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3 PROPORSJONALITET

3.2 Forholdsmessighetsprinsippet

O Hospital do Câncer de Barretos é um hospital de pequeno porte. Tem atualmente 80 leitos. Sua tipologia é caracterizada pela horizontalidade, embora não seja totalmente térreo e sua distribuição é do tipo pavilhonar. Há atualmente onze pavilhões destinados ao tratamento dos utentes, outros três destinados aos apoios, serviços e ains e um outro recém inaugurado voltado para ins de prevenção contra o câncer.

O Pavilhão 1 recebe o nome do Cantor Sérgio Reis e abriga o laboratório de análises clínicas e o núcleo hematologia hematoterapia; o Pavilhão 2 recebe os nomes dos cantores Chitãozinho e Xororó e abriga o setor da radiologia, da radioterapia, complexo de pequenas cirurgias e instalações da endoscopia; o Pavilhão 3 recebe o nome de Antenor Duarte Vilela e abriga o ambulatório; o Pavilhão 4 recebe os nomes dos cantores Leandro e Leonardo e abriga a área destinada à medicina nuclear, isioterapia, odontologia e fonoaudiologia; o Pavilhão 5 recebe o nome da apresentadora Xuxa Meneghel e abriga a oncologia clínica, a hematologia e a pediatria; o Pavilhão 6 recebe o nome do então Senador José Serra e abriga o centro cirúrgico e o aniteatro; o Pavilhão 7 recebe o nome do apresentador Gugu Liberato e abriga a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e a secretaria das comissões; o Pavilhão 8 recebe o nome dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano e abriga a internação cirúrgica e fotograia médica; o Pavilhão 11 recebe o nome dos cantores João Paulo e Daniel e abriga os setores de patologia, farmácia, biblioteca, RH e departamento pessoal; o Pavilhão (atualmente o hospital conta com 10 obras em andamento simultaneamente) nem mesmo por ajudas

governamentais. O tipo de ajuda inanceira que realmente mantém a instituição em funcionamento desta maneira, é a ajuda da sociedade que, através de inúmeras formas de doação, mantém as inanças da instituição em dia. A seguir, como ilustração, uma parte de um informativo demonstrando as diversas formas de contribuição.

Fig. 08

Folder de divulgação das formas de doação com as quais conta o Hospital do Câncer de Barretos. Fonte: acervo do Hospital do Câncer de Barretos. Fig. 09 Fotos de caminhão descarregando doações feitas ao Hospital do Câncer de Barretos. Fonte acervo pessoal

Fig. 11 Fotos demonstrativas das varandas de circulação periférica do Hospital do Câncer de Barretos.

Fonte: acervo pessoal.

Fig. 12 Fotos ilustrativas dos ambientes de uso comum do Hospital do Câncer de Barretos.Fonte: acervo pessoal.

Obviamente nem tudo é perfeito. Existem sim setores com grande quantidade de pessoas, como o ambulatório, onde praticamente se faz a triagem inicial dos utentes, o que inclusive gera ilas de espera e pessoas incomodadas. Também existem os tradicionais corredores, mas estes em geral são destinados à circulação técnica dos proissionais, aos serviços de apoio etc. Obviamente o hospital não é perfeito, mas pode-se concluir que ele oferece muito mais qualidade que falta dela, principalmente naqueles ambientes de maior permanência e circulação dos utentes e familiares. Certamente em muito a arquitetura consegue contribuir na qualidade de todos os ambientes destinado aos seus usuários. A todos eles.

12 recebe o nome dos cantores Gian e Giovani e abriga os setores de secretaria, compras e qualidade; e o Pavilhão 13 recebe o nome dos cantores Sandy e Júnior e é o pavilhão destinado às internações, tanto adulta quanto pediátrica.

Os pavilhões 9 e 10 são pavilhões de apoio. O 9 abriga toda a central de apoio e serviços e o pavilhão 10, ainda em construção, abrigará as instalações administrativas e provedoria.

Não consta nesta implantação ainda o pavilhão recém inaugurado que é patrocinado inteiramente pela empresa Avon e que se destina exclusivamente à prevenção contra o câncer.

O crescimento do hospital parece ter acontecido de maneira desordenada, porém de forma racional. Não há uma confusão arquitetônica na implantação e nem mesmo uma grande diferenciação visual entre os pavilhões antigos e os novos. O que denuncia diferença entre eles é o material de acabamento utilizado nas diferentes etapas da construção, o que em nada compromete a qualidade dos ambientes nem ao menos incomoda os usuários.

O complexo todo, por onde se ande, é agradável e convidativo. Há a presença de paisagismo em praticamente toda sua implantação o que torna os ambientes bastante agradáveis.

