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GRÁFICO 1. Distribuição das nutrizes do estudo, atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana - MG, quanto ao estágio de vida: adolescentes (10 a 19 anos) e adultas (idade igual ou superior a 20 anos) nas diferentes faixas etárias

25,7 45,7 25,7 2,9 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 F re quê nc ia ( % ) < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Faixa Etária

O Gráfico 1 caracteriza as nutrizes quanto ao estágio de vida: adolescentes (idade maior que 10 anos e menor que 20 anos) e adultas (idade igual ou maior que 20 anos). Observando-se a distribuição das nutrizes segundo a faixa etária, nota-se que

25,7% (27) das nutrizes do estudo são adolescentes e 74,3% (78) das nutrizes são adultas. A maior concentração de nutrizes adultas encontra-se na faixa etária dos 20 aos 29 anos, correspondendo a 45,7% (48) das nutrizes do estudo. A participação das nutrizes adultas, na faixa etária dos 30 aos 39 anos, foi igual a das nutrizes adolescentes (25,7%). Apenas 2,9% (3) das nutrizes apresentaram idade igual ou superior a 40 anos.

GRÁFICO 2. Distribuição das nutrizes do estudo, atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana – MG, quanto à paridade: primíparas (que tiveram apenas um parto) e multíparas (que tiveram mais de um parto), por faixa etária

1,9 23,8 27,6 18,1 24,8 1,0 1,0 1,9 0 5 10 15 20 25 30 F re quê nc ia ( % ) < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Faixa Etária Multípara Primípara

O Gráfico 2 mostra as nutrizes do estudo caracterizadas quanto à paridade, segundo a faixa-etária em que se encontram. Dentre as nutrizes adolescentes (n=27), apenas 1,9% (2) são multíparas. A maioria das nutrizes adolescentes (23,8 % das nutrizes do estudo), teve apenas um parto. Dentre todas as nutrizes adultas do estudo (n=78), a condição de multiparidade prevaleceu na faixa etária dos 20 aos 39 anos, sendo que na faixa-etária dos 30 aos 39 anos, a razão entre multíparas e primíparas foi maior que aquela observada na faixa etária dos 20 aos 29 anos. Apenas uma nutriz (33,3%) com idade igual ou superior aos 40 anos era multípara.

GRÁFICO 3. Distribuição das nutrizes do estudo, atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana – MG, quanto à procedência: zona rural e zona urbana, por faixa etária

20,0 5,7 31,4 14,3 15,2 10,5 1,9 1,0 0 5 10 15 20 25 30 35 Fr e quê nc ia ( % ) < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Faixa Etária Zona Urbana Zona Rural 6

O Gráfico 3 mostra a procedência das nutrizes do estudo, ou seja, se são oriundas da zona urbana ou da zona rural, independentemente de seu local de nascimento. Pode-se observar que, em todas as faixas etárias, a maioria das nutrizes do estudo - 68,6% (72) - é oriunda da zona urbana, e a maior porcentagem dessas nutrizes encontra-se na faixa etária dos 20 aos 29 anos (31,4%). Na faixa etária correspondente à adolescência, 5,7% (6) das nutrizes são oriundas da zona rural e 20,0% (21) são oriundas da zona urbana. As nutrizes adultas oriundas da zona rural correspondem a 25,8% (27) e oriundas da zona urbana correspondem a 48,5% (51). De todas as nutrizes, 31,4% (33) são oriundas da zona rural.

GRÁFICO 4. Distribuição percentual por faixa etária, das nutrizes do estudo, atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana – MG, segundo a renda familiar bruta mensal, em números de salários mínimos

Observando os dados apresentados no Gráfico 4, verifica-se que, dentre as nutrizes adolescentes, a distribuição das mesmas segundo a renda mensal é bastante similar, o que não se observa para as nutrizes adultas na faixa etária dos 20 aos 29 anos, onde a maioria (19%) recebe menos de um salário mínimo mensal. A maioria das nutrizes dos 30 aos 39 anos (9,5%) recebe mais de dois salários mínimos mensais. Na faixa etária de 40 anos ou mais, nenhuma nutriz recebe menos de um salário mínimo mensal. Entre todas as nutrizes do estudo, 35,2% (37) recebem menos de um salário mínimo mensal, 28,6 % (21) recebem renda entre um a 2 salários mínimos mensais e 31,4% (33) recebem mais de 2 salários mínimos mensais. Apenas 4,8% (5) das nutrizes não souberam informar a renda familiar ou relataram renda inexistente em função do desemprego.

Segundo informações colhidas, a maioria das nutrizes cuja renda familiar mensal é igual ou superior a 2 salários mínimos, relatou a existência de duas ou mais pessoas com renda no domicílio. Outro dado levantado foi que, embora 63,8% das nutrizes

8,6 9,5 6,7 19,0 11,4 13,3 7,6 7,6 9,5 0,0 1,0 1,9 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Freqüência (%) < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Faixa Etária Renda < 1 SM Renda 1 ~ 2 SM Renda > 2 SM

recebam até dois salários mínimos, observou-se neste estudo uma predominância de casas próprias em todas as faixas etárias (63,8%), e uma baixa porcentagem de casas cedidas (24,8%) e alugadas (11,4 %). Tal fato provavelmente se deveu à política municipal de doação de casas populares às famílias de baixa renda, ocorrida na década de 90 na cidade de Mariana, MG.

