2.3 Teori og begreper del B, forskningsspørsmålene
2.3.3 Forskningsspørsmål 3, brukers tilfredshet
Conhecidas as características e as aplicações do algodão torna-se essencial conhecer o seu trajecto, desde que e cultivado, passando pela forma que assume, até ao destino final que tem. A matéria-prima pode ser descaroçada, sendo depois comercializada para produção de material de higiene e fins médicos, pode ser transformada em fio e ser comercializada em bobines de linha ou cordão, entre outras utilizações ou pode ser transformada em tecido, o qual pode ser comercializado sob esta forma ou ser transformado em artigos de vestuário. Na Figura 3.18 encontra-se esquematizado o ciclo de vida do algodão, estando descrita, de seguida, cada uma das etapas. Entre cada etapa pressupõem-se que seja efectuado o transporte, caso haja necessidade, para o novo local.
Figura 3.18: Ciclo de vida do algodão.
Cultivo e colheita
O algodão é um arbusto perene, com “hábitos” de crescimento indeterminado. Está adaptado a climas subtropicais ou temperados, podendo também ser encontrado em climas semiáridos. O seu crescimento requer um grande volume de água, contudo esta planta é sensível à chuva (quando é excessiva ou quando o fruto atingiu a maturidade) e à humidade, a qual pode ser um vector de propagação de doenças (Clay, 2004). Por estas razões, o seu cultivo é feito, maioritariamente, em regiões áridas, onde a humidade não constitui problema e a água é fornecida por sistemas de irrigação.
A sua propagação é feita através de sementes, as quais podem ser sujeitas a tratamento prévio com reguladores de crescimento para maximizar a produção das estruturas reprodutivas (que têm importância económica) e fungicidas e pesticidas para aumentar a resistência contra doenças e pragas (AG, 2008). Durante o ciclo de crescimento são também aplicados
fertilizantes. A rotação de culturas também é realizada de modo a reduzir as pragas e a conservar os nutrientes do solo (Clay, 2004).
Os seus frutos encerram no interior as fibras e as sementes, libertando-as quando estão maduros. Estas fibras são então colhidas, manualmente ou com recurso a máquinas, compactadas e transportadas para a etapa seguinte.
Descaroçamento
Etapa de obtenção de fibras de algodão (rama), a qual pode ser transformada posteriormente em fio, tecido ou malha.
Etapa constituída por uma série de processos: remoção de lixo; regulação dos níveis de humidade, nova remoção de lixo, separação das sementes, limpeza (Australia, 2004). Posteriormente, as fibras são compactadas, embaladas (em fardos) e armazenadas para posterior utilização.
Fiação
Etapa de obtenção do fio (penteado ou cardado) a partir das fibras de algodão, que pode ser sujeito a processos de ultimação e ser comercializado ou ser enviado directamente para transformação em tecido ou malha.
Nesta etapa dá-se a uniformização das fibras, limpeza, separação e alinhamento das fibras para produzir o cordão e remoção de impurezas (Australia, n.d.). De seguida, as fibras são submetidas a uma série de estiragens, e por fim sujeitas à fiação, onde as fibras são torcidas e alongadas, formando um fio (AEP, 2011).
Tecelagem / Tricotagem
Etapas de produção de tecido ou malha, a partir dos fios, e que podem ser comercializados sob esta forma ou sujeitos à confecção de vestuário.
Na tecelagem, inicialmente é preparada a teia (componente longitudinal do tecido) e posteriormente a trama (componente transversal) (AEP, 2011). De seguida entrecruzam-se os fios da trama com os fios da teia, com recurso a teares (manuais ou mecânicos/automáticos). A tricotagem é um processo mais simples que o anterior. Envolve a formação de laçadas (pontos), com recurso a um ou mais fios, que se entrelaçam umas nas outras (Australia, n.d.), apenas num sentido (transversal – malhas de trama, longitudinal – malhas de teia). A confecção da malha pode ser realizada manualmente ou por máquinas de tricotar.
Enobrecimento / Ultimação têxtil
O enobrecimento têxtil não se trata de uma sequência standard de tratamentos mas sim de uma combinação de processos unitários que podem ser aplicados nas diferentes etapas de produção (fibra, fio ou tecido), dependendo das características do produto final desejadas. Pode ser dividido em tratamento prévio ou preparação - lavagem, fervura e ensimagem para as fibras; encolagem para os fios; gasagem, desencolagem, lavagem/fervura, mercerização, branqueamento, entre outros, para os tecidos -, tingimento, estampagem e acabamentos (químicos e mecânicos) (AEP, 2011).
O tratamento prévio torna os produtos aptos a serem tingidos, estampados ou a receber um acabamento.
No tingimento, o substrato têxtil é colorido de forma uniforme; apesar de ser aplicado frequentemente sobre o tecido ou malha, pode também ser aplicado sobre a fibra ou fio (TROFICOLOR, n.d.). Na estampagem é aplicado um motivo colorido sobre o material têxtil. Por fim, o substrato têxtil é submetido aos acabamentos – químicos e/ou mecânicos -, os quais conferem ao substrato as características específicas e adequadas ao fim a que se destina.
Corte / Montagem / Costura
É nesta etapa que se dá a confecção do produto têxtil. Usualmente divide-se em concepção, modelação e preparação para o corte (onde são definidas as formas das peças, são elaborados os moldes e planos de corte), corte (onde se cortam os elementos que constituem o produto), preparação à costura (onde se colam entretelas/termocolantes com a finalidade de conferir resistência ao material e se aplicam bordados), costura (montagem da peça pela junção, através de costuras, das várias componentes), acabamento (dão-se os retoques finais como o remate de linhas excedentes, a verificação da qualidade da peça, a limpeza, a introdução ou eliminação de vincos consoante o efeito final desejado, a dobragem e a etiquetagem), embalagem e armazenamento (AEP, 2008).
Distribuição / Venda
Nesta etapa é feita a ponte entre o produtor e o consumidor através dos distribuidores e revendedores. É através destes intervenientes que o produto é transportado até ao mercado, podendo assim ser adquirido pelo consumidor final.
Consumo / Utilização
As peças têxteis são assim adquiridas pelo consumidor, o qual procederá à utilização e manutenção (lavagem, secagem, passagem a ferro, etc.) das mesmas até que estas cheguem ao fim de vida, pelo menos na óptica do consumidor.
Fim de vida
Ao chegar a este ponto existem essencialmente três alternativas para o produto em questão. Pode ser reutilizado, seja pela doação a instituições de solidariedade ou por transformação do seu uso original; pode ser reciclado, sendo introduzido novamente na cadeia de produção de têxteis, ou na produção de papel, por exemplo; ou pode ser depositado em aterro, sendo esta a opção menos desejável.