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Forskningsstrategi

3. Metode

3.2. Forskningsstrategi

de Educação ESFERA DO MERCADO Gerdau Razão Social Instituto Gerdau ESFERA PRIVADA ESFERA PÚBLICA Família controladora da Gerdau Avisa Lá AVINA Escolas Professores IBM UNDIME Ashoka

formação na pós-graduação strictu senso e intercalando a ação em universidades com a prática profissional na organização.

A participação dos atores empresariais na parceria se deu, conforme relato dos entrevistados, sobretudo pelo interesse da família controladora do grupo Gerdau pelas questões da escola brasileira. A empresa já desenvolvida várias ações nessa frente de investimento em responsabilidade social, o que se somou ao fato de alguns membros dessa família se interessarem pela proposta do programa. Assim, percebe-se que a entrada da Gerdau na parceria se dá por relações estabelecidas no âmbito da esfera privada (familiares), detectando sinergias e campos de atuação próximos ao do Avisa Lá. Reproduzindo um papel clássico das empresas nos investimentos sociais, a corporação inicia a articulação com os demais atores do Além das Letras atuando como financiadora da iniciativa.

Soma-se à Gerdau, a IBM, oferecendo sua expertise na operação de plataformas voltadas à chamada gestão do conhecimento (PORTAL DO VOLUNTÁRIO IBM, 2008). Cabe destacar que, não apenas a IBM, mas várias empresas do campo da informação e das novas mídias digitais têm focalizado seus investimentos sociais na área de educação, em várias partes do mundo, interessadas nos potenciais de negócios advindos das trocas de saberes que operam nas redes sociais que se dão por caminhos virtuais. Autores como DOWBOR (2008) têm questionado tais iniciativas, problematizando as efetivas possibilidades de grupos sociais desfavorecidos informacional e educacionalmente de se apropriarem desses saberes. No entanto, conforme informações coletadas pela pesquisa, a atuação da IBM na parceria não atinge a mesma magnitude da Gerdau, não apenas do ponto de vista do dispêndio de recursos financeiros, mas sobretudo pelo papel exercido, que na maioria das vezes se resume ao suporte técnico para a efetiva utilização da plataforma de educação a distância do programa Além das Letras.

Para intermediar a relação com o Avisa Lá, a Gerdau se vale de um instituto, o Razão Social, organização do terceiro setor criada e apoiada por várias empresas, inclusive a própria Gerdau. A participação do Instituto Gerdau no programa, fundação derivada da empresa e criada recentemente, também é modesta, se limitando aos encontros periódicos para prestação de contas e acompanhamento da iniciativa. O papel principal na articulação entre atores empresariais e a OSC se dá através do Razão Social, organização composta por membros com marcada trajetória ligada ao desenvolvimento de projetos sociais de empresas. Segundo o relato dos entrevistados, essa forma de relacionamento oferece flexibilidade e especialização na operação da parceria. Mas, o que se percebe é que acaba por distanciar a Gerdau em si do

Programa Além das Letras. Assim, perdura um papel tradicional da empresa na parceria desenvolvida.

Conforme relato dos entrevistados, parte dessa realidade é explicada também pelo fato do Instituto Gerdau estar dando os primeiros passos para assumir com maior propriedade as ações de investimento social da empresa, ainda muito concentradas na atuação dos membros da família controladora desse grupo empresarial. Também nesse instituto, reproduzindo o padrão típico das fundações empresariais no Brasil, a maioria absoluta do corpo técnico é formada por profissionais com trajetória ligada à atuação nas áreas típicas de negócio da empresa. No discurso construído por esses profissionais ressoa a idéia de que as empresas têm como principal contribuição para a gestão social o aporte de saberes e vivências técnicas de administração, área na qual deteriam conhecimento avançado e aplicável ao gerenciamento de projetos sociais e organizações da sociedade civil.

