7 Avsluttande diskusjon og frampeik
7.3 Forskingsmessige implikasjonar
Frederick Taylor, considerado o pai da Administração científica, destacou-se como o pioneiro das concepções de organização do trabalho, ao divulgar seus princípios extremamente técnicos que culminaram em influenciar toda a administração moderna e modelar as estruturas organizacionais conhecidas e desenvolvidas nas corporações na contemporaneidade.
O sistema de Taylor se caracterizou pelo excesso de procedimentos técnicos que se caracterizavam basicamente de controle das tarefas e, por conseguinte de sua execução. Suas observações dos processos de trabalho como operário aprendiz em uma fábrica metalúrgica, o levaram a observar os movimentos dos trabalhadores e suas capacidades de execução das tarefas ligadas ao tempo e a produtividade destes. Percebeu a existência de variáveis que os condicionavam a tarefa, dentre elas as condições técnicas para realizá- la e o comportamento dos trabalhadores relacionado com a tarefa, o que incluiria, por exemplo, a apropriação do tempo em deslocamentos e em troca de ferramentas (PINTO, 2007).
Após sistematizar seus estudos, Taylor analisou primeiramente os processos e depois procurou determinar uma generalização por meio de princípios de sua administração científica. Vislumbrou que para o trabalhador deveria ser atribuída a tarefa mais elevada possível a partir de suas aptidões, o que posteriormente iria definir sua proposição para a seleção científica do trabalhador. Em suas observações, Taylor também verificou a falta de eficiência e a baixa produtividade dos trabalhadores e avaliou que estas estariam ligadas à falta de satisfação no trabalho. Ao relacionar satisfação com baixos salários, quase que em uma perspectiva direta, Taylor criou um sistema de pagamento que incentivou o trabalhador a produzir mais, o que se tornou vantajoso para os patrões e também para os funcionários, na medida em que em que a satisfação era atrelada exclusivamente aos salários.
Nessa perspectiva, foi determinada uma produção-padrão, com a qual o trabalhador receberia sua renda fixa mensal, desta forma, era necessário estabelecer a melhor maneira de realizar a tarefa e determinar o
tempo de sua execução por um trabalhador apto para isso, estabeleceu-se assim o tempo-padrão. Desta forma, como uma premissa de respostas acabadas, para determinar essa produção-padrão, era essencial definir a maneira ideal de realização de cada tarefa e a seguir definir o tempo na execução dessas, definindo-se também o tempo padrão. Essa divisão do trabalho em tarefas com elementos básicos de execução e controle determinava o tempo necessário para sua efetivação e eliminava os movimentos que desperdiçavam o tempo (FERREIRA, REIS e PEREIRA, 2002).
As ideias de Taylor se fixaram em diversos ramos de atividades que percorrem toda a cadeia produtiva, e fora desde a indústria até o comércio e serviços. Sua influência na indústria percorreu todo o século 20, e foi determinante na base conceitual (apesar de não explícita) de Henry Ford para a construção de sua linha de montagem na fábrica de carros em Detroit, na perspectiva de produção em larga escala. O fordismo, mais que uma nova maneira de organização do trabalho, preconizava um novo estilo de vida, era o início da “febre de consumo”.
Segundo Santos (2001), o consumo e a produção em massa seria o lema do fordismo que utilizou uma forma de organização espacial para a aceleração e controle do tempo de giro de capital produtivo. Já a partir da década de 50, os princípios tayloristas - fordistas foram referência para que outras concepções sobre a organização do trabalho fossem debatidas, ao considerar as novas conjunturas econômicas e sociais, o que incluiu o modelo contemporâneo de organização do trabalho, o Toyotismo (FLEURY; VARGAS, 1983).
A expressão taylorismo-fordismo refletiu os dois sistemas operados conjuntamente, o primeiro nos aspectos técnicos da divisão do trabalho da produção e da administração industrial; do controle de processos e rotinas laborais desenhadas e, o outro com os aspectos de criação de uma nova possibilidade para que o consumo fosse padronizado e abrangente.
Com todo o aparato tecnológico da época e ao se tornar diretor geral de sua própria fábrica, H. Ford realizou várias inovações operacionais (nos meios de produção) e organizacionais (na administração) em sua fábrica em Detroit. A ideia central seria padronizar os produtos e fabricá-los em grande
escala, fora dos padrões do ramo automobilístico da época. Acreditava-se na redução dos custos de produção e no aumento do consumo. Neste consumo preconizado por Ford, os trabalhadores estavam inseridos, ao considerar que com o aumento do consumo e por sua vez dos lucros corporativos, havia possibilidade de aumento nos ganhos dos funcionários (PINTO, 2007; MONTELLO, 1995). Sua célebre frase, ”você pode escolher a cor do carro que quiser desde que ele seja preto”, mostrava com clareza seu principal objetivo: a produção de uma imensa quantidade de carros que seriam acessíveis para uma grande parte da população (PINTO, 2007.p.41).
No fordismo as atividades do trabalho eram vistas sob outro prisma. As funções tinham o caráter reducionista que distribuíam as tarefas entre vários trabalhadores fixados em postos de trabalho, que por sua vez eram subdivididas em outras tarefas acessórias. Este modelo vinculava o trabalhador a um “apêndice” da máquina, pois elevava as atividades ao nível de limitação e simplificação extremas (PINTO, 2007.p.43).
Neste sentido, para Santos (ibid), é a partir dos escritos de Marx que verificou-se uma das pioneiras explicações da acumulação capitalista, na análise do mercado mundial, da força do homem e da natureza e, das modificações explícitas trazidas pela revolução agrícola e industrial. Além do que, a partir de seus construtos torna-se esclarecedor que “os processos sociais agem no capitalismo caracterizados por promover o individualismo, a alienação, a fragmentação, a efemeridade, a inovação, a destruição criativa [...]” (ibid,p.182). Essa imposição de fragmentação da produção, a tensão trazida pela experiência tempo-espaço e consequentemente as implicações nos processos sociais vivenciados nos sistemas tayloristas fordistas, levaria a organização do trabalho a tomar outros contornos.