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Frequency of Meeting and Time Management Relations to HSE Performance

6.9 Discussion

6.9.6 Frequency of Meeting and Time Management Relations to HSE Performance

A condição básica inicial do modelo é a oferta constante dos animais na fase k=1 de 2.860 cabeças por semana que equivale a 280.280 kg de peso vivo disponíveis para processamento na planta. Em contrapartida existe uma demanda pelos produtos acabados, derivados desses animais, que foi prevista para o período de 16 semanas onde foi possível captar um efeito da sazonalidade na procura por alguns produtos.

A tabela 2 apresenta as ofertas iniciais de animais em cada fase e a tabela 3 estão os preços de aquisição de animais vivos para cada fase em unidades monetárias por kg ($/kg).

Tabela 2. Oferta inicial de animais vivos para abate na primeira semana de

planejamento e taxa de incremento (α).

Fases (k) Okt (t=1) αk

Leves (k=1) 280.280 1

Médios (k=2) 150.120 1,0612

Pesados (k=3) 101.200 1,0614

Tabela 3. Custo de aquisição de animais para abate posto na planta frigorífica, nas quatro fases e para as dezesseis semanas, em unidades monetárias por kg ($/kg).

Fases(k) pckt ($/kg) – Semanas t=1 t=2 t=3 t=4 t=5 t=6 t=7 t=8 t=9 t=10 t=11 t=12 t=13 t=14 t=15 t=6 Leves (1) 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 3,2 Médios (2) 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 3,15 Pesados (3) 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 3,12 Industrial (4) 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1

A previsão de demanda, o custo de falta (venda perdida), e o preço de venda, previstos para a entrada no modelo foram obtidos de duas maneiras distintas, levando em consideração a característica comercial de cada produto acabado no mercado em questão.

Alguns produtos produzidos na indústria possuem uma elasticidade preço da demanda muito elevada, portanto, é negociado no mercado como qualquer outra commodity. Para este tipo de produto, as margens de comercialização são mais baixas, e os preços de venda são dados do mercado. As demandas neste caso foram consideradas de forma mais imprecisa e não foi considerado o custo da falta para este tipo de produto.

Para outros produtos por sua vez, apesar de também se comportarem de maneira semelhante às commodities no mercado, é possível prever uma venda segura a determinado nível de preço. Para estes produtos as previsões de demanda são mais precisas e o custo da falta é empregado.

Esse arranjo entre os parâmetros demanda, preço de venda, e custo de falta induz o modelo a encontrar soluções de produção que procurem atender as demandas dos produtos cuja previsão é mais acurada e simultaneamente priorizem a produção das commodities que garantam maiores margens de contribuição para a empresa.

A tabela 4 exemplifica as demandas, e custos de falta de alguns produtos acabados para as três primeiras semanas do horizonte de planejamento. É possível observar que os produtos i=9, i=23 e i=50 possuem um custo de falta, ou seja, a previsão de demanda é precisa para estes produtos. Os demais produtos já não apresentam os custos de falta, permitindo ao modelo encontrar facilmente uma solução que não atenda a demanda prevista caso haja também demanda de produtos alternativos que mais contribuam para a margem global.

Tabela 4. Exemplo de previsão de demanda e custos de falta para alguns produtos nas três primeiras semanas.

Produto (i) Descrição Demanda (dit) Custo Falta (cfit)

t=1 t=2 t=3 t=1 t=2 t=3

9 Pé Salgado 400 400 400 2,8 2,8 2,8

16 Carcaça Leve Resfriada 236.413 208.163 232.256 0 0 0

20 Pernil c/ Pele c/Osso cx 20 kg 3.740 3.625 4.219 0 0 0

23 Pernil Desossado Congelado cx 18 kg 3.000 3.000 3.000 5,75 5,75 5,75 50 Picanha Temp. Resfr. Cx 15 kg 3.500 3.500 3.500 6,75 6,75 6,75

58 Linguiça de Carne Suina pcte 5 kg 8.177 10.118 10.033 0 0 0

Os custos variáveis de produção por quilo de produto acabado foram fundamentados na proposta do custeio totalmente variável, portanto, o custo da matéria prima principal (animais vivos) não está incorporado neste custo variável. Uma vez que se trata de um fluxo divergente e a função objetivo procura minimizar esses custos de aquisição de matéria prima, a solução procurará naturalmente indicar os produtos que contribuam positivamente para a margem.

A figura 17 apresenta um gráfico com a participação dos custos de matéria prima (animal vivo) e dos demais custos variáveis em percentual do custo variável total de produção dos produtos acabados. Nestes custos variáveis exceto matéria prima, estão os custos com embalagens, custos industriais variáveis, que podem ser mensurados, e custos de matérias primas secundárias. Ressalva-se que, o custo com mão-de-obra foi considerado fixo e os adicionais de horas extras estão na função objetivo do modelo, assim como, o custo da matéria prima principal. Logo, o custo variável considerado dos dados de entrada (cvit) refere-

Figura 17. Composição média de custos dos produtos acabados em percentual.