Outro fato que leva a uma interação não tão profunda da empresa em si com o programa diz respeito ao fato das escolas apoiadas não necessariamente se localizarem em cidades nas quais operam unidades industriais da Gerdau. Assim, segundo relato dos articuladores globais entrevistados, uma das frentes de ação que a empresa deseja desenvolver mais profundamente é o envolvimento de seus empregados como voluntários do programa. Nesse ponto, destacam-se as dificuldades de transpor a dinâmica das ações voluntárias da empresa, que tal qual outras iniciativas empresariais no país, concentram suas intervenções na melhoria da oferta de infra-estrutura e/ou gestão das escolas assistidas, através de reformas de salas, bibliotecas e prédios escolares, dentre outras ações dessa natureza. Para atuarem como voluntários, os empregados no programa, os empregados da Gerdau precisariam desenvolver habilidades e competências típicas da produção de textos e da discussão formativa no campo docente, algo que encontra obstáculos tanto pela forma de intervenção dos programas de voluntariado desenvolvidos pela empresa, quanto pela qualificação e postura exigidas.

Outra forma de ação, que denota um caráter mais usual e tradicional do relacionamento da Gerdau com o programa Avisa Lá, diz respeito às ações que tem desenvolvido nos últimos tempos, através do Instituto Razão Social, visando a avaliação do programa. Essas ações se fazem acompanhadas de um discurso voltado à necessidade de uma ampliação do aumento do número de parceiros empresariais como financiadores do programa. Essas são duas frentes de interação dentro dessa Parceria Tri-Setorial que parecem, conforme relato dos entrevistados, levar a disputas e conflitos dentro da articulação, não só porque lógicas avaliativas, que denotam racionalidades e mentalidades valorativas diferentes se opõem em muitos momentos, sobretudo através do clássico debate entre as dimensões

quantitativa e qualitativa, mas também porque trazem ao centro das discussões a questão da sustentação do programa no longo-prazo.

Segundo relato dos entrevistados, aprendizagens entre a empresa, através do Instituto Razão Social, e o Avisa Lá são visíveis ao longo da evolução do programa. Hoje, depois das resistências iniciais, ambas as partes já teriam dado passos importantes para a compreensão da racionalidade, dos interesses e da forma de ação do outro parceiro na iniciativa. Nesse ponto, reforça-se a perspectiva de que, apesar da profissionalização e da experiência técnica tanto de atores empresariais, quanto de OSCs, as Parcerias Tri-Setoriais se constroem pela práxis e, dentro delas, se perpetuam práticas tradicionais, como aquelas que associam às empresas o papel típico de financiador e às organizações da sociedade civil a função de oferecerem metodologias inovadoras de intervenção nos problemas sociais. Nesse quadro, a evolução quase que natural do papel das empresas seria em direção à indução de processos de avaliação da iniciativa e à pulverização do financiamento das atividades entre outros atores, fenômenos que têm se manifestado na dinâmica atual dessa Parceria Tri-Setorial analisada. Planejamento prévio e definição de papéis dos atores em bases renovadas não compõem o quadro dessa Parceria Tri-Setorial e denotam como podem se abrigar velhos dramas e tramas dentro da modernização da gestão social no país.

Outra característica relevante do programa Além das Letras em sua dimensão de articulação entre atores da sociedade civil, do Estado e de mercado diz respeito à inserção das secretarias municipais de educação. Enquanto nas outras experiências analisadas órgãos governamentais do âmbito federal e estadual são mobilizados, nesse programa em específico a relação se dá com o poder executivo municipal. Papéis associados ao desenho do programa e monitoramento das intervenções adquirem um caráter mais centralizado, residindo nas OSCs implicadas e também nos atores empresariais. Às secretarias municipais de educação cabe um papel de implementação das ações, ainda que haja flexibilidade operacional nessa intervenção, conforme destacam relatos tanto de articuladores globais, quanto locais entrevistados. Além disso, as interações com o público beneficiário se dão na esfera do Estado, pois a iniciativa tem como alvo professores que atuam no ensino básico de escolas públicas municipais.

