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FINANSIELL METODE

In document Verdsettelse av Flex LNG (sider 15-20)

Como a opção metodológica de nossa pesquisa foi de natureza quantitativa e qualitativa simultaneamente, adotamos técnicas que refletissem essa opção e facilitasse nosso trabalho de análise dos dados. Nessa sessão abordaremos de forma resumida essas técnicas e os procedimentos que adotamos para a análise dos dados.

A principal fonte de coleta de dados foram as entrevistas, as quais contaram com perguntas abertas e também com a aplicação de formulários. Adotamos como principal procedimento de registro dos dados a gravação das entrevistas, as quais foram posteriormente transcritas. O fato das duas perguntas abertas comuns a todos os entrevistados apresentarem listas de apoio (APÊNDICES D e E) foi fundamental para a análise dos dados coletados, possibilitando a sua tabulação em categorias e o cálculo de percentuais das mesmas. As duas perguntas comuns a todos os entrevistados foram as seguintes: “quais as situações de trabalho que você associa à ocorrência de estresse?” e “dentre os programas de qualidade de vida desenvolvidos pela empresa, quais você relaciona com administração do estresse?”, as quais estão diretamente relacionadas a dois dos objetivos da pesquisa.

As técnicas usadas para análise dos dados contidos nas transcrições das entrevistas e nos formulários preenchidos foram: cálculo da freqüência com uso de percentual e análise de conteúdo. O cálculo de freqüência com uso de percentual é uma técnica estatística simples e que consiste em calcular uma parte do total de uma determinada amostra (em nosso caso tivemos como amostras as 55 ações de QVT mapeadas e os 16 entrevistados dependendo do objetivo) e fazer equivalência como se a amostra fosse sempre de cem unidades. Já para a análise de conteúdo, descrevemos algumas características dessas técnicas nos próximos parágrafos.

Para Marconi e Lakatos (1999, p. 132) no uso da técnica de análise de conteúdo, “certo processo quantitativo é usado para proporcionar a média da importância e ênfase da matéria de várias idéias verificadas e para permitir confrontos com outras amostras do material”. De acordo com essa idéia, buscamos montar vários quadros que nos permitissem

avaliar com maior precisão a média da importância atribuída as várias idéias que foram colhidas durante a entrevista e preenchimento dos formulários.

Para Leite (2004, p. 163) “cabe ao pesquisador compreender e interpretar aquele amontoado de dados e informações relacionando ao problema e aos objetivos da pesquisa, só assim será permitido fazer considerações tais como sugestões, conclusões, e recomendações”. Dessa forma, buscamos relacionar cada dado coletado ao problema e aos objetivos de nossa pesquisa, de modo a emitir opiniões que fossem úteis à solução desse problema. Segundo Ander-Egg (1978 apud MARCONI; LAKATOS, 1999, p. 132), a técnica da análise de conteúdo consiste em três fases principais: estabelecer unidade de análise, determinar as categorias de análise e selecionar uma amostra do material de análise. Em nosso caso as categorias de análise foram de três tipos: a importância da responsabilidade social empresarial interna/ qualidade de vida no trabalho, ações de QVT desenvolvidas pela empresa (e sub- categorias) e fatores estressores compilados da teoria (e sub-categorias). A análise das categorias e dos conteúdos das entrevistas foi sistematizada no quadro temático (Apêndice G). Para melhor explicar quais foram os procedimentos adotados para a análise dos dados, faremos um detalhamento de como procedemos para cada um dos objetivos de nossa pesquisa.

Os procedimentos para análise dos dados relacionados ao objetivo 1 - mapear as práticas de qualidade de vida no trabalho da empresa pesquisada - consistiu primeiramente da categorização de todas as práticas desenvolvidas pela empresa, a qual teve como base o questionário de auto-avaliação do Prêmio SESI de Qualidade no Trabalho. Essa categorização foi feita tomando como base as categorias propostas no Prêmio SESI, assim como algumas encontradas na literatura. Desta forma montamos um quadro com o conjunto de todas as práticas de qualidade de vida no trabalho desenvolvida pela empresa. Num segundo momento, fizemos uma tabulação das principais características do conjunto das ações de QVT mapeadas através de perguntas direcionadas à gerente do conhecimento, nas seguintes dimensões: há quanto tempo a ação é desenvolvida, quem dela participa, quem a gerencia, se existe investimento financeiro e qual é a sua freqüência. De posse das respostas, montamos um quadro com freqüência das respostas de modo percentual, que nos permitiu uma ampla análise das práticas de QVT na empresa.

Quanto aos procedimentos para analisar os dados relacionados ao objetivo 2 - investigar a existência de ações relacionadas à administração do estresse no trabalho da empresa pesquisada - usamos basicamente perguntas feitas a gerente do conhecimento e também análise dos resultados obtidos nos demais objetivos. Como esse objetivo trata de

investigar se existe ou não ações sistematizadas ou programas de administração do estresse na empresa, o resultado esperado era próximo de uma resposta “sim” ou “não”, por isso, não contou com procedimentos mais elaborados para a análise dos dados.

Já nos procedimentos relacionados aos objetivos 3 e 4 - identificar as práticas de qualidade de vida no trabalho adotadas pela empresa pesquisada que tenham relação com o estresse do trabalho e diagnosticar os fatores que mais contribuem para a elevação ou redução do estresse no trabalho na empresa pesquisada respectivamente – o principal passo desenvolvido foi registrar todas as respostas tomando como base os itens das listas de apoio usadas na entrevista (APÊNDICES D e E). Tal procedimento, permitiu que todas as respostas fossem facilmente categorizadas de acordo com cada item das listas e nos permitiu então elaborar quadros com as respostas quantificadas em percentual. Dessa forma, pudemos desenvolver uma série de análises com base no resultado exposto em cada um dos quadros.

No objetivo 5 - verificar a ocorrência de estresse no trabalho entre os colaboradores da empresa pesquisada – os procedimentos de análise foram conforme as instruções do formulário aplicado para medir a ocorrência de estresse no trabalho, com base em Lipp e Rocha (1996). Esse formulário possui procedimento detalhado sobre como analisar os resultados. Ele está estruturado como uma lista de 20 sinais e sintomas, os quais devem ter sido percebidos pelas pessoas nos últimos 30 dias. Em cada item que for assinalado a pessoa deve citar sua freqüência na última semana. Para ser considerado na análise, são contados apenas os itens assinalados com mais de 3 reincidências na última semana. Caso nenhum item se encaixe nessa situação, então há ausência de estresse. De 1 a 12 itens assinalados indica que a pessoa está no 1º estágio do estresse e 13 ou mais itens assinalados corresponde ao 2º estágio do estresse. É importante ressaltar que o estresse é um fenômeno muito dinâmico e que tais medições são retratos do momento atual.

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