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FOH: Planverk for nasjonal krisehåndtering

4.1 P LANPERSPEKTIVET : E R PLANVERKET UTFORMET FOR Å KUNNE STØTTE POLITIET ?

4.1.1 FOH: Planverk for nasjonal krisehåndtering

INSTITUIÇÕES”.

Neste, encontramos a suposição de que, para existir em uma instituição, uma técnica precisa ser pelo menos compreensível, legível e justificada. Trata- se aqui de uma condição mínima para permitir o seu controle e garantir a eficácia das tarefas realizadas, que são geralmente tarefas supondo a colaboração de várias personagens.

Segundo Bosch e Chevallard (1999),

...a ecologia das tarefas e técnicas são as condições e necessidades que permitem a produção e utilização destas nas instituições e supõe-se que, para poder existir em uma instituição, uma técnica deve ser compreensível, legível e justificada (...) essa necessidade ecológica implica a existência de um discurso descritivo e justificativo das tarefas e técnicas que chamamos de tecnologia da técnica. O postulado anunciado implica também que toda tecnologia tem necessidade de uma justificativa que chamamos teoria da técnica e que constitui o fundamento último (BOSCH; CHEVALLARD, 1999, p. 85-86, apud ALMOULOUD, 2007, p. 116)

Conforme citamos, a existência de um discurso descritivo e justificativo das tarefas e técnicas caracteriza a tecnologia da técnica e, toda tecnologia precisa de uma justificação denominada teoria da técnica. Já a tecnologia vem descrever e justificar a técnica como uma maneira de cumprir corretamente uma tarefa. O que foi caracterizado com os dois postulados anteriores é mencionado por Chevallard como um bloco prático-técnico, formado por um tipo de tarefa e por uma técnica a ser identificado em linguagem corrente (o saber fazer). Um conjunto de técnicas, de tecnologia e de teorias organizadas para um tipo de tarefa, forma uma organização “praxeológica2” (ou praxeologia) pontual.

2 A palavra praxeologia é formada por dois termos gregos, práxis e logos, que significam,

respectivamente, prática e razão, reportando-se ao fato de que uma prática humana está acompanhada de um discurso justificado pela prática, e que lhe dá razão.

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Segundo Almouloud (2007), para Chevallard toda atividade em Matemática consiste em executar uma tarefa “t” de determinado tipo “T”, por meio de uma técnica “”, que é justificada por uma tecnologia “” e a qual, por sua vez, é justificada por uma teoria “”. Esse autor considera o bloco [tarefa/técnica] o saber-fazer, ao passo que o bloco [tecnologia/teoria] é o saber. Assim, em torno de um tipo de tarefa se encontra um trio formado por uma técnica, uma tecnologia e uma teoria, e isso constitui uma praxeologia pontual.

Entendemos que um saber diz respeito a uma organização praxeológica particular, permitindo funcionar como um mecanismo de produção do conhecimento, requerendo uma linguagem comum que permite descrever, interpretar, relacionar, justificar e produzir as diferentes tecnologias da organização matemática local, integrando uma organização matemática regional.

Almouloud (2007) menciona que, a análise conjunta da dinâmica do processo de estudo e de sua estrutura permitem determinar seu grau de completude e depende do cumprimento das condições seguintes, para que o processo de construção (ou reconstrução) escolar ocorra:

[...] Uma organização matemática local deve responder a questões que não podem ser respondidas por nenhuma organização matemática que constitui sua razão de ser;

[...] O processo de reconstrução deve ter momentos exploratórios que permitam comparar variações de técnicas que aparecem ao abordar diferentes tarefas;

[...] A exploração de uma organização matemática local deve incidir em um verdadeiro trabalho da técnica, provocando seu desenvolvimento progressivo;

[...] Na reconstrução de organização matemática local devem aparecer novas questões matemáticas relativas às diferentes técnicas que irão surgindo (questionamento tecnológico);

[...] É preciso avaliar a qualidade dos componentes da organização matemática local construída. Essa avaliação mostrará a necessidade de articulá-la com outras organizações matemáticas locais para construir uma organização matemática regional. (ALMOULOUD, 2007, p. 117-119)

2.4

O

BJETOS

O

STENSIVOS E

N

ÃO

-

OSTENSIVOS

-

P

ROBLEMA DA

N

ATUREZA DOS

O

BJETOS

Segundo Almouloud (2007), o problema da “natureza” dos objetos matemáticos e o de seu funcionamento na atividade matemática, estabeleceram

33 uma dicotomia diferenciando dois tipos de objetos: os objetos ostensivos, e os objetos não-ostensivos.

