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6 Analyse av forventet pensjon

6.1 Folketrygden

Os dados para caracterizar a competência lexical em situação de testes orais foram gerados a partir de dois testes consagrados: o speaking do exame FCE e o speaking do exame IELTS, instrumentos desta pesquisa, aplicados aos alunos como simulados. Foram duas aplicações década teste: a primeira no início do último semestre letivo e a segunda aplicação,

ao final deste mesmo semestre. O teste oral TEPOLI foi aplicado como avaliação oral da disciplina, também ao final do semestre.

A utilização dos referidos testes de proficiência como instrumentos de geração de dados se justifica pelo objetivo deste estudo, que é o de analisar a competência lexical na produção oral dos participantes, em situação de avaliação de proficiência oral. É importante lembrar que o critério de comparação da competência lexical por meio dos diferentes instrumentos não está baseado na validade de construto, mas sim nos resultados de produção oral de vocabulário com base na adequação ao contexto e na frequência na L-alvo.

As próximas subseções apresentam uma breve descrição dos testes orais, uma vez que serão escrutinizados no capítulo de análise dos dados.

2.5.1 O teste oral do FCE

O FCE, First Certificate in English, é um dos principais exames de Cambridge ESOL, conhecidos como Main Suite. De acordo com o CEFR (Common European Framework), o FCE corresponde ao nível B2, nível de proficiência considerado como acima do nível limiar ou intermediário, reconhecido pelo Conselho da Europa (COE), como nível intermediário avançado, denominado Usuário Independente ou Vantage.

Seu teste oral, instrumento desta pesquisa, tem a duração de quatorze minutos e é dividido em quatro partes, sendo que a Parte 1 é uma entrevista com perguntas pessoais aos examinandos e a Parte 2 consiste em comparar e contrastar duas figuras. A Parte 3 visa à solução de problemas e a Parte 4 corresponde a uma discussão sobre a Parte 3. O objetivo do teste é o de proporcionar aos examinandos a oportunidade de demonstrar sua capacidade de usar suas habilidades de fala efetivamente. A interação é desenvolvida por dois candidatos que interagem também com o interlocutor, que conduz a interação e avalia de maneira

holística. Há ainda outro examinador, o avaliador, que não participa da interação e avalia o desempenho dos candidatos analiticamente.

2.5.2 O teste oral do IELTS

O IELTS, International English Language Testing System, é também administrado por Cambridge ESOL em uma parceria com o British Council e o IDP: IELTS Australia. O exame se atrela ao CEFR do nível A2 adiante.

O teste oral do IELTS dura, em média, de onze a quatorze minutos gravado em áudio, e se divide em três partes: a Parte 1 que consiste em uma entrevista com perguntas pessoais ao examinando. A Parte 2 é um turno longo individual baseado em insumo escrito e o examinando tem um minuto para se preparar para o turno individual, podendo fazer anotações sobre o que deseja falar. Na Parte 3 o examinador e o examinando interagem em uma discussão sobre o conteúdo da Parte 2. O teste tem por objetivo avaliar a capacidade de usar as habilidades de fala de candidatos que precisam estudar ou trabalhar em locais onde se utiliza a LI para comunicação. No entanto, é de suma importância ressaltar que

Apesar de o exame IELTS ter duas versões - a Academic que se destina para candidatos que almejam frequentar cursos superiores em LI, e a versão denominada General Training, voltada para estudantes em geral - o teste oral do IELTS é o mesmo para as duas versões, havendo um tipo apenas de teste oral.

2.5.3 O teste oral TEPOLI

O TEPOLI, Teste de Proficiência Oral em Língua Inglesa, tem sido aplicado a alunos- formandos de cursos de Letras de 2002 a 2009, para fins de pesquisa sobre a proficiência oral do professor de ILE. No referido período, o teste passou por várias modificações e a versão

apresentada nesta seção corresponde à utilizada no presente estudo. Vale ressaltar que no capítulo de análise dos dados, apresenta-se uma descrição dessas modificações.

Assim, o teste se constitui em uma entrevista oral em LI realizada em duplascom um interlocutor, havendo ainda outro examinador que não participa da interação e faz a avaliação dos examinandos. As aplicações deste teste, gravadas em áudio e vídeo, têm a duração de vinte minutos aproximadamente.

O TEPOLI se divide em quatro fases, sendo que a primeira se caracteriza como fase de aquecimento, momento em que os candidatos respondem a perguntas pessoais feitas pelo examinador. A segunda e a terceira fases são, segundo Consolo (2004, p. 237), os momentos de “avaliação propriamente dita”. Há duas tarefas a serem cumpridas pelos examinandos. A primeira delas consiste na descrição de figuras selecionadas pelos examinandos dentre as opções oferecidas pelo interlocutor, sendo que cada examinando escolhe uma figura diferente. O examinando deve descrever sua figura, levantar suposições, justificar sua opinião a respeito da figura, a partir das instruções do interlocutor. A segunda tarefa é uma atividade de encenação, ou um roleplay, em que os examinados se revezam nos papéis de professor e aluno para, a partir de duas transcrições de trechos autênticos de aula, devem interagir a respeito dos problemas de linguagem presentes na transcrição, como problemas gramaticais e sintáticos. Portanto, a segunda tarefa tem o foco na metalinguagem, mais especificamente para a correção de erros e a explicação sobre elementos linguísticos. Na última fase, os examinandos discutem com o interlocutor sobre suas percepções a respeito do teste.

Os três testes em descritos até este ponto da tese serão retomados durante a análise dos dados, no que concerne a questão da avaliação e atribuição de notas adotadas por cada um desses instrumentos. Ressalta-se que todos os testes foram submetidos a procedimentos quantitativos e qualitativos para a análise dos dados referentes à produção oral de vocabulário, com vistas à competência lexical. Esses procedimentos são discutidos na sequência.