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Forskning på frivillig sektor, avgrensning og begreper

Utilizando-se do conceito de complementariedade tecnológica (BOCQUET et al., 2007; JAMES Jr. et al., 2011), este item investiga a adoção de um conjunto de tecnologias operacionais e de gestão, a exemplo do controle de custo de produção e de inventário e indicadores zootécnicos mais detalhados, que estão relacionados ao processo de intensificação da produção e que poderiam facilitar a adoção da certificação SISBOV/TRACES.

A adoção de ferramentas de tecnologia da informação não é obrigatória para a adoção do sistema de rastreabilidade e certificação SISBOV. No entanto, a implantação destas ferramentas, a exemplo de software e dispositivos eletrônicos de identificação dos animais, facilita o processo de rastreabilidade e minimiza as não conformidades. Por exemplo, alguns pecuaristas relataram que a adoção de um software específico fornecido pela certificadora permitia que o pecuarista digitasse os dados e os transferisse para a BND. Este procedimento reduziu os erros de digitação e o tempo gasto no trâmite de documentação e entrada dos dados na BND pela certificadora. No entanto, para a interface entre este software e a BND, requer o acesso à internet. A Tabela 37 evidencia que a diferença de proporção de pecuaristas que acessam a internet, tanto na propriedade rural, como na residência ou escritório do pecuarista, diferencia estatisticamente os dois grupos analisados. Enquanto 78% dos pecuaristas dispõem de acesso à internet na propriedade rural, apenas 40% dos pecuaristas não certificados dispõem deste serviço.

Tabela 37. Acesso à internet.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%)

ACESSO À INTERNET NA PROPRIEDADE RURAL

não 7 21,88 31 59,62

sim 25 78,13 21 40,38

ACESSO À INTERNET NA RESIDÊNCIA OU ESCRITÓRIO

não 0 0,00 9 17,31

sim 32 100,00 43 82,69

†† Qui-quadrado. * Teste exato de Fisher

Variável Certificados Não-certificados (p) Decisão

Ho rejeita rejeita 0,001<p<0,0005†† (0,0007) 0,025<p<0,01* (0,0116)

Fonte: dados da pesquisa.

Além do serviço de acesso à internet, outras práticas e tecnologias podem facilitar a adoção da rastreabilidade e certificação SISBOV/TRACES. A Tabela 38 compara a adoção de algumas práticas entre a condição dos pecuaristas certificados ―antes da adoção do SISBOV/TRACES‖ e os pecuaristas não certificados. Verifica-se que 50% dos pecuaristas certificados dispunham de alguma forma de identificação do rebanho e registros de movimentação antes mesmo da adoção da certificação SISBOV/TRACES; enquanto apenas 23% dos pecuaristas não certificados identificam os animais individualmente e 33% mantinham algum tipo de registro de movimentação do gado. Embora não seja exatamente o modelo exigido pela certificação, o esforço para alcançar a exigência da certificação é menor para os indivíduos que já detém tais práticas.

Embora a diferença de proporções para a adoção das demais práticas não seja estatisticamente significativa entre os dois grupos amostrais, observa-se um percentual mais elevado entre os pecuaristas certificados (na fase anterior à adoção do SISBOV/TRACES) na adoção de registros que permitam o histórico do animal (50%), na adoção de registros de controles zootécnicos (72%) e controle de custo de produção (81%) e capacitação de funcionários (53%). Certamente, estas são práticas que de alguma forma facilitam a adoção da certificação SISBOV/TRACES. Esta certificação é exigente em controles, registros e documentação, assim, indivíduos que tem o hábito do controle zootécnico da produção, do controle de custo de produção e registros do histórico dos animais teriam um esforço inicial menor do que os indivíduos não habituados ao controle mais minucioso da produção.

