4. Den utslippsfrie byggeplassen
4.1 Den elektriske byggeplassen
4.1.3 Forventninger til ny teknologi
A tradução em LS por intérpretes humanos é um recurso que promove grande acessibi- lidade ao público surdo, uma vez que o processo comunicativo é realizado por um profissional especializado na LS. Contudo, estes vídeos em LS devem seguir requisitos de qualidade para comunicação em LS, que dificultam sua produção em escala por intérpretes humanos. Alguns aspectos se configuram como desvantagens: (1) Alto custo de produção de vídeos em padrões profissionais: infraestrutura física específica, como câmera de vídeo, sala apropriada para gra- vação, com iluminação e fundo adequados; (2) Dificuldades em produzir vídeos consistentes (mesmo sinalizante, mesma roupa, mesmo plano de fundo) para que partes possam ser unidas e haja uma padronização; (3) Necessidade de participação de pessoas especializadas em LS (TILS); (4) Atualização de conteúdo demanda regravações: se for necessário alterar um detalhe no conteúdo, novos vídeos devem ser gravados; (5) Alto investimento em espaço de armazena- mento)22
; (6) Investimento em velocidade para transmissão de vídeos rápida e estável e uso de
19 NEVES, J. Audiovisual Translation: Subtitling for the Deaf and Hard-of-Hearing. 2005. 358 f. Tese
(Tese de doutorado) — School of Arts, Roehampton University, University of Surrey, Londres.
20 ARAÚJO, V. L. S. Por um Modelo de Legendagem para Surdos no Brasil. Revista Brasileira de
Tradutores, UNIBERO, São Paulo, n. 17, p. 59–76, 2008.
21 Caseli et al.(2009) eCandido et al.(2009) apresentam uma proposta de um sistema para simplificação
de textos em Língua Portuguesa.
22
Por exemplo, um vídeo de 2 minutos em formato MPEG-4 contendo o alfabeto em ASL (American Sign Language) ocupa 6,62 MB de espaço em disco, o equivalente a 6.946.816 bytes. Um arquivo de texto contendo a descrição do mesmo conteúdo no sistema de transcrição proposto pelo presente trabalho ocupa 4 KB, o equivalente a 4.096 bytes. Neste caso, o arquivo de vídeo é cerca de 1696 vezes maior do que o arquivo de texto que descreve o mesmo conteúdo, para apenas 2 minutos de sinalização (AMARAL,2012, p. 4)
tecnologia em compressão de vídeos; para usuários com conexões limitadas (dial-up), o tempo e custos envolvidos na transferência de sequências de vídeo podem ser inviáveis; (7) Necessidade de uma sofisticada arquitetura de servidor para geração de conteúdo ao vivo (BRITO,2012;
AMARAL, 2012).
Apesar de sua importância para os surdos, os vídeos em LS por intérpretes humanos apresentam alto custo de manutenção e atualização. Uma situação comum que pode ocorrer em situação de ensino é uma atualização de conteúdo, por exemplo. Contudo, a edição de vídeos é um processo complexo para, por exemplo, incluir/excluir trechos. Além disso, pode ser necessário adicionar conteúdo a um vídeo produzido por outro intérprete, levando a necessidade de regravar novos vídeos. Um outro fator destacado é a impossibilidade de se manter o anonimato dos intérpretes nos vídeos em LS (BRITO,2012).
Por outro lado, apesar das restrições, a comunicação por vídeo em línguas de sinais é mais agradável e inteligível, sendo o seu uso indicado por respeitar a comunicação natural dos surdos em sua L1. Para produção de vídeos em LS, deve-se seguir diretrizes que garantam sua qualidade: local de gravação (espaço, iluminação, apoio da câmera, marcação no solo); janela com TILS (contrastes, foco, iluminação); recorte da janela com TILS (altura, largura, localização da janela); interpretação e visualização (aparência do intérprete, recortes) (BRITO,
2012;ABNT, 2005; NASCIMENTO, 2011).
Há dois tipos de recorte de janela para inserção do TILS: o recorte em Chroma Key (integração do intérprete com a composição do audiovisual) e o recorte em janela (melhor contraste entre o intérprete e o fundo). O recorte em janela oferece maior legibilidade dos sinais. No recorte em Chroma Key, os elementos do fundo da cena podem prejudicar a legibilidade dos sinais (BRITO, 2012).
Um fator importante na apresentação da Libras é a qualidade da imagem que pode ser afetada quando o vídeo é codificado para reduzir a quantidade de dados de seu armazenamento e transmissão. Logo, há parâmetros mínimos para garantir que os detalhes dos movimentos possam ser visualizados e distinguíveis.23
Destacamos algumas estratégias24
para possibilitar uma melhor compreensão do con- teúdo de vídeos em Libras: (1) Ter assessoria de um sujeito surdo, buscando uma atuação mais natural da tradutor/intérprete (SANTAROSA; CONFORTO; BASSO,2009); (2) Oferecer
23 O ITU-T application profile serie H, suplemento 1 (ITU-T,1999) detalha os requisitos de qualidade para
comunicação por meio de vídeos de LS, onde inclui como formato mínimo o CIF, com 352 x 288 pixel a uma taxa mínima de 25 quadros por segundo. Na codificação de vídeo em LS nos formatos CIF (Common Intermediate Format), com resolução de 352 x 288 pixel x 25 fps, a melhor aceitação foi obtida com a taxa de 256 kbps. Já com o formato QCIF (Quarter Common Intermediate Format), que tem 176 x 144 pixel x 25 fps, a aceitação pode ser obtida com 128 kbps (NAKAZONO; NAGASHIMA; ICHIKAWA, 2006 citado por BRITO, 2012). Entretanto o formato CIF não atende as especificações da norma ABNT no caso da transmissão em HD de 1920 x 1080, onde a área destinada à janela de Libras deve ter 1/4 da largura e metade da altura (480 x 540 pixel). (BRITO, 2012, p. 115-116).
24 Estas estratégias foram utilizadas em nosso guia de recomendações a fim de garantir qualidade dos vídeos
2.7. Acessibilidade: Tradução e Interpretação 95
vídeos com resolução (704*576), formato de quadros (4CIF), formato de arquivo (MP4) e taxa de bit frame (300 por/segundo) (AMORIM, 2012); (3) Apresentar a interpretação em Libras do tamanho do vídeo ou em um ‘camafeu’ (janela de Libras) de acordo com as normas da ABNT NBR 15290 (QUEVEDO, 2013); (4) Utilizar a janela do TILS em forma de recorte, pos- sibilitando um melhor contraste do intérprete e o fundo do vídeo (SANTAROSA; CONFORTO;
BASSO, 2009); (5) Evidenciar a mudança de contexto através da diferenciação da cor da
camisa do intérprete, por exemplo (RENNEBERG,2007); (6) Escolher os elementos e efeitos dos vídeos de forma a não ocupar espaço de locutores e intérpretes, mas ser perfeitamente visíveis e facilmente associados às respectivas páginas a que se referem (PICCOLO et al.,
2010); (7) Indicar que há hiperlink a ser lido ou por meio de legenda embaixo do vídeo ou por meio de indicação do intérprete, sinalizando que, no texto em português, há hiperlinks a serem vistos (QUEVEDO,2013); (8) Ter atenção à velocidade de trasmissão, a fim de possibilitar a qualidade e compreensão dos conteúdos (QUEVEDO, 2013); (9) Preparar o ambiente para aumentar o vídeo em Libras e diminuir o texto em português e vice-versa, para que as diferentes línguas não ofereçam ruído para quem quer uma ou outra (QUEVEDO, 2013).