Quanto à presença em seus domicílios de energia elétrica, rede de esgoto, água tratada e filtro, observou-se que, de todas as nutrizes do estudo, apenas as nutrizes adolescentes, na sua totalidade, são beneficiadas pela presença de energia elétrica e rede de esgoto em seus domicílios. Dos 20 aos 39 anos, mais de 90% das nutrizes são beneficiadas pela presença de energia elétrica e cerca de 75 a 85% são beneficiadas com rede de esgoto. Na faixa etária igual ou superior aos 40 anos, quase 70 % das nutrizes são beneficiadas com energia elétrica e rede de esgoto. Quanto à presença de água tratada e filtro em seus domicílios, cerca de 45 a 55 % das nutrizes nas faixas-etárias de 20 a 39 anos têm água tratada e cerca de 90% possuem filtro para obtenção de água potável. Na faixa etária igual ou superior aos 40 anos, 33,3% das nutrizes são beneficiadas com água tratada e 66,7% possuem filtro em seus domicílios.

GRÁFICO 5. Distribuição percentual por faixa etária, das nutrizes do estudo, atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana - MG, segundo a freqüência ao pré- natal

Com relação à freqüência ao pré-natal 96,2% das nutrizes do estudo foram assistidas durante a gestação. Pode-se notar no Gráfico 5 que todas as nutrizes

25,7% 44,8% 22,8% 2,9% 3,8% < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Não fez

adolescentes (25,7%) fizeram o pré-natal. Dentre as nutrizes adultas que compareceram ao pré-natal, a maioria delas encontrava-se na faixa etária dos 20 aos 29 anos - 44,8% (47) - seguidos de 22,8% (24) de nutrizes adultas na faixa etária dos 30 aos 39 anos e de 2,9% (3) de nutrizes adultas na faixa etária igual ou superior a 40 anos. Apenas 3,8% (4) das nutrizes adultas não fizeram o pré-natal.

GRÁFICO 6. Distribuição percentual por faixa etária, das nutrizes do estudo atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana - MG, segundo o acesso à orientações para o sucesso do aleitamento materno durante o pré-natal e/ou puerpério

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% < 19 20 ~ 29 30 ~ 39 > 40 Fa ix a E ria Frequência (%) Foi Orientada Não Foi Orientada

No que se refere ao incentivo, promoção e apoio ao aleitamento materno por meio de orientações no pré-natal e/ou puerpério, observa-se no Gráfico 6 que 96,3% (26) das nutrizes adolescentes receberam orientações. Dentre as nutrizes adultas dos 20 aos 29 anos, 95,8% (46) receberam orientações e dentre aquelas na faixa etária dos 30 aos 39 anos, 88,8% (24) foram orientadas para o sucesso do aleitamento materno. Na

faixa etária acima dos 40 anos, 66,7% (2) foram orientadas. Apenas 6,6% (7) de todas as nutrizes do estudo não receberam qualquer orientação para o sucesso do aleitamento materno.

GRÁFICO 7. Distribuição percentual das nutrizes adolescentes atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana – MG, segundo o acesso a orientações para o sucesso do aleitamento materno através de diferentes agentes: profissionais da saúde (Prof), amigos, parentes, livros, revistas e televisão (TV)

4% 4% 4% 29% 4% 19% 25% 11% Profissional saúde Parentes

Não foi orientado Prof+TV Prof+Parentes Prof+Livros Amigos+Parentes Parentes+Livros

O Gráfico 7 representa a distribuição, em termos percentuais, das nutrizes adolescentes, segundo o acesso às orientações para o sucesso do aleitamento materno, fornecidas por profissionais de saúde, amigos, parentes e os meios de comunicação: livros, revistas e televisão (TV). Dentre as nutrizes adolescentes (27), observa-se que a grande maioria, 29% (8), foi orientada por profissional da saúde e parentes, seguida por 25% (7) de nutrizes adolescentes que receberam orientações apenas dos profissionais de saúde, 19% (5) que receberam apenas orientações de parentes e 15% (4) das nutrizes adolescentes relataram ter buscado informações nos livros e revistas sobre o assunto. Apenas 4% (1) das nutrizes adolescentes relataram não terem recebido qualquer orientação para o aleitamento materno. Os itens amigos, TV e livros/revistas não foram relatados como agentes isolados de orientações para a prática do aleitamento materno, mas estiveram sempre em conjunto com outro agente.

GRÁFICO 8. Distribuição percentual das nutrizes adultas atendidas na SBSC – Hospital Monsenhor Horta, em Mariana – MG, segundo o acesso a orientações para o sucesso do aleitamento materno através de diferentes agentes: profissionais da saúde (Prof), amigos, parentes, livros, revistas e televisão (TV)

1,3% 2,6% 3,8% 26,9% 9,0% 12,8% 43,6% Profissional saúde Parentes

Não foi orientado Prof+TV Prof+Parentes Prof+Livros Parentes+Livros

Observa-se no Gráfico 8 que, dentre as nutrizes adultas que receberam orientações de aleitamento materno (n=70), 43,6% (34) relataram ter recebido orientações apenas de profissional de saúde, 12,8% (10) receberam orientações apenas de parentes, 3,8% (3) das nutrizes adultas foram orientadas por profissionais da saúde e televisão, 26,9% (21) relataram ter recebido orientações de profissionais de saúde e parentes, 1,3% (1) relatou ter sido orientada por profissionais de saúde e informações contidas em livros e 2,6% buscaram informações nos livros/revistas e de parentes sobre o assunto e outros 4% (4) obtiveram orientações através da TV. Uma parcela representativa das nutrizes adultas (9%, n=8) não recebeu orientações para o sucesso do aleitamento materno, segundo informações colhidas das próprias nutrizes. Nenhuma nutriz relatou ter recebido orientações para o aleitamento materno de seus amigos. Observa-se que a grande maioria (70%, n=55) recebeu orientações de um profissional da saúde, e os parentes foram grandes colaboradores nas orientações para o sucesso no aleitamento materno.

5.3. CARACTERIZAÇÃO DOS GRUPOS DE NUTRIZES NÃO HIPERTENSAS E