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Fremtidig forskning

In document Barnediabetes (sider 38-45)

6.2. Implikasjon for klinisk praksis

6.2.1 Fremtidig forskning

Os controles para esta etapa são aplicáveis, em menor ou maior grau, a todas as atividades de rotina realizadas no pomar ao longo do ano, tanto para a manutenção do pomar como para a colheita, dentro de conceito de boas práticas agrícolas, tendo, entretanto, como foco principal, a prevenção do cancro cítrico. Como mínimo, deveriam ser observados os controles relacionados no plano de atividades e monitoramento (ver 6.3.4.1) e os procedimentos definidos pelo FUNDECITRUS para a prevenção do cancro. Os principais controles deveriam ser:

a) Controle do trânsito de veículos no pomar. O produtor deve ter um procedimento para impedir que veículos não autorizados entrem no pomar. As porteiras devem permanecer fechadas e as cercas bem mantidas (ver 6.3.3.2).

b) Desinfestação de veículos com arco rodolúvio ou pulverização manual. O produtor deve adotar um procedimento para assegurar que todos os veículos que entrem no pomar, de sua propriedade ou de terceiros, sejam devidamente desinfetados com solução bactericida, de acordo com recomendações do FUNDECITRUS. Restos de folhas, galhos e frutos que estejam nos veículos devem ser coletados e queimados pois podem conter a bactéria. Seria importante haver um local apropriado para a queima destes resíduos. Manter um registro dos veículos de terceiros que entram na propriedade pode ser inviável para muitos produtores, porém, como mínimo, as quantidades de bactericida utilizadas deveriam ser registradas em cadernos de campo ou livro de controle específico para este fim. Instruções de como preparar e

aplicar a solução bactericida, incluindo aspectos de segurança, poderiam ser preparadas pelo FUNDECITRUS e afixadas em lugar visível. Este procedimento deve ser seguido o ano todo, principalmente no período de colheita.

c) Desinfestação de mãos e calçados de quem entra na propriedade. Funcionários e visitantes devem lavar as mãos e pisar sobre solução de amônia quaternária ou equivalente antes de entrar na propriedade. Seria necessário colocar avisos sobre esta exigência nas portarias, bem como disponibilizar instalações adequadas, como pedilúvio e pia para lavar as mãos. Instruções de como proceder a esta desinfecção com facilidade poderiam ser fornecidas pelo FUNDECITRUS.

d) Uso de bins, quando disponíveis. O produtor deve colher a fruta e depositá-la em bins, a partir dos quais a fruta seja retirada da propriedade. O produtor deve treinar seus funcionários para o uso dos bins e manter registros de seu uso para fins de rastreabilidade das frutas entregues e colhidas. Informações sobre os talhões colhidos e as cargas de frutas poderiam ser mantidas em cadernetas de campo ou livros de controle.

e) Pulverizações com cobre. Os produtores deveriam aplicar produtos a base de cobre nos períodos de brotação, principalmente de pomares novos, o que deve ser feito de acordo com o plano de monitoramento do pomar (ver 6.3.4.1). Instruções para aplicação deveriam ser documentadas pelo agrônomo responsável e as aplicações registradas em cadernetas de campo. f) Uso de material de colheita próprio ou de terceiros devidamente sanitizado.

O ideal é que o produtor disponha de material de colheita (caixas, escadas, sacolas, etc.) próprio de modo a que não haja contato com outros pomares. Caso isto não seja possível, o material de propriedade de terceiros utilizado deve ser submetido ao processo de desinfecção com amônia quaternária em solução de 1:1000 antes do uso. Informações sobre os bactericidas apropriados e como proceder a uma correta desinfecção podem ser fornecidas pelo FUNDECITRUS (ver Manual Técnico Cancro Cítrico, p. 7, s.d.). Registros dos materiais submetidos a desinfestação e quantidades

utilizadas de bactericidas poderiam ser mantidos em cadernetas de campo ou formulários específicos.

g) Fornecimento de uniformes para colhedores. Roupas contaminadas podem ser transmissoras da bactéria, por isto é importante que os trabalhadores recebam uniformes ou, no mínimo utilizem roupas limpas. Registros das entregas de uniformes e de treinamentos realizados poderiam ser mantidos. h) Documentação legal. Os carregamentos de frutas que deixarem a

propriedade devem estar acompanhados de documentação fiscal e fitossanitária de acordo com a legislação aplicável. No caso de exportação para outros estados, deve ser emitido o CFO – Certificado Fitossanitário de Origem, assinado por agrônomo qualificado. As vias do produtor devem ser mantidas como registro.

Além das medidas acima, os produtores deverão fornecer equipamentos de proteção e instruções de segurança aos trabalhadores, principalmente para o uso de agroquímicos, e controlar o manuseio e aplicação destes produtos. As aplicações devem ser feitas de acordo com receituários agronômicos que devem ser mantidos como registros. As embalagens usadas devem ser submetidas à tríplice lavagem e destinadas a um centro de recolhimento autorizado.

6.3.4.6 Rastreabilidade

A rastreabilidade é um elemento crítico em qualquer sistema de produção agroalimentar pois possibilita reconstruir a história do produto, incluindo informações sobre ingredientes utilizados, processos e controles aplicados. Para o SGPC é igualmente importante poder resgatar a história de cada talhão no caso de detecção de focos de cancro e também para controle da aplicação de defensivos e atividades de manejo. A base para rastreabilidade é a identificação dos talhões. O produtor deveria identificar fisicamente todos os talhões da propriedade e manter um cadastro dos mesmos indicando as variedades plantadas, as origens das mudas e as datas de plantio. Com base no cadastro deveria ser mantido um histórico das aplicações de defensivos, inspeções realizadas e ocorrências de doenças e pragas. A identificação do talhão

deveria ser indicada nos documentos referentes à fruta comercializada e outros, de modo a possibilitar a recuperação de informações sobre o histórico do talhão.

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