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Forhold til arbeidsmarkedet

In document Fattigdom og levekår i Norge (sider 44-71)

5. Sosiale tjenester

5.5 Forhold til arbeidsmarkedet

uma cadeia de abastecimento sustentável são as pragas/doenças, as alterações climáticas, a falta de mão-de-obra.

11.3.5.1 Pragas/Doenças

Na perspetiva destes experientes agentes, e tendo em conta que são aqueles que mais em contacto estão com o souto, as pragas e doenças mais visíveis e temidas são a vespa asiática, a tinta, o Xyleborus e o cancro. A vespa-das galhas foi designada pela maioria dos agricultores como uma das ameaças mais assustadoras, pois segundo os mesmos pode provocar uma enorme quebra na produção e como diz e bem o ag i ulto H: a espa-das-galhas é a mais difícil, pois dependemos de uma luta biológi a .

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Surpreendentemente surge numa das entrevistas, uma nova e boa sugestão por parte do agricultor D1, que considera que a vespa mudou o sistema de limpeza das árvores. Ele explica que normalmente a limpeza é feita antes da primavera, perto do rebentamento das folhas, para evitar o alastramento do cancro, porque como a árvore está em fase de rebentamento as feridas efetuadas na poda tapam-se mais depressa, não ficando estas tanto tempo abertas e propícias ao cancro. Neste momento, e com o surgimento da vespa asiática, a limpeza deve ser efetuada após a colheita das castanhas, procedendo-se a limpeza geral das galhas que tenham vespa, de modo a não permitir que esses ramos permaneçam até à Primavera. O locutor ensina que cortando os ramos cedo, por sua vez eles renascem mais cedo do que habitual, e quando a Primavera chegar, os ramos da parte brava do castanheiro já estarão florescidos (uma vez que florescem mais cedo), e a partir do enxerto de variedade (que é implantado no castanheiro) para cima só rebenta mais tarde, o que significa que quando as vespas vêm ao encontro do castanheiro para se instalar, já não se instalarão nos ramos superiores onde brotam as flores, residem os ouriços e nascem as castanhas da respetiva variedade enxertada, instalando-se na sua maioria na parte brava do castanheiro, pousando essencialmente nas folhas, não destilando tanto prejuízo sobre as produções transmontanas.

Relativamente aos restantes problemas, percebe-se que segundo a perceção dos agricultores, a tinta é um problema grave porque não há forma de combater, é como uma morte súbita do castanheiro, apenas se pode tentar prevenir. O Xyleborus é uma recente praga que faz com que as árvores sequem sem que ninguém se aperceba antes. O cancro, apesar de perigoso para a cultura do castanheiro, é visto de forma mais amenizada comparativamente aos problemas anteriores, tal como fundamenta o ag i ulto F : Se os ape e e os a os o ta do os a os e aspa do a as a do

asta hei o at ti a a pa te o ta i ada . 11.3.5.2 Mão-de-obra

Algo em que todos concordaram foi a dificuldade em encontrar mão-de-obra, essencialmente para a época da colheita. É frequente ouvir dizer que é um negócio de gerações, e por isso há recorrência, em muitos casos, praticamente apenas à mão-de- obra familiar. Já quem não tem essa oportunidade consegue arranjar mão-de-obra

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perto ou longe da região, às vezes, e se pagar jeiras mais altas com a adição do custo do transporte. Recorrer à mão-de-obra estrangeira será, para a maioria dos agricultores, uma opção de último recurso, apesar de ser mais barata, pois para além dos roubos aleatórios pelos soutos, ainda têm a lata de quando apanham para os pat ões, fi a e o lo al e i e l poste io e te out os dias e e t a e po ali a de t o o o se fosse tudo deles, apanhando e roubando. Chega ao cúmulo de os roubos serem efetuados durante a noite com lanternas na cabeça ou com os faróis das viaturas a iluminar os soutos. É ainda acrescentado o facto de eles não fazerem o trabalho em condições e ainda serem mal-educados. Para evitar os roubos as castanhas devem ser apanhadas mais rapidamente, impedir que eles vaiam ao rebusco, os soutos devem ser melhor vigiados, por parte dos donos e pelas autoridades do SEF (Serviço de Estrangeiro e Fronteiras), e nenhum ajuntador ou grossista deve comprar castanha a estes indivíduos.

