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…Utgangsregister ODR i GPIOA
2.4.3 Frå kjeldekode til køyrbart program
Na década de 1960, as organizações iniciaram a utilização de computadores para suportar os processos de negócios. Nesta época, o desenvolvimento de aplicativos eram realizados por equipes das próprias empresas, uma vez que a oferta de software era muito restrita.
O ERP surgiu na década de 1990 como a evolução do MRP (material
requirements planning) e do MRP II (manufacturing resource planning),
conforme ilustra Tenório (2007, p. 50). O MRP surgiu na década de 1970 com a aplicação da informática na organização. Neste período, foram lançados os primeiros pacotes para monitoramento de estoques e de manufatura que davam suporte no planejamento de produção e de compras. Na década de 1980, surgiu o MRP II com várias outras funcionalidades, mas o uso era departamentalizado sem integração com os demais processos extradepartamentos. O ERP, além das ferramentas adicionais, veio integrar os processos dentro das organizações de modo a superar o uso departamentalizado existente no MPR II.
A tabela 2, adaptada das definições expostas por Mendes e Filho (2008, p. 244), consolida as definições propostas pelos principais estudiosos deste tema.
Tabela 2 – Principais conceitos, definições de sistemas ERP
Autor Ano Definição de sistemas ERP
Lima et al 2000
Sistemas que controlam toda a empresa, da produção às finanças, registrando e processando cada fato novo na engrenagem corporativa e distribuindo a informação de maneira clara e segura, em tempo real.
Souza e Zwicker 2000
Sistemas de informação integrados, adquiridos na forma de pacotes comerciais, para suportar a maioria das operações de uma empresa.
Buckout, Frey e Nemec 1999
É um software de planejamento dos recursos empresariais que integra as diferentes funções da empresa para criar operações mais eficientes.
Centola e Zabeu 1999
Sistema que fornece informações geradas a partir do processo operacional, para otimizar o dia a dia da empresa, permitir um planejamento estratégico mais seguro e garantir a flexibilidade para evoluir.
Corrêa, Gianesi e
Caon 1997
Sistema constituído de módulos que atendem às necessidades de informação de apoio à tomada de decisão de todos os setores da empresa, integrados entre si, a partir de uma base de dados única e não redundante. Podem ser entendidos como a evolução do MRP II à medida que controlam tanto os recursos diretamente utilizados na manufatura quanto os demais recursos da empresa.
Dempsey 1999
Conjunto de programas capazes de interligar os aspectos da manufatura e incorporar os procedimentos contábeis ou dados gerados por outros aplicativos.
Hehn 1999 Evolução expandida do MRP II, sistemas integrados que atendem a todas as necessidades de um negócio.
Deloitte 1998
[...] um pacote de softwares de negócios que permite a uma companhia automatizar e integrar a maioria de seus processos de negócios, compartilhar práticas e dados comuns através de toda a empresa e produzir e acessar informações em tempo real (DELOITTE, 1998, apud TENÓRIO, 2007, p.
51).
Cunha 1998
É um modelo de gestão baseado em sistemas corporativos de informação que visam integrar os processos de negócios da empresa e apoiar decisões estratégicas.
Davenport 1998, 2002
É um software que integra as informações que fluem pela empresa. Esse sistema impõe sua própria lógica à estratégia, à cultura e à organização da empresa.
Stamford 2000
Sistema que possibilita um fluxo de informações único. Contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios, orientado por esses processos e não pelas funções e departamentos da empresa, com informações em tempo real.
Wood Jr. 1999 Sistemas que são capazes de integrar a gestão da organização, agilizando a tomada de decisão.
Fonte: adaptada de Mendes e Filho (2008, p. 244).
Como podemos perceber, há divergências entre os estudiosos neste assunto e para efeito de melhor desenvolvimento deste trabalho, utilizaremos uma abordagem semelhante a autores como Davenport (1998, 2002), Cunha (1998) e Wood Jr. (1999). Para estes autores, o ERP transcende a apenas a evolução do MRP/MRPII para uma realidade muito mais ampla e complexa da organização, não sendo, portanto, totalmente coerente com a premissa de um
software que fornece informações geradas a partir do processo operacional.
A sigla ERP pode ser traduzida como “Planejamento dos Recursos da Empresa”, que, segundo Koch, Slater e Baatz (2008), não traduz seu verdadeiro objetivo, que é o de registrar todas as transações da empresa para fornecer informações confiáveis e que espelhem a realidade da empresa, dando subsídios para a tomada de decisão. No Brasil, o termo mais utilizado para ERP é o de Sistema Integrado de Gestão Empresarial.
Retomando a linha exposta por Davenport (1998, 2002), Cunha (1998) e Wood Jr. (1999) e considerando um cenário cada vez mais competitivo, de exigências
de flexibilidade e inovações mais elevadas, a informação torna-se um aliado importante nas decisões estratégicas da organização, o ERP tornou-se gerador de vantagem competitiva dentro das organizações (HUANG et al, 2003).
Para Davenport (1998), o ERP afeta toda a organização, pois propõe integrar todos os processos do negócio, do recebimento de matéria-prima à venda de produto acabado, passando por faturamento, manufatura, recursos humanos, e assim por diante. Neste contexto, o Sistema Integrado de Gestão Empresarial pode trazer grandes recompensas, mas os riscos que ele carrega são igualmente grandes.
Nesta mesma linha, na perspectiva de Lozinsky (1996), tendo maior flexibilidade em sua utilização por empresas de diversos segmentos, os Sistemas Integrados de Gestão foram desenvolvidos de forma que a solução genérica possa ser customizada de acordo com as necessidades da empresa. Ao adotar um ERP, o objetivo básico não é colocar o software em produção, mas melhorar os processos de negócios usando tecnologia da informação (LIMA et al, 2000, apud MENDES e FILHO, 2008).
Romeo (2001) informa que para que o ERP possa realmente servir como um canal de informação são necessárias melhorias associadas às implementações de aplicações ditas complementares, como, por exemplo, Business Intelligence (BI), Knowledge Management (KM), Data Warehouse (DW), Customer
Relationship (CRM) e Supply Chain Management (SCM). Para Bond et al
(2000), a incorporação dessas aplicações aos sistemas integrados de gestão é também conhecida pelo nome de ERP II ou segunda onda do ERP.
No que tange aos impactos do ERP nas PMEs, Mendes e Filho (2008) descrevem em sua pesquisa que os principais resultados percebidos foram: a agilidade organizacional, melhoria do controle de gestão da empresa, obtenção da informação em tempo real, integração, evolução tecnológica, base de dados única e centralizada e melhoria da eficiência. Como já ressaltado, nesta
pesquisa, buscaremos a influência do ERP no capital intelectual da organização.