Tabela 38. Nível tecnológico das amostras, considerando a situação do grupo de pecuaristas certificados ―antes da adoção do SISBOV/TRACES‖.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%)

IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL DO REBANHO

não 16 50,00 40 76,92

sim 16 50,00 12 23,08

REGISTROS QUE PERMITEM HISTÓRICO DO ANIMAL

não 16 50,00 35 67,31

sim 16 50,00 17 32,69

REGISTROS DOS CONTROLES ZOOTÉCNICOS DO REBANHO

não 9 28,13 23 44,23

sim 23 71,88 29 55,77

CONTROLE DE CUSTO DE PRODUÇÃO

não 6 18,75 19 36,54

sim 26 81,25 33 63,46

CAPACITAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS

não 15 46,88 30 57,69

sim 17 53,13 22 42,31

ADUBAÇÃO PERIÓDICA DO PASTO

não 10 32,26 16 30,77

sim 21 67,74 36 69,23

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO

não 1 3,13 10 19,23

sim 31 96,88 42 80,77

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DA ÁGUA

não 18 56,25 24 46,15

sim 14 43,75 28 53,85

* Teste exato de Fisher.

0,05<p<0,025* (0,0452) rejeita p>0,25 (0,3688) aceita 0,10<p<0,05 (0,0833) aceita p>0,25 (0,3344) aceita p>0,25 (0,8875) aceita Decisão Ho 0,025<p<0,01 (0,0110) rejeita 0,25<p<0,10 (0,1147) aceita 0,25<p<0,10 (0,1399) aceita

Variável Certificados (antes SISBOV) Não certificados Qui-Quadrado (p)

Fonte: dados da pesquisa.

Verifica-se na Tabela 39 que a adoção da certificação SISBOV/TRACES permitiu o avanço na adoção de algumas práticas de gestão. Ao se comprar a condição do pecuarista antes e após a adoção da certificação SISBOV, observa-se que um ganho significativo exatamente na capacitação da mão de obra, um recurso essencial para a adoção da certificação SISBOV/TRACES, conforme já comentado. Anteriormente à certificação, 53% dos pecuaristas declararam que capacitavam a mão de obra. Após a certificação, esse percentual saltou para 74%.

Como era de se esperar, todos os pecuaristas certificados estão em conformidade com a regulamentação. Eles identificam todo o rebanho individualmente e mantém os registros de movimentação dos animais.

Verificou-se um aumento significativo na adoção de práticas de conservação da água entre o período antes da certificação e o momento da entrevista após a certificação. Inclui-se nestas práticas a construção de bebedouros em locais de fácil acesso para os animais e a restrição do acesso dos animais aos rios.

Tabela 39. Nível tecnológico dos pecuaristas certificados antes e após a adoção do SISBOV/TRACES.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%) IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL DO REBANHO

não 16 50,00 0 0,00

sim 16 50,00 32 100,00

REGISTROS QUE PERMITEM HISTÓRICO DO ANIMAL

não 16 50,00 0 0,00

sim 16 50,00 32 100,00

REGISTROS DOS CONTROLES ZOOTÉCNICOS DO REBANHO

não 9 28,13 5 16,13

sim 23 71,88 26 83,87

CONTROLE DE CUSTO DE PRODUÇÃO

não 6 18,75 3 9,68

sim 26 81,25 28 90,32

CAPACITAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS

não 15 46,88 8 25,81

sim 17 53,13 23 74,19

ADUBAÇÃO PERIÓDICA DO PASTO

não 10 32,26 9 30,00

sim 21 67,74 21 70,00

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO

não 1 3,13 1 3,23

sim 31 96,88 30 96,77

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DA ÁGUA

não 18 56,25 3 9,68 sim 14 43,75 28 90,32 Variável p<0,001 (0,000) p<0,001 (0,000) Certificados 0,039 1,000 1,000 p<0,001 (0,000) rejeita aceita aceita rejeita rejeita rejeita 0,219 0,250 aceita aceita

(antes) McNemar Test

(p)

Decisão Ho

(após)

Ao ser comparada a adoção de algumas técnicas e práticas de gestão entre os pecuaristas após a adoção do SISBOV/TRACES e os pecuaristas não certificados, verifica-se que a diferença de proporções se mostra estatisticamente significativa na maioria delas (Tabela 40). Nas práticas exigidas na regulamentação para a concessão da certificação (identificação individual do rebanho e registro de movimentação do gado), a diferença está claramente evidenciada.

