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enorme! Todos desejam que as festas nunca acabem, nem desvaneçam, daí o esforço e dedicação de todos para levar os números das festas à cidade e dá-los a conhecer na sua vivecitude! É essencial que tenhamos consciência da importância da transmissão de testemunho às crianças e jovens, para que eles sejam capazes de desenvolver tendo em conta as histórias, rituais, tradições, convívios... que as festas Nicolinas possuem! A manutenção das festas depende do futuro, dos jovens do futuro!

88 Considerações Finais

As entrevistas realizadas permitiram-nos ficar a conhecer um pouco melhor algumas opiniões em relação às Festas Nicolinas. Importa então lançar o debate em torno da questão da candidatura a Património Imaterial. Por outro lado, será importante perceber a dinâmica das Festas em especial entre o seu caráter material e imaterial. Importa então entender de que forma se manifesta o caráter material na dimensão intangível das Festas. Neste sentido, julgámos importante o diálogo entre comunidade envolvente e respetivos Nicolinos, sob forma a perceber qual o caminho que as Festas terão de percorrer. Estarão as Festas desfasadas do seu caráter original? Será a candidatura a Património Imaterial benéfica apenas para a cidade, ou para as próprias Festas? Para os próprios nicolinos? Ou por outro lado, apenas um chamariz para o turismo da cidade de Guimarães?

De outro modo, entendemos ser importante suscitar o interesse da própria população sobre as questões de inventário, de forma a perceber de que forma o caráter imaterial se revela no material. Neste sentido será necessário recorrer aos diversos meios existentes: visuais, fotográficos, bem como a realização de entrevistas, assim como publicações, de forma a acompanhar eventuais mudanças ao longo do tempo. De igual forma, sabemos que está prevista a revisão de dez em dez anos de forma a acompanhar eventuais mudanças ao longo do tempo.

Neste contexto, defendemos de igual forma a sua valorização turístico – cultural que poderá ser levada a cabo pelos próprios nicolinos tendo em vista a salvaguarda deste mesmo património às gerações futuras. Esta valorização poderá ser feita através da criação de um itinerário turístico-cultural que dê a conhecer a história das festas e fazendo uma breve explicação da história dos números. Esta valorização pode ainda ser feita em simultâneo com o contributo e depoimento de velhos nicolinos, procurando conhecer o seu envolvimento nas tradições nicolinas. Igualmente interessante seria captar as próprias convivialidades, estabelecendo diálogo entre comunidade nicolina e respetivas tertúlias que se reúnem ao longo do ano. Igualmente importante, seria a visualização de documentários, curtas metragens bem como a

89 realização de algumas entrevistas às mais diversas personalidades do âmbito nicolino. Esta valorização a ser levada a cabo permitiria conhecer o próprio processo de fabrico das caixas e bombos, explorando o saber fazer associado à sua preparação.

Por outro lado, importa perceber a Festa enquanto história, legado e tradição de que são herdeiros todos os Estudantes Vimaranenses. Neste sentido, deverá ser desenvolvido todo um trabalho de divulgação das tradições nicolinas tendo em vista as questões de transmissão às gerações seguintes. Elas serão as responsáveis pela sua continuidade no futuro.

- Bibliografia consultada

- CABRAL, Clara (2011), Património Cultural Imaterial – Convenção da UNESCO e seus contextos.Lisboa, Edições 70.

- CACHADA, Armindo (1992), Guimarães – Roteiro Turístico – Guimarães, Edição – Zona de Turismo de Guimarães.

- CACHADA, Armindo (1999), Festas da cidade de Guimarães e Gualterianas – julho de 1999, Guimarães, ELO – Publicidade, Artes gráficas, lda.

- CAPELA, Fernando (1998), Cartilha Nicolina – AAELG – Guimarães, A.A.E.L.G, Associação Académica dos Estudantes do Liceu de Guimarães.

- CARVALHO, A, L de (1956), O S. Nicolau dos Estudantes – Tradições Escolásticas de Guimarães, Guimarães, Escolas Gráficas das Oficinas de S. José.

- Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, Paris, 17 de outubro de 2003, UNESCO.

90 - CRUZ, José (2002), Centro Histórico – Historic Centre, Guimarães- Património da Humanidade – Heritage of Mankind – dezembro de 2002, Norprint.

- EAGLETON, Terry (2000), A ideia de cultura, Lisboa, Temas e Debate, 2003.

- FERNANDES, Isabel Maria, MENDES, Maria da Conçeição Costa, BRITO, Nuno e Vieira, RIBEIRO, Virgínia (2011) – Doçaria Tradicional Vimaranense. Guimarães, Câmara Municipal de Guimarães.

- LEAL, João (2013) – “ Agitar antes de usar. A Antropologia e o Património Cultural Imaterial”, Revista Memória em rede, julho a dezembro de 2013, pp 12 a 34.

- PEREIRO, Xerardo (2009) – Turismo Cultural – Uma visão antropológica. Tenerife, Espanha, Colección PASOS edita.

- PINTO, Pedro (2002) – Guimarães – outubro de 2002, Rio de Mouro, Everest Editora, Lda.

- SILVA, Lino Moreira da (2000) – A Alma e graça das Festas Nicolinas, Guimarães, IDEAL, Artes gráficas.

- SILVA, Lino Moreira da (1994) – A sua Irmandade e a sua Capela na Insígne e Real Colegiada de Guimarães – Braga, Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães.

- SILVA, Lino Moreira da (1991) – Guimarães e as Festas Nicolinas – Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães. Guimarães, IDEAL – Artes gráficas.

Artigos e sites consultados: www.nicolinos.pt

www.guimaraesdigital. com Jornal de notícias, 23/3/2014

91 Comércio de Guimarães, 2013/12/04

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