com

diagnóstico de TDA/H 3

Crianças não indicadas pelo CAPSi, mas que estudam com as crianças

diagnosticadas com TDA/H 63

Fonte: Elaboração própria

O CAPs i da cidade onde foi realizada a pesquisa localiza-se na região central e destina-se ao atendimento diurno, de segunda a sexta-feira, a crianças e adolescentes com transtornos mentais.

Os Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs) são:

instituições destinadas a acolher pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar e apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecendo-lhes atendimento médico e psicossocial (ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA MEDICINA, 2015).

Neles são realizados tratamentos específicos para cada indivíduo, com plano de trabalho elaborado por uma equipe de funcionários de várias especialidades na área da saúde. Além das consultas, são realizadas oficinas terapêuticas e culturais, rodas de conversa e orientações individuais ou em grupo.

Os 5 profissionais do atendimento psicossocial do CAPs i participantes da pesquisa estão diretamente envolvidos no diagnóstico e atendimento das crianças com TDA/H indicadas para o estudo.

Eles assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para profissionais do atendimento psicossocial participantes (APÊNDICE B), preencheram a Ficha de Caracterização do Profissional do Atendimento Psicossocial Participante (APÊNDICE C) e separaram, inicialmente, 11 prontuários de crianças com diagnóstico de TDA/H.

Em reunião com a pesquisadora, os profissionais do CAPs i indicaram, por fim, 4 crianças que preenchiam os critérios de inclusão na pesquisa, 3 da rede municipal de ensino e 1 da rede privada de ensino, sendo que essa última não autorizou a realização do estudo, e, portanto, não foi considerada participante da pesquisa.

As crianças indicadas pelos profissionais do CAPs i foram selecionadas pelos seguintes critérios: 1) apresentar o diagnóstico de TDA/H realizado pelos profissionais do CAPs i; 2) estar em tratamento pelo CAPs i; 3) estar matriculadas no Ensino Fundamental I do sistema regular da cidade onde foi realizada a pesquisa; 4) e apresentar o Termo De Consentimento Livre e Esclarecido às Famílias ou Responsáveis, assinado pelos pais (APÊNDICE D). Todas as crianças, no momento de coleta de dados da pesquisa, frequentavam o CAPs i para atendimento psicossocial e faziam tratamento farmacológico para os sintomas do TDA/H.

Foi necessário delimitar que somente seriam incluídas na pesquisa, crianças que estivessem matriculadas no Ensino Fundamental I, por ser essa uma condição básica para a aplicação do Guia de Observação Direta em Sala de Aula para a identificação de educandos dotados e talentosos (GUENTHER et al., 2013).

Dessa forma, os alunos participantes foram selecionados como amostra não- probabilística por tipicidade. Marconi e Lakatos (2007) apontam que esse tipo de amostra é composta por um subgrupo típico, no que concerne a um conjunto de propriedades (ser diagnosticado com TDA/H e estar matriculado no Ensino Fundamental I), inferindo-se que pode ser também típica a característica objeto da pesquisa (dotação).

Em consequência disso, as 3 escolas participantes da pesquisa foram selecionadas por haver matrícula de alunos com TDA/H indicados pelos profissionais do Caps

i. Para a inclusão da escola participante, foram necessários o consentimento da coordenação e dos professores das turmas das 3 crianças indicadas e a participação dos professores nos procedimentos de coleta de dados.

Os professores participantes foram selecionados de acordo com os seguintes critérios: 1) ser regente de turma do Ensino Fundamental I do sistema regular de ensino da cidade onde foi realizada a pesquisa; 2) ter pelo menos um aluno diagnosticado com TDA/H e indicado pelo CAPs i em sua classe e; 3) aceitar realizar a capacitação para a aplicação do instrumento de identificação; 4) e apresentar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para professores assinado (APÊNDICE E).

Na escola A, foi realizado o estudo piloto com o intuito de verificar a coerência nos dados obtidos e corrigir possíveis equívocos para coleta de dados. Da escola A participaram: uma criança indicada pelo CAPs i com diagnóstico de TDA/H (Aluno André18);

uma professora regente da turma da criança indicada (Professora A); e 22 crianças sem diagnóstico de TDA/H matriculadas na mesma sala que a criança indicada pelo CAPs i. Nessa escola há professora de Educação Especial que atua na Sala de Recursos Multifuncionais, frequentada pela criança com TDA/H, embora essa não seja considerada público-alvo da Educação Especial de acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação inclusiva (BRASIL, 2008).

Na escola B, participaram da pesquisa: uma criança indicada pelo CAPs i com diagnóstico de TDA/H (Aluno Bernardo); uma professora regente da turma da criança indicada (Professora B); e 19 crianças sem diagnóstico de TDA/H matriculadas na mesma sala que a criança indicada pelo CAPs i. Nessa escola, não há professora de Educação Especial nem Sala de Recursos Multifuncionais.

Na escola C, participaram da pesquisa: uma criança indicada pelo CAPs i com diagnóstico de TDA/H (Aluno Carlos); uma professora regente da turma da criança indicada (Professora C); e 22 crianças sem diagnóstico de TDA/H matriculadas na mesma sala que a criança indicada pelo CAPs i. Nessa escola, há professora de Educação Especial que atua na Sala de Recursos Multifuncionais, porém, essa não é frequentada pela criança com TDA/H.

As demais crianças participantes da pesquisa (no total de 63 crianças), matriculadas na mesma sala que os alunos diagnosticados com TDA/H indicados pelo CAPs i, foram incluídas no estudo pela necessidade de aplicação do Guia de Observação Direta na

18 Para preservar a identidade dos alunos, foram adotados nomes fictícios em substituição aos nomes de registro. Foram atribuídos nomes com as iniciais da escola (A, B ou C) que preservassem o mesmo gênero do aluno ao qual o nome se refere.

turma da criança indicada com TDA/H, com a finalidade de observar se essas crianças, entre todas as outras, teriam indicadores de dotação. De acordo com os procedimentos éticos, foi solicitado que os pais dessas crianças também assinassem o Termo De Consentimento Livre e Esclarecido às Famílias ou Responsáveis (APÊNDICE D).

Em seguida são detalhados os aspectos e procedimentos éticos relacionados à pesquisa.