G. WPT WITH GRID CONNECTION
IX. FUTURE CHALLENGES AND OPPORTUNITIES
Conjecturando esta situação, foi elaborada uma entrevista que será relevante para analisar a figura do professor em torno de questões: como a atividade profissional contribui para que esse capital seja incrementado e compartilhado com os alunos? Como podemos analisar a atuação destes docentes nessas duas faculdades? Estes docentes sentem-se “pertencidos” a IES e algum grupo social? Quais mudanças ocorreram, nesses aspectos, após a FIT ser adquirida pela UNIESP? Como é a dinâmica de produção ou reprodução cultural nessas duas faculdades? Ou seriam ambas uma mesma instituição, no sentido que atuariam, de maneira distinta, no sentido de reprodução das desigualdades?
Para isso, utilizaremos o recurso da História Oral. A História Oral é uma metodologia que, nesse caso, é um recurso para conhecer e analisar as visões dos docentes sobre esse processo de mudanças. Nesse sentido, além das questões acima, serão retomados os problemas mais gerais da pesquisa como este processo repercutiu nas diretrizes pedagógicas desta instituição? Como os professores que estiveram nesse período analisam esse processo e as consequências para sua carreira? Como esses professores analisam essa experiência docente nessa instituição no âmbito de uma carreira acadêmica? Qual a repercussão desse processo de mudanças para o dia-a-dia do professor? Quais as consequências para as atividades pedagógicas que desenvolve? Como isso impactou o sentido que o professor atribui a sua profissão? Essas e outras perguntas.
Inicialmente, necessitamos recorrer ao material de Michel Pollack (1992) para explanar a importância da memória. É através da memória dos entrevistados que faremos nossa base de informações para posteriormente fazer uma análise de dados. Esta carga (bagagem) de memória dos entrevistados será remetida individualmente pelos entrevistados, logo, cada um terá sua própria seleção de memórias para relatar algum tipo de pergunta ou acontecimento. Esta "seleção" de memórias de cada
entrevistado precisará ser cuidadosamente feita para não haver mudanças nos fatos e condizer com a referida pesquisa.
Pollack (1992, p.201) cita que a memória deve ser entendida como um fenômeno construído coletivamente e submetido a transformações e mudanças constantes, havendo, neste trabalho de construção, marcos ou pontos invariáveis e imutáveis, nos quais ocorreu um trabalho muito organizado de solidificação da memória. É substancial haver esta explicação para não remeter a memória como um fenômeno de caráter individual. Apesar de a entrevista ter acontecido individualmente, a construção da memória de cada sujeito é realizado com a participação de outros sujeitos, sejam internos ou externos do convívio para esta pessoa. Se faz necessário este entendimento para não haver arestas de informações que não se encontram na entrevista.
Além desta observação, Pollack (1992, p.203-4) dispõe que a memória é um elemento que constitui identidade ao indivíduo e ao grupo. Trata-se de um fenômeno construído, grupal ou individualmente, que ocorre no trabalho de gravar, recalcar, excluir, sendo resultado também de um trabalho de organização. Este conceito explana a entrevista realizada com os docentes, sejam pertencentes à UNIESP/FIT ou à antiga gestão FIT. Apesar do trabalho individual de cada docente dentro destas instituições, o professor atuava diretamente com dezenas de alunos em sala de aula, pessoas que exerciam trabalhos administrativos e dirigentes que, no mínimo, possuíam algum cargo administrativo pedagógico acima do seu. Estas relações interpessoais influenciam na memória de cada sujeito de pesquisa de forma intensa ou rasa, dependendo da necessidade da "busca" de algum fato marcante, da memória.
