8.2 Egenkapitalens avkastningskrav
8.2.3 Markedets risikopremie
Ginástica Passeios Trabalhos manuais Jogos cognitivos Jogos desportivos Jogos de mesa Enfermagem Ateliê de culinária Ateliê de cuidados de imagem Ateliê de costura e bordados Ateliê de música Ateliê de leitura
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apreciado pelos idosos. Em primeiro lugar, porque é um momento de alegria, e, em segundo lugar, porque nele os idosos podem recordar as “músicas do seu tempo”.
Outra das atividades que é desenvolvida no centro de dia e também conta com uma percentagem de adesão bastante significativa é a ginástica (90%). Nesta atividade é bastante notório o entusiasmo dos idosos. Na observação desta atividade, e através do discurso dos idosos, é percetível que estes gostam de fazer ginástica para preservarem o seu estado físico (Idoso 12: “nós temos de fazer ginástica para não ficarmos com ferrugem!”). De acordo com Nunes (1999, p.160), “a manutenção de um nível
moderado de atividade física proporciona uma maior longevidade, uma maior capacidade funcional e a continuação de uma vida independente”.
Quanto à enfermagem verificamos que é um serviço que os idosos apreciam bastante (75% dos idosos usufruem deste serviço). Pela observação desenvolvida ao longo do estágio constatámos que a saúde é uma preocupação constante no dia-a-dia destes idosos (Idoso 15: “gosto muito de ir ao Sr. Enfermeiro medir as tensões que é para ver se está tudo bem com a minha saúde!”; Idoso 8: “tenho diabetes e quando o Sr. Enfermeiro vem aqui ele mede-me os valores para ver se está tudo bem!”).
No que diz respeito aos passeios que são propostos pelos profissionais do centro de dia verificamos que é uma atividade muito frequentada pelos idosos (70%). Ao longo do nosso estágio pudemos observar que os idosos os apreciam bastante. Muitos deles relatam que os passeios que fazem com o centro de dia são os únicos passeios que fazem ao longo do ano, uma vez que fora do centro de dia não têm essa oportunidade (Idoso 20: “eu gosto de ir aos passeios porque assim dou uma volta! Só passeio aqui
com o centro de dia!”).
Quanto aos jogos de mesa/desportivos e cognitivos também se verifica uma grande adesão por parte dos idosos (60% - gráfico 92). Quanto ao desporto os idosos costumam fazer jogos/exercícios de braços e pernas com uma bola, puxar um elástico (simulando que estão a lavar roupa num tanque), etc. Em relação aos jogos de estimulação cognitiva, os idosos costumam jogar o jogo da memória, completar provérbios, etc. Nos jogos de mesa, os idosos têm a oportunidade de jogar dominó, cartas, etc.
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No que concerne à atividade dos trabalhos manuais verificamos que 60% dos idosos participam nesta atividade (Idoso 11: “adoro quando forramos as caixas!”; Idoso 19: “gostei muito de fazer os ovinhos de Páscoa!”; Idoso 23: “as decorações de
Natal, acho muito lindo!”). Esta atividade faz com que os idosos tenham o prazer de
serem eles a realizarem os elementos para a decoração do centro de dia nas diferentes épocas do ano (Carnaval, Páscoa, Natal). De acordo com Jacob (2008, p.18) a animação a partir da expressão plástica tem como principal objetivo “que o idoso trabalhe a sua faceta artística e através da moldagem (de barro, plasticina, pasta de papel ou outro material), bordados, pintura, desenho, colagem, etc., consiga exprimir algumas das suas emoções”. O mesmo autor afirma que estas atividades permitem ainda que o idoso desenvolva “(...) a motricidade fina, a precisão manual e a coordenação psicomotora” (Jacob, 2008, p.88). Através da nossa observação podemos afirmar que esta atividade não infantiliza os idosos. Verificamos que existem muitos idosos a gostar e a participar neste ateliê visto que, em primeiro lugar, as atividades que lá desenvolvem são uma forma de passarem o tempo a fazerem algo útil, em segundo lugar, como a maioria dos idosos define o centro de dia como sendo a sua casa, acabam por ter gosto em fazer a decoração “da sua própria casa”.
Em relação ao ateliê de costura e bordados, 55% dos idosos participam nele (neste atelier só costumam participar idosos do sexo feminino). É um ateliê dinamizado por uma voluntária que se desloca à instituição todas as quartas-feiras (de manhã) e elabora com os idosos trabalhos de costura, renda, malha, bordados, etc. Neste ateliê as idosas têm também a oportunidade de ensinarem umas às outras, e também à voluntária, coisas que sabem, como por exemplo, fazer um ponto de renda específico, ensinar a bordar, fazer malha, etc. Este ateliê permite que as idosas continuem a fazer aquilo a que se dedicaram ao longo da sua vida, possibilita também que elas demonstrem ao grupo que têm competências e saberes que podem ser valorizados e transmitidos aos outros. De acordo com Trilha (1997), as atividades de animação sociocultural devem estar relacionadas com as experiências de vida, com as tradições laborais e com o património cultural, porque só assim é que se consegue fazer com que o idoso vivencie sensações de estabilidade, de afetividade e criação de valores de identidade. Desta forma, pelo desenvolvimento das atividades consegue-se também quebrar rotinas e hábitos dos idosos, tornando-os mais ativos, dinâmicos e interventores, recuperando-lhes a (auto) confiança e a valorização pessoal e relacional.
