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9.2 FREQUENCIES AND DURATION OF RESPONSES BY VARIOUS FACTORS In trying to categorize individuals into population groups
Em um primeiro momento (antes do início do doutoramento), em minha pesquisa e dissertação de mestrado, pude realizar uma observação participativa em cursos de educação e valores humanos que fizeram uso de propostas de aprendizagem integrada e que viabilizavam a inclusão. Aliando os referenciais teóricos que versam sobre práticas transdisciplinares (ARNT, 2007; MORAES; TORRE, 2004; TORRE, 2005; 2008), outros autores que nos apresentam Estratégias Integradoras, bem como minhas experiências da práxis pedagógica e psicopedagógica, construiu-se um curso sobre Estratégias de Aprendizagem Integradoras e Inclusivas. Nesse curso, realizado em dois momentos, envolvemos educadores e outros agentes sociais que lidam diretamente com sujeitos em situação de inclusão13, e aplicamos algumas estratégias diferenciadas, na forma de workshops e palestras por mim ministradas.
Nesses cursos, construídos à luz da teoria que embasa essa pesquisa, a qual é guiada pelos pensamentos complexo, ecossistêmico e transdisciplinar, pretendi suscitar práticas e favorecer a concepção de novos cenários de Estratégias de Aprendizagem Integradoras que beneficiam a inclusão, ou seja, propiciar o convívio
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Utilizarei muitas vezes a palavra diversidade quase que como sinônimo da palavra inclusão. Traz- me grande desconforto falar usando a palavra “inclusão”, pois, pelo simples uso da palavra já classificamos os sujeitos em categorias de incluído e excluído. Portanto, gosto de nominar-me e nominar os sujeitos com suas individualidades e singularidades como sujeitos da diversidade.
mais harmonioso com a diversidade. Além disso, foram elencados os princípios que subsidiam as estratégias adotadas.
Cabe esclarecer que esse curso serviu de base como mirada principal de nossa espiral metodológica dessa pesquisa. Para tanto, algumas ações pertinentes a essa finalidade foram desenvolvidas, dentre elas, a proposta de realização de Estratégias de Aprendizagem Integradora que favorecessem processos inclusivos. Essas estratégias foram realizadas com docentes e/ou agentes sociais (psicólogos, coordenadores pedagógicos, psicopedagogos etc.) em formação continuada. Nos itens a seguir, expomos os objetivos estipulados para o curso e o modo como contribuíram para a metodologia dessa pesquisa.
Construir com os docentes, cenários, estratégias práticas/reflexivas, que viabilizem o autoconhecimento, a religação dos saberes e processos inclusivos.
Esse objetivo foi trabalhado em dois cursos de formação continuada. O primeiro, um minicurso, com seis horas de duração, divididas em dois dias. Ocorreu na Conferência Internacional sobre os 7 Saberes para a Educação do presente, contando com cerca de 120 participantes. Lamentavelmente, como a entrega da avaliação foi voluntária, consegui recolher somente nove relatórios contendo as duas questões apresentadas. O segundo, com duração de 20 horas divididas em dois dias, foi ministrado na rede municipal de Santo André e contou com 35 participantes. O público presente variava desde professores, coordenadores pedagógicos, diretores de escola, até auxiliares de desenvolvimento infantil. A entrega dos questionários de avaliação também foi voluntária.
Em ambos os cursos foram realizadas atividades presenciais e virtuais, envolvendo 155 educadores e agentes sociais, nos quais foram propostos alguns cenários de Estratégias de Aprendizagem Integradora, tais como: resgate de historias de vida, estratégias de autoconhecimento e sensibilização, atitudes como escuta interior, escuta sensível, entre outras. Além da realização das estratégias, fez-se concomitantemente, um breve estudo contextualizado dos conceitos norteadores do curso como: complexidade, inter e transdisciplinaridade, pensamento ecossistêmico e diversidade.