É através da busca desta memória que se faz importante a história oral. Através deste relato por meio da história oral é que se pode coletar uma maior base de informações possíveis. Após esta coleta de informações através da entrevista, se pode selecionar o conteúdo ideal para a construção da análise de dados. Verena Alberti (2004) descreve a importância da História Oral da seguinte forma:
A identificação dessas formas de elaboração do real pode ajudar a compreender o fascínio da história oral. Repetições e detalhes que funcionam como divisões infinitesimais em uma entrevista podem ser parte do esforço obstinado e ao mesmo tempo impotente de refazer o percurso do vivido. Por momentos podemos ter a impressão de que é possível abolir as descontinuidades com o passado. Ao mesmo tempo, sabemos que o passado só “retorna” através de trabalhos de síntese da memória: só é possível recuperar o vivido pelo viés do concebido. (ALBERTI, 2004, p.17)
Este fascínio vem do paradoxo que existe em abolir as descontinuidades do tempo e ao mesmo tempo trabalhar o “retorno do passado”. Este fato é importante no caso da UNIESP/FIT e antiga gestão FIT. Antigos professores que só fizeram parte desta gestão, alunos formados nesta instituição e até funcionários que deixaram a FIT antes da incorporação do grupo UNIESP são ricas fontes histórias desta antiga gestão FIT, não estando inseridos na gestão UNIESP/FIT, ou seja, não estão sob influência de um novo tipo de cultura organizacional, tão menos de novas informações oficiais que poderiam influenciar estas entrevistas. Neste caso, extinguem-se estas descontinuidades sem perder o teor e a riqueza destas informações.
Considerando esta nomenclatura e conceitos, Alberti associa a nomenclatura “história viva” com “história oral” da seguinte forma:
Em muitos casos, a entrevista de história oral nos acena com a chance, ou ilusão, de surpreendemos, um pouco que seja, a impossibilidade de assistir a um filme contínuo do passado. Quando isso acontece, é porque nela encontramos a “vivacidade” do passado, a possibilidade de revivê-lo pela experiência do entrevistado. Não é à toa que a isso muitos dão o nome de história (ou memória) “viva”. (ALBERTI, 2004, p. 15)
Esta “vivacidade” que seduz o entrevistado e o entrevistador é o combustível necessário para tornar a coleta de dados orais de forma fidedigna com os fatos que se antecederam. Nesta coleta de dados é analisado não apenas o conteúdo em si, mas igualmente a forma de se obter estar informações, como vícios de linguagem, pausas para construção de frases, demoras em algumas afirmações e negativas e as formas que se expõe estas informações para o entrevistador. Este, por final, não pode conduzir a entrevista da forma que lhe couber, entretanto, necessita ser o mais direto, conciso e imparcial possível para não interferir nas informações do entrevistado.
Necessita haver atenção no cuidado de se relatar a história oral. O entrevistador não se pode deixar levar pela infinidade de interpretações que se pode exercer sobre um determinado fato do entrevistado. Para isto, o entrevistador necessita podar os espaços para novas possibilidades, atendo-se as perspectivas reais de informações válidas para sua entrevista.
Como nenhuma interpretação é completa, haverá sempre espaço para novas possibilidades, que, novamente não darão conta da totalidade, e assim por diante. Mas se tomarmos esse infinito de possibilidades ao pé da letra, corremos o risco de cair em um relativismo exacerbado que confere validade a toda sorte de interpretações: tudo se torna possível, já que não há certeza demonstrável. (ALBERTI, 2004, p.19)
Outrossim, o entrevistador necessita conhecer e estar inserido dentro destes dois ambientes, no caso, da antiga gestão FIT e a incorporação da FIT pela UNIESP. Esta inserção se faz necessária, pois se alinha a comunicação entre entrevistador e entrevistado, levando-se em conta o resíduo de ação, conforme explana Alberti:
E o que a entrevista documenta enquanto resíduo de ação? Em primeiro lugar, ela é um resíduo de uma ação interativa: a comunicação entre entrevistado e entrevistador. Tanto um quanto o outro tem determinadas ideias sobre seu interlocutor e tentam desencadear determinadas ações: seja com que o outro fale sobre sua experiência (o caso do entrevistador), seja fazer com que o outro entenda o relato de tal forma que modifique suas próprias convicções enquanto pesquisador (o caso do entrevistado). (ALBERTI, 2004, p. 35)
