3. FAKTAGRUNNLAG OG TEORI
3.4. Foryngelse og kontroll
Para selecionar os jovens a serem entrevistados, alguns critérios foram estabelecidos, de modo a garantir um razoável grau de diversidade no perfil econômico e cultural, equilíbrio de sexo no grupo, bem como diversidade de partidos políticos.
Assim, foi estabelecida uma divisão dos cursos da universidade onde estudam os jovens (quadro 2), de acordo com sua seletividade49 no processo de realização do vestibular. Os
cursos de maior seletividade, em geral, agregam estudantes de perfil socioeconômico mais elevado; os de baixa seletividade, normalmente, têm predominância de estudantes de camadas médias-baixas e populares. Ainda que esta não seja uma regra-geral, a utilização da seletividade de cursos mostrou-se eficiente, ao longo da realização da pesquisa de campo, na obtenção de uma diversidade de perfis socioeconômicos, levando-se em conta os perfis possíveis de uma universidade federal que vem percebendo aumento da presença das camadas populares em seus bancos universitários, especialmente pelo aumento da oferta de vagas50.
A tabela abaixo foi elaborada a partir de dados coletados na Comissão de Vestibular, com dados dos vestibulandos de 2007, agregando-se as variáveis de notas máximas e mínimas para entrada no curso e relação candidato-vaga.
Quadro 2 – Seletividade dos cursos universitários a) Cursos de alta seletividade no concurso vestibular
Medicina, Engenharias, Direito e Comunicação Social – Jornalismo, Publicidade/Propaganda e Cinema b) Cursos de média seletividade Ciências Sociais, Psicologia, Medicina Veterinária,
Letras, Geografia, Produção Cultural, História e Enfermagem
c) Cursos de baixa seletividade Pedagogia, Educação Física, Biblioteconomia, Serviço Social, Estatística
Fonte: Comissão de Vestibular (2007). Classificação realizada levando-se em conta nota máxima
e mínima e a relação candidato/vaga.
49 O grau de seletividade dos cursos é dado pela razão candidato/vaga no momento do vestibular e pela nota de corte de entrada dos alunos. Assim, os cursos com menor nota de corte e menor relação candidato/vaga são os menos seletivos e, no lado oposto, os cursos de maior nota de corte e maior relação candidato/vaga são os mais seletivos.
50 É importante destacar que a referida universidade não havia adotado, até 2009, qualquer procedimento ou política de ação afirmativa, seja para negros, carentes ou estudantes de escolas públicas.
97
Ao recrutar os jovens observando-se os critérios acima expostos, foi possível ter um grupo de origens socioculturais e econômicas diversas, com variedade de cursos universitários e diversidade de partidos políticos em que militam. São 12 diferentes cursos universitários em que estão matriculados os jovens, além de uma jovem que não concluiu o ensino médio; estão representados 5 diferentes partidos políticos e há equilíbrio de sexos, sendo 11 homens e 10 mulheres. O PSOL foi o partido mais representado, com 2 mulheres e 7 homens; do PDT foram entrevistados 3 jovens – uma mulher e dois homens, do PT foram 5 jovens – 4 mulheres e 1 homem, do PSTU foram entrevistadas 3 mulheres e do PCdoB 1 homem. O PSOL tem presença significativamente maior que os demais partidos em decorrência da grande presença desse grupo de jovens na universidade que foi estabelecida como campo de pequisa, da grande migração de jovens petistas para o novo partido (mais da metade dos entrevistados se deslocaram do PT para o PSOL) e pela marcada diferença entre dois grupos dominantes no interior do partido e presentes nessa universidade.
A maior concentração de jovens está nos cursos de média seletividade (B), onde se situam 11 dos 21 jovens entrevistados. Há ligeira predominância dos cursos de baixa seletividade (C), que agregam 5 jovens, sobre os de alta seletividade (A), que agregam os outros 4 jovens do grupo. Uma jovem do grupo não é universitária e foge aos critérios acima estabelecidos. Sua inserção junto a esse grupo de universitários ocorreu por duas razões: (i) busca por mulheres militantes, pois pretendia-se o equilíbrio entre os sexos e havia poucas mulheres inicialmente no grupo e (ii) inserção do PDT entre os partidos pesquisados, pois se sabia da importância do partido na conjuntura política do estado do Rio de Janeiro e considerava-se a importância da presença de representantes entre os jovens militantes. Por indicações de outros jovens, chegou-se ao nome desta, que ainda não concluiu o ensino médio, e, por intermédio dela, chegou-se aos outros dois jovens, que já concluíram o ensino superior e cursavam o mestrado. A aplicação do questionário junto aos estudantes não encontrou nenhum jovem pedetista e, a partir desse dado, buscou-se complementar o grupo de jovens com indicações. Na ausência de jovens universitários pedetistas em todas as indicações recebidas, optou-se por acrescentar uma jovem não-universitária ao grupo.
