KAP 5 Nærmere om inntektsutviklingen for husholdningene 99
5.4 Fordeling av inntekt
5.4.4 Fordelingen av samlet inntekt etter skatt for pensjonister og trygdede
Nesta seção apresentam-se os resultados dos choques exógenos (ampliação das exportações) aplicados à MCS particionada (Tabela 11). A
amplitude dos choques, que podem ser estudados pela MCS, deriva-se diretamente da escolha das contas exógenas, que, neste estudo, foi a conta Resto do Mundo, sendo então realizadas simulações de mudanças nas exportações.
Na primeira simulação, a ampliação das exportações de produtos de todos os setores, individualmente, representou uma variação de = R$ 76,84 milhões, tendo-se obtido os resultados indicados na Tabela 13.
Tabela 13 – Efeitos econômicos de choques nas exportações brasileiras nos seto- res da MCS, 1996 – ampliação de R$ 76,84 milhões por setor
Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6
AGR OIND AGI MAR IFIN OSERV
Simulação 1 Setores 15% 0,88% 0,93% 6,50% 42,20% 8,53% Agropecuário 0,64 0,55 0,57 0,56 0,57 0,57 Outras ind. 1,81 1,82 1,80 1,81 1,81 1,81 Agroindústria 2,89 2,89 2,92 2,90 2,90 2,90 Margens 2,73 2,73 2,73 2,92 2,74 2,74 Interm. financ 0,33 0,33 0,33 0,34 0,53 0,34 Outros serviços 0,27 0,27 0,27 0,28 0,28 0,29 Trabalho 0,08 0,08 0,08 0,09 0,10 0,09 Firmas 0,09 0,08 0,08 0,08 0,09 0,08 Famílias 1,26 1,26 1,26 1,27 1,27 1,27 Governo 0,07 0,07 0,07 0,07 0,07 0,07 Capital 24,76 24,75 24,75 24,76 24,76 24,76
Fonte: Dados da pesquisa.
Pelo resultado do cenário 1 (Tabela 13), verifica-se expansão de 0,64% na produção da “Agropecuária”, a qual requereu insumos da produção nas seguintes proporções: aumento de 1,81% em Outras Indústrias, 2,89% na Agroindústria, 2,73% no setor Margens, 0,33% nas Intermediações Financeiras e 0,27% em Outros Serviços. Nesse caso, houve aumento de 0,08% e 0,09% na demanda de mão-de-obra e de capital, respectivamente. A necessidade de investimentos teve expansão de 24,76%, e as rendas das famílias e do governo se ampliaram em 1,26% e 0,07%, respectivamente.
Pelo resultado do cenário 2, constata-se que uma expansão em 0,88% nas exportações do setor Outras Indústrias (o que corresponde a R$ 76,84 milhões) resultou em ampliação de 1,82% na produção desse setor, que requereu insumos, nesse nível de produção, nas mesmas proporções que as exigidas pelo setor Agropecuário (Tabela 13).
Do mesmo modo, nos cenários 3, 4, 5 e 6, verifica-se aumento de 0,57% na produção dos setores Agroindústria, Margens, Intermediações Financeiras e Outros Serviços, em cada um dos setores individualmente. Observa-se que a necessidade de insumos em cada um desses setores, para atender a esses aumentos na produção, aumentou também na mesma proporção da requerida pelo setor Agropecuário (Tabela 13).
Ao comparar os resultados coluna a coluna, a partir da variação = R$ 76,84 milhões (primeira simulação), observa-se que o setor “Agropecuário” impactou, positivamente, todos os setores econômicos, incluindo as instituições. Verifica-se que a mesma variação aplicada nos demais setores resultou em respostas semelhantes em resultados numéricos, com a diferença de que o setor Agropecuário é bem menor, em termos absolutos, do que todos os demais deste estudo.
Conforme discutido em capítulos anteriores, as exportações de produtos agrícolas – parte do setor “Agropecuário” –, foi superavitária durante todo o período de 1987 a 2003, o que reforça sua importância para a economia como um todo, uma vez que é impulsionador dos outros setores, diferentemente do comportamento dos setores não-agrícolas, que, à exceção da siderurgia, apesar do aumento no percentual exportado, não conseguiram manter superávit e, em alguns períodos, provocaram déficits significativos na Balança Comercial.
Por sua vez, variação de R$ 128,07 milhões nas exportações brasileiras, por setor (segunda simulação), gerou os resultados indicados na Tabela 14.
Tabela 14 – Efeitos econômicos de choques nas exportações brasileiras nos seto- res da MCS, 1996 – ampliação de R$ 128,07 milhões por setor
Cenário 7 Cenário 8 Cenário 9 Cenário 10 Cenário 11 Cenário 12
AGR OIND AGI MAR IFIN OSERV
Simulação 2 Setores 25% 1,48% 1,55% 10,83% 70,34% 14,21% Agropecuária 0,75 0,60 0,63 0,62 0,62 0,62 Outras ind. 1,85 1,88 1,85 1,86 1,86 1,86 Agroindústria 2,94 2,93 2,98 2,95 2,95 2,95 Margens 2,78 2,78 2,78 3,09 2,79 2,79 Interm. financ 0,38 0,38 0,38 0,40 0,72 0,39 Outros serv. 0,32 0,31 0,32 0,33 0,34 0,36 Trabalho 0,13 0,13 0,13 0,16 0,16 0,15 Firmas 0,15 0,13 0,13 0,14 0,14 0,14 Famílias 1,31 1,30 1,31 1,32 1,33 1,32 Governo 0,11 0,11 0,11 0,12 0,12 0,12 Capital 24,79 24,78 24,78 24,79 24,79 24,79
Fonte: Dados da pesquisa.