Para a análise no nível local, o município de Petrópolis foi apontado pelos articuladores globais da Parceria Tri-Setorial como uma das experiências mais exitosas do programa Além das Letras. Segundo relato dos entrevistados, a iniciativa nessa cidade destaca-se pela qualidade dos resultados alcançados, o envolvimento contínuo e de longa-data dos articuladores locais com o programa e a própria evolução da inserção dessa secretaria de

educação como participante dessa experiência. Trata-se de um município de médio porte no interior do Estado do Rio de Janeiro, com forte apelo turístico e que tem enfrentado nas últimas décadas processos de reconfiguração dos investimentos industriais, com o fechamento de algumas fábricas e a realocação de postos de trabalho. Ainda assim, mantém importante posição quanto à produção têxtil, envolvendo empreendimentos de pequeno e médio portes e relevante atividade de comercialização dessa produção através do setor comercial varejista e atacadista na cidade, que atraem regularmente importantes fluxos de visitação à cidade de pequenos empresários do setor de vestuário de diferentes partes do país.

No século XIX, a cidade abrigou a residência de férias do imperador brasileiro, D. Pedro II, e também da nobreza e intelectualidade brasileira no período, apresentando ainda hoje uma série de construções e monumentos históricos. São encontrados na cidade equipamentos públicos e iniciativas culturais, algumas delas com sua origem nesse período, desenvolvidas pelo Estado e também por diferentes grupos da sociedade. Liceus, liras e ligas voltadas à cultura, escolas de ofício, teatros e coretos criam uma ambiência que denota o envolvimento da cidade com a arte e a cultura. Nesse sentido, não parece impróprio afirmar que a sede do município respira e inspira ares de cultura e artes, dimensões que não se fazem de menor importância quando se discute projetos sociais na agenda da educação.

Há na cidade também escolas de ensino superior, tendo uma delas inclusive um curso de mestrado em Educação. Em Petrópolis, observa-se um caso atípico em relação ao perfil médio da realidade educacional das cidades brasileiras. A quase a totalidade dos professores que atuam nos diferentes níveis de ensino público municipal tem curso superior completo, perfazendo cerca de 98% do corpo docente, sendo que parte considerável possui pós- graduação lato sensu, podendo-se também ser encontrados profissionais com a formação strictu sensu completa. Uma das profissionais da secretaria municipal de educação, envolvida na articulação local do Além das Letras, concluiu seu mestrado em educação analisando justamente esse programa no município. Além disso, há um centro de formação de professores no âmbito da secretaria municipal de educação, dotado de corpo funcional e instalações próprias. Esse núcleo oferece várias atividades de qualificação pontual e continuada voltadas à rede municipal de educação, bem outras iniciativas desenvolvidas autonomamente ou em parceria com instituições de ensino. As reuniões de trabalho do programa Além das Letras são realizadas nesse espaço, no qual trabalham duas articuladoras locais da iniciativa em Petrópolis. Tal realidade se faz muito distante daquela observada na maioria dos municípios brasileiros, sobretudo os de pequeno porte, tanto em termos de

qualificação de seu corpo docente, quanto da alocação de recursos e instalações para a operação das secretarias municipais de educação.

Ainda assim, reproduzindo um padrão típico de vários municípios brasileiros, a cidade observa importantes discrepâncias entre a dinâmica urbana e rural de seu território, com a presença de condições precárias e desiguais de acesso à equipamentos públicos, informação e cultura entre moradores do núcleo urbano principal e o campo em seu entorno. Na dinâmica intra-urbana também entre se observam desigualdades relevantes entre as áreas central e/ou de maior concentração de nível de renda e comunidades periféricas, como ocorre na maioria absoluta das cidades brasileiras. Tais características têm também seus rebatimentos na realidade educacional, denotando um mosaico complexo envolvendo a construção de políticas públicas no nível local, no qual as capacidades de resposta às demandas do programa Além das Letras não são distribuídas de forma mais equânime dentro da própria rede municipal de ensino.

