1 Innledning
1.7 Forholdet mellom Grunnlovens menneskerettigheter og internasjonale
Um breve histórico das tendências de procedimentos de investigação relacionadas às abordagens teóricas oferecidas neste trabalho é apresentado nos próximos parágrafos.
A pesquisa qualitativa utiliza como procedimentos de investigação, dentre outros, o estudo de caso (de pesquisa), a etnografia, a pesquisa narrativa, a pesquisa fenomenológica, a ground theory e a pesquisa documental (GODOY, 1995b, p. 21; CRESWELL, 2014, p. 13). Há também o procedimento da triangulação para aprofundar a compreensão de uma investigação. Esta se dá através do emprego de distintas “linhas de ação” convenientemente escolhidas. Com isto, pode- se alcançar uma melhor compreensão do fenômeno que se pretende investigar. De forma abrangente, a triangulação, pode empregar múltiplos procedimentos, métodos, teorias, tecnologias de coletas de dados, pesquisadores ou a combinação deles (DENZIN, 1978, p. 295; BERG, p. 4, 6; VERGARA, 2006, p. 22).
As metodologias de pesquisa empregadas no campo da gestão estratégica estão cada vez mais se tornando sofisticadas. As primeiras foram marcadas por estudos normativos, baseados em estudos de caso indutivos. Logo após, por certo
período, a pesquisa empírica positivista e dedutiva dominou, mas, com o advento da
resource-based view, voltaram os métodos indutivos com base no estudo de caso de
uma única empresa ou poucas (HOSKISSON, 1999, p. 418, 420, 431, 437).
O emprego da abordagem de pesquisa qualitativa para identificar recursos da empresa cresce à medida que aumenta a compreensão de que esta possui um conjunto de recursos distintos das demais concorrentes (heterogeneidade) (HOSKISSON, 1999, p. 418; BARNEY, 1991, 101). Além disso, a utilização do estudo de caso como ferramenta para pesquisa relacionada à resource-based view possibilita trazer à luz uma rica quantidade de informação referente aos idiossincráticos recursos e capacidades da empresa. Esta condição surge da premissa da heterogeneidade das empresas, no contexto da resource-based view, e também da existência de intangíveis difíceis de medir e observar (HOSKISSON, 1999, p. 442).
Nos estudos sobre empreendedorismo, nota-se a predominância de abordagens positivistas, mas este cenário vem se modificando. A pesquisa qualitativa não é dominante, mas vem, incrementalmente, ocupando mais espaço (MCDONALD, 2015, p. 301).
No campo de pesquisa de negócios internacionais, o estudo de caso predomina como estratégia, dentro dos estudos qualitativos (WELCH, 2011, 742), por ser uma das estratégias que mais se adéquam aos contornos deste tipo de pesquisa (GUEDES, 2006, p. 82).
De modo geral, “É cada vez mais frequente a condução de pesquisas científicas orientadas por avaliações qualitativas [...]” (MARTINS; THEOPHILO, 2009, p. 61) e o estudo de caso vem se consagrando como uma importante ferramenta no campo da pesquisa em gestão (MARIOTTO, 2014, p. 359).
O estudo de caso se concentra na compreensão das dinâmicas presentes dentro de uma configuração única (EISENHARDT, 1989, p. 534). É um procedimento empírico que investiga em profundidade um fenômeno contemporâneo, em seu contexto real, principalmente, em situações em que o fenômeno e o contexto são separados por uma tênue linha imaginária e suas fronteiras não são claramente evidentes (YIN, 2014, p. 954). Pode envolver um ou múltiplos casos (YIN, 2014, p. 99) e se necessário combinar métodos de coleta de dados diversos (EISENHARDT, 1989, p. 534). É indicado quando a pergunta de pesquisa quer saber “como” ou “por que”, (2) quando não se tem controle sobre
eventos comportamentais e o foco de estudo é um fenômeno contemporâneo (YIN, 2014, p. 642). Vale lembrar que o emprego do estudo de caso é mais apropriado nos primeiros estágios do desenvolvimento de uma teoria (EISENHARDT, 1989, p. 548).
O início do desenvolvimento da resource-based view e do empreendedorismo internacional remonta as últimas décadas do século passado. São abordagens recentes, em fases iniciais de desenvolvimento. Vale salientar que, comparativamente ao empreendedorismo internacional, a resource-based view se encontra mais consolidada. Contudo, além de ser apontada pelos críticos como tautológica, ainda encontra dificuldades metodológicas em medir e observar os recursos e capacidades intangíveis. Enquanto isso, o empreendedorismo internacional vem buscando se consolidar como área de conhecimento entre as perspectivas de negócios internacionais e empreendedorismo. A orientação empreendedora internacional começa a chamar a atenção como uma forma de avaliação do grau de empreendedorismo internacional. Enfim, perspectivas em fases iniciais de desenvolvimento, recursos idiossincráticos das empresas (alguns difíceis de observar), aplicadas como um mix caso se procurasse investigar as razões pelas quais uma determinada empresa do comércio varejista brasileiro ainda não se internacionalizou, considerando uma abordagem qualitativa, justificariam a escolha do estudo de caso como estratégia de investigação (WERNERFELT, 1984, p. 171; BARNEY, 1991, p. 101; MCDOUGALL, 1989, p. 388; OVIATT; MCDOUGALL, 2000, p. 902; CONVIN; MILLER, 2013, p. 11; EISENHARDT, 1989, p. 548; PRIEM; BUTLER, 2001a, p. 28, 36; PRIEM; BUTLER, 2001b).
Evidentemente, este histórico, além de enriquecer o trabalho, chama a atenção para a relevância do estudo de caso como uma alternativa para se realizar um estudo em profundidade dentro das abordagens teóricas apontadas quando aplicadas ao fenômeno da não internacionalização de empresas varejistas brasileiras conforme descrito.
Outro aspecto que deve ser ressaltado, antes de se seguir para as próximas etapas deste trabalho, é o fato de que, para a definição da unidade de pesquisa e do procedimento de coleta de evidências para a elaboração do caso para ensino, serão empregadas as mesmas técnicas utilizadas no estudo de caso para pesquisa, pois o rigor deste será bem-vindo no outro, pois a distinção entre os métodos ocorre, principalmente, na análise dos dados coletados e não na definição da unidade de estudo e na coleta de dados, tal como aponta Cezar (2005, p. 9):
Talvez se possa dizer que a principal diferença entre o Método do Estudo de Caso, enquanto escolha metodológica, e o desenvolvimento de casos no Método do Caso, enquanto escolha pedagógica, esteja na análise dos dados coletados, pois no Método do Caso, enquanto instrumento didático, não se pretende chegar a conclusões teóricas que representem avanço científico, mas sim desenvolver questões que levem o aluno a tomar decisões de ação considerando o cenário proposto no caso.