O desenvolvimento sustentável e vantagem competitiva levam a um único foco entre os interesses de todas as partes interessadas, incluindo os acionistas, segundo Eccles (2011, p. 131). Dificilmente haverá uma completa convergência de interesses, porém podem aparecer soluções inovadoras que tragam benefícios para todos ou mesmo fazer concessões, o que implica escolhas difíceis, já que o conflito entre demandas que são compreensíveis, mas concorrem entre si, reflete a realidade que as empresas encontram atualmente na sociedade e com o governo. Eccles (2011, p.132) completa:
Essa convergência tem implicações para relatórios externos de uma empresa. Pondo de lado exigências e restrições legais e regulatórias – são reconhecidamente importantes, mas também podem ser mudadas – não existe justificativa para publicarem em separado relatórios financeiros e não financeiros (independente de sua denominação). Tendo em vista que uma estratégia sustentável passa pela integração dos desempenhos financeiros e não financeiro, a consequência inevitável é que a companhia deve divulgar seus avanços nessa direção de um modo integrado.
Desta forma surge “O International Integrated Reporting Council” (IIRC), que é uma coalizão global de reguladores, investidores, empresas, organismos de normatização, representantes do setor contábil e de ONGs que, em conjunto, compartilha a visão de que os relatórios corporativos precisam evoluir para proporcionar uma comunicação concisa sobre como a estratégia, governança, desempenho e as perspectivas de uma organização, no contexto de seu ambiente externo, levam à criação de valor no curto, médio e longo prazo.
Um relatório integrado resulta em uma explicação mais abrangente do desempenho do que os relatórios tradicionais, descrevendo e mensurando, quando possível, os elementos materiais de criação de valor e os relacionamentos entre eles. Em particular, isso torna visível todos os capitais dos quais depende a criação de valor (passada, presente e futura), como a organização usa esses capitais e seus efeitos sobre eles.
O IIRC reconhece que o valor não é criado por uma organização apenas, mas é também:
(a) Influenciado pelo ambiente externo (incluindo condições econômicas, mudanças tecnológicas, questões sociais e desafios ambientais), que cria o contexto no qual a organização opera.
(b) Criado pelos relacionamentos com outros (incluindo funcionários, clientes, fornecedores, parceiros de negócios e comunidades locais). (c) Dependente da disponibilidade, acessibilidade, qualidade e
gerenciamento de vários recursos.
(d) Como a organização interage com o ambiente externo e os capitais para criar valor no curto, médio e longo prazo.
Figura 1. Uma organização interage com seu ambiente externo e usa e afeta os capitais para criar valor no decorrer do tempo a curto, médio e longo prazo.
Os elementos de uma organização que interagem com o ambiente externo e os capitais para criar valor no decorrer do tempo estão descritos no diagrama expandido na Figura 2.
Figura 2. A imagem completa do processo de criação de valor de uma organização, mostrando a interação dos elementos de conteúdo e os capitais no contexto do ambiente externo da organização.
No cerne da organização está seu modelo de negócios, que descreve os diversos capitais, de uma forma ou de outra, como insumos aos negócios e que, através de suas atividades de negócios, converte-os em entregáveis (produtos, serviços, subprodutos e desperdícios). As atividades da organização e seus produtos levam a resultados em termos de efeitos sobre os capitais. Alguns capitais pertencem à organização, enquanto outros pertencem às partes interessadas ou à sociedade de modo geral.
A organização e a sociedade, portanto, compartilham o custo dos capitais usados como insumos e o valor criado pela organização.
Os capitais ou Recursos e Relacionamentos
Todas as organizações dependem de diversas formas de capitais para seu sucesso, os quais são classificados em: capitais financeiros, manufaturados, intelectuais, humanos, sociais e de relacionamentos e naturais, embora a adoção dessa categorização não seja obrigatória para as organizações prepararem relatórios integrados.