Dos 21 jovens entrevistados na primeira etapa, 1051 foram novamente entrevistados, cerca de um ano depois da realização da primeira entrevista, a fim de perceber possíveis desengajamentos, variações de investimento militante, deslocamentos nos espaços de
51 Cláudio, Fernanda, Mariano e Ademir do PSOL; Julião e Núbia do PT; Tamara e Denise do PSTU; Welington do PCdoB e Tuco do PDT.
98
militância, etc. A maior representação do PSOL se deve à presença também maior desse partido no conjunto de 21 jovens entrevistados na primeira fase. Apenas um jovem do PDT e do PCdoB foi entrevistado devido à menor presença desses partidos neste grupo.
O equilíbrio de sexos foi buscado e atingido, na medida em que há 10 homens e 11 mulheres no grupo de militantes. Embora as diferenças estabelecidas entre homens e mulheres sejam construídas a partir de processos histórico-sociais, a perspectiva de gênero não estrutura todo o trabalho de pesquisa. As diferenças serão consideradas, entendendo-se gênero como uma maneira de referir-se à organização social da relação entre os sexos. Era necessário um certo equilíbrio de presença de homens e mulheres para melhor compreensão das relações estabelecidas entre os dois nas experiências partidárias. Se mulheres e homens são definidos em termos recíprocos, então nenhuma compreensão de qualquer um deles poderia existir por meio de estudo separado de ambos (SCOTT, 1986). Para conhecer as experiências de jovens militantes, era preciso que diferenças e semelhanças de práticas masculinas e femininas pudessem ser analisadas a partir dos depoimentos dos jovens. Chegar às mulheres militantes de partidos exigiu um esforço de pesquisa redobrado, tendo em vista que a primeira estratégia metodológica de aproximação aos militantes – aplicação de um questionário – recrutou predominantemente homens. Já havia, aí, um sinal a ser interpretado, no que se refere às relações de gênero nos partidos, visto que o lugar onde os questionários foram aplicados contava com presença relativamente equilibrada de homens e mulheres. As indicações feitas pelos jovens entrevistados permitiram que se chegasse ao número de mulheres almejado. Entendendo classes como grupos sociais amplos, entre os quais há desigual distribuição de bens econômicos, culturais e/ou políticos, essa distribuição desigual resulta no conflito social pelo controle de recursos escassos. Classe social é usada, na tradição do pensamento social, no estudo da dinâmica do sistema social e se refere mais ao aspecto da relação do que da estrutura social. “Nesse sentido, as classes são consideradas não apenas como agregados de indivíduos, mas como grupos sociais reais, com sua própria história e lugar identificável na organização da sociedade“ (WESOLOWSKI e SLOMCZYNSKI, 1996: 96).
Segundo Bourdieu (1989:134)
a posição de um determinado agente no espaço social pode assim ser definida pela posição que ele ocupa nos diferentes campos, quer dizer, na distribuição dos poderes que ocupam em cada um deles, seja, sobretudo, o capital econômico – nas suas diferentes espécies – o capital cultural e o capital social e também o capital simbólico, geralmente chamado prestígio,
99
reputação, fama, que é a forma percebida e reconhecida como legítima das diferentes espécies de capital.
Ainda segundo Bourdieu (2007), a classe é definida por um conjunto de agentes que se encontram em situações de existência e submetidos a condicionantes mais ou menos homogêneos, que produzem sistemas de disposições homogêneas e possuem um conjunto de propriedades comuns, que podem ser objetivadas – por exemplo, a posse de bens ou poderes – ou incorporadas, tais como o habitus de classe. Considerando o volume de capital acumulado – econômico, cultural e social –, Bourdieu estabelece que as diferentes classes e frações de classe distribuem-se “desde as mais bem providas, a um só tempo, em capital econômico e cultural, até as mais desprovidas nestes dois aspectos” (p. 107). Ou seja, as elites seriam caracterizadas por acumularem simultaneamente os maiores capitais econômicos e culturais e as classes populares são as mais desprovidas de tais capitais.
