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Forankring av 10-faktor MU i organisasjonen

In document 10-faktor medarbeiderundersøkelsen (sider 46-50)

6.1 Hvordan kan vi forstå erfaringene med 10-faktor MU ut i fra det instrumentelle

6.1.1 Forankring av 10-faktor MU i organisasjonen

3.5.3.1. Variáveis independentes

 Programa de intervenção sensório-motor de 6 semanas

O programa de reeducação sensório-motora teve como principais objectivos a criação de um modelo preventivo de desenvolvimento de competências relativas ao controlo postural, de forma a melhorar os mecanismos de controlo neuro-musculares e a estabilidade articular dinâmica dos atletas (O’Driscoll & Delahunt, 2011).

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O programa incluíu exercícios estáticos em apoio unipodal, de forma a solicitar os mecanismos de feedback do controlo postural, uma vez que potencia continuamente os ajustes posturais e a actividade reflexa (Hrysomallis, 2007).

Os mecanismos de feedforward assumem particular relevância pelo que se inserem também tarefas específicas da modalidade, a nível de gesto desportivo de membros inferiores, como deslocamentos laterais, mudanças de direcção e corrida rápida. Num desporto semelhante, como o basquetebol, força e rapidez são pré- requisitos necessários para controlar a posição do oponente, recuperar a bola num ressalto ou dar energia ao lançamento (Cumps et al., 2007).

Para melhor optimização das competências de pré-activação os exercícios de recepção de saltos assumem particular relevância os saltos multidireccionais, como maior importância do salto à rectaguarda, no caso da modalidade (Eils & Rosenbaum, 2001; Ross et al., 2005).

Neste estudo, os atletas constituintes da amostra do GE serão sujeitos a um programa de treino de reeducação sensório-motora, cuja duração foi suportada em alguns autores, que referem que este tipo de programas de treino devem ter, no mínimo, seis semanas de duração de modo a ser susceptível de melhorar o tempo de reacção muscular e o recrutamento motor (Bernier & Perrin, 1998; Elis & Rosenbaum, 2001; Clark & Burden, 2005; Docherty et al., 2005; Hale et al., 2007).

Assim, o programa foi aplicado ao longo de seis semanas, duas vezes por semana com a duração de 15 minutos, completando 12 sessões, no total. Tratou-se de um programa multi-estações (Apêndice 1) com diferentes critérios de progressão e dirigido a ambos os membros inferiores, tais como:

- Equilíbrio bipodal dinâmico  equilíbrio unipodal dinâmico

- Equilíbrio unipodal em solo de olhos abertos  Equilíbrio unipodal em solo de olhos fechados

- Equilíbrio unipodal com tarefas específicas individuais com membros superiores (manusemaneento de bola)  equilíbrio unipodal com tarefas de passe (exercícios a pares)

- Saltos com apoio bipodal no solo  saltos com apoio bipodal em superfície instável - Saltos em apoio unipodal no solo  salto com apoio unipodal em superfície instável - Planos uniaxiais de orientação cinemática  Planos multiaxiais de orientação

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- Actividades funcionais (passes, lançamentos na passada, lançamentos de bola parada, desmarcação) com aumento gradual de intensidade  adaptação das actividades a superfícies instáveis e apoio unipodal

- Exercícios individuais  exercícios a pares  exercícios em grupo

Cada exercício foi realizado duas vezes durante 30 segundos, havendo uma pausa de 30 segundos entre cada exercício, durante os quais os atletas se organizam para o próximo exercício (Eils & Rosenbaum, 2001; Lee & Lin, 2008).

O programa de exercícios foi aplicado antes do início da sessão de treino e, consequentemente, antes da instalação da fadiga. Os atletas executaram os exercícios com os ténis habituais de treino, mantendo-se esta imposição para a avaliação da oscilação postural na plataforma de forças.

Este programa foi desenvolvido tendo em conta os constrangimentos financeiros à aquisição de material sofisticado, para que qualquer equipa tenha a possibilidade de o utilizar. As estações foram montadas de forma a haver grande rotatividade, facilitando a rapidez e contribuindo para que este programa possa ser incluído na rotina normal das equipas (Eils & Rosenbaum, 2001).

 Instabilidade crónica da tíbio-társica

A ICTT é um termo utilizado em sujeitos que apresentam instabilidade mecânica e funcional da tíbio-társica e que manifestam sintomas de sensação de instabilidade articular pelo menos um ano após a ocorrência de lesão e que tenham sofrido pelo menos dois entorses de média gravidade nos últimos 2/3 anos. (Eamonn Delahunt et al., 2010).

Para efeitos de selecção da amostra, consideram-se os atletas cuja primeira lesão tenha ocorrido pelo menos 12 meses antes do estudo e a lesão mais recente tenha ocorrido pelo menos há mais de três meses antes do estudo e que tenham reportado pelo menos 2 episódios de sensação de cedência nos 6 meses que antecedem o estudo (Rozzi et al., 1999; Gribble et al., 2013).

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3.5.3.2 Variáveis dependentes

 Deslocamento do centro de pressão (DCP) (comprimento e área de oscilação) em apoio unipodal (olhos abertos e olhos fechados)

O DCP consiste na projecção do CP na base de sustentação, descrito nas coordenadas nos planos ântero-posterior (eixo dos yy) e médio-lateral (eixo dos xx) ao longo de 10 segundos. As variações nestes parâmetros, comprimento e área do DCP, são parâmetros efectivos para a medição da oscilação postural (Kim et al., 2011). Foram avaliados, através da plataforma Footscan ®, o comprimento e área do DCP em apoio unipodal (olhos abertos e olhos fechados). A tarefa de equilíbrio estático unipodal numa plataforma de forças pode não ser suficientemente desafiante para elucidar diferenças no controlo postural entre indivíduos com risco mais elevado de contrair uma lesão capsulo-ligamentar da tibio-társica (Mckeon & Hertel, 2008; Munn et al., 2010) pelo que se deu especial ênfase aos testes dinâmicos.

Assim, analisou-se a oscilação postural após recepção de um salto ântero- posterior e saltos laterais (esquerdo e direito), e a influência de um programa de exercícios na sua melhoria através do cálculo do TE e PIF.

 Tempo de estabilização (TE)

O TE foi definido como o intervalo de tempo necessário para que a taxa de variação das forças de reacção ao solo após a recepção unipodal de um salto fosse similar à taxa de variação das forças de reacção ao solo em apoio unipodal estável. Deste modo, é dado pelo período temporal necessário para o sujeito atingir o valor absoluto mínimo de OP, após a recepção de um salto.

Os TE ântero-posterior (AP) e médio-lateral (ML) foram calculados utilizando o método descrito por Ross et al. (2005). Após realizar a exportação do ficheiro do software da plataforma para uma folha de excel, definiu-se a amplitude de variação óptima (menor amplitude variação), isto é, o menor valor médio de oscilação postural durante 1 segundo na posição de apoio unipodal estável, para as componentes ântero-posterior e médio-lateral.

Depois de encontrado o valor médio e respectivo desvio-padrão, para as duas componentes, a variável foi definida como:

47  Pico Inicial de Força (PIF)

Trata-se de o valor mais alto de força registado (em Newton) após a recepção de um salto. Esta força resulta da força de reacção do solo aplicada sob a extremidade inferior do corpo, logo após a recepção de um salto (H. McKay et al., 2005).

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