Alberti complementa sua percepção sobre “resíduo de ação” destacando que o entrevistado faz escolhas reveladoras de como ele organiza seu passado:
Em segundo lugar, a entrevista de história oral é resíduo de uma ação específica, qual seja, a de interpretar o passado. Nota-se que, se chama isso de ação é porque estou indo um pouco além da constatação inicial de que a entrevista é uma construção do passado. Tomar a entrevista como resíduo de ação, e não apenas como relato de ações passadas, é chamar a atenção para a possibilidade de ela documentar as ações de constituição de memórias – as ações que tanto o entrevistado quanto o entrevistador pretendem estar desencadeando ao construir o passado de uma forma e não de outra. (ALBERTI, 2004, p. 35)
Considerando o caso da FIT, as ações dos entrevistados também estão diretamente associadas à sua atuação como docente da instituição nos dias atuais. Daí a preocupação em selecionar quatro professores advindos de períodos distintos desta instituição e questioná-los acerca das mudanças analisadas anteriormente por meio das fontes escritas. Destes quatro professores, são três homens e uma mulher. Dois ingressaram na FIT antes da compra da UNIESP e permaneceram na instituição até os dias de hoje. Um professor lecionou durante a gestão FIT e não continuou a exercer a docência após a incorporação da FIT pela UNIESP e um professor ingressou na UNIESP/FIT não tendo participado da gestão da antiga FIT. Destes quatro professores, três possuem o título de mestre e um é especialista. Destes três mestres, dois estão doutorando em universidades públicas. A idade dos quatro professores varia de 33 a 55 anos e suas experiências em docência no ensino superior variam de um ano e meio a 25
anos de profissão. Estes quatro professores lecionam ou lecionaram nos três cursos oferecidos pela antiga gestão FIT e oferecidos até os dias de hoje pela gestão UNIESP/FIT, no caso, os cursos de Administração de Empresas, Letras e Pedagogia.
Foi elaborada uma entrevista com os professores da UNIESP/FIT, abrangendo os três cursos de graduação que a unidade possui, no caso, Administração de Empresas, Letras e Pedagogia. Para isto, a entrevista foi realizada pessoalmente de forma oral. Apropriando-se como referência a entrevista elaborada pela Selma de Araújo Torres Omuro em seu trabalho de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação: História, Política, Sociedade no ano de 2015 da PUC.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 14 a 18 de maio de 2015 na residência e local de trabalho dos entrevistados. Após as entrevistas feitas, percebem-se concordâncias em alguns pontos citados anteriormente no trabalho, por exemplo, no que diz respeito a possíveis mudanças no trabalho docente após a incorporação da FIT pela rede UNIESP. Denis Owa, que não fez parte da antiga gestão FIT, soube através de outros professores como era a antiga gestão e discorreu sobre o assunto da seguinte forma:
(...) como a UNIESP é uma rede, existe uma tentativa de padronizar o trabalho, então existe uma tentativa de padronizar os métodos de avaliação, existe uma tentativa de padronizar o conteúdo da aula, através das ementas. Administrativamente, eu não sei, eu não acompanho o trabalho de perto, mas eu acho que é um trabalho que costuma ter alguns problemas. Como é uma rede muito grande, com muitas faculdades, eu acho que é difícil para eles administrarem um grande número de unidades. Por exemplo, eu já tive um atraso de pagamento no salário. Eu imagino que, quando eu reclamei o atraso de algumas aulas que eu dei, eu acho que o meu caso é um dentro de milhares dentro de uma instituição tão grande. Lógico, vai haver uma demora, a instituição foi “inchando” e eu imagino que administrativamente não foi “inchando”, não aumentaram o número de funcionários. Mas eu acho que não mudou muito o trabalho dos professores como um todo após a incorporação da FIT pela UNIESP. Os professores se sentiram um pouco menos perdidos, num ambiente onde existe maior tentativa de padronizar esse trabalho. Eu sinto assim. (Denis Owa, entrevistado)
Conforme discorrido, percebe-se que a parte administrativa da unidade UNIESP/FIT é coligada à matriz UNIESP e, conforme a análise de Denis, a rede UNIESP foi adquirindo unidades sem considerar a queda de qualidade na administração desta unidade. Ademais, é nítida a padronização do trabalho docente vista de forma benéfica justamente devido aos professores se sentirem "menos perdidos".