Foram coletados dados junto a educadoras de várias escolas do município, algumas delas inseridas em comunidades com elevados níveis de vulnerabilidade social. O programa não atinge todas as unidades escolares do muncípio. Seis escolas, de um total de dezoito em Petrópolis, participam da iniciativa. Além disso, dentro de cada escola, nem todos os professores da série inicial do ensino fundamental estão envolvidos no programa Além das Letras. Segundo relato dos entrevistados, como a experiência exige contrapartidas importantes do corpo docente em termos de trabalho adicional, postura e esforço na sua formação continuada, as respostas são diferenciadas e a efetiva materialização do avanço da produção de textos acaba não se processando quando tal perfil não é observado entre supervisores pedagógicos e professores envolvidos. O papel das diretorias também tem forte impacto nesse quadro, visto que, conforme relato dos entrevistados, caso não haja sensibilidade e apoio efetivo da direção das escolas, o programa não consegue avançar.

Em várias das escolas visitadas, nas quais foram realizadas parte das entrevistas, percebe-se uma dificuldade de maior envolvimento da comunidade, sobretudo dos pais dos alunos, nas discussões escolares. O programa Além das Letras acaba não sendo percebido ou mesmo compreendido pelos responsáveis pelos beneficiários finais da intervenção, os alunos do ensino fundamental. Outra peculiaridade importante do município é que os processos de eleição de diretorias das escolas foram cancelados, voltando-se à tradicional prática de indicação do comando principal das escolas. Assim, aparecem dificuldades importantes do programa em atingir públicos e realidades intra-municipais dotadas de pouca mobilização

docente e comunitária, bem como marcadas pela qualificação inadequada e por posturas pouco sensibilizadas para trabalhar melhorias na produção textual no ensino fundamental.

Na maioria absoluta dos relatos dos entrevistados na localidade destaca-se também a precariedade das condições de trabalho e as implicações que o programa adquire nessa realidade. Operando em um cenário de baixos salários, infra-estruturas debilitas e investimento não regular em formação, além da reduzida relevância socialmente atribuída ao papel dos educadores, o programa Além das Letras ora é idealizado com uma das poucas e raras oportunidades de se trabalhar e inovar na educação, ora como intervenção que exige maior esforço e dedicação dentro de um quadro precário de condições de trabalho docente. Muitos dos entrevistados relataram que preferiram permanecer na rede municipal de ensino de Petrópolis, mesmo recebendo menores salários, do que trabalhar em cidades vizinhas, justamente porque com o Além das Letras surgem oportunidades de se realizar um trabalho que tenha maior sentido e valor não só para os alunos envolvidos, mas também para o próprio docente.

Quando questionados sobre a sustentação da iniciativa no longo-prazo, para além da própria relação com o programa Além das Letras, os relatos indicaram que, entre os docentes que operacionalizam a iniciativa em sala de aula, as práticas continuariam, independentemente da permanência dessa intervenção. Ainda assim, muitos demonstraram a dificuldade de manutenção da formação continuada sem esse tipo de apoio. Cabe reconhecer o papel central do corpo docente em qualquer prática de inovação educacional, visto que são os responsáveis por sua operacionalização efetiva em sala de aula. Muitas das vezes, grandes mudanças de propostas pedagógicas esbarram na continuidade de um modus operandi tradicional e conservador da organização escolar e de seu aparato, levando essas inovações, em um primeiro momento, a conflitarem com a estrutura e, em um segundo momento, ao desaparecimento. As inovações propostas pelo programa Além das Letras podem ser consideradas de baixo impacto na estrutura escolar, visto que não implicam em alterações profundas na operação das secretarias municipais de educação e das próprias escolas. Mesmo quando grandes propostas de transformação dos processos educacionais são levadas a cabo e desaparecem em seguida, mudanças e inovações podem permanecer através da transformação das posturas e das práticas docentes. Assim, cabe considera que, mesmo na hipótese de não sustentação do programa Além das Letras em Petrópolis, algumas dessas inovações podem perdurar. Em ambos os casos, ou seja, tanto nas grandes inovações, quanto nas transformações pontuais, permanece central o papel do docente e seu voluntarismo em inovar (ou não) em seu cotidiano de trabalho. Por outro lado, inovações específicas, ou seja, não

