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G røfting og nydyrking

A modificação da superfície difere dos outros tipos de modificação por alterar essencialmente as propriedades da superfície da madeira, sobretudo a resistência à degradação pela luz solar e pelas condições climáticas e as condições de aderência. O principal problema deste método, de acordo com Hill (2006), prende-se com o elevado custo, o que leva a pensar que, num futuro próximo, não venha a ser utilizado em grande escala.

2.5. Fachadas

As paredes de fachada, segundo Lança (2005), são as paredes exteriores, destinadas a serem vistas das ruas ou dos jardins. São particularmente cuidadas tanto do ponto de vista das disposições arquitetónicas como do acabamento da execução.

Ao longo dos anos, com o avanço das técnicas e do conforto, registou-se uma constante evolução nas soluções construtivas de paredes exteriores de fachadas. Inicialmente, a solução de fachada passava por paredes simples monolíticas, em pedra ou tijolo cerâmico maciço. Com o passar dos anos, assistimos a uma inversão de pensamentos, com o

aligeiramento dos parâmetros, a redução da espessura e da massa dos materiais, a introdução da parede dupla e a utilização de uma nova variedade de materiais aliada à preocupação com o conforto térmico, acústico e higrométrico.

Para Ferreira (2010), na construção tradicional, a estrutura resistente era composta por alvenaria que compreendia o conjunto de paredes que constituíam a envolvente do edifício e algumas interiores.

Os elementos da envolvente exterior eram normalmente resistentes, suportando os esforços dos elementos horizontais da estrutura.

A seguinte figura ilustra a evolução das alvenarias ao longo dos anos em Portugal (Cunha, 2006).

Figura 4 - Evolução das alvenarias ao longo dos anos em Portugal (Cunha, 2006)

Por volta dos anos 90, surge uma técnica construtiva que rompe completamente com as tendências anteriores. A colocação de isolamento térmico pelo exterior, como procura de correções de patologias originadas pelas pontes térmicas em sistemas anteriores, que deu origem a dois sistemas:

 Sistema ETICS - Reboco delgado armado diretamente aplicado sobre o isolamento

térmico;

 Sistema de fachada cortina – Revestimentos descontínuos fixados ao suporte

Capítulo 2 – Considerações bibliográficas

A Figura 5 ilustra a evolução das fachas a partir dos anos 90 em Portugal (Cunha, 2006).

Figura 5 - Sistema ETICS (esquerda) e fachada cortina (direita), (Cunha, 2006)

Deve ainda ser feita a distinção da fachada ventilada, fachada de cortina e também da fachada pressurizável.

Segundo Ferreira (2010), no que diz respeito a estas fachadas, devem ser consideradas as seguintes exigências funcionais:

 Funções resistentes estruturais (eventualmente);

 Segurança contra incêndio;

 Segurança contra intrusões;

 Resistência mecânica à ação do vento;

 Resistência mecânica a ações decorrentes do uso;

 Impermeabilidade à água da chuva;

 Isolamento acústico;

 Isolamento térmico;

 Possibilidade de iluminação e de ventilação natural;

 Capacidade de captação da radiação solar;

 Durabilidade;

 Aspeto.

A fachada tem, assim, um papel muito importante para o edifício, pois forma a primeira barreira entre o ambiente exterior e o interior. Deste modo, deve sempre garantir-se o seu bom desempenho para evitar inconvenientes causados por patologias no interior do edifício.

2.5.1. Fachada ventilada

Entende-se por fachada ventilada a envolvente vertical de um edifício composta pelos seguintes constituintes/subsistemas (Camposinhos, 2007):

 O revestimento ou camada exterior;

 Uma subestrutura auxiliar que suporta o revestimento;

 Uma cavidade ou caixa-de-ar incorporando, eventualmente, o isolamento térmico.

Esta solução insere-se numa das diferentes estratégias para evitar a penetração da humidade, uma solução particular da fachada cortina. A única diferença entre as duas, é o facto de a caixa-de-ar da fachada ventilada ser dimensionada de forma a permitir a remoção do ar aquecido da zona inferior da caixa-de-ar pelo chamado efeito chaminé (Camposinhos, 2007).