Quando a UNIESP comprou a Faculdade Teresa Martin, com essa nova administração, também trabalhei com eles. Em termos de metodologia, eu acho muito importante. Aliás, isso foi um excelente legado que a administração atual apoiou, aproveitou da administração antiga pelo fato de nós termos autonomia em sala. Essa nova distribuição de atividades avaliativas, como eu já fazia isso antes, aliás, desde o tempo da Teresa Martin, até antes, na Unicastelo, esse modo de dar as avaliações contínuas de diversos instrumentos não só no final do semestre, eu sempre fiz isso. Então, nesse ponto eu não percebi mudança significativa. Apenas, no caso da mudança de datas e da semana de provas, também esse fato não vejo como negativo, também é uma forma até de integrar os docentes, certo? No que se refere à parte administrativa eu, não sei se por determinados contingentes, pelo fato de a faculdade ser nova, às vezes a parte financeira por causa dos pagamentos às vezes ocorria alguns pequenos atrasos, havia sim, eu creio que não de maneira voluntária, claro, mas por motivo contingencial (...) (Mauro Carneiro, entrevistado)
Além de concordar de que não houve mudanças significativas na parte pedagógica entre a antiga gestão FIT e atual gestão UNIESP/FIT, Mauro complementa que os novos tipos de avaliações já eram aplicados por ele na antiga gestão FIT justamente por questão de não centralizar a nota do aluno, conforme explicado no Capítulo I. Ele complementa que as datas preestabelecidas que a rede UNIESP determina e divulga a todas as suas unidades para o calendário letivo semestral é benéfico no sentido de integrar os professores de cada unidade, neste caso, a unidade UNIESP/FIT.
Fabiana Fevorini, que lecionou no curso de Administração de Empresas na antiga gestão FIT e permaneceu efetivamente na gestão UNIESP/FIT por 30 dias, inicia sua fala fazendo referência ao mês de maio de 2013, período em que foi protagonizada a transição da FIT para o grupo UNIESP:
Nesse mês eu acho que na parte pedagógica não senti nenhuma mudança e eu senti que na parte administrativa foi o período mais conturbado de todos. Você via que tinha uma crise, mas no começo da gestão nova foi muito confuso porque na verdade fiquei até junho dando aula, mas em julho, no período de férias, eu ainda não tinha me desligado, então mesmo no início de agosto cheguei a ir. (Fabiana Fevorini, entrevistada)
Esta "crise", como cita Fabiana, trata-se da possível mudança administrativa que poderia ocorrer em toda a FIT naquele período, pois era notório que após uma aquisição deste porte era muito provável que professores e funcionários seriam desligados da instituição conforme já havia acontecido em outras IES quando a UNIESP absorveu. Ademais, é cultural que aconteça esta mudança após esta aquisição e haja um receio destes professorados e funcionários dentro deste período.
Por outro viés, Nelson da Fonseca cita a mudança da centralização de decisões na gestão FIT para a gestão UNIESP/FIT:
Na FIT, parecia que as informações partiam primeiro daí da antiga diretoria. Até nas discussões de quando o MEC vinha e tudo. Então, a gente não participava. Eu acho que isso é uma coisa constatada, e outra coisa é essa coisa de coordenação e administração. Acho que qualquer coisa que está acontecendo a gente está atento, um tem contato com o outro, tem as reuniões, então a gente está atento ao que está acontecendo. Acho que cortou um pouco essa coisa do grupo mais fechado. Acho que tinha gente que não participava. Não era convidado para participar disso... então, você se sentia à parte nessa relação.... então, quando você fala do pedagógico ou qualquer outra coisa, quando você tinha uma reunião geral, como era chamado, mas a reunião geral era a pauta estabelecida e que era apresentada para a gente, era uma apresentação na sala, e acabou, era uma apresentação, não tinha discussão. É difícil falar que tinha discussão. (Nelson da Fonseca, entrevistado)
Aqui o entrevistado relembra em como as decisões eram tomadas somente pela Diretora Geral da antiga gestão FIT, no caso, Sra. Margarida Nogueira, e em como esta decisão e opiniões eram compartilhadas somente por alguns docentes considerados "privilegiados" por essa administração. Estes docentes, quase todos, fizeram parte da fundação da FIT no ano de 2006 e iniciaram as atividades pedagógicas da instituição em 2007.