No cenário 7 verifica-se que aumento de 25% nas exportações do setor Agropecuário (que corresponde a R$ 128,07 milhões) induziu à expansão de 0,75% na produção desse setor, que passou a requerer insumos nas seguintes proporções: aumento de 1,85% em Outras Indústrias, 2,94% na Agroindústria, 2,78% no setor Margens, 0,38% nas Intermediações Financeiras e 0,32% em Outros Serviços. A demanda de mão-de-obra e de capital resultou em aumento de 0,13% e 0,15%, respectivamente, e a necessidade de investimentos foi ampliada em 24,79%. As rendas das famílias e do governo se ampliaram em 1,31% e 0,11%, respectivamente.
Nos cenários 8, 9, 10, 11 e 12, de modo semelhante, houve expansão média de 0,61% na produção dos setores “Outras Indústrias”, “Agroindústria”, “Margens”, “Intermediações Financeiras” e “Outros Serviços”, individualmente. A demanda de trabalho requereu aumento de 0,13% a 0,16% e, de capital, aumento médio de 0,13%. A necessidade de investimentos, as rendas das famílias e do governo se ampliaram, em média, na mesma proporção do aumento ocorrido no cenário 7.
Dada a natureza do modelo MCS, cujas pressuposições são de não existência de substituição entre fatores de produção e preços fixos, não seria possível captar todos os efeitos, caso se considerasse maior flexibilidade nos preços e nas formas funcionais utilizadas. No entanto, faz-se mister salientar a importância de tal metodologia, dada a possibilidade de conhecimento mais específico das interligações dos setores selecionados, além de ter servido de base ao modelo aplicado de equilíbrio geral.
Em primeiro lugar, observa-se que tanto os valores apresentados nos cenários 2 e 3 (simulação 1 – R$ 76,84 milhões) quanto os apresentados nos cenários 8 e 9 (simulação 2 – R$ 128,07 milhões) foram semelhantes entre si, devido, possivelmente, ao pequeno montante de aumento nas exportações dos maiores setores da economia. Por exemplo, enquanto R$ 76,84 milhões representaram 15% das exportações agropecuárias e R$ 128,07 milhões representaram 25% no ano de 1996, esses mesmos valores corresponderam, respectivamente, a apenas 0,88% e 1,48% das exportações do setor “Outras Indústrias”.
Verifica-se, também, que não houve praticamente diferenças significativas entre os diferentes cenários, no que concerne aos aumentos nos fatores de produção (trabalho e capital), considerando-se ambas as simulações. Portanto, os benefícios seriam muito semelhantes entre os setores considerados.
Em terceiro lugar, os resultados apontam melhoria no saldo da balança comercial, já que o aumento nas exportações foi superavitário. Entretanto, fica difícil precisar a magnitude dessa melhora, pois não foi computado o volume de importações.
Pelos resultados apresentados na Figura 16, constata-se que, em razão da ampliação nas exportações, houve aumento na demanda de ambos os fatores de produção, o que indica que a variação do valor total demandado de trabalho foi mais que proporcional ao aumento na demanda de capital (cenários 1, 4, 5, 6, 7, 10 e 11). Isso ocorreu pela necessidade de contratação de mais trabalhadores para atender a esses aumentos de exportação. Nota-se que os cenários 2, 3, 8 e 9
apresentaram valores idênticos de variação percentual para capital e trabalho, o que reflete a importância relativa de ambos os fatores, nesses cenários.
0 0 ,05 0 ,1 0 ,15 0 ,2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 Cenários Var iaçã o n a demanda por tra ba lho e capital (e m percen tual) MCS L K
Fonte: Dados da pesquisa.
Figura 16 – Efeitos da ampliação das exportações brasileiras sobre trabalho e capital (cenários 1 a 12) – MCS.
Destaca-se que apenas o setor Agropecuário apresentou variação no valor total de mão-de-obra em menor proporção do que no valor do capital. Esse resultado indica que, paulatinamente, o setor vem sendo tecnificado para atender a uma nova lógica da produção contemporânea. Nessa nova lógica, a agricultura, por exemplo, nada mais é do que o elo fornecedor de matérias-primas da indústria de alimentos, fibras naturais e bioenergia. Além disso, é cada vez mais notório o uso de capital intensivo em substituição à mão-de-obra intensiva nas diversas atividades do setor.
Outro resultado importante foi que o setor mais impactado tanto na primeira quanto na segunda simulação, a partir dos choques exógenos aplicados, foi a Agroindústria, visto que na produção atual de grãos e de animais utilizam-se
genética avançada, fertilizantes, insumos químicos, embalagens, transporte,
marketing e outros elementos que contribuem para maior produtividade com
baixo custo. Identificam-se, desse modo, as ligações a montante e a jusante, bem como as relações interindustriais irradiadoras do setor agroindustrial brasileiro.
Nas próximas simulações usou-se um modelo aplicado de equilíbrio geral, no qual os preços são flexíveis. Entretanto, no setor produtivo foram mantidas formas funcionais do tipo Leontief, da mesma maneira que no modelo da MCS, para efeito de comparação dos resultados.
4.3. Efeitos econômicos de choques exógenos (exportações) aplicados, utili-