Para Setton (2005), embora Bourdieu se referisse aos capitais culturais e sociais como bens possuídos pelos segmentos médios e de elite, não desconsiderava os grupos populares como grupos que também disputavam a “cultura legítima”.
O que ele afirma é que as diferenças de acesso à cultura e de aquisição desta entre os grupos sociais conferem aos mais privilegiados um poder real e simbólico que os habilita a apresentar os melhores desempenhos escolares. Para Bourdieu os segmentos populares não estão fora das disputas e dos conflitos de ordem cultural instaurados nas sociedades modernas. (SETTON, 2005: 80).
Assim, os grupos populares, segundo Bourdieu, não estariam destituídos de capitais culturais, mas disputariam os escassos recursos em condições desiguais com as classes médias e as elites. “Imposta pelas classes letradas e dominantes como sendo a cultura legítima, a cultura culta precisa ser sistematicamente valorizada por um conjunto de estratégias e rituais de consagração” (SETTON, 2005: 81). Os rituais de consagração, como os exames de seleção – entre os quais o vestibular se enquadra –, festas de formatura, diplomas etc. garantem que tal cultura seja legitimamente aceita e reconhecida por todos. Para Setton, as classes populares adotam estratégias específicas para disputar os recursos culturais disponíveis, mas, ainda assim, os acessam de maneira desigual pelas classes populares e pelas camadas médias e as elites.
100
Brandão e Lellis (2003) dedicaram-se a estudar a situação escolar das elites brasileiras, a fim de observar tanto o trabalho da escola quanto a ação familiar que é “ancorada no patrimônio cultural acumulado e permanentemente atualizado e potencializado pela estrutura de capital do grupo familiar (capital social, econômico, político simbólico etc.)” (p. 510). Dados apresentados por Brandão e Lellis apontam que os professores universitários de instituições públicas da região sudeste do Brasil são os que dispõem das mais altas qualificações profissionais. No estudo realizado com professores de uma universidade privada do estado do Rio de Janeiro, as pesquisadoras observaram que esses também se situam nos mais elevados estratos de renda.
Ainda que os professores estudados por Brandão e Lellis sejam de uma universidade privada do Rio de Janeiro, seus perfis são muito próximos dos perfis dos pais de jovens militantes que são professores universitários (faixa de renda e qualificação acadêmica bastante similares). Pode-se afirmar, assim, que há um pequeno grupo de jovens militantes cujas famílias representam as elites intelectuais entre o grupo de jovens entrevistados.
Não há, nesse grupo de jovens, nenhum representante de elites econômicas ou políticas. Os jovens militantes estudantes desta universidade são predominantemente oriundos de classes médias urbanas ou populares. Há diferenças de renda significativas no grupo que compõe as classes médias, bem como no grupo que compõe as classes populares.
As elites intelectuais estão representadas por jovens cujos pais são professores de universidades públicas com formação em nível de mestrado ou doutorado. Nas classes médias estão situados os jovens oriundos de famílias com alta escolarização, empregos de alta qualificação (funcionários públicos ou privados de nível superior) e cujo capital econômico situa-se em padrões médios de renda – na maioria dos casos, o capital cultural é o determinante mais forte da condição de classe, mas em ao menos um deles é o capital econômico o principal fator de inserção entre as classes médias. Os jovens de camadas populares são aqueles cujos pais chegaram, no máximo, até o ensino médio, realizam trabalhos de baixa ou média qualificação (servidores públicos ou funcionários da iniciativa privada de nível básico, autônomos – como taxistas e pescadores –, militares de baixa patente, mulheres do lar).
Há certo equilíbrio numérico de jovens de classes médias e elites (12) e classes populares (9); mas há predomínio de homens entre as camadas populares (6 homens e 3 mulheres) e de mulheres entre as classes médias (7 mulheres e 5 homens).
101
Dividindo o grupo de jovens entre homens e mulheres e segundo seletividade do curso, temos, a seguir, a apresentação dos entrevistados, que também leva em conta sua posição de classe.
