6. Empiriske funn - Caseanalyse av den japanske plateindustrien
6.2.1 Det fysiske markedet
Um dos etnocídios mais conhecidos perpetrados pelo fundamentalismo religioso junto do fundamentalismo político foi o praticado nas conquistas Ibéricas da América, que destruiu as populações indígenas que aqui se encontravam, em nome do cristianismo e do lucro.
A Bíblia já foi, por muitas vezes, o texto legitimador das políticas genocidas dos povos originários, não só da América do Sul, mas também da América do Norte, ontem com a escravidão dos africanos, como hoje na marginalidade dos imigrantes, na ideia de “América para os Americanos” (GRANOI, 2008) e no conflito israelo- palestinense.
Boff (2009) diz que os fundamentalistas da religião católica não diferem muito do fundamentalismo protestante. Principalmente no que concerne à moral e aos costumes e aos interesses econômicos de colonizadores de outrora e de agora.
O fundamentalismo protestante está intimamente ligado à política e ao imperialismo, principalmente quando analisamos as estruturas administrativas estadunidenses e a sua grande influência nos países que hoje são colonizados
(Oriente Médio). O objetivo estadunidense supostamente é levar a democracia e os bons costumes da cultura judaico-cristã aos países colonizados, mas na realidade o objetivo principal é expandir a economia capitalista, a busca pelo lucro e, no caso do Oriente Médio, também o controle de jazidas de petróleo.
Quando analisamos a história da Palestina e a consequente colonização dos judeus sionistas, nos deparamos com vários relatos do envolvimento de políticos e religiosos. Ou mesmo de políticos religiosos, que interferiram em decisões políticas, tomando como princípio suas crenças.
No início da idealização da colonização da Palestina, políticos ingleses que tomaram decisões sobre o fato eram protestantes e adeptos das teorias dispensacionalistas. O principal deles foi Arthur James Balfour, “(...) had been brought up in an evangelical home and was sympathetic to Zionism because of the influence of dispensational teaching. He regarded history as 'an instrument for carrying out a Divine purpose.‟” (SIZER, 2002. p. 60). Ele foi o autor da declaração de Balfour que autorizou a colonização judaica na Palestina, em nome da Grã- Bretanha.
Além de Balfour, décadas à frente, vemos os presidentes dos EUA totalmente envolvidos com os cristãos e judeus sionistas, que pressionam ainda hoje a administração do país a se colocarem a favor do Estado de Israel e de seu governo.
In 1976, described as 'the year of the ascendancy of Christian Zionism‟, a series of events brought Christian Zionism to the forefront of US mainstream politics. Jimmy Carter was elected as the 'born again' President drawing the support of the evangelical right. In Israel, Menachem Begin and the Likud Party also came to power in 1977. A tripartite coalition emerged between the political Right, evangelicals and the US Israeli lobby to form a powerful coalition. In 1978, Jimmy Carter acknowledged how his own pro-Zionist beliefs had influenced his Middle East policy (SIZER, 2002, p. 85).
Ademais, os cristãos e judeus sionistas são um dos maiores patrocinadores dos candidatos políticos do país, e “conselheiros” de alguns governos:
'White House Seminars' became a regular feature of Reagan's administration bringing leading Christian Zionists like Jerry Falwell, Mike Evans and Hal Lindsey into direct personal contact with national and Congressional leaders. In 1982, for instance, Reagan invited Falwell to give a briefing to the National Security Council on the possibility of a nuclear war with Russia. Hal Lindsey also claimed Reagan invited him to speak on the subject of war with Russia to Pentagon officials (SIZER, 2002, p. 87).
A administração dos EUA está permeada de religião. Mesmo que seus presidentes não deem tanta importância às crenças, acabam por serem influenciados pelo Lobby judeu e cristão, que financiam a maioria dos políticos estadunidenses.
A colonização de Israel e a defesa por parte dos Estados Unidos a esta colonização nos demonstra muito bem, até que ponto a religião interfere na política e vice-versa. Mostra também até que ponto as doutrinas religiosas se acomodam nas doutrinas políticas, e as políticas se acomodam nas doutrinas religiosas.