Com o aumento do controle e o estímulo à organização da propriedade rural, a adoção de algumas práticas que antes não diferenciaram estatisticamente os dois grupos, passou a discriminar após a adoção da certificação SISBOV/TRACES. A prática de registros de controles zootécnicos passou a ser realizada por 84% dos pecuaristas certificados, enquanto que 56% dos pecuaristas não certificados declararam realizar tais registros. O controle de custo de produção passou a ser realizado por 90% dos pecuaristas certificados, enquanto 63% dos pecuaristas do outro grupo adotam esta prática. Enquanto 74% dos pecuaristas certificados passaram a capacitar a mão de obra, 42% dos pecuaristas não certificados mantém esta prática.

Tabela 40. Nível tecnológico das amostras, considerando a situação do grupo de pecuaristas certificados após a adoção do SISBOV/TRACES.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%) IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL DO REBANHO

não 0 0,00 40 76,92

sim 32 100,00 12 23,08

REGISTROS QUE PERMITEM HISTÓRICO DO ANIMAL

não 0 0,00 35 67,31

sim 32 100,00 17 32,69

REGISTROS DOS CONTROLES ZOOTÉCNICOS DO REBANHO

não 5 16,13 23 44,23

sim 26 83,87 29 55,77

CONTROLE DE CUSTO DE PRODUÇÃO

não 3 9,68 19 36,54

sim 28 90,32 33 63,46

CAPACITAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS

não 8 25,81 30 57,69

sim 23 74,19 22 42,31

ADUBAÇÃO PERIÓDICA DO PASTO

não 9 30,00 16 30,77

sim 21 70,00 36 69,23

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO

não 1 3,23 10 19,23

sim 30 96,77 42 80,77

PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DA ÁGUA

não 3 9,68 24 46,15

sim 28 90,32 28 53,85

†† Qui-quadrado

† Qui-quadrado com a correção de continuidade de Yates. * Teste exato de Fisher.

p>0,25† (0,8602) aceita 0,05<p<0,025* (0,0467) rejeita 0,001<p<0,0005 †† (0,0006) rejeita 0,01<p<0,005 †† (0,0088) rejeita 0,025<p<0,01† (0,0153) rejeita 0,005<p<0,0025 †† (0,0048) rejeita p<0,0005 * (0,0000) rejeita p<0,0005 * (0,0000) rejeita Decisão Ho Não certificados (p) Variável Certificados (após SISBOV)

Fonte: dados da pesquisa.

O nível de intensificação do sistema de produção é um fator que merece atenção na pesquisa empírica. Argumenta-se que há possibilidade de ganhos adicionais decorrente da adoção conjunta da certificação SISBOV/TRACES e de sistemas de produção intensivos no uso de insumos e capital. Esta complementaridade seria estimulada pelo modelo de gestão baseado em controles mais rígidos e ganhos de escala proporcionados pelos sistemas de produção intensivos, além do desenho da regulamentação do SISBOV, que impõe 90 dias em área habilitada para exportação para UE como o tempo mínimo requerido para que o gado seja considerado rastreado; tempo este que coincide com o tempo médio de engorda em sistema intensivo.

A partir de informações relacionadas ao sistema de pastejo e manejo do gado, adubação da pastagem e alimentação animal, criou-se uma classificação para avaliar o nível de intensificação da produção na fase de terminação. Para isso, foram realizadas entrevistas com especialistas da área33. Quatro níveis de intensificação foram diferenciados na análise:  Nível 1: uso de vedação de pasto; ou pastejo contínuo; ou rotação de pasto com longo período de ocupação (acima de uma semana de ocupação); sem adubação de pasto; suplementação alimentar do gado com sal mineral ou sal mineral com ureia.