Como a maior parte dos custos variáveis (exceto MP) dos produtos fabricados é composta por embalagens e aditivos e é prática manter os estoques por pelo menos cinco semanas, é possível visualizar nos Apêndices que a previsão dos custos é estável para as primeiras semanas e para as restantes variam em um patamar mais elevado.

De modo geral, a maioria dos produtos comercializados na indústria da carne comporta-se como commodities, caracterizados por uma grande oscilação de preços em função do equilíbrio de mercado. Dessa forma, a previsão de preços para esta indústria é uma atividade de difícil realização. Na maioria dos casos os preços dos produtos acabados variam com uma correlação positiva em relação às variações no preço do animal vivo. Logo, como os preços do animal vivo foram considerados constantes, o preço de venda da maioria dos produtos também foi considerado constante. Para outros produtos, que possuem baixa correlação em relação de preços em relação ao da matéria prima, a previsão tentou captar a tendência com base em série histórica. Todos os preços utilizados como entrada foram FOB (Free on Board) planta frigorífica e deduzidos os impostos já que o modelo não contempla custos tributários e logísticos.

A figura 18 ilustra quatro tipos de comportamento de preços utilizados na previsão para quatro produtos diferentes. Um produto cujo preço está intimamente ligado ao preço da matéria prima (i=16), outro cujo preço situa-se dentro da mesma faixa e independe do valor

5%

95%

Custos Variáveis (exceto MP principal)

Custos de Matéria Prima Principal

da matéria prima (i=59) e outros dois produtos (i=26 e 1=55) com uma tendência de alta em função da sazonalidade.

Figura 18. Previsão de preços para os produtos 16, 26, 55 e 59 para as dezesseis semanas de planejamento.

.

Os dados de entrada referente às capacidades dos recursos foram definidos em horas semanais disponíveis. Os recursos foram agrupados em 10 grandes grupos sendo dois do primeiro estágio produtivo representados pelo abate e pela desossa, e oito recursos (r= 1, ..., 8) do segundo estágio produtivo. A tabela 5 apresenta as capacidades para cada recurso disponível e também o custo da hora extra.

0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 $ Semanas 16 26 55 59

Tabela 5. Capacidade horária semanal dos recursos e custo da hora extra.

Recursos Capacidade Normal (horas/semana) Custo da hora extra ($/h) Fase I –Corte e Desossa

Abate (capAbNorm) 44 410

Desossa (capDesNorm) 44 182

Fase II – Montagem (capNormr)

Preparação de Massas (r=1) 44 43 Embutimento (r=2) 44 50 Cozimento (r=3) 144 0 Injeção (r=4) 44 50 Salga (r=5) 144 0 Congelamento (r=6) 144 0 Embaladeira a Vácuo (r=7) 44 30 Termoformadora (r=8) 44 30

O consumo da capacidade foi definido por produto para o estágio II e por padrão de corte no estágio I. Basicamente definiu-se a quantidade de horas de determinado recurso consumida para produzir um quilo de produto acabado ou processar um quilo de animal vivo em determinado padrão de corte. Caso seja possível, o modelo poderá sugerir o aumento dessa capacidade utilizando horas extras que ficam limitadas até 25% da capacidade em horas normais. Alguns recursos, onde a capacidade independe da força de trabalho, foi computada a capacidade utilizando-se como base 24 horas por dia de trabalho e, nesses recursos, não foi permitida a utilização de horas extras.

Em relação às capacidades de estocagem os produtos foram divididos quanto ao seu modo de estocagem sendo, produtos secos, resfriados e congelados. A tabela 6 apresenta os grupos de produtos e o limite de estocagem dos mesmos em kg.

Tabela 6. Agrupamento de produtos quanto ao modo de estocagem e capacidade disponível.

Subconjunto Produtos (i) Produtos (i) Capacidade de Estocagem (kg)

Secos (i Nsecos) 2, 3, 8, 9, 26 0 Resfriados (i Nresf) 4, 5, 6, 16, 17, 18, 19, 29, 30,031, 32, 34, 35, 37, 39, 40, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60 0 Congelados (i Ncong) 1, 7, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 23, 27, 28, 33, 36, 38, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49 80.000

Os demais dados de entrada resumem-se as tabelas de padrões de corte, consumos de capacidade, formulações e fatores de correção dos produtos, tamanho dos lotes, estoques iniciais, custos de congelamento para cortes e custos de estocagem. Estes dados podem ser encontrados nos Apêndices deste trabalho. Na sequência, será explicada a implementação do modelo.