2. Literature Review
2.5. Gamification and Motivation
Mais tarde voltaremos a estas respostas. Mas antes vamos colocar o Hábito 3 em perspectiva.
O Hábito 3 é o fruto pessoal, o lado prático dos Hábitos 1 e 2.
O Hábito 1 diz: "Você é o criador. Você está no comando". Ele se baseia nos quatro dons exclusivamente humanos, a imaginação, a consciência, a vontade soberana e, em particular, a autoconsciência. Ele lhe dá o poder de dizer: "Esta é uma receita errada, que me ensinaram desde a infância, em meu espelho social. Não gosto do roteiro ineficaz. Eu posso mudar".
O Hábito 2 consiste na criação inicial, ou mental. Ele se baseia na imaginação - a capacidade para vislumbrar, ver o potencial, criar com a mente aquilo que não podemos ver com os olhos no momento; e na consciência - a capacidade de detectar nosso caráter único e a orientação pessoal, moral e ética dentro das quais podemos atingir o objetivo com alegria. Ë o contato mais profundo com nosso paradigma e valores básicos, e a visão daquilo que poderemos nos tornar.
O Hábito 3, então, é a segunda criação, a elaboração física. É a realização, a transformação em realidade, a emergência natural dos Hábitos 1 e 2. É o exercício da vontade soberana para que a pessoa se torne centrada nos princípios. É uma atuação no dia- a-dia, a cada
segundo.
Os Hábitos 1 e 2 são absolutamente essenciais e pré-requisitos para o Hábito 3. Você não pode se centrar nos princípios sem primeiro ter noção e desenvolver sua natureza proativa. Você não pode se centrar nos princípios sem antes ter noção de seus paradigmas e compreender como modificá-los e harmonizá-los com seus princípios. Você não pode se centrar neles sem uma visão e um foco concentrado na contribuição única que pode dar. Mas, com esta base, você pode se centrar nos princípios, dia após dia, momento a momento, vivenciando o Hábito 3 - praticando a administração pessoal eficaz.
A administração, lembre-se, é muito diferente da liderança. A liderança é principalmente uma atividade do cérebro direito, altamente enérgica. É mais do que uma arte. Baseia-se em uma filosofia. Você precisa fazer as perguntas mais radicais sobre a vida quando lida com questões de liderança pessoal.
Mas, tendo lidado já com estas questões, considerando-as resolvidas, aí você precisa administrar sua pessoa com eficácia para criar vida coerente com suas respostas. A capacidade para administrar não faz muita diferença, caso você não esteja na "mata certa". Entretanto, se você estiver na mata certa, ela faz uma diferença enorme.
Verdade, a capacidade para uma boa administração determina a qualidade e mesmo a existência da segunda criação. A administração é divisão em partes, a análise, o
seqüenciamento, a aplicação específica da tendência temporal do cérebro esquerdo, que leva ao autogoverno eficaz. Meu lema para a eficácia pessoal é:
Administre com o esquerdo, lidere com o direito.
O Poder da Vontade Independente
Além da autoconsciência, da imaginação e da consciência, é o quarto dom humano - a vontade soberana - que realmente torna possível a administração pessoal eficaz. É a capacidade para tomar decisões e fazer escolhas agindo de acordo com elas. É a habilidade para agir e não permitir que determinem suas ações, de levar adiante seus planos, desenvolvidos proativamente através dos três outros dons.
A vontade humana é algo espantoso. Repetidas vezes, ela triunfou contra prognósticos desfavoráveis. Pessoas como Helen Keller pertencem a este mundo, e fornecem uma prova dramática do valor e do poder da vontade soberana.
Mas, conforme examinamos este dom no contexto da administração pessoal eficaz, percebemos que normalmente não é o esforço dramático, palpável, uma-vez-na-vida-outra- na -morte, gigantesco, que traz o sucesso duradouro. O fortalecimento vem de aprender a usar este grande dom nas decisões que tomamos todos os dias.
A extensão com que desenvolvemos nossa vontade soberana na vida cotidiana se mede pela nossa integridade pessoal.
A integridade é, fundamentalmente, o valor que damos a nós mesmos. É a nossa capacidade de assumir compromissos sérios com nossa própria mente, e manter os assumidos com os outros, é "fazer o que dizemos".
Trata-se de respeitar a personalidade, uma parte fundamental da Ética do Caráter, a essência do crescimento proativo.
A administração eficaz é fazer primeiro a mais importante. Enquanto é a liderança que resolve o que é "mais importante", é a administração que coloca o mais importante em primeiro lugar, no dia-a-dia, a cada momento.
Administração é disciplina, vontade de fazer direito.
A palavra disciplina vem de discípulo - discípulo de uma filosofia, de um conjunto de princípios, de um conjunto de valores, discípulo de um objetivo grandioso, de uma meta ambiciosa ou de uma pessoa que representa esta meta.
Em outras palavras, se você for um administrador eficaz da sua pessoa, a disciplina vem de dentro, é um produto de sua vontade soberana. Você se torna um discípulo, um seguidor de seus próprios valores fundamentais e de sua fonte. E possui a vontade e a integridade para subordinar os sentimentos e humores a estes valores.