Enquanto os objetos ostensivos se referem a todo objeto de certa natureza sensível e materialidade, e que, desse fato, tem para o sujeito uma realidade perceptível, os objetos não-ostensivos são todos esses “objetos” que, como as ideias, as instituições ou os conceitos, existem institucionalmente sem que, no entanto, eles sejam vistos, ditos, escutados, percebidos ou mostrados por conta própria.

Os objetos não ostensivos só podem ser interpretados ou auxiliados pelo domínio adequado de certos objetos ostensivos associados e, esses podem ser uma palavra, uma frase, um gráfico, uma escrita, um gesto, ou um discurso. Entendemos que o uso do termo genérico “manipulação” designa os diversos usos possíveis dos objetos ostensivos pelo sujeito e que, a diferença entre “objetos ostensivos” e “objetos não-ostensivos” reside no fato de que os objetos ostensivos podem ser manipulados.

Para o autor, na abordagem Antropológica o desenvolvimento de uma técnica se traduz pela manipulação de objetos ostensivos regulados pelos objetos não-ostensivos, sendo que os objetos ostensivos constituem a parte perceptível da atividade.

A percepção dos ostensivos é natural e explica, o que a teoria das situações evidenciou sob o nome de estratégias didáticas de ostensão. Além disso, a co-ativação de objetos não-ostensivos e de objetos ostensivos é sempre presente e aparece em todos os níveis de uma atividade, bem como em nível da técnica e de seu ambiente tecnológico-teórico.

Para Almouloud (2007), a técnica de escrever supõe uma manipulação de objetos ostensivos de forma escrita, oral, gestual, e essa manipulação é monitorada por objetos não-ostensivos. Geralmente, na análise da atividade matemática, a dialética ostensivo/não-ostensivo é idealizada em termos de signos e de significação: os objetos ostensivos são signos de objetos não- ostensivos que constituem o sentido ou a significação. Os diferentes objetos ostensivos são caracterizados pelo registro (oral, da escrita, gráfico, gestual, material).

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2.5

A

NALISANDO UMA

O

RGANIZAÇÃO

M

ATEMÁTICA

Almouloud (2007) menciona que a praxeologia associada a um saber é formada pelo saber-fazer (técnico/prático) e saber (tecnológico/teórico) e, para Chevallard (1999, 2002) as praxeologias associadas a um saber matemático podem ser de cunho matemático, se fizer referência à realidade matemática construída para ser desenvolvida na sala de aula e, didáticas se a referência focar a maneira com que se executa essa construção.

A passagem da praxeologia de uma instituição para outra é chamada de Transposição Didática por Chevallard (2002) quando a instituição de destino é uma escola, classe, etc., e quando se trata de um objeto relativo às práticas de ensino, observaremos o objeto, descrevendo-o, analisando-o e, finalmente, desenvolvendo atividades que objetivam o ensino e a aprendizagem do objeto de estudo (Organização matemática e didática).

Introduziu a noção de momento para descrever uma organização didática e remete, aparentemente, à estrutura temporal o processo de estudo, definindo seis momentos (encontro com a organização praxeológica por meio de tarefas; exploração das tarefas e o início da elaboração de uma técnica para resolver esse tipo de tarefas; construção do ambiente tecnológico/teórico que começa a se construir desde o primeiro encontro, buscando a precisão durante o estudo; trabalho com a técnica em diferentes tarefas; institucionalização, onde a organização matemática é definida; a avaliação das relações pessoais e da relação institucional).

Fundamentamos assim, o nosso trabalho, apresentando os estudos que consideramos relevantes.

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Capítulo III