Experiências que se encontram na história da Humanidade podem demonstrar o quanto as interferências religiosas na política acabam por desrespeitar e denegrir o outro povo e a outra cultura, pois os fundamentalismos não estão abertos ao diferente, não valorizam a etnicidade como expressão da riqueza humana, mas somente enxergam o outro como ocasião para o enriquecimento para a imposição das próprias convicções.
Por ello tiene razón Raimon Panikkar cuando afirma que „...la pretensión de apropiarse de Dios como un valor supracultural por parte de algunos llevó a las guerras religiosas y al cinismo consecuente: „Dios está con el batallón más fuerte‟.‟ (RIESGO, 2003, p.16).
Deus passa a ser supérfluo, subsiste como marca de quem está a vencer, não revelando-se no sofrimento humano, nem desperta compaixão. Os que lutam para sobreviver passam a lutar contra esse Deus, o Deus do civilizado, da democracia e do lucro, e aquele que luta contra esse Deus inventado pelos soberanos, passa a ser apóstata e, por isso, mesmo perseguido (SANTOS, 2014).
Um exemplo da utilidade de Deus para as civilizações, principalmente aquelas que dominam o poder, pode ser visto quando o Papa Nicolau V concedeu privilégios aos reis de Portugal, dando permissão de invadir, conquistar, combater, submeter terras e povos. Acreditando eles que haveria somente um Deus correto, uma cultura e uma religião, e a vontade desse Deus era que Portugal fosse a outras regiões e levasse o poderio e a verdade, pois fora do Ocidente não haveria cultura e nem salvação. Estas ideologias fundamentalistas eram apoiadas pelos políticos e religiosos. Assim como foi a aceitação da colonização da Palestina, não levando em consideração os que iriam ser oprimidos:
For in Palestine we do not propose even to go through the form of consulting the wishes of the present inhabitants of the country ... the Four Great Powers are committed to Zionism. And Zionism, be it right
or wrong, good or bad, is rooted in age-long traditions, in present needs, in future hopes, of far profounder import than the desires or prejudices of the 700,000 Arabs who now inhabit that ancient land ... I do not think that Zionism will hurt the Arabs... in short, so far as Palestine is concerned, the Powers have made no statement of fact which is not admittedly wrong, and no declaration of policy which, at least in the letter, they have not always intended to violate. (INGRAMS apud SIZER, 2002, p. 62).
Da mesma forma os Ibéricos tomaram atitudes contra aqueles que se colocassem contra essas ideologias do Império, baseados nas encíclicas Mirari vos (1832) e pelo Sílabo de Pio IX (1864) (Boff, 2009). O mesmo aconteceu quanto na colonização judaica da Palestina, interesses políticos e religiosos dos Estados soberanos estavam em jogo,
He [Balfour] regarded history as 'an instrument for carrying out a Divine, purpose.‟ (...)
Negotiations over a British declaration of support for the Zionists began in early 1917 between Lord Balfour, (then British Foreign secretary), other members of the British government and with representatives of the Zionist Organisation (...) In October 1917, Balfour learned that Germany was about to issue its own declaration of sympathy with Zionism and therefore recommended that the British Cabinet pre-empt them. At Balfour's invitation, in July 1917, the Zionist Organisation offered a suggested draft to Balfour:
„1. His Majesty's Government accepts the principle that Palestine should be reconstituted as the National Home of the Jewish people. 2. His Majesty's Government will use its best endeavours to secure the achievement of this object and will discuss the necessary methods and means with the Zionist Organization.‟ (SIZER, 2002, pp. 60-61).
A religião e a política sempre andaram de mãos dadas para seus interesses, não importando a quem iam prejudicar, mas sempre pensando em sua própria crença sem alteridade, objetivando de toda maneira o lucro, financeiro e pessoal.
É claro que o objetivo não é somente dar uma terra aos judeus, ou mesmo levar o cristianismo aos povos “perdidos” no mundo, tudo isso tem a ver com a economia dos países que se envolvem em planos como estes.
3.5. FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO E FUNDAMENTALISMO POLÍTICO: DUAS