Os capitais são depósitos de valores que, de uma forma ou de outra, tornam- se insumos para o modelo de negócios de uma organização. Eles são aumentados, diminuídos ou transformados através de atividades e produtos da organização,
sendo aprimorados, consumidos, modificados, destruídos ou afetados de outra forma por essas atividades e produtos. Por exemplo, o capital financeiro de uma organização é aumentado quando ele gera lucro, e a qualidade de seu capital humano é aumentada quando os funcionários estão mais bem treinados.
O estoque geral de capitais não é fixo no decorrer do tempo. Existe um fluxo constante entre e dentro dos capitais conforme eles aumentam, diminuem ou são transformados. Por exemplo, quando uma organização melhora seu capital humano através de treinamento dos funcionários, os custos do treinamento relacionado reduzem seu capital financeiro. O efeito é que o capital financeiro foi transformado em capital humano. Embora este seja um exemplo simples e apresentado somente pelo ponto de vista da organização, ele demonstra a interação e a transformação contínuas entre os capitais, embora em graus e resultados variáveis.
Muitas atividades causam aumentos, reduções ou transformações que são muito mais complexas que aquelas citadas no exemplo acima e envolvem uma combinação maior de capitais (ou dos componentes de um capital, como o uso da água e de fertilizantes para desenvolver culturas que servem de alimento para o gado. São todos componentes de capital natural).
Embora as organizações visem criar valor de modo geral, isso pode envolver a diminuição ou a destruição de valores armazenados em alguns capitais, resultando em uma diminuição líquida do estoque geral de capitais. Em muitos casos, o fato de haver um aumento ou uma diminuição líquida dependerá do ponto de vista; como no exemplo acima, funcionários e empregadores podem valorar o treinamento de forma diferente.
O termo “criação de valor” inclui casos em que o estoque geral de capitais é diminuído (ou seja, quando algum valor é diminuído ou destruído).
Categorias e descrições dos capitais
Fonte: Integrated Reporting <IR> by International Integrated Reporting Council (IIRC)
1. Capital financeiro: O pool de fundos que está disponível para uma organização usar na produção de bens ou na prestação de serviços obtido pelo financiamento, como dívidas, ações ou subsídios, ou gerados por operações ou investimentos.
2. Capital manufaturado: Objetos físicos fabricados (diferentemente de objetos físicos naturais) que estão disponíveis para uma organização usar na produção de bens ou na prestação de serviços, incluindo: construções, equipamentos, infraestrutura (como estradas, portos, pontes e instalações de tratamento de resíduos e de água). O capital manufaturado é muitas vezes criado por outras organizações, mas inclui ativos fabricados pela organização que está fazendo o relatório quando são retidos para uso próprio.
3. Capital intelectual: Organizacional, com intangíveis baseados no conhecimento, incluindo: propriedade intelectual, tais como patentes, direitos autorais, software, direitos e licenças, “capital organizacional”, como conhecimentos tácitos, sistemas, procedimentos e protocolos, bens intangíveis associados à marca e à reputação desenvolvida pela organização.
4. Capital humano: Competências, capacidades e experiências das pessoas, bem como suas motivações para inovar, incluindo seu/sua: Alinhamento e suporte à estrutura de governança da organização; abordagem de gerenciamento de riscos e valores éticos; capacidade de entender, desenvolver e implementar a estratégia de uma organização; lealdade e motivações para melhoria de processos, bens e serviços, incluindo sua capacidade para liderar, gerenciar e colaborar.
5. Capital social e de relacionamento: As instituições e os relacionamentos internos e entre comunidades, grupos de partes interessadas e outras redes, bem como a habilidade de compartilhar informações para aprimorar o bem estar individual e coletivo. O capital social e de relacionamentos inclui: compartilhamento de normas, valores e comportamentos comuns; os relacionamentos entre as principais partes interessadas e a confiança e disposição para se engajar que uma organização desenvolve e se esforça por solidificar e proteger junto a partes interessadas externas, como clientes, fornecedores, parceiros de negócios; comunidades locais, legisladores, reguladores e responsáveis por políticas; a licença social para uma organização operar.
