ABREVIATURAS UTILIZADAS
3. FUENTES UTILIZADAS
Como cada EAS vivencia condições distintas e cada avaliação pode ser motivada por um interesse específico, não é possível definir regras específicas para a definição do escopo de um procedimento. Entretanto, podem ser feitas algumas considerações referentes aos dois fatores com maior influência na definição do escopo de uma avaliação: os indicadores e os custos. Tanto os custos quanto os indicadores precisam ser compreendidos como poderosos instrumentos para o gerenciamento, pois por meio deles pode-se analisar o desempenho, a produtividade e a qualidade dos serviços, com isso, foi delimitado o escopo a ser avaliado. Entre os fatores levantados tem-se os custos com recursos humanos, indicadores, custos com compras de peças e acessórios, treinamentos e contratos.
Os indicadores são ferramentas fundamentais que devem ser utilizados com a finalidade de avaliar o desempenho do setor em função de seu custo de manutenção. Os indicadores utilizados, tais como a quantidade de serviços executados pela equipe interna e externa, alem da quantidade de manutenções preventivas executadas mês a mês, contribuirão com a idéia de
evolução do controle dos equipamentos hospitalares, garantindo a qualidade no atendimento com a manutenção e, ou mesmo, com a redução dos gastos com serviços (CARDOSO, 1999; GOMES; DALCOL, 2001; RAMÍREZ, 2002).
A avaliação dos custos com recursos humanos no HC-UFU acompanhou a evolução de formação da própria GB. Para o levantamento dos custos com pessoal, foram considerados apenas os profissionais contratados para a execução dos trabalhos de engenharia clínica e também hospitalar, aqueles profissionais que já compunham o quadro de funcionários da Instituição não foram contabilizados, visto que num processo de comparação de gastos (antes e após a concepção da GB), esses valores seriam anulados. Tais despesas com folha de pagamento são classificadas como sendo de custo fixo direto. Uma particularidade que poderia ser adicionada nesse comparativo ocorre em decorrência da origem contratual dos funcionários, ou seja, são funcionários da UFU (no período avaliado foram contratados apenas 2 técnicos) ou da FAEPU (todos os demais).
Outros custos fixos, que podem ainda ser classificados como indiretos, participam dessa avaliação, sendo eles os custos com energia elétrica, água e telefone, utilizados pelos funcionários do setor. Esses valores são custeados pela Universidade e seu custo seria rateado por todos os setores do HC-UFU no Campus Umuarama (local onde está localizado o Hospital). De fato, o prédio hoje utilizado pela GB já era ocupado por parte dos terceiros que atendiam ao HC-UFU e também pelas equipes que faziam parte do antigo setor de manutenção hospitalar. Diante da metodologia apresentada por conta da alocação de custos pelo método RKW, fica entendido que o incremento de custos operacionais (energia elétrica, água, telefones etc) é muito pequeno diante dos custos globais; numa distribuição por custeio, ficaria muito reduzido diante da diluição desses custos pelos centros de custos primários, como, por exemplo, UTI’s, Centro Cirúrgico e Obstétrico, sendo assim desconsiderado neste estudo.
Já os custos denominados como variáveis são contabilizados através das SDE’s, PMT’s e RMCC’s, desta forma, todos os gastos referentes a pedidos de peças e acessórios, além de treinamentos para os profissionais e material de consumo estão incluídos nesses pedidos. Os contratos seriam considerados custos fixos diretos, porém quando não incluem o atendimento com fornecimento de peças geram custos variáveis que retornam a uma das formas de despesas apresentadas acima. Assim, as considerações doravante feitas pressupõem que os procedimentos avaliados com o método aqui apresentado são bem estabelecidos na unidade de GB do HC-UFU.
Neste trabalho não foram avaliados os denominados custos intangíveis e/ou benefícios intangíveis. Esses custos intangíveis possuem um alto grau de dificuldade para serem quantificados, embora se perceba claramente a sua existência e, normalmente, estão ligados a um produto ou processo. Um exemplo seria a parada de um equipamento de tomografia. Obviamente esta parada traz um prejuízo para a instituição referente aos exames que ela deixa de realizar e, consequentemente, deixando de receber por eles. Da mesma forma se pode avaliar os benefícios intangíveis, que poderia ser observado quando equipamentos devidamente calibrados promovem uma redução no tempo de internação do paciente e, consequentemente, uma redução com os custos de internação desse paciente ou mesmo com o uso de medicamentos.
4.6.1 Das comparações de custos “Com GB” e “Sem GB”
Para estabelecer um parâmetro de comparação, que é um dos objetivos deste estudo, foi realizado um levantamento de custos entre o que existe hoje na GB e como seria caso esse setor não existisse na instituição, ou seja, fosse terceirizado como era até 2001.
A composição de custos considerando a existência da GB deve se ater aos seguintes pontos:
• RH – foram considerados apenas os funcionários contratados a partir de 2001,
considerando-se que um setor de manutenção hospitalar já existia, porém sem exercer as atividades de EC; a quantidade de funcionários contratados fica assim limitada a três engenheiros e 14 técnicos com remuneração, base FAEPU (sendo dois dos técnicos contratados pela UFU);
• despesas com peças e serviços, denominadas por SDE, PMT e RMCC, cujas
definições são apresentadas no item 5.2.2;
• despesas com os contratos, que continuaram existindo mesmo com a implantação do
setor de EC.
Já a composição dos custos, considerando-se a não existência da GB, fundamentar-se-ia nos seguintes pontos:
•
RH – desconsiderar o seu custo, pois estando todo o serviço terceirizado, não haveria a necessidade de contratação de pessoal, ficando o setor com os recursos humanos já existentes;•
despesas com peças e serviços, denominadas por SDE, PMT e RMCC, devem serconsideradas, pois essas despesas são responsáveis pela aquisição de peças mesmo com a existência de contratos; lembrar dos diversos tipos de contratos apresentados no Capítulo 2;
•
despesas com contratos - para representar esse custo, buscou-se uma atualizaçãoembasada nos custos dos contratos que existiam em 2001, procurando-se sempre realizar uma atualização quanto à quantidade de equipamentos adquiridos juntamente com as correções anuais utilizando-se do Índice geral de preços de mercado (IGP-M).
É importante ressaltar que estes custos com contratos nos primeiros anos de avaliação eram custos reais pagos pelo HC-UFU. Quando esses contratos começam a não serem renovados, observa-se o início da redução de seus valores. Para que fosse possível realizar a comparação considerando o serviço terceirizado, foi feito correções nos valores dos contratos utilizando-se do IGP-M e, para se ter uma comprovação destes custos estimados, solicitou-se para algumas empresas que encaminhassem orçamentos para balizar o valor estimado com o esperado em 2010 (conforme pode ser observado na Tabela 5.20). Esses orçamentos não foram anexados para evitar que tais dados recaiam nas mãos de empresas concorrentes servindo de promoção e/ou patrocínio da empresa e/ou de seus concorrentes.
Em seguida, realizou-se uma comparação entre os valores anotados, sendo estes apresentados em forma de tabelas e gráficos.