O agricultor I3 explica que é difícil encontrar alguém com a habilidade de fazer a li peza os soutos e o dições, te os ue os sujeita ao ue h . Reside a ui a presença da característica emprego/formação, em que muitas pessoas trabalham nos soutos, mas não o sabem fazer adequadamente e não tem noção de como deve ser feito. Ora bem, juntamente com eles entra aqui também o caso de agricultores, que sabiam fazer tudo muito bem, mas que de acordo com as novas técnicas inovadoras que são acrescidas, alteradas e melhoradas a cada passo, o já não o sabem fazer. Existe então uma lacuna que deve ser preenchida oferecendo formação atualizada a todos os que estão em contacto direto ou indireto com os soutos. É marcante avistar que muitos produtores têm a noção que vão envelhecendo, chegando mesmo o ag i ulto C a solta u desa afo: po e ua to eu ai da uido dos eus soutos, as da ui a u s a os j o te ei apa idade e fo ças pa a o faze . De e se i pulsionado o incentivo à fixação de pessoas no interior, para corrigir estes problemas.

Perante a possibilidade da colheita mecânica já existente, existe uma maioria com opi i o o t o e sa e elaç o es a. Co o e io a o ag i ulto E É ais rentável a colheita à mão, porque a máquina apanha lixo e apanha tudo, o que leva a custos posteriores na escolha e na limpeza da mercadoria, já para não falar é cara, tem que ser utilizada em terrenos grandes e que estejam preparados, o que não é caso

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desta região. A maquinaria também faz com que a castanha perca qualidade, ficando ais assa e pe de do a sua o e eleza , e p e isa e te a ui ue se pe de algumas das características que fazem com que esta castanha não seja aceite na certificação DOP da Padrela, uma vez que perde as suas melhores qualidades, desvalorizando o produto.

11.3.5.3 Alterações climáticas

O agricultor D1 explicita de forma mais minuciosa que o problema que ele considera mais assustador são as alterações climáticas, pois se tiver calor o mercado fresco não tem saída porque as pessoas não querem castanhas, e isso pode provocar a procura dos clientes pela longal que dá para a indústria, em detrito do valor alto que a judia tem. Este fez ainda questão de contar um facto verídico que lhe aconteceu, citando: Foi e ifi ado po i o e oei o f io de a h ua do fui ao souto, a folha ta a o castanheiro e tudo parecia estar em conformidade, contudo nessa mesma tarde devido aos raios solares fortes e calor forte sobre os castanheiros, quando lá fui qual o meu espanto quando me deparei com muita folha no chão. É incrível ver que por onde passa a septo iose est aga .

E te os a ie tais, e iste o o he i e to po pa te do ag i ulto B ue e pli a: Sei de um projeto que ainda não está implementado, que está em fase de implementação, acho que faltam alguns fundos, mas é um projeto para a instalação de uma estação meteorológica na serra e que nos é muito útil, para nós conseguirmos prever e calcular o clima, e assim antecipar os efeitos das alterações climáticas. Não sei o o e desse p ojeto, ue te esse p ojeto a Aguia Flo esta .

Para combater a seca, é percebido que a solução dos agricultores passa pela implementação de um sistema de rega, gasta-se o dinheiro e pode até nem ser muito usado, mas se lá estiver têm essa opção quando for preciso, caso contrário se a seca se instalar pode ter consequências nefastas e aí já não haverá nada que possa ser feito. Sendo uma das possíveis soluções à seca os soutos em regadio, observa-se que a existência de informação ou a falta da mesma está bastante balanceada. Há agricultores que defendem a rega dos soutos e que obtiveram bons resultados, outros admitem que apesar de momentaneamente não usarem mais tarde vai fazer falta derivado à seca. São conhecidos pela maioria o sistema de a gota a gota, com

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depósitos de água (cisternas) e bombas.

Obviamente, os sistemas de rega têm que ser bem pensados e tendo sempre em consideração a zona onde estão a ser implementados pois por norma os castanheiros vivem com pouca água e por isso deve-se dar-lhes apenas a quantidade de água essencial, e assim nasce mais um custo acrescentado a esta cultura.

Uma opinião que vem de forma mais instrutiva tentar demonstrar que realmente o siste a de ega efi az, o ag i ulto I ue elu ida: Fi a a o, po se fosse regados teria muita mais produção porque zonas de mais precipitação tem mais p oduç o . Apesa disto, e iste ai da a ueles ag i ulto es ue est o eti e tes a essa questão, mas justificados por desconhecem as suas funcionalidades.

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