Durante esses cursos, foram elaborados e aplicados pequenos questionários semiestruturados, realizados círculos de diálogos, além de minha observação como
pesquisadora e sujeito da inclusão. Esses materiais constituíram-se em auto-eco- hetero avaliação realizadas por meio da reflexão escrita ou em círculos de diálogos - essa foi prática constante entre todos os membros do curso (incluindo a mim mesma e aos docentes colaboradores).
Quatro questões foram sugeridas como possibilidades de reflexão. No início do dia, a questão foi refletir sobre “o que eu trouxe e como estou?” e, ao final, ”como eu vou? O que eu levo?”. Nessas questões buscamos colher dos participantes os benefícios inclusivos que as Estratégias de Aprendizagem Integradora lhes proporcionaram e a suas práxis. As questões emergiram a partir da apropriação de meu cabedal teórico já citado, junto aos novos pensamentos e paradigmas, como também dos conhecimentos da área da Psicopedagogia. Além desses campos de origem das questões, incluem-se as minhas experiências vividas, tanto aquelas que emergiram por meio da intuição como da prática como psicopedagoga. O fiz, tendo a consciência que, para o pensar complexo, inter e transdisciplinar a liberdade de permitir o acontecer de insights intuitivos faz-se de grande importância, pois demonstra nossa inteireza e potencial de criação e autopoiésis. Sendo assim, na pesquisa que se fundamenta em uma metodologia transdisciplinar e complexa, permite-se que se faça uso do pensamento não linear, dialógico e multidimensional.
Identificar as contribuições das Estratégias de Aprendizagem Integradora para os processos inclusivos. Esse segundo objetivo foi realizado, quando, no decorrer
dos cursos, fui observando como as Estratégias de Aprendizagem Integradora (EAI) iam sendo pensadas, compreendidas, construídas, e fui colhendo breves relatórios
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dos participantes. O semear das impressões, percepções e reações dos participantes acerca das EAI foram, a posteriori, sendo organizadas em categorias. Essa organização teve como base os aportes teórico-epistemológicos da Interdisciplinaridade, do Pensamento Ecossistêmico, Complexo e da Transdisciplinar, e se deu na medida em que as composições semânticas eram identificadas. Como estratégia para análise dos dados, fez-se uso da técnica de “analise de conteúdo”, de Bardin (1977).
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Os relatórios ou questionários continham 2 questões semidirigidas para cada dia de curso. No inicio do primeiro dia eu perguntava “O que eu trouxe?” e ao final do dia os participantes responderam por escrito ou virtual a pergunta “o que eu levo?”. No segundo dia de curso iniciava com a questão ”como estou, ou como cheguei” e concluía as atividades com a questão “como eu vou?”
Elencar princípios, caminhos-estratégias de aprendizagem integradora que possibilitem a inclusão. Adiante desse terceiro objetivo, a partir de questões
emergentes do contexto, desejou-se possibilitar a construção de novas estratégias. Ou seja, que os princípios ali levantados sirvam de base aos sujeitos que participaram ou participarão de algum curso durante e a posteriori dessa tese possam ter referenciais para a construção e/ou organização de projetos e práticas integradoras.
Por intermédio da auto-eco-hetero avaliação (o ser olhado por si mesmo, o ser visto pelo outro, o ser por sua ação ecologizada), buscamos encontrar nos dados qualitativos (categorias), aspectos que demonstrassem a possibilidade da integração dos saberes e dos seres. A partir das reflexões sobre as ações versadas, do o trajeto percorrido e dos os fundamentos e bases teóricas da complexidade, da transdisciplinaridade e do pensamento ecossistêmico, alcançamos uma compreensão mais adequada a respeito do mundo e da vida como tessitura única. Também, princípios que colaboraram para um melhor entendimento da dinâmica dos processos relacionados à aprendizagem do saber ser, viver e conviver (DELORS, 2000) dentro de um contexto de tessitura comum da diversidade, bem como, dos Sete Saberes da Educação do Futuro propostos por Morin (1996). Logo, buscou-se possibilidades mais favoráveis à construção de processos inclusivos, do viver/ conviver e aprender na e com a diversidade.