O Sistema de Fachada Ventilada não tem uma aplicação específica. Pode ser utilizado em qualquer tipo de edifício, quer se trate de uma construção nova ou de um trabalho de recuperação. Assim, este sistema pode ser aplicado em edifícios habitacionais, comerciais, industriais, desportivos, entre outros (Guerra et al, 2010).

2.5.2. Fachada de cortina

Geralmente, a fachada cortina é constituída por perfilamentos estruturais verticais e horizontais, ligados entre si e fixados à estrutura do edifício, com preenchimento, formando um revestimento contínuo leve que proporciona, por si próprio ou em conjugação com o corpo do edifício. Todas as funções exigíveis de uma parede exterior, embora não suporte qualquer tipo de carga afeta à estrutura do edifício (NP- EN 13830: 2009).

Esta solução evita a penetração da humidade dispondo de uma caixa-de-ar formada por um paramento exterior (cortina) e um interior. A cavidade pode ser ou não preenchida parcialmente e envolve toda a estrutura do edifício (Camposinhos, 2007).

A caixa-de-ar tem assim as funções de: interrupção da capilaridade e de drenagem por gravidade.

Capítulo 2 – Considerações bibliográficas

2.5.3. Fachada pressurizável

A fachada pressurizável pode considerar-se, de igual forma, uma solução particular da fachada cortina, embora a grande diferença entre os dois conceitos resida no facto de a caixa-de-ar da fachada pressurizável se encontrar estrategicamente compartimentada, de forma a equilibrar as diferenças de pressão entre o interior e o exterior (Camposinhos, 2007).

O objetivo fundamental da pressurização é diminuir a diferença de pressão entre o exterior e a caixa-de-ar, tendo em conta as suas variações estáticas e dinâmicas, conseguindo-se que (Camposinhos, 2007):

 A quantidade de água transportada pelo vento através das aberturas na fachada seja

muito menor;

 O revestimento e os respetivos elementos de suporte, fiquem sujeitos a uma ação

manifestamente inferior.

Uma fachada pressurizável compreende, por isso, além dos elementos de suporte e ligação entre a cortina e o suporte da barreira interior, os elementos separadores que dividem a caixa-de-ar, designadamente (Camposinhos, 2007):

 A cortina – revestimento;

 A câmara-de-ar isolada do interior do edifício por uma barreira de ar;

 Orifícios ventiladores na cortina ligando as câmaras com o exterior;

 Elementos separadores e de compartimentação da caixa-de-ar.

Estes elementos apresentam-se num corte esquemático na Figura 6.

Devido à possibilidade de infiltrações, mesmo que em pequenas quantidades, a fachada dispõe de sistemas de drenagem que em qualquer circunstância drenam a água infiltrada.

2.6. Fachada de madeira

Mendonça (2005) distingue duas classes de paredes exteriores, que correspondem a uma evolução histórica dos sistemas construtivos:

Paredes maciças: Tipo de paredes pouco comuns em habitação em climas

temperados, já que, apesar de uma resistência térmica que pode facilmente ser elevada, devido à baixa condutibilidade térmica, a ausência de massa, mesmo na construção tradicional, implica espessuras muito elevadas, além de ser difícil e caro conciliar num mesmo material as funções estrutural e de cerramento.

Paredes compostas: Paredes mais comuns na construção leve tradicional,

consistindo num material de suporte pontual com função estrutural e um material de cerramento diferenciado. A partir do fim do século XIX, a estrutura de madeira deu lugar a estruturas metálicas e de betão armado, ainda que no caso da habitação,

a madeira continue a ser a mais utilizada. Geralmente, a estrutura de madeira fica

no interior de dois materiais de cerramento que formam respetivamente a face interior e exterior da parede. Atualmente, a caixa-de-ar entre estes dois panos é quase sempre preenchida com materiais de isolamento, se bem que em construções anteriores ao século XIX era frequentemente preenchida com materiais pesados como a argila ou o tijolo.