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4.3 Applications of the ALPIDE Chip in Calorimeters

4.3.2 FoCal

A Tabela 7 apresenta as médias de sódio no colostro de nutrizes não hipertensas e hipertensas do estudo. No grupo das nutrizes não hipertensas, a média de sódio encontrada foi 87,02 ± 14,31 mmol/L (mediana de 85,0 mmol/L) e no grupo das nutrizes hipertensas a média foi igual a 87,75 ± 11,83 mmol/L (mediana de 85,0 mmol/L).

Grumash et al. (1993) estudando os fatores nutricionais no leite de mães brasileiras encontraram valores de sódio que variaram de 5 a 85 mmol/L nas primeiras 48 horas pós-parto. As médias de sódio mostradas na Tabela 4 estão próximas ao limite máximo da variação referida por Grumash et al. (1993). Alaudeen, et al. (1988) analisando quantitativamente 700 amostras de leite de mulheres saudáveis: malasinas, chinesas e indianas, para determinação do perfil eletrolítico do 1º ao 90º dia pós-parto, concluíram que a concentração média de sódio é mais alta no colostro (48,2 ± 1,7 mmol/L) e esse valor decresce cerca de 30% no leite de transição e permanece constante nos dias subseqüentes de lactação (leite maduro). Macy (1949) encontrou uma média dos níveis de sódio no colostro nos primeiros 5 dias pós-parto, igual a 22,0 ± 12,0 mmol/L. Neville et al. (1991) estudando a composição do leite humano e o volume secretado durante a lactogênese∗ e o desmame, encontraram valores para o sódio, nas primeiras 60 horas pós-parto, que variaram de 80 a 15 mmol/L, sendo o maior valor encontrado nas primeiras horas pós-parto, seguido de um rápido declínio nos níveis desse íon nas horas subseqüentes. No nosso estudo, as médias de sódio nas 48 h, para os grupos de nutrizes não hipertensas e hipertensas, também se encontram próximas ao valor relatado por Neville et al. (1991) nas primeiras horas pós-parto.

Ereman et al. (1987) evidenciaram que a composição do leite humano varia em um mesmo dia e durante todo o período de lactação. Allen et al. (1991) relataram que, com o início da lactação, as vias paracelulares se fecham e a concentração de sódio na secreção mamária declina marcadamente (61,3 ± 25,8 mmol/L no leite pré-parto e 9,2 ± 0,4 mmol/L no 21º dia pós-parto). Wack et al. (1997) estudaram a composição eletrolítica do leite humano em 140 amostras de leite de 30 nutrizes e encontraram um valor médio de sódio igual a 182,83 mg/L (7,95 mmol/L) no período de 0 a 60 dias pós-

nesse estudo, esse termo se refere às mudanças na secreção da glândula mamária do nascimento até uma relativa estabilidade no volume, usualmente por volta do 5º dia pós-parto.

parto. Hibberd et al (1982) estudaram a composição do leite materno durante as primeiras 5 semanas de lactação e encontraram valores de sódio nos dias 1, 3 e 5 pós- parto de 63,5 ± 28,7 mg/dL (27,6 mmol/L), 43,9 ± 14,7 mg/dL (19,1 mmol/L) e 36, 7 ± 17,2 mg/dL (16,0 mmol/L). Allen et al. (1991) comparando os dados obtidos do estudo da composição do leite humano tempo-dependente àqueles de outros sete estudos relacionados aos níveis de sódio e potássio no leite humano e de outras espécies, observaram que tanto as concentrações de sódio como as de potássio no leite humano são menores que aquelas no leite de ruminantes e roedores e que as concentrações de sódio, cloro e potássio geralmente declinam através da lactação. Shiffman et al. (1989) coletaram leite materno de duas nutrizes com fibrose cística e observaram que a concentração de sódio no colostro (dias 1 a 5 pós-parto) variou de 11 a 22 mmol/L e decresceu com o tempo após o parto para 7 a 8 mmol/L no leite maduro. Na literatura observou-se a existência de um estudo conduzido por Howard et al. (1963) que analisaram os eletrólitos no fluido amniótico de gestantes não hipertensas e gestantes que apresentaram DHEG, encontrando uma média de 127 mmol/L e 126 mmol/L, respectivamente e essa médias foram significativamente diferentes.