Jovens de cursos de Seletividade A
São 4 os jovens situados nesse grupo, no que se refere à seletividade dos cursos universitários: Ademir, Tuco, Erivelto e Poliana.
Quadro 3 – Jovens de cursos de seletividade A
Nome Partido Curso Classe de origem Idade
Mulheres
Poliana PSTU Direito Média 25
Homens
Ademir PSOL Economia Elite intelectual 21
Tuco PDT Engenharia
Civil
Média 28
Erivelto PDT Direito Popular 29
Poliana tinha 25 anos em 200952 e militava no PSTU, tendo sido militante do PSOL. Cursava Direito. Estudou em escola privada ao longo de todo o percurso escolar básico. Declarou-se branca53 e é natural do Rio de Janeiro. Morava com a filha e fazia estágios remunerados. O pai concluiu o ensino superior, foi funcionário de empresa estatal e estava aposentado; a mãe iniciou, mas não concluiu, o ensino superior e é funcionária pública federal.
Ademir tinha 22 anos, militava no PSOL e já foi militante do PT. Cursava Economia e todo o percurso escolar básico foi cumprido em escola pública federal. Declarou-se branco e é natural do estado do Rio de Janeiro; morava com o pai e não trabalhava. Seus pais concluíram o nível superior e se pós-graduaram; o pai é professor universitário em instituição pública federal e a mãe é funcionária pública.
52 As entrevistas foram realizadas em momentos diferentes dos anos de 2008, 2009 e 2010. Para uma referência uniforme, serão consideradas as idades de todos os jovens em meados de 2009, independente do momento em que a entrevista foi realizada.
53 A declaração da cor/raça ocorreu na resposta ao questionário que foi aplicado a todos os jovens. Usou-se a terminologia praticada pelo IBGE, sendo que as categorias preto e pardo do IBGE foram aqui substituídas por
102
Tuco tinha 26 anos e militava no PDT. Cursou Engenharia e estava prestes a concluir o mestrado também na área de engenharia. O ensino básico foi integralmente cursado em escola privada. Declarou-se branco e é natural do Rio de Janeiro. Morava com os pais e trabalhava como professor de rede privada de ensino médio e cursinho pré-vestibular. Seu pai cursou, mas não concluiu, o ensino superior, trabalhou como bancário e estava aposentado; a mãe concluiu o ensino superior e trabalhava em empresa privada.
Erivelto tinha 29 anos, militava no PDT e já foi militante do PCB. Cursou Direito e estava prestes a concluir o mestrado em Ciência Política. Estudou em escola privada no primeiro ciclo do ensino fundamental e em escola pública federal no restante do percurso escolar básico. Declarou-se branco e é natural do Rio de Janeiro. Morava com a esposa e trabalhava como assessor parlamentar, cedido pela Polícia Civil, onde é inspetor concursado. O pai completou o ensino médio técnico e é militar aposentado; a mãe não concluiu o ensino fundamental e é do lar.
Jovens de cursos de Seletividade B
Nos cursos de seletividade B estão situados 11 dos 21 jovens entrevistados, sendo 4 mulheres e 7 homens.
Quadro 4 – Jovens de cursos de seletividade B
Nome Partido Curso Classe de origem Idade
Mulheres
Denise PSTU Ciências Sociais Média 29
Marina PSOL História Elite intelectual 28
Antônia PT História Média 22
Núbia PT Ciências Sociais Elite intelectual 21
Homens
Luciano PT História Média 25
Julião PT História Popular 23
Cláudio PSOL História Média 28
Norberto PSOL Geografia Média 29
Roberto PSOL Psicologia Popular 21
Mariano PSOL Ciências Sociais Popular 24
103
Nos cursos de seletividade B não há jovens mulheres de classes populares, apenas de classes médias e elites intelectuais. Entre os homens, há relativo equilíbrio entre jovens de classes médias e populares. História e Ciências Sociais são os cursos que reúnem o maior número de militantes da pesquisa.
Denise tinha 29 anos, militava no PSTU e já foi militante do PT. Cursava Ciências Sociais e tinha graduação em Nutrição. Cursou o ensino fundamental em escola pública e o ensino médio em escola privada. Declarou-se amarela e é natural do Rio de Janeiro. Morava com a mãe e irmãos e fazia alguns trabalhos esporádicos de consultoria na área de nutrição. O pai biológico é dekassegui54 e o pai adotivo tem ensino superior incompleto55; a mãe tem ensino superior completo e é bancária.