Um de meus ensaios favoritos é The Common Denominator of Success (O Denominador Comum do Sucesso), escrito por E. M. Gray. Ele passou a vida pesquisando o denominador compartilhado pelas pessoas bem-sucedidas. Ele descobriu que não é o trabalho duro, nem a boa sorte ou o relacionamento perspicaz com os outros, embora todos sejam importantes. O fator que parece superar todos os demais personifica a essência do Hábito 3 - pôr as coisas mais importantes em primeiro lugar. das
"A pessoa bem-sucedida tem o hábito de fazer coisas que os fracassados não gostam de fazer", ele escreveu. “Elas não gostam de fazê-las, tampouco. Mas sua contrariedade se subordina à força de seus propósitos”.
Esta subordinação requer um propósito, uma missão, um senso de direção e valor claro, tipo Hábito 2, um "sim" interno vibrante, que torna possível dizer "não" a outras
coisas. Ela também exige uma vontade soberana, o poder para fazer algo quando você não quer fazer, a força resultante de seus valores, e não do impulso ou desejo momentâneo. É o poder para agir com integridade para sua criação inicial proativa.
Quatro Gerações de Administração do Tempo
No Hábito 3 estaremos lidando com muitas das questões ligadas ao campo da administração da vida e do tempo. Na condição de estudioso deste tema fascinante há muitos anos, estou pessoalmente convencido de que a essência das melhores idéias na área de administração do tempo pode ser capturada em uma única frase:
Organize e execute conforme a prioridade. Esta frase representa a evolução de três gerações da teoria de administração do tempo, e a melhor maneira de realizar isso é assunto para uma ampla variedade de abordagens e métodos.
A administração pessoal se desenvolveu de acordo com um padrão similar a muitas outras áreas do conhecimento humano. Saltos importantes em termos de desenvolvimento, ou "ondas", na terminologia de Alvin Toffler, sucedem-se periodicamente, acrescentando uma nova dimensão vital. Por exemplo, no desenvolvimento social, a revolução agrícola foi seguida pela revolução industrial, que foi seguida pela revolução informática.
Cada onda que chega cria um momento de progresso social e pessoal.
Similarmente, na área da administração do tempo, cada geração se apóia na geração anterior - cada uma delas se move em direção a um controle maior da vida. A primeira onda ou geração se caracterizou por bilhetes e listas, em um esforço para conferir uma certa aparência de
organização e pertinência às muitas demandas feitas sobre nosso tempo e energia.
A segunda geração pode ser caracterizada pelos calendários e agendas. Esta onda reflete uma tentativa de olhar à frente, de marcar eventos e atividades no futuro.
A terceira geração reflete o campo de administração do tempo atual.
Ela adiciona às gerações precedentes a importante idéia de prioridade, de esclarecimento de valores, e de comparação do peso relativo das atividades, com base em sua relação com estes valores. Além disso, ela se concentra em estabelecer metas - alvos específicos de curto, médio e longo prazo, em cuja direção o tempo e a energia serão direcionados em harmonia com os valores. Ela também inclui o conceito do planejamento diário, da elaboração de um plano específico para a conquista destas metas e atividades consideradas mais valiosas.
Apesar de a terceira onda ter dado uma contribuição significativa, as pessoas começaram a perceber que a elaboração de agendas "eficazes" e o controle do tempo com freqüência são improdutivos. A concentração na eficácia gera expectativas que conflitam com as oportunidades de desenvolver relacionamentos mais ricos, de satisfazer as necessidades humanas, e de desfrutar momentos espontâneos diariamente.
Como resultado, muita gente decepcionou-se com os programas e sistemas de administrações do tempo que faziam com que se sentissem amarradas demais, tolhidas, "jogando o bebê fora, junto com a água do banho". Elas retornaram às técnicas de primeira e segunda geração, para preservar os relacionamentos, a espontaneidade e a qualidade de vida.
Mas há uma quarta geração emergente, de um tipo diferente. Ela reconhece que a "administração do tempo", é um nome infeliz, na verdade - o desafio não é administrar o tempo, mas administrar a pessoa.
A satisfação resulta da expectativa, bem como da realização. E a expectativa (como a satisfação) se encontra em nosso Círculo de Influência.
Em vez de focalizar a atenção nas coisas e no tempo, as atenções da quarta geração se voltam para a preservação e melhoria dos relacionamentos e na obtenção de resultados - em resumo, na manutenção do balanço P/CP
Quadrante II
O foco essencial da quarta geração da administração pode ser identificado na Matriz da Administração do Tempo constante do diagrama a seguir. Basicamente, passamos o tempo de quatro maneiras.
Como se pode ver, os dois fatores que definem uma atividade são urgente e importante. Urgente significa que a atividade exige nossa atenção imediata. É "agora"! As coisas urgentes se impõem a nós. Um telefone que toca é urgente. A maioria das pessoas não consegue admitir a hipótese de simplesmente deixar o telefone tocando.
Você pode levar horas preparando um material, vestir-se com esmero e fazer uma viagem, para chegar até o escritório de uma pessoa para conversar sobre determinado assunto, mas, se o telefone tocar enquanto você estiver lá, normalmente isso terá prioridade em relação a sua visita pessoal.
Se você fosse telefonar para alguém, dificilmente esta pessoa diria: "Falo com você em quinze minutos. Espere na linha". Mas esta mesma pessoa muito provavelmente é capaz de deixá-lo esperando no escritório, por quinze minutos ou mais, enquanto fala com alguém pelo telefone.
Assuntos urgentes normalmente são óbvios. Eles nos pressionam; insistem para que alguma providência seja tomada. Eles são populares com os outros. De costume, estão bem na nossa frente. E com freqüência são agradáveis, fáceis, divertidos de resolver Mas, com a mesma freqüência, não são nada importantes!