estruturais, podem se difundir não amplamente e homogeneamente na rede de ensino, acirrando discrepâncias entre os níveis de qualidade de ensino dentro das redes municipais de educação.

Entre as articuladoras locais da experiência, integrantes do corpo técnico do órgão da secretaria municipal encarregado da formação docente, a sustentação da iniciativa se deve à sua profunda articulação com as políticas públicas, dando continuidade à intervenção formativa que antes se desenvolvia através do chamado Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA), de origem federal. Para essas entrevistadas, o Além das Letras se somaria e aperfeiçoaria a formação docente já iniciada com esse programa do governo federal. Segundo relato dos articuladores globais entrevistados, o surgimento do Além das Letras também se deve, dentre outros fatores, ao diagnóstico de algumas fragilidades do PROFA e da necessidade de se avançar nas práticas formativas destinadas ao corpo docente.

Para os articuladores locais entrevistados, no município de Petrópolis está se construindo efetivamente uma política pública formativa, não como inovação passageria de um determinado mandato à frente da prefeitura. No entanto, o mesmo discurso que informa essa continuidade das intervenções governamentais em educação, que configurariam uma política de Estado (e não de governo), destaca o compromisso e sensibilidade da atual administração com a formação continuada de educadores e deixa transparecer nitidamente que, caso outro grupo assuma o comando do poder municipal, não só as experiências com o Além das Letras, mas toda a política de formação de professores pode ser ameaçada, inclusive em relação à existência da escola de qualificação docente que atualmente compõe o quadro dos órgãos governamentais da educação municipal em Petrópolis.

Percebe-se que o programa Além das Letras beneficia-se da existência prévia não apenas de um quadro docente com postura e qualificação necessárias para a sua efetiva materialização nos municípios, mas também dos avanços advindos de políticas públicas anteriores, como o PROFA que, apesar de talvez não terem trazido os resultados necessários, abriram caminho para induzir a noção, dentre o corpo docente dos municípios, de que a formação em caráter continuado se constitui em um elemento importante das políticas educacionais.

No município pesquisado, a articulação do programa Além das Letras com a dinâmica do conselho municipal de educação é extremamente frágil e pontual. Ao contrário de se tratar de uma peculiaridade de Petrópolis, percebe-se que essa é uma característica do programa, conforme relatam os próprios articuladores globais entrevistados. Não há, no desenho do

Além das Letras, nenhum tipo de ênfase ou iniciativa voltada à interação com os conselhos municipais de educação. Soma-se a isso, no caso da cidade analisada, a precária interação entre comunidade, país e gestão escolar, o que faz também com que o Além das Letras não seja de conhecimento amplo, para além dos técnicos locais que o operacionalizam. Essa peculiaridade acaba por fazer com que o programa não seja visto como uma conquista da educação, por parte de públicos mais amplos, não envolvidos diretamente e cotidianamente com as discussões técnicas da docência, o que fragiliza a sua sustentação no longo-prazo ou como intervenção educação continuada. Além disso, a experiência deixa de receber contribuições relevantes que poderiam acontecer em processos de democratização da gestão de políticas públicas, como por exemplo através dos conselhos municipais, permanecendo uma prática restrita ao ethos e à dinâmica própria do técnicos em educação.

Quando indagados sobre o grau de participação dos diferentes atores que operam no programa Além das Letras, tanto no nível local, quanto global, a maioria das respostas tendeu a reforçar a idéia de que se trata de uma intervenção pautada no diálogo e interação horizontal