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Fra sjukehus til husmorskole på Søvik i Alstahaug

7. Klampen om foten

7.9. Fra sjukehus til husmorskole på Søvik i Alstahaug

Com a internacionalização da indústria automobilística, emerge a necessidade das montadoras adaptarem seus modelos de automóveis às características dos mercados regionais nos quais passaram a atuar.

O processo de inovação e criação de produtos que satisfaçam às necessidades da demanda envolve capacitação técnica a fim de solucionar problemas, desenvolvimento de relacionamentos entre os membros da cadeia produtiva, conhecimento do ambiente mercadológico, gerenciamento e controle de custos, de estoques e de qualidade.

As inovações no produto são orientadas para os perfis mais gerais de consumidores: o que busca a funcionalidade do automóvel, o que busca o melhor desempenho, o que busca economia e o que busca conforto e satisfação pessoal. Além destes, surgiu nos últimos anos um novo perfil: o consumidor ecologicamente consciente (LAMMING, 1993). A identificação destes segmentos de mercado permite que as montadoras atendam à demanda mediante a produção de uma linha completa de modelos de automóveis.

Independentemente do tipo de inovação ocorrida em um setor industrial, ela é resultado de uma série de mudanças tecnológicas, quer seja no produto, quer seja no processo de fabricação. A mudança tecnológica, por sua vez, é o produto de inúmeras adaptações, melhorias, fusões de tecnologias precedentes e adaptações de habilidades técnicas. Particularmente, as novas tecnologias introduzidas na indústria automobilística freqüentemente são originadas e desenvolvidas em outros setores industriais, sendo posteriormente transferidas para o setor automotivo (LAMMING, 1993).

Ainda segundo Lamming (1993), ao se analisar o histórico da indústria automobilística e levar em consideração o fato de que sua existência excede pouco mais de um século, é possível identificar longos períodos decorridos entre inovações relevantes, intercalados por fases de transição entre eles: o surgimento da produção em massa em substituição à produção artesanal, justificada pela necessidade de padronização do produto – o automóvel – a fim de se obter economias de escala por meio da ampliação do volume de fabricação, resultando na redução dos custos produtivos e, conseqüentemente, dos preços do produto final, tornando-o acessível a uma maior parcela de consumidores; e a substituição do sistema de produção em massa pelo sistema enxuto de produção, a fim de obter flexibilidade, desenvolver as habilidades da mão-de-obra e de reduzir os níveis de trabalho.

As operações de montagem de automóveis dependem do estabelecimento de relações colaborativas entre a montadora e seus fornecedores, pelo fato de que estas empresas, tomadas individualmente, não se mostram capazes de encarar todos os desafios da globalização das atividades do setor. Particularmente às atividades de pesquisa e desenvolvimento, algumas tecnologias são tão caras que as empresas não se sentem capazes de desenvolvê-las sozinhas; isto é verdadeiro para a maior parte dos módulos e sistemas que compõem o automóvel e para todos os veículos que não façam parte do core business de pelo menos uma das empresas envolvidas.

A união de sinergias tecnológicas é apropriada para o desenvolvimento de projetos voltados para as atividades de manufatura: a necessidade de que uma determinada empresa passe a trabalhar com novas tecnologias faz com que ela procure estabelecer relações de parceria com outras empresas com as quais tradicionalmente não lidaria. Pelo fato de que algumas destas tecnologias são avançadas, a aquisição das habilidades necessárias pelo emprego de atividades colaborativas é crucial, fazendo com que o processo de escolha e seleção dos parceiros torne-se fundamental para as companhias pertencentes ao setor automotivo (LAMMING, 1993).

Ainda de acordo com Lamming (1993), as inovações também levam as empresas ao desejo de obter rendimentos a partir da introdução de novas tecnologias, sendo a primeira empresa a adotá-la antes dos concorrentes. Assim, os parceiros se comprometem a não fazer uso de determinadas tecnologias com outros clientes ou mesmo fornecedores durante um certo período, a fim de explorar e usufruir os benefícios e vantagens competitivas proporcionados pela inovação em questão.

Quanto à responsabilidade pela escolha das tecnologias, apesar de que elas são resultado da relação de igualdade desenvolvida entre a montadora e seus fornecedores, é comum o fato de que muitas das tecnologias inovadoras sejam desenvolvidas exclusivamente pelos principais fornecedores, independentemente dos requisitos das montadoras. Por isso, estes fornecedores acabam se consolidando como líderes no que se refere à capacidade de inovação tecnológica. O fornecedor deve definir uma política a ser seguida quanto às atividades voltadas para a inovação, e sua estratégia resultante. Associadas a essa decisão existem implicações nas políticas de recursos humanos, decisões de investimentos e escolhas comerciais. Para a montadora, o risco de se mover em direção a uma tecnologia desconhecida é reduzido pela dependência em relação aos fornecedores quanto ao desenvolvimento de inovações, uma vez que estes últimos realizam investimentos em ativos específicos. Entretanto, os fornecedores possivelmente adquirem também ativos não-específicos, estendendo seus investimentos para os relacionamentos estabelecidos com diversos outros clientes, incluindo aí outros setores industriais.

O fenômeno da modularização é visto atualmente como um distanciamento das montadoras em relação às atividades produtivas, uma vez que estas atividades, outrora centralizadas, agora são compartilhadas com seus fornecedores primários. Contudo, o ponto onde termina a atuação das montadoras e se inicia a atuação dos fornecedores não é evidente (LAMMING, 1993), uma vez que as primeiras, estrategicamente, ainda detêm muito do conhecimento técnico de projetos, pois, se assim não o fizessem, estariam abrindo mão de seu diferencial competitivo a favor de seus fornecedores, os quais assumiriam então a posição principal na cadeia produtiva do setor. Este assunto será melhor detalhado na próxima subseção.

3.5.3 Redefinição dos papéis e responsabilidades das montadoras e dos fornecedores