6. Capital natural: Todos os recursos ambientais renováveis e não renováveis e processos que fornecem bens ou serviços que suportam a prosperidade passada, presente ou futura de uma organização. Inclui: ar, água, terra, minérios e florestas; biodiversidade e saúde do ecossistema.
Nem todos os capitais são igualmente relevantes ou aplicáveis a todas as organizações. Embora muitas organizações interajam com todos os capitais em alguma extensão, essas interações podem ser relativamente pequenas ou tão indiretas que são consideradas imateriais para fins de IR.
A proposta deste relatório não requer que as categorias identificadas acima sejam adotadas por todas as organizações. Em vez disso, os principais motivos para incluir o modelo de capitais são para que sirvam:
• Como um referencial para assegurar que as organizações considerem todas as formas de capital que elas usam ou afetam.
• Como parte da sustentação teórica do conceito de valor.
Seria impraticável, e até mesmo desnecessário, que a proposta definisse todos os possíveis estoques de valores de forma exclusiva e exaustiva e de maneira que tentasse cobrir todas as abordagens de cada organização para a criação de valor. Por exemplo: os relacionamentos com partes interessadas externas (parte do capital social e de relacionamentos) e os bens intangíveis associados à marca e reputação (parte do capital intelectual) podem ser considerados por algumas organizações como capitais separados, como parte de outros capitais ou abrangendo diversos capitais individuais.
Independentemente de como uma organização categoriza os capitais para seus próprios fins, as categorias identificadas acima devem ser usadas como um referencial para assegurar que a organização não negligencie um capital que ela usa ou afeta.
O grau em que as organizações, coletivamente ou individualmente, desenvolvem ou reduzem a utilização dos diversos capitais pode ter um efeito importante na disponibilidade, qualidade e acessibilidade desses capitais, particularmente com respeito a capitais com fornecimento limitado ou que não sejam renováveis.
Isso pode afetar a viabilidade, no longo prazo, de um modelo de negócios da organização e, portanto, sua capacidade para criar valor no decorrer do tempo. As divulgações sobre os capitais, portanto, incluem os fatores que afetam sua disponibilidade, qualidade e acessibilidade, bem como as expectativas de uma organização sobre sua capacidade de produzir fluxos entre eles que atendam à sua demanda futura.
O limite de um relatório integrado é determinado por referência a oportunidades, riscos e impactos que têm um efeito material sobre a capacidade da entidade de criar valor ao longo do tempo.
A tabela a seguir fornece exemplos de ligações entre as capitais e as partes interessadas para ilustrar como uma organização pode utilizar o modelo de capitais
em conjunto com a análise das partes interessadas para determinar seu limite de relatórios.
Fonte: Integrated Reporting <IR> by International Integrated Reporting Council (IIRC)
Nem todos os capitais que uma organização usa ou afeta são de propriedade dessa organização. Eles podem pertencer a outros ou a ninguém oficialmente (por
exemplo: acesso a ar não poluído). Esse ponto é relevante para o conceito de valor que será discutido adiante.
Indicadores quantitativos, como KPIs- Key Performance Indicators e métricas monetizadas, podem ser importantes para explicar o uso e o efeito, por parte da organização, de diversos capitais.
Contudo, o IR não requer, e não seria prático que o fizesse, que as organizações tentem quantificar todos os usos e efeitos dos capitais. Muitos usos e efeitos são mais bem reportados (e, em alguns casos, somente assim reportados) na forma de narrativa do que por indicadores quantitativos.
O IR não requer, e não seria praticável possuir a expectativa, de fornecimento de uma contabilidade exaustiva de todas as complexas interdependências entre os capitais, como o impacto líquido de uma organização sobre qual seria o estoque global de capitais adequado. É importante, entretanto, que um relatório integrado divulgue as interdependências que são consideradas na determinação dos limites dos relatórios e das compensações entre perdas e ganhos que influenciarão a criação de valor no decorrer do tempo, incluindo compensações:
• Entre capitais ou componentes de um capital (como a criação de empregos em uma atividade que afete negativamente o ambiente)
• No decorrer do tempo (como a escolha de uma ação quando outro rumo poderia resultar em maior incremento de capital, mas não antes de um período posterior)
• Entre capitais de propriedade da organização e aqueles que são de propriedade de terceiros, ou que não pertencem a ninguém.