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Quanto ao ateliê de cuidados de imagem verificamos que são 45% dos idosos que participam neste atelier (sendo que só idosos do sexo feminino participam). Este ateliê consiste em arranjar as unhas das mãos aos idosos (fazer manicura), e, por, vezes também são feitas massagens e sessões de relaxamento. Através deste ateliê percebemos que foram muitas as idosas que se começaram a interessar pelas sessões de massagens/relaxamento. Realçamos também que a maioria das idosas começou a ganhar gosto/prazer por fazer a manicura no centro de dia (facto que para elas seria impensável noutros tempos; assim, foram muitas as vezes que ouvimos as seguintes expressões: “...agora depois de velha estou a pôr-me toda jeitosa!...”; “...é a primeira vez que pinto as unhas!”...). Ao longo de todo o processo de envelhecimento a relação com o corpo e os cuidados de imagem é fundamental e tem reflexos muito positivos na auto-estima dos idosos. Pela nossa observação participante ao longo de todo o estágio podemos afirmar que este é um atelier que potencia o aumento e a manutenção da auto-estima das idosas. De acordo com Hutz & Zanon (2011), a auto-estima é um conjunto de sentimentos e pensamentos que o indivíduo tem em relação a si mesmo, e esta representação pessoal pode ser positiva ou negativa. Assim, cabe aos profissionais que trabalham com idosos programar e implementar atividades semelhantes a estas, pois elas representam para os idosos uma manutenção da sua auto-estima de uma forma positiva.
Em relação ao ateliê de culinária existe 45% dos idosos a participar neste atelier (também só participam idosos do sexo feminino). Este ateliê é dinamizado na cozinha do centro de dia. Neste ateliê as idosas costumam fazer várias receitas, como por exemplo, leite-creme, salada de fruta, marmelada, roscas da Páscoa, pudins, bolos, etc. Tudo o que é feito no ateliê de culinária é posteriormente comido por todos os idosos do centro de dia. Através da nossa observação no decorrer do estágio podemos afirmar que este atelier é muito valorizado pelas idosas pois permite-lhes trocarem ideias sobre receitas. Consideramos esta atividade importante porque dá oportunidade às idosas de continuarem a fazer aquilo a que se dedicaram ao longo da sua vida. Neste ateliê as idosas têm abertura para demonstrar que possuem competências e saberes que podem ser valorizados e transmitidos a outros, ou seja, existe uma troca de saberes na execução das atividades deste ateliê e tal é possível porque as idosas sabem várias receitas e conversam sobre as várias formas de as fazer: por exemplo, sobre as várias receitas de um bolo de chocolate. E, por isso mesmo, é uma atividade que também potencia o diálogo entre as idosas.
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Por fim, verificamos que o ateliê de leitura é frequentado por 65% dos idosos do centro de dia. Este ateliê é dinamizado pela funcionária responsável pela sala. Esta funcionária costuma selecionar notícias de jornais ou revistas e lê-las aos idosos. Geralmente, tudo o que é lido tem uma componente de aprendizagem (como por exemplo, ler notícias ou artigos sobre os benefícios da água, etc) e de informação sobre assuntos da atualidade nacional e internacional. Esta atividade permite que os idosos não percam a noção do que se passa em Portugal e no mundo. Consideramos esta atividade muito importante porque ela permite aos idosos discutir vários pontos de vista sobre o mesmo assunto. Neves (2007, p.18), afirma que “podemos entender a leitura como um processo permanente de comunicação interpessoal, algumas vezes mediada por um texto, independente da forma de seu suporte ou do seu conteúdo e, outras vezes, é efetuada diretamente de pessoa a pessoa. E, neste sentido, efetivamente, ela torna-se um instrumento fundamental para a promoção da interação dos indivíduos no meio social, porque favorece o diálogo, a veiculação das ideias, as trocas simbólicas e os atos concretos de construção do ser individual e do ser social”.
Em suma, através da nossa observação participante e de todos os dados que recolhemos ao longo do estágio podemos afirmar que o tempo que os idosos passam no centro de dia é ocupado de forma útil, pois permite-lhes desenvolver mais competências e saberes, aumentando-lhes assim a auto-estima e o bem-estar.
Procuramos também perceber qual o atelier em que os idosos gostam mais e menos de participar, de modo a realizarmos um projeto de intervenção que fosse de acordo com os gostos/preferências dos idosos.
25%
15% 20%
40%