 Nível 2: pastejo rotacionado com baixo período de ocupação; adubação do pasto (ressalta-se que a adubação para reforma do pasto não é considerada); suplementação alimentar de baixo consumo na seca apenas para manter o peso (ex: sal proteinado).

 Nível 3: confinamento do gado para terminação na seca ou pastejo rotacionado com suplementação de alto consumo na seca (semi-confinamento).

 Nível 4: confinamento de alta rotatividade ao longo do ano34.

A Tabela 41 evidencia que 41% dos pecuaristas certificados trabalham com confinamentos de alta rotatividade (mais de um ciclo no ano) na fase de engorda dos animais, enquanto apenas 6% dos pecuaristas não certificados operam neste sistema de produção. Os pecuaristas não certificados trabalham em sistemas de produção mais extensivos. Enquanto apenas 6% dos pecuaristas certificados trabalham com sistemas de pastejo contínuo ou de vedação de pasto ou de pasto rotacionado com mais de uma semana de ocupação e sem adubação regular do pasto na fase de engorda, 37% dos pecuaristas não certificados trabalham com um destes sistemas de produção. Neste caso, a diferença de proporção entre os dois grupos amostrais é significativa.

33 Foram consultados dois especialistas: um na área de manejo de pastegens da Embrapa e outro diretor de desenvolvimento de produtos de uma indústria de insumos pecuários.

34 Situação em que ocorre mais de um ciclo de engorda de bois magros em regime de confinamento durante um ano.

Tabela 41. Intensificação da produção nas propriedades de SP.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%) NÍVEL DE INTENSIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO

pastejo contínuo/vedação de pasto/pastejo rotacionado

com mais de uma semana de ocupação 2 6,25 19 36,54

pastejo rotacionado com até uma semana de ocupação e

suplemento de baixo consumo na seca 2 6,25 11 21,15

confinamento para terminação na seca/pastejo

rotacionado com suplementação de alto consumo na seca 15 46,88 19 36,54

confinamento de alta rotatividade 13 40,63 3 5,77

Variável Certificados Não-certificados Qui-Quadrado (p) Decisão Ho

p<0,0005† rejeita

Fonte: dados da pesquisa.

Conforme estabelecido como critério de amostragem, o participante da pesquisa deveria trabalhar com a fase de engorda, mas não necessariamente de forma exclusiva. Ao ser questionado sobre a fase da criação a que se dedica (Tabela 42), verificou-se que, considerando todas as propriedades rurais dos pecuaristas, cerca de 50% deles, em ambos os grupos, trabalham com ciclo completo e o restante concentra-se nas fases de recria e engorda. Quando consideradas apenas as propriedades rurais localizadas no estado de São Paulo, 69% dos pecuaristas certificados e 62% dos pecuaristas não certificados concentram-se nas fases de recria e engorda. No caso das propriedades certificadas pelo SISBOV/TRACES localizadas em SP, 78% delas especializaram-se nas fases de recria e engorda e 19% apenas na engorda. Em muitos casos, o pecuarista trabalha com o ciclo completo, a cria ou a recria em propriedades rurais localizadas em outras unidades da federação e parte dos animais é transportada para a fase de terminação no estado de São Paulo.

A especialização do estado de São Paulo nas fases de recria e engorda tem sido reportada em outros trabalhos empíricos (SOUZA FILHO et al., 2010). Em grande parte, este fato se deve ao elevado valor da terra e à competição com outras culturas mais rentáveis. Por outro lado, a grande disponibilidade de frigoríficos exportadores localizados em SP, a infraestrutura logística e o valor da arroba mais elevado nas praças de SP, são estímulos para a fase de terminação em SP.

A maior especialização nas propriedades certificadas SISBOV/TRACES pode ser explicada pelo desenho da regulamentação da certificação que possibilita a rastreabilidade e a certificação do animal após o período de confinamento de 90 dias em área habilitada para exportação. Além dos fatores já mencionados para a concentração das fases de recria e engorda no estado de SP, o desenho da regulamentação, associado à possibilidade de recebimento do prêmio Europa, estimula a especialização na fase de engorda das propriedades certificadas no estado.