O modelo de negócio
O modelo de negócio de uma organização é o sistema que ela selecionou para determinar insumos, atividades de negócios, saídas e resultados que visa criar valor no curto, médio e longo prazo.
O modelo de negócio se situa no cerne de uma organização e representa os fundamentos de suas atividades, operando dentro da arquitetura organizacional global.
Um relatório integrado identifica os principais insumos e também mostra como esses insumos se relacionam com os capitais dos quais a organização depende ou que fornecem uma fonte de diferenciação para a organização, conforme sua materialidade para entender a solidez e a resiliência do modelo de negócio. A discussão fornece uma explicação concisa, porém significativa, de como esses principais insumos vinculam-se aos capitais, oportunidades e riscos, estratégia e desempenho financeiro (por exemplo: base de custo). Por exemplo:
• Para aumentar o entendimento do público de usuários do relatório sobre o uso de capital financeiro, a organização normalmente fornece uma visão geral de seu modelo de financiamento.
• Em termos de capital manufaturado, a organização pode explicar como as instalações e equipamentos aumentam a eficiência e a eficácia operacional na forma de produtividades, contenção de custos, aumento de segurança no trabalho e responsabilidade ambiental. As organizações também podem explicar sua confiança em infraestruturas externas, que pode ser na forma de bens públicos ou recursos de terceiros. A existência continuada de sua infraestrutura externa pode ser essencial para o sucesso do modelo de negócio no longo prazo.
• Muitos bens intangíveis de “conhecimentos” e “organizacionais” não são capturados no balanço patrimonial, mas podem ser vitais para um modelo de negócios robusto. É importante explicar sua capacidade para criar valor.
• Os funcionários, um elemento fundamental do capital humano, podem ser o maior ativo de uma organização, mas as divulgações frequentemente negligenciam sua contribuição para o sucesso no longo prazo. Muitos modelos de negócio requerem não somente uma força de trabalho dedicada e comprometida, como também uma com conhecimentos ou habilidades especializadas. A importância do capital humano pode ser refletida em uma discussão sobre a moral, a motivação e a diversidade dos funcionários e como as habilidades essenciais são mantidas, tais como através de programas de treinamento e desenvolvimento.
• Com respeito ao capital social e de relacionamentos, a maioria dos modelos de negócio requer uma rede de relacionamentos para ter êxito. Para alguns, o gerenciamento da cadeia de suprimentos pode ser um dos aspectos mais
importantes do modelo de negócio, enquanto outros podem ser baseados em interações com comunidades locais ou no desenvolvimento conjunto de tecnologias.
Muitas organizações dependem de matérias primas para assegurar a continuidade de sua produção. Limites planetários podem tornar um negócio vulnerável a mudanças de recursos naturais, alguns dos quais podem ser abruptos e irreversíveis. Os serviços de ecossistema, como purificação de água, ciclo de nutrientes, polinização e captura de carbono também podem estar em destaque no modelo de negócio. É importante explicar como assegurar a disponibilidade, qualidade e acessibilidade desses componentes do capital natural. Além disso, os esforços de remediação ambiental são explicados no relatório integrado se eles forem significativos.
Um relatório integrado não tenta fornecer uma lista completa de todos os capitais usados. Ao invés disso, o foco recai sobre os capitais que têm influência material sobre a capacidade de criar no curto, médio e longo prazo, sejam ou não controlados ou de propriedade da organização.
Atividades de negócios
No centro do modelo de negócio está à conversão de insumos em produtos entregáveis através de atividades de negócios. Essas atividades podem incluir o planejamento, o projeto e a fabricação de produtos ou o desenvolvimento de habilidades especializadas na prestação de serviços.
A realização dessas atividades requer que o modelo de negócio reflita atributos como: qualidade, competitividade de custos e vantagens tecnológicas.