Além da centralização de decisões e informações pela antiga diretora e alguns professores, o entrevistado destaca a "gestão familiar" praticado na FIT antes da aquisição pelo grupo UNIESP e finaliza sua opinião relacionando o estilo de administração da FIT com alguns professores privilegiados, utilizando a gestão familiar como principal característica desta administração:
Por conta dessa coisa familiar, também começou a ter muitos profissionais que eram mais ligados à antiga direção. Porque ela que trouxe essas pessoas. Então, as discussões eram praticamente dentro desse "leque" do grupo. As pessoas que eram novas que não estavam muito integradas. (Nelson da Fonseca, entrevistado)
Dando suporte a esta informação, a entrevistada Fabiana Fevorini comenta sobre este suposto favorecimento de privilégios dentro da instituição dependendo da proximidade do professor com a antiga gestão FIT:
Ah, por exemplo, nós sabíamos que tinha alguns professores que eram muito próximos da diretora e outros nem tanto. E estes que eram próximos, não sabíamos se era até por amizade, uma relação anterior à faculdade ou
qualquer outro tipo de coisa. Também não era muito claro... Até que ponto isso interferia ou não na hora de distribuir aula, fechar uma grade, de punir um professor, que tenha feito alguma coisa, né, então é... não era uma coisa baseada em regras, era uma coisa baseada no relacionamento pessoal, como eu disse, poderia trazer cosias boas, mas poderia ter um lado que tornava um pouco confuso e difícil o trabalho. (Fabiana Fevorini, entrevistada)
Percebe-se que na antiga gestão FIT havia uma administração de acordo com conceitos pessoais, regras e privilégios não institucionalizados. Nelson da Fonseca chega a mencionar as reuniões, que tinham uma pauta fechada previamente e alguns professores tinham acesso às decisões prévias, outros não. Estes mesmos docentes possuíam uma relação mais próxima com a Diretora Geral da antiga gestão FIT, e esta proximidade poderia trazer certos benefícios. Ademais, fica notório que o processo pedagógico na FIT, seja antes ou depois da incorporação pelo grupo UNIESP não foi interferido, tão menos prejudicial, entretanto, a parte administrativa sofre um processo de mudança interna. Se o segmento pedagógico permaneceu praticamente inalterado, os processos administrativos sofreram alterações devido à mudança de mantenedora, modificando os processos internos que se praticavam.
Fica claro que houve mudanças na relação do professor referente à antiga gestão FIT comparando com a atual gestão UNIESP/FIT, em se tratando de direção geral e coordenação. Aqui, o entrevistado Nelson da Fonseca realça a importância da inserção real, na prática, do coordenador de curso de graduação após a incorporação da FIT pela rede UNIESP.
Eu posso falar mais na questão da UNIESP/FIT. Quando falam da FIT, a gente só ficava sabendo dos avisos né, quando ocorriam. Não tinha uma coisa mais conectada. Acho que na relação da UNIESP, a gente acabou discutindo mais as coisas. Existe uma liberdade, mesmo que ela possa ser contrariada, mas existe uma liberdade. Aí, antes, na questão da FIT, eu percebia que ocorriam as discussões que não eram satisfeitas, algumas pessoas realmente deixavam de ter aula, até mesmo nos outros semestres. Isso aí acontecia. Eu acho que nós tínhamos que avançar mais, eu acho que nós temos a liberdade de estar fazendo, discutindo currículo, isso é que é importante. Fazendo essa troca. Isso é que é importante. (Nelson da Fonseca, entrevistado)
Esta “liberdade” que o entrevistado se refere condiz com a abertura de ideias