1. General introduction
1.9 Fusarium ear rot disease and fumonisin management
A concepção de Chenu suscitou críticas e controvérsias26. Há algumas delas que apontam elementos negligenciados por Chenu, o que nos leva a um frutuoso aprofundamento, mas não chegam a propor algo totalmente novo.
26 Citamos, aqui, o comentário de Lafont sobre estas controvérsias: Comme exemples de recensions insistent
spécialement sur le fond de la question, nous citerons celle du P. Rondet (Rech. S. R. 1951, pp. 153-156) et celle d’É. Gilson (B. Th. VIII, 5-9). Le P. Rondet ne se rend pas aux raisons développées par le P. Chenu : « A l’heure où les disciplines théologiques, après avoir divergé, cherchent à retrouver leur unité dans un savoir organique où chaque partie vivrait de la vie du tout (cf. p. 167), n’est-il pas désirable qu’on cherche réellement à organizer ce savoir dans de cadre de l’histoire du salut, tout en maintenant fortement à ses divers étages la structure scientifique de la théologie ? » Un peu plus loin, le P. Rondet exprime sa conviction qu « les grands génies théologiques de l’avenir repredront l’oeuvre du Docteur angélique et, sans lui faire aucune violence, l’organiseront plus fortement autour du mystère du Christ qui est à la fois la Voie, la Vérité et la Vie ». Sur ce point en tout cas, É. Gilson ne partage pas l’optimisme de P. Rondet ; après avoir décrit le schéma proposé par le P. Chenu et insisté sur la place du mystère dans la Somme, il ajourte : « Qui rougit d’aller jusque-là manque l’essenciel de la théologie thomiste : il rougit de saint Thomas d’Aquin ». Il est vrai que, de même que le P. Rondet pensait en écrivant aux développements actuels de la théologie historique et à la dificulté de les assumer dans la perspective décrite par le P. Chenu, É. Gilson rédigeait sa resencion, tout en travaillant lui-même à un
34 Apresentaremos neste subitem a proposta de André Hayen. Embora se trate de uma visão diversa daquela de Chenu, não deixa de ter pontos em comum.
Hayen, em sua obra Saint Thomas d’Aquin et la vie de l’Église (1952) aponta três
dados novos: 1) observa que o vocabulário neoplatônico perdeu muito espaço na Summa, não sendo utilizado em diversos prólogos (diz M. Hubert: l’experience nous a convaincu qu’um changement de vocabulaire est signe d’une option ou d’une nuance nouvelle dans la pensée thomiste (LAFONT, 1961, p. 23); se a organização da Summa está baseada no exitus-reditus,
tais palavras (ou a ideia) deveriam figurar nos prólogos, conclui. Hayen, indo a outras obras de Tomás, observa que no Compendium Theologiae há duas grandes partes: a) Deus e a criação e b) his quae pertinent ad humanitatem Christi; assim la césure principale ne se
trouve pas entre la Prima Pars et la Secunda, mais avant la Tertia (Hayen, p. 81); 2) Hayen
indica outro paralelo: o que podemos estabelecer entre o plano da Summa e aquilo que Tomás discerne do evangelho segundo João, no Prólogo de seu comentário27. Parece bastante rica a possibilidade de ver a Summa guiada pelas inspirações e articulações do quarto evangelho. Interessam, neste quadro, a Hayen, as conclusões que tira a propósito da presença do Cristo em todo o texto: Tomás de Aquino nos mostra que podemos considerar Cristo como Deus, como criador, como homem, enfim, nos mistérios da economia, da encarnação e dos sacramentos; mas é sempre Cristo (cf. LAFONT, 1961, p. 24). Assim, as duas primeiras partes da Summa oferecem-nos a visão de certo ângulo do mistério da salvação do Cristo, de modo que a terceira nos traz a visão complementar. Hayen denomina estas duas visões de “abstrato e concreto”: chama de conhecimento abstrato o que é verdade independentemente de nós e que não fizemos nosso livremente; concreto, ao contrário, o conhecimento da realidade que fizemos nosso, através de nosso livre consentimento, ou do que nos permite
ouvrage sur Duns Scot, paru depuis. Il ne semble pas que ni l’un ni l’autre de ces recenseurs n’ait fait complètement abstraction de leurs préocupations personelles pour jouger le système du P. Chenu (LAFONT, 1961, p. 22).
27 Vejamos algumas pontuações de Lafont : A propos de ce plan, nous pouvons remarquer une certaine
souplesse dans le rapport qu’il faut établir entre le texte des Prologues, et surtout les divisions qu’ils annoncent, et ce que fait saint Thomas par ailleurs dans le texte. Il arrive assez fréquemment aussi que le prologue d’un groupe restreint de questions, d’articles ou de leçons modifie et complète de dessin général dans un prologue d’ensemble. Nous en avons ici un exemple. Dans le texte utilisé par le P. Hayen, saint Thomas propose une division tripartite. Ceci fait, quand on passe à la leçon I du chapitre I, on est tout étonné de lire : Evangelista Joannes, sicut dictum est, principaliter intendit ostendere divinitatem Verbi incarnati ; et ideo dividitur istud Evangelium in duas partes. Bien sûr, en cherchant un peu, on trouvera un peu plus loin l’équivalent de la troisième partie ; mais cela suffit à montrer qu’il ne faut pas trop se fier au seul libellé des prologues (LAFONT, 1961, p. 23). Retomaremos o tema dos prólogos, já tocado, de certo modo, acima, na apresentação do prólogo da Summa Theologiae em sua ligação com o ordo disciplinae que rege a organização da obra, por ocasião de nossa reflexão sobre o prólogo da questão 27.
35 esperar realmente esta realidade inacessível somente pelas forças da natureza (cf. LAFONT, 1961, p. 24).
Antes de discursar sobre o Cristo, ao qual, em Tomás, se adere por uma vida religiosa concreta, é preciso distinguir um ponto de vista abstrato, no qual a mensagem cristã é vista em si. Trata-se de uma visão diversa daquela de Chenu, mas não sem pontos em comum. Lafont não vai, em seu texto, se aprofundar nos elementos, mas apenas apresentar aqueles essenciais de Hayen, que objetou o esquema de Chenu a partir da crítica literária.