Quando relevante, um relatório integrado discute a contribuição feita para o sucesso da organização no longo prazo por iniciativas que influenciam a eficácia e a eficiência das atividades de negócios, como melhorias de processos, treinamento de funcionários e gerenciamento de relacionamentos.
A descrição das atividades de negócios inclui como a organização se diferencia no mercado (como pela diferenciação de produtos, segmentação de mercado, canais de entrega e marketing). Ele também pode explicar o quanto o modelo de negócios depende da geração de receitas após o ponto de vendas inicial (como contratos de garantia estendida ou encargos com uso na rede).
Incentivar uma cultura de inovação é frequentemente uma atividade de negócios essencial em termos de geração de novos produtos e serviços que antecipem a demanda do cliente, introduzindo eficiências e um melhor uso de tecnologias, substituindo insumos para minimizar efeitos sociais ou ambientais adversos e procurando usos alternativos para produtos. A capacidade do modelo de negócio para se adaptar a mudanças (como na disponibilidade, qualidade e acessibilidade de insumos) pode afetar a viabilidade da organização no longo prazo. A descrição do modelo de negócio, portanto, explica a abordagem com relação à inovação e à assertividade a mudanças.
Produtos
Um relatório integrado identifica os principais produtos e serviços de uma organização. Pode haver outras saídas resultantes, como subprodutos e resíduos (inclusive emissões), que precisem ser discutidas na divulgação do modelo de negócio, dependendo de sua materialidade.
Resultados
Os resultados são definidos como consequências internas e externas (positivas e negativas) para os capitais como resultado das atividades e saídas resultantes dos negócios de uma organização. Os resultados podem, portanto, ser:
• Internos à organização (como moral dos funcionários e reputação organizacional) ou externos (como benefícios aos clientes que derivam dos produtos e serviços da organização, contribuições à economia local através de empregos e impostos e efeitos ambientais)
• Positivos (ou seja, resultam em aumento líquido dos capitais e, portanto, criam valor) ou negativos (ou seja, resultam em diminuição líquida dos capitais e, portanto, diminuem ou destroem valor).
Identificar e descrever resultados, especialmente resultados externos, requer que as organizações considerem os capitais de forma mais abrangente do que apenas aqueles pertencentes ou controlados pela organização. Por exemplo, isso pode requerer a divulgação dos efeitos sobre os capitais ao longo de toda a cadeia de valor (como as emissões de carbono causadas por produtos que a organização
fabrica e práticas trabalhistas dos principais fornecedores, consulte também a Seção 5G sobre os limites dos relatórios).
Criação de valor
O IR explica como uma organização cria valor no decorrer do tempo. A criação de valor, portanto, reside no cerne do IR. Como notado acima, sempre que a criação de valor for mencionada, ela também incluirá a destruição de valor. Em essência:
• Uma organização pode criar e maximizar valor atendendo aos interesses e trabalhando com todas as principais partes interessadas, como funcionários, clientes, fornecedores, parceiros de negócios, comunidades locais, legisladores e responsáveis por políticas, bem como trabalhando com eles. O valor criado dessa maneira se manifesta em retornos financeiros aos fornecedores de capital financeiros e também em efeitos, positivos ou negativos, sobre outros capitais e outras partes interessadas.
Os capitais são depósitos de valor. O valor é criado para uma organização e suas partes interessadas como resultado do aumento, da diminuição ou da transformação dos capitais devido às atividades e produtos da organização.
O valor, para fins do IR, é determinado em referência a uma ampla gama de interações, atividades, relacionamentos e causas/efeitos, além daqueles diretamente associados a mudanças no capital financeiro.
As informações que viabilizam a capacidade de uma organização criar valor no decorrer do tempo são comunicadas por uma descrição que inclui: como a organização usou e pretende usar os diferentes capitais, os efeitos sobre as compensações entre perdas e ganhos de capitais no decorrer do tempo e os direcionadores de valor da organização e as oportunidades e riscos que os afetam. Tais fatores estão reunidos em Elementos do Conteúdo.
Valor para fornecedores de capital financeiro