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3.2 Status for laksebestanden

3.2.1 Fiskebiologiske undersøkelser i influensområdet

Brooking (1996) caracteriza o capital humano como um ativo organizacional que gera benefícios oriundos da educação, qualificação vocacional, conhecimento e competências relacionadas ao trabalho. Para Edvinsson e Malone (1998), refere-se a toda capacidade, conhecimento, habilidade e experiências individuais dos funcionários da empresa e, para Stewart (1998), o termo encontra-se essencialmente relacionado às fontes de inovação e renovação da empresa. Ainda para ele, os diversos indivíduos que compõem o quadro organizacional são atribuídos de talentos individuais, que, quando somados, representam uma capacidade maior, utilizada e dedicada às melhorias internas da firma, que, por sua vez, repercutem em inovações organizacionais.

Além das definições evidenciadas, diversos autores conceituaram o termo, em uma literatura ampla que, segundo Calderón, Jesús, Mousalli e Gloria (2012), teve origem na década de 1960, mesmo período em que Becker (1964) caracterizou o indivíduo humano como um importante ativo organizacional. Com base no levantamento realizado por Grimaldi, Cricelli e Rogo (2013), estruturou-se o Quadro 5, visando a evidenciar os componentes do capital humano de uma empresa.

Quadro 5 – Componentes da dimensão humana do capital intelectual.

Autor Componentes do capital humano

Petty e Guthrie (2000)

Know-how, educação, qualificação vocacional, conhecimento relacionado ao trabalho,

competências relacionadas ao trabalho, espírito empreendedor, capacidade de inovar e proatividade.

Vanderkaay (2000) Pessoas, conhecimento compartilhado e aprendizado por múltiplas fontes. MERITUM Project

(2002)

Capacidade inovadora, criatividade, know-how, experiência prévia, capacidade da equipe de trabalho, treinamento, educação, flexibilidade do trabalho, rotação no trabalho, motivação, satisfação, capacidade e lealdade.

Autor Componentes do capital humano Boedker, Guthrie e

Cuganesan (2005)

Conhecimento, educação, treinamento, aprendizagem e desenvolvimento, empregados e conhecimentos relacionados ao trabalho.

Green e Ryan

(2005) Empregados e informações. Choong (2008)

Gestão de aptidões, ativos centrados no elemento humano, competência do empregado, experiências, identidades individuais, gestão do trabalho, força de trabalho e

treinamento. Karagiannis,

Nemetz e Bayer (2009)

Empregado, treinamento, competências e fator de risco humano. Kim e Kumar

(2009) Liderança, atitude de trabalho e utilização de competência. Fonte: Adaptado de Grimaldi, Cricelli e Rogo (2013).

A análise do Quadro 5 permite inferir que as especificações do capital humano não se referem exclusivamente a questões relacionadas às capacidades e competências individuais dos funcionários da empresa. Trata-se também de questões: a) comportamentais, relacionadas à proatividade e lealdade (MERITUM..., 2002; PETTY; GUTHRIE, 2000); b) vocacionais, relacionadas ao espírito empreendedor, liderança, motivações e atitude no trabalho (KIM; KUMAR, 2009; MERITUM..., 2002; PETTY; GUTHRIE, 2000); e c) organizacionais, destinadas aos funcionários no que tange principalmente aos treinamentos e à viabilização de diferentes formas de aprendizagem (KARAGIANNIS; NEMETZ; BAYER, 2009; MERITUM..., 2002; VANDERKAAY, 2000).

Com base nos autores analisados e em consonância com os postulados de Grimaldi, Cricelli e Rogo (2013), entende-se ser o capital humano uma fonte de inovação e renovação

estratégica para a empresa, caracterizada essencialmente por três atributos: a) aptidões do conhecimento; b) aptidões de gestão; e c) criatividade e capacidade para inovar, por sua

vez compostos por diversos elementos organizacionais.

Considerando o exposto, estruturou-se o Quadro 6, visando a definir e melhor caracterizar os atributos e elementos que compõem o capital humano de uma empresa. Destaca- se, no entanto, que após ampla revisão teórica sobre o tema não se identificaram, na literatura de capital intelectual, autores que definam os elementos do capital humano detalhadamente. Dessa forma, os elementos a seguir apresentados encontram-se agrupados conforme segmentação proposta por Grimaldi, Cricelli e Rogo (2013) e são aqui definidos com base em inferências próprias deste estudo, fundamentadas no entendimento das macrodefinições apontadas pelos autores analisados.

Quadro 6 – Caracterização dos elementos da dimensão humana do capital intelectual.

Atributo Elemento Definição

Aptidões do conhecimento

Competência Integração e coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes do indivíduo.

Habilidade Grau de capacidade do indivíduo para lidar com os objetivos, atividades e pessoas da organização.

Conhecimento Conhecimento do indivíduo relacionado às atividades e práticas diversas na empresa.

Experiência Conhecimento avançado (teórico e prático) sobre um determinado assunto. Educação Nível de formação e escolaridade do indivíduo.

Treinamento Ações da empresa orientadas à aquisição de competências, conhecimentos e habilidades.

Aprendizagem Processo de aquisição ou modificação dos conhecimentos, habilidades e capacidades do indivíduo.

Aptidões de gestão

Espírito empreendedor

Versatilidade e habilidade para a realização de atividades que tragam benefícios à organização.

Liderança Capacidade do indivíduo de liderar e conduzir pessoas na organização. Compromisso Vínculo de um determinado indivíduo para com um objetivo ou a

organização como um todo.

Motivação Orientação do indivíduo para a realização de um determinado objetivo da empresa.

Lealdade Fidelidade, sinceridade e dedicação do indivíduo para com a empresa. Flexibilidade Capacidade do indivíduo de lidar com as diferentes informações oriundas

do ambiente organizacional.

Criatividade e capacidade para inovar

Criatividade Capacidade do indivíduo de criar coisas novas na organização. Mutabilidade Facilidade do indivíduo de se adaptar às mudanças organizacionais.

Habilidades proativas

Habilidade do indivíduo de se comportar de maneira antecipada aos acontecimentos organizacionais.

Inteligência emocional

Capacidade do indivíduo de reconhecer e lidar com emoções oriundas do ambiente organizacional.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Observa-se, em relação aos elementos apresentados no Quadro 6 e em concordância com os postulados de Bontis (1998), que o capital humano, isolado de outros componentes organizacionais, representa apenas capacidades e competências individuais, não sendo, assim, fonte de criação de valor para a empresa. Bontis (1998) aponta que são necessários a integração e o relacionamento do indivíduo humano com outros elementos da empresa para que possa nutrir suas habilidades e utilizá-las como fonte de riquezas organizacionais. Em outras palavras, o autor pontua que é necessário uma interligação do capital humano com o chamado capital estrutural da empresa, que passa a ser discutido no tópico subsequente do presente estudo.