A área destinada à permanência dos utentes, o setor das enfermarias (Pavilhão Sandy e Júnior) é bastante agradável. Embora arquitetonicamente não seja diferenciada, o fato de haver uma boa relação entre interior e exterior, a presença de paisagismo, a utilização adequada de cores, ter conforto térmico garantido – embora de maneira artiicial – e ter uma decoração simples, porém muito agradável, traz os valores básicos que tornam este setor bastante confortável e coniável. De maneira geral, os ambientes podem ser caracterizados pelo adjetivo feliz. São ambientes felizes e as pessoas que por eles circulam, geralmente acompanhantes ou mesmo utentes, irradiam felicidade e coniança. É uma sensação contagiante e impressionante, principalmente por se tratar de um hospital. Em geral, o ambiente não parece um ambiente hospitalar convencional. A arquitetura não é em nada genial, ela somente parece tratar cada detalhe com o devido valor e isso parece trazer qualidade aos ambientes.

Por exemplo, qualquer pessoa ao circular pelos corredores do complexo, sendo eles abertos ou fechados em função do seu uso, terá a sensação de estar circulando por varandas. Neles sempre se tem luz natural em abundância, conforto térmico, presença de paisagismo, relação prazerosa com o exterior, entre outros fatores. Tudo isso faz com que estes espaços deixem de parecer corredores e pareçam grandes varandas e neles os utentes não parecem circular, mas passear.

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A construção iniciou-se pelo Hospital Santa Clara (1), seguida pelo Hospital São Francisco (2), Hospital São José (4), Pavilhão Pereira Filho (5), Hospital Santa Rita (6), Hospital da Criança Santo Antônio (8) e Hospital Don Vicente Scherer (7), conforme mostra a igura acima.

O Hospital Santa Clara foi inaugurado em 1826 e é o grande hospital geral de adultos do complexo. Suas atividades abrangem a assistência, o ensino e a pesquisa; seu atendimento abrange urgência, emergência, consultas eletivas, exames, cirurgias, internação e intensivismo. Atualmente, o Hospital Santa Clara possui 372 leitos (85% destinados ao atendimento SUS) sendo 38 destinados à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e engloba 28 especialidades com foco na clínica médica, cirúrgica e na área materno-infantil.

O Hospital São Francisco foi inaugurado em 1930 e sua especialidade é cardiovascular e cirurgias de grande porte. Suas atividades abrangem tanto a assistência quanto o ensino e a pesquisa; seu atendimento abrande consultas eletivas, exames, cirurgias, internação e intensivismo. Suas instalações contam com 93 leitos (sendo 30% deles destinados do SUS) incluindo os 20 destinados à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O Hospital São José foi inaugurado em 1946 e sua especialidade é neurocirurgia e neurologia. Suas atividades abrangem a assistência, o ensino e a pesquisa; seu atendimento abrange consulta eletiva, exames, cirurgias, internação e intensivismo. Suas instalações contam com 80 leitos (40% destinados ao atendimento SUS) incluindo os 13 da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O Pavilhão Pereira Filho foi inaugurado em 1965 e sua especialidade é pneumologia e cirurgia torácica. Suas atividades abrangem a assistência, o ensino e a pesquisa e seu atendimento abrange consultas eletivas, exames, cirurgias, internação e intensivismo. Suas instalações abrangem 80 leitos (30% destinados ao SUS) incluindo os 12 leitos destinados à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O Hospital Santa Rita foi inaugurado em 1967 e incorporado ao complexo da Santa Casa em 1989. Sua especialidade é a oncologia, suas atividades abrangem a assistência, o ensino, a pesquisa, a prevenção e a educação. Seu atendimento abrange as consultas eletivas, os serviços de diagnósticos e tratamento, as cirurgias, internações e tratamento intensivo. Atualmente conta com 178 leitos (40% destinados ao atendimento SUS) incluindo os 10 leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI),

O Hospital da Criança Santo Antônio foi inaugurado em 1953, mas até o ano de 2002 funcionava

4.3 Santa Casa de Porto Alegre

A Santa Casa de Porto Alegre é uma instituição que existe desde 1826 e desde sua inauguração até hoje, prima pelo atendimento aos excluídos. No início, os excluídos eram os indigentes, os escravos urbanos abandonados etc. e atualmente, pode se entender por excluídos, aqueles que não têm a condição inanceira para garantir seu atendimento de maneira particular ou mesmo através de um plano de saúde, ou seja, a população assistida pelo SUS.

Até as décadas de 80/90 do século passado, a instituição atendia 95% de seus usuários pelo sistema do SUS. Atualmente, tal parcela concentra-se em 60%, o que ainda é um índice bastante alto e mais adiante vamos entender o porquê desta mudança de percentual e suas consequências.