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Forvaltningsmyndighetenes rolle

Dentre as definições para valores, Ros (2006) coloca a definição encontrada no trabalho de Thomas e Znaniecki, a partir de um estudo histórico da imigração polonesa para os Estados Unidos. A definição parte de uma consideração que foi a introdução do conceito de atitude, como significado das coisas para as pessoas. Ros (2006) interpreta que os autores vêem a atitude como um processo no qual alguém entende uma situação, e decide, então, como agir. As atitudes não serão entendidas se não abordarem o conceito do indivíduo diferentemente a um sentido em que atitudes espelham apenas emoções e comportamentos. Conforme Ros (2006) os autores, Thomas e Znaniecki, definem valor social, como qualquer dado que tenha conteúdo empírico acessível aos membros de um grupo social e um significado a respeito do qual possa ser objeto de atitude.

Rohan (2000), a partir do conceito de auto-esquema, que são organizados pelo sistema de valores discorre sobre o pensamento de Kluckhohn sobre valores. Kluckhohn (1951, apud ROHAN, 2000) afirma que sem um sistema de valores, os indivíduos não poderiam conseguir o que eles desejam e precisam de outros indivíduos, seja de forma pessoal ou emocional. Kluckhohn (1951, apud ROHAN, 2000) coloca também, que sem um sistema de valores, os indivíduos não poderiam se sentir aptos a medir e ordenar um propósito. Para Kluckhohn (1951, apud ROHAN, 2000, p.257), “Valor é uma concepção, explícita ou implícita, distintiva de um indivíduo ou característica de um grupo sobre o desejável, que influencia a seleção de formas, meios e fins existentes de ações acessíveis”. Nessa definição, os valores estão internalizados por quem pratica a ação e provoca o comportamento.

Conforme Rohan (2000), Rokeach define valores como uma crença que suporta um modo específico de conduta ou um estado final de existência que é preferível pessoalmente ou socialmente em oposição ou conexão com outro modo de conduta ou estado

final de existência. Assim, valores são crenças que servem como guia para o nosso comportamento.

Ros (2006) e Rohan (2000) explicam que Rokeach distingue dois tipos de valores, os terminais, e instrumentais. Os valores terminais (ou gols) respondem às necessidades humanas como pessoais (felicidade, harmonia interna, realização) ou sociais (relações pessoais, segurança familiar). Os valores instrumentais (modos de conduta), se constituem daqueles relativos à existência humana, podendo ser morais (honestidade, responsabilidade, cuja falta provoca culpa) ou de competência (auto-realização, ser eficaz, imaginativo, cuja falta provoca sentimento de ineficiência). Essa distinção entre valores terminais e instrumentais não se mostrou útil.

Modelo de Schwartz

No desenvolvimento de sua teoria, Schwartz (1994) coloca o propósito de Rokeach de se ter uma teoria transcultural que permita comparar os valores de qualquer país com outro. Schwartz (1994) coloca, então, que há na bibliografia cinco traços na definição conceitual de valores que diferencia de outros conceitos ligados como necessidades e atitude, são eles:

(I) uma crença, (II) valores pertencem a fins desejáveis ou a formas de comportamento, (III) transcendem a situações específicas, (IV) guia a seleção ou avaliação de comportamentos, pessoas e acontecimentos e (V) valor se organiza por sua importância relativa a outros valores para formar um sistema de prioridade de valores.

Schwartz (1994) define valores como metas desejáveis e transituacionais, que variam em importância, valem como princípios na vida de uma pessoa ou de outra entidade social. Valores vistos como metas têm uma implicação fundamental para a teoria, pois o que diferenciará os valores é o tipo de meta motivacional que ele expressa.

Schwartz (1996) aborda a relação entre valores e motivação colocando que a fonte dos valores está nas exigências universais humanas, que preexistem nos indivíduos. As necessidades citadas por Schwartz (1996) são as seguintes:

1- Necessidades biológicas do organismo;

3- Necessidades socioinstitucionais referentes à sobrevivência e bem-estar dos grupos.

Essas necessidades são representadas de forma consciente pelas pessoas como valores e metas a serem atingidos. Assim, os indivíduos simbolizam suas necessidades e as comunicam a partir da socialização do indivíduo e do aprendizado das maneiras culturalmente aceitas. Schwartz (1996) continua ao afirmar que a função dos valores no processo motivacional é fundamental por fornecerem o significado cognitivo e cultural para as necessidades. As necessidades, então, são transformadas em metas e intenções. Schwartz (1996), coloca que os grupos e indivíduos externalizam essas necessidades de forma cognitiva por meio de valores específicos que comunicam, coordenam e racionalizam o comportamento. A partir dessas três necessidades (SCHWARTZ, 1994) derivaram os dez tipos motivacionais de valor. No quadro 1 a seguir se encontram os dez tipos motivacionais, com sua definição, exemplos e quais as necessidades universais humanas que derivaram cada tipo de valor.

Definição Exemplos de Valores Fontes Poder: status social sobre as pessoas e os

recursos. Poder social, autoridade, riqueza. Interação, grupo

Realização: sucesso pessoal mediante a

demonstração de competência, segundo critérios

sociais. Bem-sucedido, capaz, ambicioso. Interação, grupo

Hedonismo: prazer e gratificação sensual por si

mesmo. Prazer, desfrutar a vida. Organismo

Estimulação: entusiasmo, novidade e desafio na vida.

Audacioso, uma vida variada, uma

vida excitante. Organismo

Autodeterminação: pensamento independente e

escolha da ação, criatividade, exploração. Criatividade, curioso, liberdade. Organismo, interação Universalismo: compreensão, apreço, tolerância e

atenção com o bem estar de todas as pessoas e da natureza.

Tolerância, justiça social, igualdade, proteção do meio

ambiente. Grupo, organismo

Benevolência: preservação ou intensificação do bem-estar das pessoas com as quais se está em

contato pessoal freqüente. Ajuda, honesto, não rancoroso.

Organismo, grupo, interação

Tradição: respeito, compromisso e aceitação dos costumes e idéias oferecidas pela cultura tradicional ou a religião.

Humilde, devoto, aceitar minha

parte na vida. Grupo

Conformidade: restrição das ações, tendências e impulsos que possam incomodar ou ferir os outros e contrariar expectativas ou normas sociais.

Polidez, obediência, honra aos pais

e pessoas mais velhas. Interação, grupo Segurança: segurança, harmonia e estabilidade da

sociedade, das relações e de si mesmo. Segurança nacional, ordem social, idôneo. Organismo, grupo, interação Quadro 1: Tipos motivacionais de valor

Fonte: Schwartz (1994)

O estudo de valores tem importância para o entendimento das suas relações com atitudes e comportamento (SCHWARTZ, 1996).