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Funn utenfor kjernen av problemstillingen

O sistema de drenagem de uma bacia é constituído pelo rio principal e seus afluentes tributários, sendo que, o estudo das ramificações e do desenvolvimento do sistema de drenagem é importante, pois ele indica a maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica (FONTES, 2004).

Segundo CHRISTOFOLETTI, citado por FONTES (2004), uma bacia hidrográfica é definida como sendo a área drenada por um determinado rio ou por um sistema fluvial, constituída por um conjunto de canais de escoamento inter-relacionados que compõe a drenagem fluvial. A quantidade de água que atinge os cursos fluviais depende do tamanho da área ocupada pela bacia, da precipitação total e seu regime e das perdas devidas à evapotranspiração e à infiltração. A análise morfométrica de uma bacia hidrográfica inicia-se pela ordenação dos canais fluviais com a finalidade de estabelecer a hierarquia fluvial. Os padrões de drenagem referem-se ao arranjo espacial dos cursos fluviais que podem ser influenciados em sua atividade morfogenética pela natureza e disposição das camadas rochosas, pela resistência litológica variável, pelas diferenças de declividade e pela evolução geomorfológica da região.

FONTES (2004) assevera ainda que em 1987 o engenheiro Otto Pfafstetter desenvolveu uma metodologia com o objetivo de compartimentar e codificar bacias hidrográficas, sejam elas de qualquer tamanho. Inicialmente foi utilizado pela Secretaria Nacional de Irrigação, sendo adotado no Cadastro Nacional de Irrigantes. Em 1998 a Secretaria de Recursos Hídricos realizou projeto objetivando elaborar uma base digital de classificação das bacias hidrográficas brasileiras, com a participação do IBAMA e apoio técnico do United States Geological Survey – USGS. A importância e utilidade do método foram reconhecidas pelo USGS, que atualmente desenvolve um projeto específico para as Nações Unidas de codificação das bacias hidrográficas para os diversos continentes, com o objetivo de atender às necessidades de estruturação de uma base de dados hidrológica digital sistemática.

Segundo Otto Pfafstetter, citado pela mesma autora, esta metodologia consiste na compartimentação e codificação de bacias hidrográficas, onde, através do estudo do sistema de drenagem, é feita uma distribuição entre o rio principal e os seus principais afluentes. A partir daí, são individualizados os quatro maiores tributários, de acordo com o critério da área drenada, classificados como bacias e que recebem os

algarismos pares 2, 4, 6 e 8, na ordem em que são encontradas de jusante para montante, ao longo do rio principal. Em seguida, os demais tributários do rio principal são agrupados nas áreas restantes, classificadas como regiões hidrográficas (interbacias), que recebem na ordem em que são encontradas de jusante para montante ao longo do rio principal, os algarismos ímpares 1, 3, 5, 7 e 9. Estas unidades podem ser submetidas a uma nova compartimentação. Para tanto, é assumido como foz o ponto de descarga da bacia a ser dividida. A análise é realizada sempre da foz para montante, identificando todas as confluências e distinguindo o rio principal de seus tributários. O rio principal é aquele curso d’água que drena a maior área, e os tributários, os demais que drenam áreas menores. Às novas subdivisões são adicionados ao primeiro código atribuído, os algarismos conforme a classificação da unidade em bacia ou interbacia.

Desta forma, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, usando de suas atribuições legais, considerando a importância da redefinição da sistemática de codificação de bacias hidrográficas para a Política Nacional de Recursos Hídricos e a necessidade de se adotar uma metodologia de referência que permita procedimentos padronizados de subdivisões e agrupamentos de bacias e regiões hidrográficas, define, através da Resolução nº 30, de 11 de dezembro de 2002, que será adotada para efeito de codificação de bacias hidrográficas no âmbito nacional, a metodologia de compartimentação e codificação de bacias hidrográficas definidas pelo engenheiro Otto Pfafstetter.

Pires & Santos, citado por AMORIM (2003), ressalta que as abordagens do planejamento do uso do solo baseada em critérios econômicos clássicos tem falhado por não reconhecer o conflito entre metas de desenvolvimento econômico e a capacidade de suporte dos ecossistemas. A bacia de drenagem funciona como unidade de planejamento e gerenciamento, pois integra os aspectos ambientais, econômicos e políticos.

Partindo-se do pressuposto que as bacias hidrográficas podem ser caracterizadas de forma a permitir uma análise quanto às restrições, potencialidades e impactos no que se refere aos diferentes tipos de uso, seja urbano, agropecuário ou extrativista, e que os horizontes menos profundos de solo estão bastante sujeitos à dinâmica superficial nestas bacias, adotou-se a subdivisão da área de estudo em

unidades de áreas menores, compostas pela subdivisão das bacias e interbacias contidas total ou parcialmente na área maior.

A definição destas unidades hidrográficas compostas por ottobacias foi possível através da identificação dos divisores de águas dos principais cursos a partir da integração da representação topográfica e hidrográfica, bem como levantamento de campo com auxílio de GPS.

7.4.1 – Mapa de Mananciais

Os mananciais atualmente utilizados pelo sistema de abastecimento de água existente são: ribeirão da Serra, represa Saturnino de Brito, córrego do Machado, Marçal Santos, córregos José Avelino, Vai e Volta, Várzea de Caldas e ribeirão do Cipó.

Alguns desses mananciais encontram-se comprometidos em função de suas baixas capacidades, diversos problemas de assoreamento, localização indevida (regiões urbanizadas), dentre outros.

A definição das áreas de mananciais foi feita delimitando a bacia de contribuição a partir do ponto de captação.

A identificação dos pontos de captação e da área que representa a bacia do respectivo manancial reveste-se de fundamental importância considerando o abastecimento de água como um dos principais fatores para a manutenção da qualidade de vida urbana.

Este mapa merece especial atenção com relação à dinâmica de atualização e incremento de novas informações, como por exemplo, a extensão dos limites das áreas de mananciais até as áreas consideradas de recarga de aqüífero, mesmo pertencentes a outras bacias, uma vez que o fluxo subterrâneo muitas vezes difere do fluxo superficial.