Tabela 42. Fase da criação.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%) FASE DA CRIAÇÃO GERAL

ciclo completo 17 53,13 24 46,15 recria/engorda 15 46,88 28 53,85 FASE DA CRIAÇÃO EM SP ciclo completo 10 31,25 20 38,46 recria/engorda 20 62,50 28 53,85 engorda 2 6,25 4 7,69

FASE DA CRIAÇÃO EM OUTRAS UF

cria 1 6,25 1 7,14

ciclo completo 7 43,75 7 50,00

recria/engorda 4 25,00 3 21,43

engorda 4 25,00 1 7,14

recria 0 0,00 2 14,29

FASE DA CRIAÇÃO NAS PROPRIEDADES SISBOV SP

ciclo completo 7 21,88

recria/engorda 19 59,38

engorda 6 18,75

† Qui-quadrado com a correção de continuidade de Yates.

Variável Qui-Quadrado (p) p>0,25† p>0,25 (0,5348) aceita aceita

Certificados Não-certificados Decisão

Ho

Fonte: dados da pesquisa.

5.2.1.12. Mão de obra

A capacitação da mão de obra é um fator importante para explicar a adoção de práticas agrícolas não convencionais. Tanto nas entrevistas qualitativas com agentes-chave da cadeia, como nas entrevistas individuais com os pecuaristas, foi unânime que a capacitação da mão de obra é um fator relevante para a adoção e manutenção da certificação SISBOV/TRACES. As informações da Tabela 38 evidenciam que 53% dos pecuaristas certificados capacitavam a mão de obra, tanto na prática interna da fazenda como em cursos externos de curta duração, a exemplo daqueles promovidos pelo SENAR. Na Tabela 43, observa-se que a presença do administrador na propriedade rural estatisticamente diferencia os dois grupos de análise. Enquanto 63% dos pecuaristas certificados trabalham com administradores capacitados, apenas 19% dos pecuaristas do outro grupo tem este tipo de mão de obra. Cabe lembrar que o administrador rural é o indivíduo responsável pela gestão da propriedade rural, diferente do ‗peão da fazenda‘ responsável pelas atividades operacionais do cotidiano da atividade rural.

Tabela 43. Mao de obra capacitada na produção rural.

Freq. (n) Freq. (%) Freq. (n) Freq. (%)

POSSUI ADMINISTRADOR RURAL?

não 12 37,5 42 80,8

sim 20 62,5 10 19,2

Certificados Não-certificados Qui-Quadrado

(p) Decisão Ho rejeito p<0,0005 (0,0001) Variável

Fonte: dados da pesquisa.

5.2.1.13. Localização

A localização da propriedade rural é outro fator explorado nos trabalhos empíricos sobre a adoção de tecnologia. Argumenta-se que os agricultores localizados em regiões mais próximas da agroindústria têm maior possibilidade de adotar novas tecnologias (BUAINAIN

et al., 2002). A Tabela 44 mostra que a proximidade da propriedade rural de frigoríficos exportadores não diferencia os dois grupos de análise. Nesta pesquisa, muito provavelmente esta variável não é significativa em função deste estudo estar restrito ao estado de São Paulo. O parque industrial de abate voltado para a exportação do estado de São Paulo é grande e as distâncias entre as unidades de abate e as propriedades rurais são pequenas quando comparadas com outras regiões brasileiras.

Tabela 44. Localização da propriedade rural.

Freq. (n) Média Máx. Mín. D.P. Freq. (n) Média Máx. Mín. D.P.

32 1,56 4 0 1,22 52 1,73 4 0 1,32 0,5597 aceita

Variável

Certificados Não-certificados t-student

(p)

Decisão Ho

Nº DE FRIGORÍFICOS

EXPORTADORES NO RAIO DE 100KM

Fonte: dados da pesquisa.