Marina tinha 28 anos e militava no PSOL. Formou-se em História e estava iniciando curso de mestrado na mesma área. Cursou ensino fundamental e médio em escola privada. Se autodeclarou branca e é natural do Rio de Janeiro. Morava com o filho num anexo à casa de seus pais, recebia bolsa de mestrado e ministrava algumas aulas de história em escola privada. Os pais têm nível superior completo com pós-graduação e ambos são professores universitários em instituições federais.
Antônia tinha 22 anos e militava no PT. Cursava História e estudou em escolas privadas durante todo o percurso escolar básico. Declarou-se negra e é natural de Minas Gerais. Morava em república de estudantes e não trabalhava. Era a jovem de militância mais recente no grupo. O pai tem nível superior completo com pós-graduação e é professor universitário e a mãe tem o ensino médio completo e é professora de curso técnico.
Núbia tinha 21 anos e militava no PT. Cursava Ciências Sociais e estudou em escolas privadas ao longo de toda a escolarização básica. Declarou-se branca e é natural do Rio de Janeiro. Morava com a mãe e a irmã e não trabalhava. Seus pais têm nível superior completo e pós-graduação e são professores universitários em instituições federais.
Luciano tinha 25 anos, militava no PSOL e foi militante do PT. Cursava História e cursou o ensino fundamental em escola privada e o ensino médio em escola pública federal. Declarou- se branco e é natural do Rio de Janeiro. Morava com a companheira em república de
54 Descendente de japoneses residentes no Brasil, retornou ao Japão para trabalhar.
55 Conheceu o pai biológico cerca de um ano antes da primeira entrevista e teve pouco contato com o pai adotivo depois da separação dos pais, por isso tinha poucas informações sobre sua situação profissional.
104
estudantes e trabalhava. O pai concluiu o nível superior e é empregado em empresa privada e a mãe tem pós-graduação e é professora de rede municipal de ensino.
Julião tinha 23 anos e militava no PT. Cursava História e fez todo seu percurso escolar básico em escola privada. Declarou-se negro e é natural do Rio de Janeiro. Morava sozinho e trabalhava como assessor parlamentar. Os pais concluíram o ensino médio; o pai trabalhava como autônomo com serviços gráficos e a mãe é do lar.
Cláudio tinha 28 anos, militava no PSOL e foi militante do PT. Formado em História, iniciava curso de mestrado na mesma área. Seu percurso escolar foi todo feito em escola privada. Declarou-se branco e é natural do Rio de Janeiro. Morava com os pais (tinha acabado de se separar e retornara à casa deles) e trabalhava como professor de rede pública municipal e assessor parlamentar. O pai iniciou, mas não concluiu, o ensino superior e a mãe completou o ensino médio. O pai é funcionário público e a mãe é do lar.
Norberto tinha 29 anos, militava no PSOL e foi militante do PT. Cursava Geografia e seu percurso escolar foi feito todo em escola pública – escola federal no ensino médio. Declarou- se branco e é natural de Minas Gerais. Morava sozinho e trabalhava na universidade em que estudava. Os pais têm ensino superior completo, o pai é aposentado de uma estatal e a mãe é funcionária pública.
Roberto tinha 21 anos e militava no PSOL. Cursava Psicologia e cursou o ensino fundamental em escola pública e o ensino médio em escola privada. Declarou-se branco e é natural do Rio de Janeiro. Morava com os pais e não trabalhava. Os pais iniciaram, mas não completaram, o ensino médio; o pai trabalhou em muitas atividades de baixa qualificação e está aposentado por invalidez, a mãe é faxineira e costureira.
Mariano tinha 24 anos e militava no PSOL. Cursava Ciências Sociais e estudou em escola pública durante todo o ensino fundamental e médio. Declarou-se negro e é natural do Amapá. Morava com a companheira em república de estudantes e trabalhava como atendente de telemarketing. Os pais têm ensino médio completo; o pai teve terras e vivia de renda, mas perdeu bens e vive de aposentadoria, a mãe mora em sítio e vive do cultivo da terra.
Silvano tinha 27 anos, militava no PSOL e foi militante do PT. Cursava Letras e cumpriu seu