Conforme dados da Tabela 7, não se encontrou diferença significativa, ao teste “t de student”, entre as médias de sódio no grupo das nutrizes não hipertensas e hipertensas. Quando as médias das concentrações de sódio foram comparadas, segundo as variáveis biológicas das nutrizes (idade, paridade, história familiar de hipertensão, idade gestacional) e peso do RNs, pela ANOVA, nos grupos das nutrizes não hipertensas e hipertensas (TAB. 8), não se encontrou diferença significativa entre elas.

Motil et al. (1997) afirmaram em seus estudos, que o leite de nutrizes adolescentes apresentaram maior concentração de sódio, quando comparados ao leite de nutrizes adultas e atribuíram essa diferença ao menor volume de leite secretado por nutrizes adolescentes no início da lactação. No nosso estudo, não foram investigados os volumes de colostro secretado por nutrizes adultas e adolescentes e, embora tenha-se notado que nutrizes adolescentes não hipertensas apresentaram média de sódio ligeiramente superior à de nutrizes adultas não hipertensas, essas médias foram estatisticamente iguais (p>0,05).

Quando se testou a associação entre HAS e valores de sódio (“≥ 5 e ≤ 85 mmol/L” e “> 5 e < 85 mmol/L”), TAB. 9, verificou-se que a condição da nutriz de ser ou não portadora de HAS não influenciou as concentrações de sódio no colostro de 48 horas. Holliday (1997) observou que crias de cepas de ratas predispostas à hipertensão, amamentadas por ratas nutrizes não hipertensas, quando chegam à idade adulta são menos hipertensas que suas irmãs amamentadas por nutrizes hipertensas. Isto devido, em parte, ao maior teor de sódio e com a relação sódio/potássio mais elevada no leite das ratas nutrizes com tendência à hipertensão. Os nossos dados apontam para uma igualdade estatística entre as médias de sódio no colostro de nutrizes não hipertensas e hipertensas e para uma relação semelhante entre sódio/potássio no colostro das nutrizes dos dois grupos estudados.

6.3.2. POTÁSSIO

A Tabela 7 apresenta as médias das concentrações de potássio no colostro das nutrizes do estudo. No grupo das nutrizes não hipertensas, a média de potássio encontrada foi de 14,45 ± 4,63 mmol/L (mediana de 13,82 mmol/L) e no grupo das nutrizes hipertensas a média foi de 14,4 ± 4,24 mmol/L (mediana de 14,15 mmol/L).

Woisky (1995) encontrou uma média de potássio no colostro igual a 13 mmol/L. Wack et al (1997) encontraram uma média de 585,0 ± 124,0 mg/L (14,96 mmol/L) de potássio em 140 amostras de leite de 30 nutrizes nos primeiros 60 dias pós-parto e afirmaram existir maior variabilidade inter-individual com relação aos níveis de potássio no leite humano, em comparação aos níveis de sódio.

As médias de potássio no colostro das nutrizes não hipertensas e hipertensas deste estudo foram ligeiramente superiores à média encontrada por Woisky (1995) e bastante próximas àquela de Wack et al. (1997).

Gross et al. (1981) investigando a composição do leite de mulheres que tiveram seus bebês em diferentes estágios gestacionais (a termo e pré-termo) ou que tiveram seu leite expressado mecanicamente ou que amamentavam seus bebês, encontraram valores

de potássio variando 12 a 25 mmol/L e afirmaram que as concentrações de potássio no leite dos diferentes grupos de nutrizes foram similares. Hibberd et al. (1982) estudando a variação da composição do leite durante as 5 primeiras semanas de lactação, encontraram valores médios de potássio nos dias 1, 3 e 5 pós-parto, iguais a 62,8 ± 13,0 mg/dL (16,1 mmol/L), 72,1 ± 9,4 mg/dL (18,4 mmol/L) e 71,4 ± 10,2 mg/dL (18,3 mmol/L). Allen et al. (1991) analisaram amostras de leite pré-parto e obtiveram uma média de 18,5 ± 56 mmol/L de potássio, com uma variação inter-individual de 31% e intraindividual de 13,1%. Neville et al. (1991) encontraram uma redução nos níveis de potássio nos primeiros dias pós-parto, sendo a média de potássio no dia do nascimento (dia zero) igual a 18 mmol/L e no 20º dia pós-parto a média foi igual a 14 mmol/L. Após esse período, houve uma elevação gradual da concentração desse íon no leite das nutrizes do estudo, até alcançar níveis estáveis (cerca de 19 mmol/L), o que ocorreu por volta do 90º dia pós-parto. Ereman et al. (1987) coletaram amostras de leite humano em vários tempos (de 15 minutos a 2 horas) após as nutrizes consumirem dietas pobres ou ricas em sódio e potássio. Concluíram que não existiu diferença significativa nos níveis pós-prandiais desses íons no leite materno dos dois grupos do estudo. Ainda assim, Keenan et al. (1982) em conclusão de seus estudos sobre variações diurnas e longitudinais de sódio e potássio no leite humano, sugeriram que o potássio dietético, mas não o sódio, pode influenciar os níveis de potássio no leite humano. Em função de dados controversos, o presente estudo foi delineado para consumo de dieta normocalêmica (normal quanto aos níveis de potássio) e normossódica pelas nutrizes envolvidas, a fim de controlar esse possível viés.

Keenan et al. (1982) confirmaram estudos anteriores ao verificar que todo o sódio e o potássio do leite humano encontra-se na fase aquosa. Estes autores também afirmaram não existir diferença significativa entre os valores encontrados para o sódio e o potássio no leite humano, quando obtidos por fotometria de chama ou utilizando-se digestão ácida seguida de espectrometria de absorção atômica.

Um outro estudo que objetivou relacionar o leite materno ao estado patológico da nutriz foi conduzido por Bitman et al. (1989), que estudaram a composição do leite materno de nutrizes diabéticas do terceiro ao sétimo dia pós-parto. Verificaram que o

volume produzido e as concentrações de sódio, potássio, lactose, cálcio, magnésio e citrato estavam dentro dos limites de uma população referência. O conteúdo de gordura no leite foi significativamente menor. Shiffman et al. (1989) analisando o leite materno de duas nutrizes com fibrose cística, observaram que a concentração de potássio no leite maduro variou de 2 a 18 mmol/L. Os autores concluíram que a secreção do leite em mulheres com fibrose cística parece ser fisiologicamente normal e segura para a criança.

Howard (1963) determinou a concentração de potássio no fluido amniótico de gestantes normotensas e que apresentaram toxemia da gestação e encontrou uma média de potássio de 5,0 mmol/L e 4,4 mmol/L, respectivamente, sendo significativa a diferença entre as médias.

No presente estudo, as médias de potássio no colostro são estatisticamente iguais (p>0,05) nos grupos das nutrizes não hipertensas e hipertensas, estão próximas à média de potássio relatada por Wack et al. (1997) e se encontram dentro da faixa de variação encontrada por Gross et al. (1981). As diferenças entre as médias de potássio do presente estudo e as médias encontradas em outros estudos acima citados, vêm confirmar as variações inter e intra-individuais das concentrações desse íon no leite humano, relatadas por Wack et al. (1997).

Quando as médias das concentrações de potássio foram comparadas, segundo as variáveis biológicas das nutrizes (idade, paridade, história familiar de hipertensão, idade gestacional) e peso do RNs, pela ANOVA, nos grupos das nutrizes não hipertensas e hipertensas (TAB. 8), não se encontrou diferença significativa entre elas.

Quando se testou a associação entre HAS e valores de potássio (“≥ 12 e ≤ 25 mmol/L” e “> 12 e < 25 mmol/L”), TAB. 9, verificou-se que a condição da nutriz de ser ou não portadora de HAS não influenciou as concentrações de potássio no colostro de 48 horas

6.4. ESTUDOS DE ASSOCIAÇÕES COM AS CONCENTRAÇÕES DE SÓDIO E